sábado, 11 de julho de 2020

Ministros do STF Suspeitos de Receber Dinheiro de Propina da Odebrecht

O empreiteiro Marcelo Odebrecht disse à Procuradoria-Geral da República que seu grupo empresarial mantinha um acerto ilícito com o então advogado-Geral da União, Dias Toffoli, e que fazia pagamentos a ele no decorrer do segundo mandato de Lula, entre 2007 e 2009. As afirmações foram feitas nos dias seis e sete de maio, em depoimento autorizado pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, nos autos da PET 8319, que corre em sigilo. Esses autos contêm o HD de um computador de Marcelo Odebrecht apreendido pela Polícia Federal em 2015.

Como descrevemos na reportagem principal desta série, o empresário, hoje delator, prestou essas informações após ser confrontado pelos procuradores com uma série de emails encontrados no computador dele. Disse que um diretor da Odebrecht e um advogado ligado ao PT eram os responsáveis diretos pelo acerto e pelos pagamentos. Não soube especificar valores nem detalhar aspectos operacionais do acerto narrado.

Diante do depoimento de Marcelo Odebrecht e do teor dos emails encontrados de modo independente no HD dele, os procuradores do Grupo de Trabalho da Lava Jato na PGR enviaram a seus superiores pedido de abertura de inquérito por suspeita de corrupção passiva contra o atual presidente do Supremo. Até a saída coletiva dos procuradores, no dia 26 de junho, o procurador-Geral da República, Augusto Aras, e a subprocuradora Lindôra Araújo, chefe formal da Lava Jato na PGR desde janeiro, não haviam manifestado intenção de apresentar ao Supremo esse pedido de investigação. Eles dizem com frequência, a interlocutores, que Toffoli é o único aliado no Supremo da cúpula da PGR. O presidente do tribunal elogiou recentemente e em público a atuação de Aras. Na quinta-feira, dia 9 de julho, atendeu a pedido da PGR, no recesso Judiciário, para que as forças-tarefa da Lava Jato no Paraná, no Rio e em São Paulo entregassem a Aras todo o acervo sigiloso obtido em cinco anos de investigações.

O pedido de abertura de inquérito não significa que os procuradores julguem que o presidente do Supremo e as demais pessoas envolvidas sejam culpadas. Significa que, para eles, existem elementos suficientes para investigar a existência de crimes. Se essa investigação for feita, pode confirmar ou não as suspeitas. Se confirmar, o Ministério Público, em tese, oferece denúncia contra os autores dos possíveis crimes. Se não confirmar, o Ministério Público arquiva o caso. Se um juiz ou tribunal acolher uma denúncia, os acusados tornam-se réus e passam a responder a uma ação penal.

Caso se conclua que Marcelo Odebrecht mentiu, ele pode perder os benefícios da delação que firmou com a PGR no começo de 2017. Frise-se que ele e os demais delatores da Odebrecht, assim como a própria empresa em seu acordo de leniência, nada disseram sobre esse caso – ou qualquer outro episódio que envolva figuras do Judiciário brasileiro – quando celebraram seus acordos com o Ministério Público. A se acreditar nas primeiras informações prestadas pela Odebrecht e por seus executivos, o grupo empresarial conseguiu tocar, por décadas, um dos maiores esquemas de corrupção já descobertos no mundo sem jamais ter sequer tentado obter vantagens ilícitas no Poder Judiciário. O mesmo vale para o acordo celebrado pela Braskem, então principal empresa do grupo, junto ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Nos anos subsequentes, investigações da Lava Jato, com a ajuda de autoridades suíças, demonstraram que o executivo Maurício Ferro, principal advogado do grupo, casado com uma filha do patriarca Emílio Odebrecht, lavara dinheiro em contas secretas no exterior e participara de pagamentos ilícitos a beneficiários ainda desconhecidos. Ferro não havia firmado delação. O principal processo desse caso foi retirado da Lava Jato por ordem judicial.

A omissão de Marcelo Odebrecht deve-se, segundo ele e outros delatores do grupo disseram a interlocutores, à percepção da existência de um pacto de não agressão da Lava Jato e da PGR aos ministros dos tribunais superiores. Esse acordo tácito, segundo dizem esses interlocutores e outras fontes com conhecimento direto dos fatos, restou evidente quando as negociações de delação de Léo Pinheiro com a PGR foram suspensas em setembro de 2016, após o ex-presidente mencionar apenas que mandou verificar uma infiltração na casa de Toffoli, com quem tinha relação.

A censura por um email

O caso de Toffoli envolve três conjuntos de fatos de interesse da Odebrecht no segundo mandato de Lula: o leilão da hidrelétrica de Santo Antônio, o “Refis da crise” e a liberação de recursos do BNDES para uma obra de saneamento em Marília, em São Paulo, cidade do ministro – este último ponto seguirá sob sigilo. Sob o que se chama “Refis da crise”, estão leis, medidas provisórias, portarias, pareces jurídicos e decisões judiciais acerca de benefícios fiscais a grandes empresas, entre 2008 e 2010.

Advogado do PT que virou subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil quando José Dirceu era ministro da pasta, antes de cair no mensalão, em 2005, Toffoli tornou-se advogado-Geral da União em 2007. Ficou no cargo até outubro de 2009, quando foi indicado a uma vaga no Supremo pelo presidente Lula.

