terça-feira, 18 de agosto de 2026

PEDRO SALES DESISTE DE CANDIDATURA E SAÍDA ACENDE ALERTA NA CAMPANHA DE DANIEL VILELA

ELEIÇÕES 2026 | Ex-presidente da Goinfra, homem de confiança de Ronaldo Caiado e uma das apostas do PSD para deputado federal abandona a disputa em plena campanha. Oficialmente, decisão é tratada como particular, mas os motivos políticos que levaram à desistência ainda precisam ser esclarecidos.

A desistência de Pedro Sales (PSD) da candidatura a deputado federal não representa apenas a retirada de mais um nome da disputa proporcional. Trata-se de uma baixa considerável para o grupo governista e, especialmente, para o projeto eleitoral de Daniel Vilela ao Governo de Goiás.

Sales estava longe de ser um candidato qualquer dentro da estrutura governista.

Ex-presidente da Goinfra, ocupou durante anos uma posição estratégica na administração estadual e se consolidou como um dos homens de confiança do então governador Ronaldo Caiado. Sua candidatura à Câmara dos Deputados era tratada como uma das apostas importantes do PSD em Goiás.

Por isso, sua saída justamente quando a campanha eleitoral já está em andamento inevitavelmente provoca questionamentos.

POR QUE PEDRO SALES DESISTIU?

Publicamente, Pedro Sales classificou a decisão como “particular” e informou que pretende retornar a Brasília, ficar mais próximo da família e retomar suas atividades como servidor efetivo do Supremo Tribunal Federal (STF).

A explicação, entretanto, não encerra o assunto politicamente.

Informações de bastidores publicadas por diferentes veículos apontam dificuldades para consolidar bases eleitorais, avanço de concorrentes sobre espaços políticos anteriormente trabalhados por Sales e indefinições relacionadas aos recursos disponíveis para a campanha.

São elementos relevantes, mas que ainda precisam ser devidamente esclarecidos.

A pergunta central permanece:

O que aconteceu para que um homem de confiança de Caiado, ex-presidente de uma das principais agências do Governo de Goiás e apontado como um dos nomes importantes do PSD para a Câmara Federal desistisse da eleição justamente agora?

BAIXA PARA DANIEL

A candidatura de Pedro Sales também tinha importância para a estratégia de Daniel Vilela, porque candidatos competitivos a deputado federal funcionam como importantes cabos eleitorais regionais para uma candidatura majoritária.

Eles montam equipes, mobilizam prefeitos, vereadores e lideranças, percorrem municípios e ajudam a levar o candidato ao governo para suas respectivas bases.

Quando um nome com estrutura e trânsito político deixa a disputa, essa engrenagem perde uma peça.

Sales assegurou que continuará apoiando o grupo e declarou voto em Ronaldo Caiado e Daniel Vilela. Mas existe uma diferença evidente entre declarar apoio e manter uma candidatura federal percorrendo Goiás, mobilizando lideranças e pedindo votos diariamente para a chapa majoritária.

UMA DESISTÊNCIA QUE PRECISA SER EXPLICADA

A saída também acontece em um momento particularmente sensível para o grupo governista, quando as campanhas entram efetivamente nas ruas e a capacidade de mobilização territorial passa a ser decisiva.

Não há, até agora, qualquer elemento público que permita atribuir à desistência de Pedro Sales motivo diferente daquele apresentado oficialmente.

Isso, porém, não elimina o interesse público sobre os bastidores da decisão.

Por que Pedro Sales desistiu? Houve dificuldade de financiamento? Perda de bases? Problemas dentro da chapa? Faltou apoio político? Ou existe algum outro motivo ainda desconhecido?

São perguntas que permanecem abertas.

O fato concreto é que Daniel Vilela perdeu um importante candidato proporcional e Ronaldo Caiado viu um de seus homens de confiança abandonar a disputa eleitoral.

Agora, além de reorganizar forças dentro do PSD, o grupo governista terá de explicar melhor por que uma de suas principais apostas decidiu sair do jogo quando a eleição acaba de começar.


