sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Bomba: Wilder Morais Surpreende e Anuncia Ana Paula Filha de Iris Rezende Como Vice governadora

O senador Wilder Morais saiu na frente e fez mais do que um simples anúncio: montou um ato político com estética de convenção partidária, musculatura institucional e sinalização nacional.


Ao lado do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, com participação ao vivo, dos Estados Unidos, do deputado federal Eduardo Bolsonaro, 14 prefeitos presentes, vereadores, auditório lotado e mobilização estruturada — o recado foi claro: não é ensaio, é projeto de poder.


Mas a cereja no bolo foi a filiação de Ana Paula Resende, filha do ex-governador Íris Rezende Machado.

E aqui está o movimento estratégico.

🎯 A jogada no tabuleiro

Ana Paula carrega um sobrenome que ainda pulsa na memória política de Goiás. Íris não foi apenas governador — foi um símbolo histórico do MDB goiano, com capilaridade no interior e forte apelo popular.

Ao atrair Ana Paula para o PL, Wilder faz três movimentos simultâneos:

  1. Rompe simbolicamente uma barreira histórica entre MDB tradicional e campo conservador.
  2. Dialoga com o eleitorado irista órfão, especialmente no interior.
  3. Amplia o discurso para além da bolha ideológica do PL, agregando memória afetiva e capital simbólico.

É uma cartada de xadrez. Não é apenas filiação. É reposicionamento de narrativa.

📊 Chega forte?

Politicamente, sim.

  • Presença da cúpula nacional do PL
  • Sinalização internacional com Eduardo Bolsonaro
  • Prefeitos alinhados
  • Estrutura mobilizada
  • Ampliação simbólica com o sobrenome Rezende

Isso não é improviso. É construção antecipada de palanque.

Agora, a pergunta estratégica é outra:

Wilder quer ser apenas o nome do PL ou quer liderar uma coalizão ampliada para disputar voto moderado e conservador ao mesmo tempo?


Se conseguir converter o simbolismo da filiação em base territorial concreta, a pré-candidatura deixa de ser gesto político e passa a ser projeto competitivo real.

Em Goiás, quem começa organizado larga na frente.

E Wilder começou fazendo barulho — e movimento calculado.

Quem é Ana Paula?

  • Filha do ex-governador Íris Rezende Machado
  • Herdeira de um dos sobrenomes mais emblemáticos da política goiana
  • Ligada historicamente ao campo político do MDB
  • Figura que carrega capital simbólico mais do que mandato eletivo
  • Ana Paula não é apenas uma pessoa física na política. Ela é um símbolo de continuidade histórica.

🏛️ O que ela representa no cenário goiano?

1️⃣ A memória do “irismo”

Íris Rezende foi prefeito, governador, senador e construiu uma base popular especialmente forte no interior de Goiás. Seu nome ainda evoca:

  • Gestão municipalista
  • Forte presença no interior
  • Discurso de proximidade com o povo
  • Capilaridade histórica no MDB

Ana Paula representa esse legado emocional e político.

2️⃣ Um elo com o eleitorado tradicional do MDB

Mesmo após a reconfiguração partidária dos últimos anos, há um eleitorado que:

  • Se identifica com o legado de Íris
  • Mantém respeito pelo sobrenome Rezende
  • Busca referências históricas na política estadual

A presença dela no PL sinaliza diálogo com esse campo.

♟️ O que representa a filiação ao PL?

A filiação de Ana Paula ao Partido Liberal não é apenas burocrática — é estratégica.

📌 1. Quebra de barreira histórica

Historicamente, MDB e PL ocupam campos políticos distintos. A ida da filha de Íris para o PL representa uma travessia simbólica de campo político.