A primeira suspeita de participação do então AGU em atos possivelmente ilícitos veio a público em abril do ano passado, por meio de uma matéria da revista Crusoé. Numa investigação que corria em Curitiba, a defesa de Marcelo Odebrecht havia respondido a dúvidas dos investigadores acerca do teor de alguns de seus emails. Uma delas era a quem ele se referia quando escrevera “amigo do amigo do meu pai”. O pai de Marcelo Odebrecht é Emílio Odebrecht. O amigo de Emílio era Lula. O amigo de Lula era Toffoli, segundo Marcelo.

No email, de 13 de julho de 2007, Marcelo perguntara a dois executivos da Odebrecht: “Afinal vocês fecharam com o amigo do amigo do meu pai?”. O advogado Adriano Maia, um dos executivos, respondeu: “Em curso”. A defesa de Marcelo Odebrecht disse que se referia “a tratativas que Adriano Maia tinha com a AGU sobre temas envolvendo as hidrelétricas do Rio Madeira”. E afirmou que somente Adriano Maia poderia dar mais informações.

A matéria da Crusoé apenas reproduzia os fatos. Não fazia ilações. Mas foi censurada pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido de Toffoli, no inquérito hoje conhecido como das “fake news”, recentemente declarado legal pelo plenário do Supremo. A censura à reportagem caiu dias depois, após a repercussão negativa da decisão.

Outros veículos publicaram mais emails de Marcelo Odebrecht em seguida. Mas há um acervo completo, que segue desconhecido da opinião pública. Existem, porém, mensagens anexadas em autos que já tramitaram sem sigilo. Essas evidências serão reproduzidas a seguira, após a descrição de um contexto essencial para compreendê-las.

O caso Madeira e a aproximação da Odebrecht a Toffoli

Em 2007, a Odebrecht lutava para concorrer em condições vantajosas no leilão da hidrelétrica de Santo Antônio. O grupo havia firmado uma parceria com Furnas, anos antes, para descobrir se era viável construir e operar usinas no rio Madeira. Os estudos mostraram que sim. Marcelo Odebrecht enxergava as usinas como prioridade. Queria que elas consagrassem a sua sucessão como presidente do grupo Odebrecht.

Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia, estava no caminho de Marcelo. Ela queria um leilão mais competitivo, apesar das investidas de Emílio Odebrecht junto a Lula. O presidente escolheu Dias Toffoli, recém-empossado como AGU, como uma espécie de mediador do conflito entre Odebrecht e Dilma. A função do novo ministro era conciliar, na medida do possível, as demandas da Odebrecht com as exigências de Dilma.

É nesse contexto que a Odebrecht tenta “qualificar sua interlocução” com Toffoli. Para esse fim, Adriano Maia fechou um contrato com um escritório de advogados próximos ao PT e ao ministro da AGU. Tratava-se da banca Tojal e Renault, dos advogados Sebastião Tojal e Sérgio Renault. Em 2007, o advogado Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira também era sócio do escritório. Tarcísio, como é conhecido, ocupou cargos jurídicos em gestões petistas. Renault chegou a trabalhar no governo Lula. O escritório, como dezenas de outros, prestava serviços à Odebrecht.

De acordo com Marcelo Odebrecht, o advogado Sérgio Renault era o principal contato da empresa e de Adriano Maia junto a Toffoli. O delator afirmou que Renault, contato de Adriano Maia, era o responsável pela parceria ilícita junto ao ministro. Reafirmou que somente Adriano Maia e Renault podem esclarecer os pagamentos que ele diz terem sido feitos. Renault e Maia negam qualquer tipo de pagamento ou ato ilícito.

Ao trabalhar para a Odebrecht no caso do leilão do Rio Madeira, os advogados Sérgio Renault e Luiz Tarcísio Ferreira facilitaram o acesso do grupo a Toffoli. Fontes com conhecimento direto das tratativas asseguram que nada houve de ilegal nessa aproximação política, ao contrário do que disse Marcelo Odebrecht. Em 2007, Maia e Renault participaram de audiências com o então chefe da AGU para tratar de assuntos pertinentes ao leilão de Santo Antônio.

A Odebrecht queria assegurar a manutenção da parceria com Furnas ao participar do leilão, o que conseguiu em parte graças a um parecer de um subordinado de Toffoli. Mas precisou ceder bastante em outras frentes de um processo complexo, que envolveu órgãos do Ministério da Justiça e de Minas e Energia. Fontes que participaram dessas negociações afirmam que a Odebrecht perdeu mais do que ganhou na condução prévia do leilão. Chegou em condições menos competitivas do que esperavam os executivos do grupo. Teve que pagar um deságio alto para vencer o leilão. Mas, ao cabo, atingiu o objetivo de vencer o leilão, em dezembro de 2007. Às vésperas dele, Toffoli organizou uma força-tarefa na AGU para derrubar possíveis liminares que suspendessem o ato.

Fontes com conhecimento direto do contrato entre Odebrecht e o escritório de Sérgio Renault afirmam que, mesmo com uma cláusula de sucesso, o valor pago à banca não passou de R$ 1 milhão. Também afirmam que Maurício Ferro era o principal executivo da área jurídica, assim como de negociações suspeitas ou potencialmente ilegais com advogados. As evidências disponíveis sobre as operações nacionais e internacionais de lavagem de dinheiro associadas direta ou indiretamente a Ferro corroboram essas asserções.

“Ele não quer o dele?”