ALEGO CONTRA A IMPRENSA: ASSEMBLEIA TENTA TIRAR DO AR REPORTAGEM SOBRE BRUNO PEIXOTO, MAS TJGO BARRA AÇÃO POR UNANIMIDADE

ALEGO TENTOU CALAR BLOG NA JUSTIÇA, PERDEU POR UNANIMIDADE E TJGO IMPÔS LIMITE AO USO DO PODER PÚBLICO CONTRA CRÍTICAS JORNALÍSTICAS

LIBERDADE DE IMPRENSA | Assembleia Legislativa de Goiás acionou a Justiça para retirar do ar reportagem do Blog do Cleuber Carlos envolvendo o presidente Bruno Peixoto. A tentativa fracassou em primeira instância e novamente no TJGO. Por unanimidade, desembargadores decidiram que a Casa extrapolou os limites de sua capacidade judiciária ao tentar agir contra um particular por críticas jornalísticas.

Uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás impôs um duro limite à utilização da estrutura institucional do Poder Legislativo para reagir judicialmente a publicações jornalísticas críticas aos seus dirigentes.

A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (ALEGO) foi à Justiça contra o jornalista Cleuber Carlos do Nascimento, responsável pelo Blog do Cleuber Carlos, buscando a remoção de uma publicação envolvendo o presidente da Casa, deputado estadual Bruno Peixoto.

Perdeu em primeira instância.

Recorreu.

E perdeu novamente — desta vez por unanimidade na 3ª Câmara Cível do TJGO.

A decisão ganha dimensão que ultrapassa o conflito entre um veículo de comunicação e a Assembleia: o Judiciário estabeleceu, no caso concreto, até onde uma Casa Legislativa pode utilizar sua personalidade judiciária para enfrentar críticas publicadas por um jornalista.

E a resposta do Tribunal foi contundente.

ALEGO QUERIA REPORTAGEM FORA DO AR

A disputa começou depois de uma publicação feita em 5 de março de 2025 pelo Blog do Cleuber Carlos.

Segundo o próprio acórdão, a ALEGO alegou que o conteúdo fazia acusações envolvendo corrupção, desmandos administrativos, licitações direcionadas, uso da TV Assembleia para promoção pessoal e existência de funcionários fantasmas.

A Assembleia sustentou que a publicação atingia sua honra objetiva, seus servidores e a imagem do Poder Legislativo e pediu judicialmente a remoção imediata do conteúdo.

A questão central, entretanto, surgiu antes mesmo de uma discussão judicial sobre se as denúncias publicadas eram verdadeiras ou falsas.

A ALEGO poderia sequer propor aquela ação em nome próprio?

A primeira instância respondeu que não.

A ação foi extinta por ilegitimidade ativa.

ASSEMBLEIA RECORREU PARA TENTAR REABRIR O PROCESSO

A ALEGO não aceitou a derrota.

No recurso, argumentou que a publicação ultrapassava os limites da crítica jornalística e atingia não apenas seu presidente, mas a própria imagem e as prerrogativas institucionais do Legislativo.

A Casa chegou a sustentar que suas prerrogativas poderiam ser violadas não somente por outros Poderes, mas também por “um veículo de imprensa”.

O objetivo da apelação era derrubar a sentença, reconhecer a legitimidade da Assembleia e devolver o processo à primeira instância para que a ação de remoção do conteúdo prosseguisse.

Não conseguiu.

TJGO: ALEGO EXTRAPOLOU SEUS LIMITES

O desembargador Gerson Santana Cintra, relator do recurso, estabeleceu uma distinção fundamental.

A Assembleia possui personalidade judiciária, mas essa capacidade é “anômala e restrita”, destinada à proteção de suas prerrogativas institucionais, autonomia e independência necessárias ao exercício de suas funções constitucionais.

Defender prerrogativas do Parlamento, entretanto, não é a mesma coisa que defender honra e imagem.

O voto afirma que direitos da personalidade não podem ser confundidos com prerrogativas institucionais.

Em outras palavras:

a estrutura institucional da Assembleia não pode substituir automaticamente seus deputados e servidores numa disputa judicial envolvendo críticas jornalísticas.

“AINDA QUE ÁCIDAS OU POTENCIALMENTE INJUSTAS”

É nesse ponto que o acórdão assume relevância especial para jornalistas e veículos de comunicação.