📌 2. Ampliação do discurso do PL

O PL deixa de ser visto exclusivamente como partido de viés conservador ideológico e passa a incorporar:

  • Um sobrenome ligado ao municipalismo tradicional
  • Um legado histórico de centro político
  • Uma ponte com setores moderado

📌 3. Reposicionamento eleitoral

Para uma disputa ao governo de Goiás, isso pode significar:

  • Abertura de diálogo com prefeitos historicamente ligados ao MDB
  • Aproximação com eleitores que não se identificam com radicalização
  • Ampliação da narrativa além da base ideológica do partido

🔎 O que isso sinaliza politicamente?

A filiação de Ana Paula:

✔ Não é apenas adesão individual

✔ Não é apenas homenagem à memória de Íris

✔ Não é apenas gesto protocolar

É um movimento de xadrez.

Ela leva para o PL:

  • Capital simbólico
  • Memória afetiva
  • Respeito histórico
  • Potencial ponte com o interior

🎯 Em síntese

Ana Paula representa tradição.

O PL representa força eleitoral atual.

A junção dos dois cria uma narrativa de continuidade histórica com musculatura partidária moderna.

Em uma eleição estadual, símbolos contam.

E sobrenomes, em Goiás, ainda pesam.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

SEM VAGAS GOIÂNIA NEGA ATENDIMENTO ÀS MULHERES E ESCONDE A FILA ATRÁS DE UM SISTEMA DIGITAL



PREFEITURA DE GOIÂNIA NÃO TEM VAGA PARA GINECOLOGISTA: 10 DIAS DE TENTATIVAS E A MESMA RESPOSTA AUTOMÁTICA


Atendimento digital repete protocolo padrão, encerra conversa e deixa paciente sem previsão de consulta

Durante dez dias consecutivos, a tentativa foi simples: marcar uma consulta com ginecologista pelo canal oficial da Central de Atendimento ao Cidadão da Prefeitura de Goiânia.


A resposta, porém, foi sempre a mesma.


Após solicitar a especialidade desejada, o sistema informa: “Não possui vagas no momento. Retorne para nova verificação”. Em seguida, o atendimento é encerrado automaticamente.


Sem previsão.

Sem fila de espera.

Sem protocolo de prioridade.

Sem alternativa concreta.


O padrão se repete.


Não se trata de um episódio isolado. Trata-se de uma sequência de tentativas frustradas ao longo de dez dias, todas encerradas com a mesma mensagem padronizada.


📌 O problema não é apenas a ausência de vaga.

É a ausência de transparência.


Quantas vagas existem por dia?

Qual é o tempo médio de espera?

Existe lista de regulação?

Há déficit de profissionais?

Há contrato terceirizado?

Qual o número de ginecologistas disponíveis na rede municipal?


Nada disso é informado.


O que se entrega ao cidadão é um ciclo automático: tente, aguarde, retorne, tente novamente.


E enquanto o sistema responde “não possui vagas”, mulheres seguem aguardando atendimento em uma especialidade que não é luxo — é atenção básica de saúde.


Ginecologia não é opcional.

É política pública essencial.

É prevenção.

É rastreio de câncer.

É acompanhamento reprodutivo.

É saúde da mulher.


A Constituição Federal é clara ao estabelecer a saúde como direito de todos e dever do Estado. O Sistema Único de Saúde não pode funcionar sob a lógica da tentativa infinita até que, por sorte, surja uma vaga.


Quando o atendimento se limita a mensagens automáticas e o encerramento do contato, cria-se um cenário preocupante: o cidadão não sabe se está na fila, se há fila ou se simplesmente não há estrutura.


E isso precisa ser esclarecido.


Quantos ginecologistas atendem hoje na rede municipal de Goiânia?

Qual o déficit estimado?

Qual o orçamento destinado à saúde da mulher?

Há chamamento público em andamento?

Há previsão de ampliação?


A reportagem buscará posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Saúde para esclarecimentos.


Porque a saúde pública não pode ser uma loteria digital.


E quando a resposta se repete por dez dias seguidos, o problema deixa de ser pontual e passa a ser estrutural.


A população tem direito a atendimento.

Mas, acima de tudo, tem direito à informação.