Entre 2008 e 2010, a Odebrecht, por meio de seus principais executivos, trabalhou intensamente junto ao governo, ao Congresso e aos tribunais superiores para obter benefícios tributários. Esse conjunto de ações ficou conhecido como “Refis da crise”. Envolvia, sobretudo, a edição de Medidas Provisórias e a manutenção delas no Congresso e nos tribunais. Esses fatos envolveram o pagamento de propina a, entre outros personagens de Brasília, ministros e ex-ministros como Guido Mantega e Antônio Palocci, além de parlamentares de múltiplos partidos, em especial do PMDB. As evidências apontam que Maurício Ferro e o lobista Cláudio Melo Filho eram os encarregados de atuar perante os tribunais superiores, de modo a manter ou derrubar medidas de interesse da Odebrecht.

Marcelo Odebrecht e os demais diretores da empresa sempre se referiam a Toffoli como “amigo de Adriano” ou alguma variação disso, como “amigo de AM (Adriano Maia)”. Esse codinome decorria dos episódios das tratativas no caso do Rio Madeira. Estivesse o advogado envolvido ou não em novas negociações, o apelido pegara. Era usado com frequência.

Em três de fevereiro de 2009, o lobista Cláudio Melo disse aos demais ter informações de que o “amigo de Adriano Maia estaria trabalhando contra” uma medida de interesse da Odebrecht. Newton de Souza, outro diretor que sempre estava a par dessas negociações, pediu a Adriano que atualizasse Maurício Ferro e Cláudio Melo “sobre em que ponto pararam as conversas”. Disse Newton: “Acho bem possível que esteja criando dificuldades”. Referia-se a Toffoli.

Numa troca de emails em 26 de maio, Marcelo e seus subordinados discutem estratégias para impedir vetos iminentes do governo a pontos da MP 449, que beneficiava a Odebrecht. Cláudio Melo frisou que as posições da AGU, à época ocupada por Toffoli, e da Casa Civil eram fundamentais para evitar os vetos. Seguiu-se uma discussão: Maurício Ferro achava desnecessário e preferia fazer pressão diretamente no Planalto. Marcelo disse que queria uma atuação na “linha de AM”.

No email abaixo, o delator diz, em síntese, que achava mais eficaz atuar junto ao Planalto antes de “chegar lá no Olimpo (Supremo)”. Ele diz que não terá sucesso se falar com Mantega, então ministro da Fazenda (“ex-casa do italiano”). E pergunta aos demais se não se poderia possível criar argumentos jurídicos para que Adriano Maia buscasse “nossos ‘amigos'” na advocacia da Fazenda e da Casa Civil (“moça” é Dilma, então titular da pasta).

Marcelo pede a Adriano para avaliar com “SR” (Sérgio Renault, segundo ele) se “não seria o caso” de ele, Marcelo, se encontrar com “ele e ela para reforçar o tema”. Ele é Renault; ela é Dilma.

A parte mais importante do email vem em seguida. Ele indica a Maurício Ferro (“MF”) e Bernardo Gradin (“BG”), então presidente da Braskem, que haveria propina para resolver a situação. “DGI” é o termo que a Odebrecht usava antigamente para propina. Escreveu Marcelo: “MF/BG: estejam alertas ao DGI decorrente da linha AM (Adriano Maia). Não costuma ser baixo, até porque o intermediário que me foi qualificado por eles para negociar estes temas, cobra e bem a parte dele.

Em email no dia seguinte, o executivo Newton de Souza diz ter conversado com o advogado Sérgio Renault. Segundo o diretor da Odebrecht, Renault disse que haveria a sanção da MP como a Odebrecht esperava. Na manhã do dia 28, Renault enviou mensagem de texto a Adriano Maia: “Diga a ele (Newton) que aqueles artigos não foram vetados”. Adriano encaminhou a mensagem a Maurício Ferro, Newton de Souza e Marcelo Odebrecht.

Apesar dessa vitória, e de uma nova Medida Provisória que viriam a obter, a Odebrecht estava mobilizada para influenciar o plenário do Supremo. Os ministros julgariam em agosto a validade e o alcance de um benefício conhecido como “crédito-prêmio IPI”. A empresa queria que o STF reconhecesse que esse crédito existiu, ao menos, até 2002. A tendência era que a corte proclamasse que ele se encerrou em 1990. O caixa da Braskem, entre outros exportadores, poderia sofrer bastante com uma decisão desfavorável.

Na segunda, dia três de agosto, um advogado disse ter visto Toffoli no Supremo. “Certamente para pautar” aquele julgamento. Como a Odebrecht sabia que não tinha maioria nem conseguira ainda obter apoio no governo, queria, no mínimo, conseguir adiar o julgamento. Foi então que Marcelo Odebrecht escreveu o seguinte email, considerada uma evidência forte pelos procuradores:

Segundo Marcelo disse em depoimento, o “amigo” era Toffoli e “Não quer o dele?” se referia a um pagamento. “AM”, como sempre, era Adriano Maia, copiado no email. Cópia desse email foi levada diretamente pela subprocuradora Lindôra Araújo ao PGR Augusto Aras.

Adriano Maia respondeu em seguida, confirmando uma “reunião sobre o tema” para o dia seguinte.

Como se pode observar acima, Adriano Maia aparentemente deletou, ao responder a Marcelo, o trecho “Não quer o dele?”. Segundo perícia da PF, não houve adulteração nos emails aqui apresentados.

Marcelo prossegue. Quer uma solução: “Se for para resolver (o problema que ele criou no S e os vetos) acho que T e R valem até mesmo o número da chantagem deles”.

Em seu depoimento, Marcelo disse que “T” é Toffoli e “R” Renault. Fontes com conhecimento dos fatos e que trabalhavam nessas tratativas afirmam, no entanto, que “T” seria Tojal ou Tarcísio – dois dos advogados próximos a Renault e a Toffoli. O ministro seria, na verdade, “ele”. Somente uma investigação formal pode esclarecer isso.