Ao analisar as acusações existentes na publicação, o Tribunal entendeu que elas estavam direcionadas à gestão política e à conduta de pessoas físicas determinadas, especialmente ao presidente da Assembleia e a outros parlamentares ou servidores.

Se essas pessoas entenderem que tiveram sua honra ou imagem atingidas, diz a decisão, cabe a elas próprias buscar a tutela judicial.

E o voto utiliza uma formulação particularmente contundente:

“Permitir que um ente despersonalizado litigue contra um particular em razão de críticas jornalísticas — ainda que ácidas ou potencialmente injustas — representaria uma extensão indevida de sua capacidade judiciária.”

A frase atinge o centro da controvérsia.

Não significa que jornalistas estejam acima da lei ou imunes à responsabilização.

Significa algo diferente: quem se considerar pessoalmente atingido precisa buscar os instrumentos jurídicos adequados, não podendo a Assembleia assumir indiscriminadamente esse papel em nome de seus integrantes.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO VERSUS DIREITOS DA PERSONALIDADE

O acórdão vai além.

Segundo o Tribunal, quando a controvérsia envolve um particular e coloca de um lado a liberdade de expressão e de outro direitos da personalidade, a legitimidade para ingressar em juízo pertence à pessoa física ou jurídica que efetivamente se considera ofendida.

Não ao órgão público desprovido de personalidade jurídica.

O próprio argumento apresentado pela ALEGO sobre eventual risco de “instigação de violência” foi considerado insuficiente para conferir à Assembleia legitimidade para ajuizar a cautelar destinada à remoção do conteúdo jornalístico.

PODER PÚBLICO NÃO PODE TRANSFORMAR SUA ESTRUTURA EM ESCUDO PESSOAL

A sentença de primeira instância já havia observado que, entre as competências da Assembleia e de seu presidente, não existe autorização para a Casa pleitear, em nome próprio, direitos personalíssimos de seus membros.

Também registrou que a publicação atacava diretamente Bruno Peixoto e que não havia demonstração de violação da autonomia administrativa ou financeira da Assembleia nem impedimento ao exercício de sua função legislativa.

O TJGO manteve esse entendimento.

O resultado produz uma mensagem institucional importante.

O Poder Legislativo dispõe de procuradoria, servidores, estrutura administrativa e recursos públicos necessários à defesa de suas atribuições constitucionais.

Essa estrutura, entretanto, tem limites.

E o Tribunal entendeu que esses limites foram ultrapassados nesse episódio.

DERROTA POR UNANIMIDADE

No julgamento da apelação, o desembargador Gerson Santana Cintra votou por negar provimento ao recurso e manter a extinção da ação.

Os demais integrantes da turma julgadora acompanharam o relator.

A decisão foi unânime.

A ALEGO tentou judicialmente manter viva uma ação destinada à retirada de conteúdo publicado pelo Blog do Cleuber Carlos.

Não conseguiu.

Mais do que preservar a sentença, porém, o acórdão deixou registrado um princípio essencial para a relação entre imprensa e poder:

críticas jornalísticas podem ser contestadas, respondidas e, quando houver fundamento jurídico, discutidas judicialmente por quem efetivamente se considere ofendido. O que uma instituição pública não pode fazer é extrapolar sua capacidade legal para funcionar como substituta processual de seus integrantes.

No processo nº 5169879-61.2025.8.09.0051, foi exatamente essa a linha que o Tribunal entendeu ter sido ultrapassada.

E, diante de um Estado democrático, a conclusão tem peso muito maior do que uma simples vitória processual.

Quando o poder público tenta retirar uma reportagem do ar, a discussão deixa de interessar apenas ao jornalista processado. Passa a interessar à própria liberdade de imprensa.

Caiado Mentiu: Goiás Não é o Estado Mais Seguro do Brasil

Pelo

Atlas da Violência 2026, do Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, usando a taxa oficial de homicídios, São Paulo aparece em 1º lugar, com 6,6 homicídios por 100 mil habitantes. Depois vêm Santa Catarina (8,1), Distrito Federal (10,3), Minas Gerais (12,8) e Rio Grande do Sul (15,2). Goiás aparece com 18,4. 