Antes mesmo de ter uma resposta, Marcelo mandou uma sugestão de negociação a Marcelo Ferro e a Adriano Maia. A mesma que o empresário usava com Palocci (“Italiano”). Como o assunto em questão envolvia o interesse de grandes empresas, e não só da Odebrecht, Marcelo combinara com o ex-ministro que outros empresários contribuiriam na propina.

De acordo com Marcelo, “R” é novamente o advogado Sérgio Renault. A resposta de Maurício Ferro, horas depois, indica que houve um encontro entre eles e a estratégia fora usada. “Eles (se refere a Renault e associados, segundo Marcelo) preferem esperar o resultado da captação das demais empresas, para avisar qual o valor final, já que não demos garantia de captação com os demais”, escreveu Maurício.

A troca de emails se encerrou assim:

Nos emails, Marcelo se refere à “meta” de Renault: vencer ou postergar o julgamento no Supremo e os “vetos (de uma MP) do jeito que queremos”. Adriano Maia responde que ficou claro. Marcelo, por fim, mostra ceticismo. Sua frase aponta que havia uma relação pretérita de expectativas não cumpridas por parte de Renault. Segundo o delator, uma relação que envolvia pagamentos direcionados a Toffoli.

Dias depois, ainda naquela semana e apesar de outras frentes políticas de trabalho, a Odebrecht e suas aliadas perderam no Supremo.

O advogado Sérgio Renault negou ter feito qualquer tipo de pagamento a Toffoli. Confirmou que ele e o escritório do qual é sócio prestaram serviços à Odebrecht no processo de leilão da hidrelétrica de Santo Antônio e em “contratos diversos cujos valores não se recorda”. Disse que sua relação com Toffoli é de “advogado com ministro do Supremo”. O advogado Adriano Maia também negou qualquer irregularidade.

Tanto o presidente do Supremo quanto à Procuradoria-Geral da República não responderam às perguntas detalhadas enviadas às duas instituições.


sábado, 4 de julho de 2020

Ivermectina em Falta nas Farmácias O Ser Humano Mata Mais Que Covid-19

O mundo parou por conta da pandemia do coronavírus, mas quem mais mata no mundo não é o covid 19 e sim o próprio ser humano. O ser humano é mais perigoso, mais morta e o ser que representa maior perigo para sua própria especie. 

Segundo o Escritório para as Drogas e o Crime Organizado das Nações Unidas (Unodc, na sigla em inglês), 463.821 pessoas morreram por causa de homicídios em 2019 ano, comparado a 89 mil mortes causadas por conflitos armados. O terrorismo causou 26 mil vítimas fatais. 

No Brasil 41.635 pessoas morreram assassinadas em 2019.




O ser humano é sanguinário e cruel. Veja o caso que acontece no momento em relação a ivermectina. O medicamento que está salvando milhares de vida de pessoas contaminadas pelo covid 19 está em falta nas farmácias em todo o Brasil. O medicamento s esgotou porque milhões de pessoas compraram para estocar em casa, caso venha precisar, enquanto que as pessoas contaminadas que precisam urgente não encontram mais o medicamento. Existe algo mais cruel que isso?
  
A falta de consciência do ser humano, falta de amor ao próximo e falta de humanidade é de fazer a gente sentir nojo de ser da mesma especie.

A crueldade é tamanha que existem pessoas que se aproveitam da situação para explorar o momento de dor e sofrimento de quem estar doente para extorquir e cobrar até R$ 570,00 por uma caixa de medicamento que custa R$ 27,00.

 Foi o que aconteceu em Cuiabá. A Polícia Civil e o Procon de Cuiabá fiscalizaram nesta quarta-feira (1º) uma farmácia de manipulação denunciada por vender o medicamento ivermectina por R$ 570, um aumento de mais de 865% no valor, em apenas uma semana.


De acordo com a denúncia, no dia 16 de junho a consumidora comprou 60 cápsulas do medicamento utilizado para tratamento da Covid-19, pelo valor de R$ 59.


Aproximadamente uma semana depois, no dia 23 de julho, foi repassado à consumidora pela a mesma quantidade do medicamento, o valor de R$ 570;


Inconformada com aumento do preço no curto espaço de tempo, a consumidora procurou para registrar a ocorrência. Com base nas informações, os policiais da Decon e a equipe de agentes do Procon foram até a farmácia de manipulação, onde foram atendidos pela responsável pelo estabelecimento que apresentou cópias das notas de compra da matéria prima.


Segundo a responsável, a substância vem da China e Índia e em novembro de 2019, a farmácia adquiriu um quilo do insumo utilizado na manipulação da ivermectina pelo valor de R$ 105.


Na segunda quinzena de junho deste ano, a mesma quantidade do produto foi comprada pelo valor de R$3,4 mil, um aumento de mais de 3000% no preço.



Ela informou ainda às equipes que outros medicamentos utilizados no tratamento do Covid-19, como a hidroxicloroquina, o aumento de preço da matéria-prima foi ainda maior.


Segundo o delegado da Decon, Rogério Ferreira, nos últimos dias, a imprensa tem divulgado que profissionais da saúde têm recomendado o uso do medicamento ivermectina e de hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19, o que tem feito a procura pelos medicamentos aumentarem bastante.


Por causa disso, a Polícia Civil e o Procon estão fazendo fiscalizações paa coibir e reprimir eventuais práticas de aumentos abusivos de preços ao consumidor.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Caiado é Denunciado Por Médicos: Negligência e Falta de Medicamentos Para Tratamento dos Pacientes Com Covid 19


No dia 20/06/2020, os médicos goianos fizeram uma carta ao MPF relatando os caos de internações e denunciando falta medicação disponível na rede pública e até na rede particular de postos de saúde e hospitais.

De acordo com os médicos, as mortes em Goiás não têm nada a ver com o comércio estar ou não aberto, mas com a falta de vontade política do governo Caiado em providenciar os medicamentos do protocolo de tratamento do vírus chinês.

Leia um trecho do documento:

“Vimos dar ciência da insuficiente assistência pré hospitalar da Covid-19 no Estado de Goiás,  por parte dos serviços de saúde da rede SUS e privada, em face da NÃO DISPONIBILIZAÇÃO PARA USO DA POPULAÇÃO , das medicações previstas na orientação do Ministério da Saúde para o tratamento precoce pré-hospitalar da Covid-19 ( Nota informativa Nº 9/2020-SE/GAB/SE/MS: “Orientações para manuseio medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da COVID-19”). Trata-se portanto da indisponibilidade de forma plausível, prática e exequível das medicações necessárias para efetuar este tratamento, tendo em vista que há ausência/escassez das mesmas medicações, quais sejam especialmente a Hidroxicloroquina (ou cloroquina), Ivermectina e Azitromicina, dentre outras necessárias, tanto a nível de atendimento nas Emergências, Postos de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento do SUS quanto para aquisição em farmácias comerciais da iniciativa privada em vários munícipios.

Da ocasião desta Recomendação para cá, tivemos uma famigerada nota técnica da Secretaria Estadual de Saúde, que ao contrário de diversos locais no País que obtiveram excelente resposta com tratamento precoce , tanto em situações de colapso como no Pará quanto em locais com início precoce como Porto Feliz -SP, Belo Horizonte – MG, uma das metrópoles com melhores e menores índices de mortalidade secundária a COVID-19, fez a NÃO recomendação do tratamento precoce. Na mesma Nota, está descrito que o Ministério da Saúde disponibilizou doses de cloroquina 150 mg para serem distribuídas no Município e deixou a cargo das Prefeituras a utilização ou não

Professora Clarice Pode Libertar População de Acreúna da Escravidão Política

Com a decisão do congresso nacional em definir para 15 de novembro as eleições municipais, as pré-campanhas se intensificaram nas redes sociais. Enquanto em muitas cidades a disputa política está em banho maria, por causa da pandemia do coronavírus, em Acreúna, cidade que fica distante 150 km da capital, os pré-candidatos estão com suas campanhas em ritmo intenso.

Historicamente a cidade tem sofrido com administrações que enfrentaram problema com a justiça. Muda-se os prefeitos, mas os problemas são praticamente os mesmos, com denuncias de corrupção, irregularidades e ineficiência na gestão pública.

Muitas vezes, estas denuncias são fruto de disputa políticas de grupos rivais, que acabam provocando o Ministério Público, que de forma equivocada, aciona a justiça e este processo todo mais prejudica do que ajuda a cidade.

Na política de Acreúna ainda reina o coronelismo. Coronelismo é uma prática na política brasileira, um comportamento social e político prejudicial e recorrente. Se caracteriza pelo controle da política por um pequeno grupo de privilegiados que definem os rumos políticos de uma cidade ou região, utilizando-se muitas vezes de meios ilegais.

Em resumo, a intensa disputa política entre os grupos rivais, tem atrapalhado a cidade a crescer e se desenvolver nos últimos anos. Geralmente estes grupos, se revesam no poder, em uma eleição são aliados, em outra são rivais, mas sempre são as mesmas pessoas ou os mesmos grupos políticos que se mantem no poder.

Fazendo uma rápida analise dos pré-candidatos a prefeito de Acreúna para a eleição deste ano, posso observar que temos todos os tipos de candidatos: Forasteiro, Pau de galinheiro, machão, suco de chuchu e professora.

Analisando o perfil e histórico  de cada um, salta aos olhos o curriculum da professora Clarice: 45 anos, casada há 28 anos, mãe de dois filhos, graduada em pedagogia, pós graduada em psicopedagogia e administração escolar. Mestre em ciências da educação. Concursada da secretária de educação do estado há 24 anos, atualmente cursa o 5º período de psicologia. Foi gestora em três escolas. A primeira foi no distrito de Arantina. A segunda, foi a escola municipal tia Lurdes e por último o colégio estadual Ari Ribeiro, onde foi gestora por por 5 anos. Clarice foi gestora de recursos humanos da prefeitura municipal por 4 anos. Presidente de comissão de licitação por 3 anos. Conselheira do Conselho de Assistência Social por 3 anos. Coordenou a campanha do deputado estadual Claúdio Meirelles em 2018. Atualmente é coordenadora do Centro Universitário UNIASSELVI Acreúna e coordenadora do Centro Educacional Albert Einstein, Escola Profissionalizante.

Não precisa ser especialista para ver que a professora Clarice é uma mulher muito bem preparada, intelectualmente e na pratica da gestão pública. Nenhum dos outros pré-candidatos apresenta curriculum que possa ser comparado com o da professora Clarice.

Todos nos sabemos que curriculum não ganha eleição, infelizmente, a população muitas vezes, escolhe votar em pessoas que não tem capacidade ou em velhas raposas políticas, que vivem da politica e são os responsáveis por Acreúna ter parado no tempo. 