Mas o próprio Atlas alerta para um problema: existem mortes violentas de causa indeterminada que podem esconder homicídios. Quando o Ipea faz a correção estatística e calcula os “homicídios estimados”, o ranking muda:


Mas uma coisa é dizer que Goiás ficou mais seguro.

Outra, muito diferente, é descobrir quão seguro Goiás é quando comparado ao restante do Brasil.

E é justamente aí que os números começam a contar uma história mais complexa.


O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que Goiás registrou
1.222 Mortes Violentas Intencionais (MVI) em 2025, contra 1.386 no ano anterior.

A taxa caiu de 18,9 para 16,5 mortes por 100 mil habitantes.

Uma redução de 12,7% em apenas um ano.

É um resultado relevante e precisa ser reconhecido.

O índice goiano também ficou abaixo da média brasileira, de 19,1 mortes violentas por 100 mil habitantes.

Só que existe outra maneira de olhar para esses mesmos números.

QUANDO GOIÁS É COMPARADO AOS MELHORES

Santa Catarina registrou apenas 7,6 mortes violentas por 100 mil habitantes.

São Paulo aparece praticamente empatado, com 7,8.

Depois aparecem Distrito Federal, com 9,6; Rio Grande do Sul, com 11,3; e Minas Gerais, com 12,9.

Goiás: 16,5.

Isso significa que, apesar da melhora, a taxa de mortes violentas de Goiás continua sendo mais que o dobro da registrada em Santa Catarina.

Essa comparação é importante porque impede duas distorções igualmente ruins.

A primeira seria ignorar a queda da criminalidade em Goiás simplesmente por disputa política.

Os números não permitem isso.

Houve redução.

A segunda seria transformar a melhora em uma espécie de certificado de excelência nacional.

Os números também não permitem isso.

O QUE É “MORTE VIOLENTA”?


O indicador utilizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública é mais abrangente que simplesmente contar homicídios.

As chamadas Mortes Violentas Intencionais incluem homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

É, portanto, um dos termômetros mais importantes para comparar a violência entre os estados.

E o termômetro mostra algo bastante claro:

Goiás melhorou muito, mas ainda tem caminho considerável até alcançar os estados brasileiros com menores índices de violência letal.

A PERGUNTA QUE FALTA RESPONDER

Existe ainda uma questão maior.

Segurança pública não é apenas homicídio.

Um cidadão pode viver em um estado com poucos assassinatos e, ao mesmo tempo, enfrentar altos índices de roubo, furto de veículos, estupro, violência doméstica ou estelionato.

Por isso, o Blog do Cleuber Carlos vai avançar nessa investigação.

Vamos cruzar os dados de homicídios, mortes violentas, roubos, furtos de veículos, estupros, feminicídios, violência doméstica e letalidade policial dos estados brasileiros.

O objetivo não será confirmar propaganda de governo nem discurso de oposição.

Será responder uma pergunta simples:

quando todos os principais indicadores são colocados sobre a mesa, qual é realmente a posição de Goiás no ranking da segurança pública brasileira?

A primeira fotografia já está disponível.

E ela mostra duas verdades ao mesmo tempo:

Goiás está mais seguro do que estava.

Mas ainda está bem distante dos estados mais seguros do Brasil.
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50 KG DE SKUNK NO ALPHAVILLE: O QUE LEVOU A INTELIGÊNCIA DA PM AO INTERIOR DO CONDOMÍNIO?

INVESTIGAÇÃO | Cerca de 50 quilos de skunk foram apreendidos e três pessoas acabaram presas em um dos condomínios mais exclusivos de Goiânia. Informação de que o veículo teria entrado como visitante e recebido a droga dentro do residencial abre uma série de perguntas ainda sem respostas oficiais.

A apreensão de aproximadamente 50 quilos de skunk no Alphaville Flamboyant Araguaia, em Goiânia, pode esconder uma história maior do que aquela revelada inicialmente pela ocorrência policial.

A operação envolveu equipes da Polícia Militar, incluindo COINT — Comando de Inteligência — e ROTAM. Três pessoas foram presas e um Volkswagen Polo foi apreendido.

O ponto que chama atenção, entretanto, está nas circunstâncias anteriores ao flagrante.