A Mulher na Política

Nos últimos anos, o Brasil vivenciou uma progressão no debate público em torno das questões femininas. Temas como assédioabortomaternidade e carreira, vem sendo discutidos amplamente na sociedade e ganhando espaço no cenário político. A luta pelo direito das mulheres vem progredindo não só no Brasil, mas em todo o mundo. Alguns avanços já foram conquistados nas última décadas, como o direito ao voto e o direito de serem eleitas. Porém, no que tange a representatividade das mulheres na política, esse debate ainda se encontra muito distante do desejado.

Muitas mulheres ainda têm dificuldades de ocupar cargos de poder, serem eleitas ou terem voz ativa nas tomadas de decisões políticas. Isso acontece devido à exclusão histórica das mulheres na política e que reverbera, até hoje, no nosso cenário de baixa representatividade feminina no governo.


 Dentro desta perspectiva, a simples candidatura a prefeita da professora Clarice é um avanço significativo para as mulheres de Acreúna. A política ainda é um território machista, dominado por homens que querem se mantem no poder para continuar sendo os senhores soberanos das mulheres. Um ditado bem machista diz que "por trás de um grande homem tem sempre uma grande mulher". Até quando as mulheres, que são maioria na população, vão continuar sendo apenas uma sombra atrás dos homens na política? 

Geralmente os homens não precisam apresentar  nenhuma qualificação para disputar a eleição, muitas vezes, apresentam o seu lado machista e são exaltados por isso. Enquanto a mulher para disputar, tem que ser um ponto fora da curva, com curriculum invejável, como o da professora Clarice e mesmo assim, sofre uma discriminação velada  pelo simples fato de ser mulher. Passa a ser atacada pelos machistas de plantão, que não aceitam a acessão da mulher na sociedade e muito menos na política.


Segundo o Inter-Parliamentary Uniono Brasil é um dos piores países em termos de representatividade política feminina, ocupando o terceiro lugar na América Latina em menor representação parlamentar de mulheres. No ranking, a nossa taxa é de aproximadamente 10 pontos percentuais a menos que a média global e está praticamente estabilizada desde a década de 1940. Isso indica que além de estarmos atrás de muitos países em relação à representatividade feminina, poucos avanços têm se apresentado nas últimas décadas.

Um depoimento que exemplifica bem as dificuldades que a mulher enfrenta na política é o da deputada Paulinha.





 A professora Clarice pode entrar para a história, como a primeira mulher a ser prefeita de Acreúna e colocar a cidade em um novo patamar. Libertando o povo da escravidão política dos coronéis. Na política a cidade de Acreúna ainda vive o tempo dos coronéis que mandam e desmandam na cidade. Contratam "capangas políticos" para tocar o povo como gado.  Com o poder do dinheiro, mantém o povo como escravo de seus desejos, decidindo quem ganha e quem perde a eleição. Neste ciclo vicioso, muita gente passa a sofrer da "síndrome de estocolmo" e passa acreditar que as coisas tem que ser assim mesmo. (Síndrome de Estocolmo é um estado PSICOLÓGICO em que a pessoa submetida a intimidação, medo, tensão e até mesmo agressões, passa a ter empatia e sentimento de AMOR e amizade por seu AGRESSOR). Assim como os porcos acreditam que o senhor que carrega o balde de lavagem é a melhor pessoa do mundo, pois lhe dão comida todos os dias e nem de longe imaginam qual é a verdadeira intenção dele!
A mulher precisa se curar da síndrome de estocolmo na política e entender que essa mudança na sociedade, depende somente dela! As mulheres precisam se unir para se libertar e dar o grito de independência.  Deixar de ser apenas uma sombra atrás de um homem  para começar a fazer história.  

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Ivermectina - O Remédio Que Os Médicos Estão Tomando Para Prevenir Covid 19


Por Alexandre Garcia
O governador do DF decretou estado de calamidade pública na capital do país, e criticou a conduta dos governos de São Paulo e Rio, pelas portas abertas ao exterior em fevereiro. Na sexta-feira, um grupo de médicos havia se queixado ao Ministério Público por não encontrar na rede pública a medicação para tratar nos primeiros sintomas, e evitar que a doença evolua. Por toda parte parece haver boicote politizado contra hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina. Acabo de tomar a segunda dose preventiva de ivermectina, já que moro em Brasília e sou grupo de risco, pela idade. Na live pelo meu canal de Youtube, o timaço de médicos recomenda a prevenção e o tratamento precoce, sem esperar o exame, porque o vírus é rápido. Há provas de que podemos derrotar o vírus. O governador do Pará, Hélder Barbalho, teve a sensatez de curvar-se diante dos resultados. Belém estava em colapso; as pessoas morrendo em casa, no carro indo para o hospital, diante das portas fechadas de hospitais superlotados, quando veio a intervenção salvadora de um protocolo brasileiro. Foi milagre de Belém. A curva despencou, mostrando o êxito do tratamento. Os burocratas de Genebra já devem ter recebido essas notícias. O que estava sendo devastador foi transformado pelo protocolo salvador. Continua depois da publicidade O prefeito de Porto Feliz, o médico Cássio Prado, começou em fins de março e aplicou 1.500 kits em quem estava nos primeiros sintomas. Ninguém evoluiu para internação. As 4.500 pessoas que tiveram contato com os infectados, receberam ivermectina e ninguém adoeceu. Num teste, 290 moradores de um quarteirão inteiro receberam ivermectina. Os que ficam em alojamentos também. Nenhum deles foi afetado pelo coronavírus. Os quase 600 profissionais de saúde do município receberam a fórmula de profilaxia; os únicos que tiveram covid-19 foram dois médicos, que recusaram cloroquina. Até hoje houve três mortes, em casos adiantados, sem tratamento precoce. O Brasil pode vencer a covid-19 com a ciência aprendida no chão do hospital, do ambulatório, de casa, sem laboratórios de primeiro mundo, sem publicações em revistas especializadas, sem esperar que uma vacina chegue. A vida exige urgência. A medicação é barata, testada e segura. É criminoso assustar as pessoas para que não se tratem. A hidroxicloroquina está faltando nesta guerra. Com a prevenção, como em Porto Feliz, não haveria covidões de milhões de reais em contratos sem licitação. A ciência brasileira tem a fórmula da vitória sobre o vírus e seus aliados. 



Fim do Lockdown: Justiça Determina Abertura do Comércio em Goiânia

Caiado bem que está tentando acabar com o empresariado goiano. Decretou lockdown no estado, mas seu decreto foi jogado no lixo pela grande maioria dos prefeitos do interior.  O prefeito de Goiânia adotou o sistema  Alzheimer de governar. O que ele assina cedo a tarde já não está valendo.Não sabe o que faz!

Mesmo com o comércio fechado o covid se disseminou por Goiás. O comércio não foi o responsável por essa disseminação, mas foi quem pagou a conta sozinho até agora.

 A Justiça autorizou a reabertura do comércio em Goiânia. A juíza Jussara Cristina Oliveira Louza acatou pedidos do setor imobiliário e dos comerciantes. Dessa maneira, estão suspensos os efeitos do decreto municipal, seguindo o regime de isolamento intermitente proposto pelo Governo de Goiás de fechamento das atividades por 14 dias e retomada nos próximos 14.


Foram expedidas duas liminares. As duas foram autorizadas por Jussara Cristina. A primeira atende pedido feito pela Federação do Comércio, Bens e Serviços do Estado de Goiás (Fecomércio) e Sindicato do Comércio Varejista em Goiás (Sindilojas). A liminar determina que volte a valer decreto anterior, o de número 1.187/2020, que autoriza a reabertura das lojas da região da Rua 44, de Shoppings, comércio varejista e atacadista, entre outros.



Na decisão, a juíza argumentou que a crise sanitária atual exige do administrador público cautela e razoabilidade ao agir. Ela relatou que a limitação aos direitos fundamentais do cidadão, do livre comércio e da iniciativa privada não pode causar um mal maior do que aquele que se busca evitar no enfrentamento da atual crise sanitária.
Jussara Cristina ainda destacou que o prefeito Iris Rezende havia publicado o Decreto nº 1.242/2020 que autorizou a reabertura baseado na situação epidemiológica e numa série de protocolos exigidos aos lojistas. Duas semanas depois, impôs o fechamento de tudo que considera como atividade não essencial de produção e circulação de bens e serviços por 14 dias.


Para a juíza, há “a falta de embasamento técnico para a imposição da forma revezada de abertura, tendo em vista o curto período compreendido entre os dois decretos”, diz trecho da decisão.

A juíza destacou que a autorização de reabertura do comércio e serviços com posterior ordem de fechamento, em menos de uma semana, sem demonstrar a mudança no cenário a justificar o recrudescimento da política de combate à disseminação do vírus, frustra não só a justa expectativa do trabalho, mas gera insegurança, traz desempregos, fechamento de lojas e empresas, desespero de grande parte da população, além de danos sérios à saúde, em efeito cascata, pois sem ganhos não é possível ao cidadão arcar com as despesas de sustento básico, como alimentação e saúde.

O presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, comentou em um vídeo a decisão judicial, “A Justiça foi feita. O Poder Judiciário reconhece, com a decisão, que o comércio não pode ser penalizado nem responsabilizado pela propagação da pandemia”, disse o presidente da Fecomércio.


Construções

Construções que não tenham interesse público, foram paralisadas em Goiânia. Em uma segunda liminar, Jussara Cristina Louza avaliou na decisão que o fato caracteriza como afronta a equidade, pois permite-se a continuidade das obras no setor público, como em vários bairros da capital estão tendo seu asfalto recapeado, bem como as obras espalhadas por toda a cidade relativas ao BRT e proibem-se as obras no setor privado, independentemente de obediência rigorosa à normas sanitárias previamente determinadas pela Administração Municipal.

A decisão também autoriza a retomada das atividades do setor da construção civil na capital. A Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado (Ademi-GO) reforçou às associadas e ao mercado imobiliário em geral as orientações para um trabalho seguro e responsável em tempo de pandemia pela Covid-19. Entre elas estão o escalonamento de horário dos trabalhadores para evitar aglomeração na chegada e evitar os horários de pico no transporte público coletivo, além da aferição de temperatura dos colaboradores na chegada e ao longo da jornada diária do trabalho, e o uso de máscaras durante toda a permanência no canteiro de obras.

Rodrigo Ramos Caiado, Primo do Governador, Com Revolver na Mão Ameaça Empresário de Morte em Anápolis

O ditado popular diz que se você quer conhecer de verdade uma pessoa dê a ela poder. 
A truculência da família Caiado é conhecida historicamente em Goiás. Em tempos recentes, os mais jovens tem vivenciado o que os antepassados relatavam. 
O primo de Ronaldo Caiado, Jorge Caiado, é o espelho dos Caiado. Arrogante, prepotente, metido a valentão. Ano passado, bateu na cara de um desafeto político na cidade de Goiás. Este ano acusou Rodney Miranda de ladrão e ameaçou o Secretário de Segurança Pública. Sua atitude obrigou o governador a colocar uma coleira no pescoço dele. Jorge Caiado ficou na história como desequilibrado, louco e mentiroso. Como não consegue viver longe do poder, questão de dias para ele aparecer babando ovo para Rodney Miranda.
Na semana passada, a truculência da família Caiado voltou a fazer parte do noticiário policial, algo que vai virando rotina em Goiás.