Segundo informações publicadas pelo GYN Notícias, o Polo teria entrado no condomínio como visitante e sido carregado com a droga já no interior do residencial.

Se essa informação for confirmada oficialmente, surge a primeira grande pergunta:

Onde estavam os aproximadamente 50 quilos de skunk antes de serem colocados no veículo?

O CARRO ENTROU PARA VISITAR QUEM?

O Alphaville possui controle de acesso. Por isso, outra informação passa a ser fundamental para reconstruir o episódio: qual foi o procedimento utilizado para autorizar a entrada do Polo e qual destino foi informado no momento do acesso?

A existência de uma autorização de entrada, por si só, não significa envolvimento do responsável pela autorização em qualquer crime.

Mas o registro pode ajudar a polícia — e a investigação jornalística — a estabelecer o percurso do automóvel dentro do condomínio.

Que horas o Polo entrou? Quem estava no carro? Para onde seguiu? Quanto tempo permaneceu no residencial? Onde ocorreu o suposto carregamento?

São perguntas ainda sem respostas públicas.

COMO COINT E ROTAM CHEGARAM AO POLO?

Há outro elemento que merece atenção.

Não se tratava de um veículo abordado aleatoriamente em uma avenida.

O Polo estava dentro de um condomínio fechado, e a operação contou com participação de uma estrutura de inteligência da Polícia Militar.

Como os policiais chegaram especificamente àquele automóvel?

O Polo já estava sendo acompanhado antes de entrar? Algum dos ocupantes era investigado? A inteligência recebeu informação sobre uma retirada de drogas? Os policiais sabiam que o veículo entraria no Alphaville?

Até agora, as circunstâncias que levaram as equipes policiais até o condomínio não foram esclarecidas publicamente.

TRÊS PRESOS, MAS QUEM SÃO ELES?

Outro ponto permanece sem resposta.

Embora três pessoas tenham sido presas e encaminhadas para os procedimentos policiais, suas identidades não constam das informações públicas localizadas até o momento.

Os nomes são relevantes não para antecipar culpa além do que consta no flagrante, mas para compreender quem eram os ocupantes do automóvel, seus eventuais antecedentes e possíveis vínculos com pessoas ou endereços relacionados à ocorrência.

Também circula em publicação relacionada ao caso referência ao RAI nº 48395238. O Blog do Cleuber Carlos busca confirmação documental do número e, principalmente, acesso à narrativa da ocorrência.

É esse documento que poderá esclarecer pontos fundamentais: motivo da abordagem, local exato, identificação dos conduzidos, circunstâncias da atuação da inteligência e eventuais diligências realizadas antes e depois da apreensão.

UMA RESIDÊNCIA ENTRA NO RADAR — MAS SEM ACUSAÇÃO

O GYN Notícias publicou ainda que a ocorrência aconteceu nas proximidades de uma residência que, segundo suas fontes, pertenceria a uma das filhas de um empresário já falecido que atuava nos setores da construção civil e agropecuário.

Até agora, porém, não existe confirmação oficial de relação entre a proprietária desse imóvel, os três presos e a droga apreendida.

Esse cuidado é fundamental.

Estar próximo ao local de uma ocorrência ou eventualmente autorizar a entrada de um visitante não constitui, isoladamente, prova de participação em crime.

O que precisa ser esclarecido é outra coisa: de onde efetivamente saiu a droga?

OS 50 QUILOS SÃO A CHAVE

Se ficar comprovado que o Polo entrou no Alphaville sem o entorpecente e recebeu os aproximadamente 50 quilos de skunk dentro do condomínio, necessariamente haverá uma origem para essa carga.

E descobrir essa origem pode ser mais importante do que o próprio flagrante do automóvel.

A pergunta que permanece é simples — e ainda não foi respondida:

Se o carro entrou como visitante e foi carregado lá dentro, onde estavam os 50 quilos de skunk e como a inteligência da Polícia Militar sabia onde encontrar o veículo?

O Blog do Cleuber Carlos continuará buscando o RAI, a identificação dos presos e os elementos que permitam reconstruir o percurso do Polo e as circunstâncias que levaram COINT e ROTAM ao interior do Alphaville.

A investigação continua.
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