A Polícia Militar precisou se deslocar até o Residencial Anaville, um condomínio de luxo localizado na região Leste de Anápolis, quinta-feira (25), para averiguar uma confusão em uma quadra de esportes.
O caso começou depois que a moradora Lidiane Andrade, esposa de Rodrigo Ramos Caiado teria chegado pedindo para que Rodrigo Baeza, que estava usando o espaço saísse.
Ela afirmou que tinha reservado um horário para usar a quadra. No entanto, ficou constatado que a administração do condomínio havia errado no agendamento.

De acordo com registro policial, a mulher saiu revoltada e, em poucos minutos, o marido dela, identificado como Rodrigo Ramos Caiado, PRIMO do governador Ronaldo Caiado, que é médico otorrinolaringologista, apareceu armado na companhia de outros dois homens para ameaçar de morte o empresário, que ainda usava a quadra.
A discussão chamou atenção de moradores nas proximidades e parte da cena foi até gravada pela câmera de um celular. 



Quando a viatura chegou no local, Rodrigo Ramos Caiado já havia saído. Os agentes chegaram a se deslocar até a casa dele, mas o otorrinolaringologista também não estava lá.
Por isso, a corporação orientou a vítima a procurar a delegacia para denunciar o caso.
O problema é que por ser parente do governador, o que pode parecer um simples ato formal, não é. Desde o inicio do governo, Caiado tem tratado a polícia como "sua polícia". Enquanto alguns policiais exercem a profissão com dignidade, outros aceitam ser arreados e passam a usar cabresto e focinheira.
O empresário que foi ameaçado de morte por Rodrigo Ramos Caiado, tentou mas não conseguiu registrar ocorrência. Diego Baeza, filho do empresário Rodrigo Baeza, falou sobre a ameaça de morte que o pai dele, o empresário Rodrigo Baeza, sofreu dentro do Residencial Anaville.
O jovem alega que decidiu se manifestar porque surgiram boatos de que o genitor havia agredido a esposa do médico otorrinolaringologia, Rodrigo Ramos Caiado.
A mulher em questão é a designer de modas e dona da Ostra Brasil, Lidianne Andrade, esposa de Rodrigo Ramos Caiado.
“Ninguém colocou a mão nela. Pode ter falado alto, mas jamais agrediu. Meu pai me ensinou a nunca agredir uma mulher e ele também nunca agrediu. Se fosse outro homem, do jeito que ela chegou lá, teria metido a mão e é errado. Graças a Deus a gente não faz isso”, disse.
Diego sustenta que o médico apareceu armado e exaltado pouco tempo após a discussão com Lidianne. Ele narrou ainda que teve de intervir, entrando na frente do otorrinolaringologista, pois a vigilância do condomínio nada teria feito. Haviam menores de idade no local e um possível disparo também poderia atingir algum deles.
Em outra postagem Diego fez um desabafo sobre a dificuldade da família em registrar o caso.



Em vídeo publicado nas redes sociais na madrugada desta quarta-feira (1º), Diego Baeza, de 26 anos, filho do empresário Rodrigo Baeza, fez um longo desabafo sobre as dificuldades que a família está tendo para conseguir registrar a ameaça de morte sofrida pelo pai dele no Residencial Anaville, na noite da última quinta-feira (25).


Segundo o jovem, essa será a segunda e última vez que ele fala publicamente sobre o assunto, que, nas palavras dele, tem o deixado “sem dormir”. Veja o vídeo

Diego conta que, além de testemunhas e advogado, o pai levou provas documentais para atestar os detalhes do episódio, ocorrido na quadra do condomínio, um dos mais luxuosos da cidade.






Saber que terá de esperar mais 30 dias para ser ouvido deixou Rodrigo Baeza ainda mais frustrado. Nos últimos dias, não foram poucas as tentativas de demovê-lo de levar o caso adiante.


Provas


Além de testemunhas que pretendem arrolar no processo, a família Baeza também já solicitou as imagens das câmeras de segurança do condomínio que podem mostrar Rodrigo Caiado se dirigindo à quadra de esporte onde tudo aconteceu.


“Onde a gente jogou são duas quadras novas. Tem duas semanas que liberou. Só que não tem câmeras lá, só na primeira quadra. Tem as outras câmeras do condomínio. A gente solicitou tudo, mas até hoje não passaram”, detalhou.




Apresentar as imagens seria uma questão de honra para Diego, já que pessoas que dizem conhecer o médico saíram em defesa dele.


O relato por escrito da segurança do condomínio, além do registro do fato feito pelos policiais militares que estiveram no condomínio para averiguar a situação, foram expostos pelo jovem nos stories do perfil dele no Instagram, em que lançou a campanha #juntoscombaeza.




“A única força que eu tenho é aqui nas redes sociais, porque a internet vai longe. Eu não quero que tenham dó da gente, que fiquem do meu lado. Eu só quero que a Justiça seja feita e que ninguém mais passe por isso, porque eu não desejo isso para ninguém”, justificou.


O blog do Cleuber Carlos vai acompanhar este caso até o fim!


*Com informações do Portal6

Presidente da Asssembeia Legislativa Lissauer Vieira Está Com Suspeita de Covid-19

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Lissauer Vieira (PSB) informou nesta quinta-feira (2), que está com suspeita de Covid-19. O parlamentar destacou que desde a última terça-feira (30), está com sintomas. O parlamentar aguarda diagnóstico com resultado previsto para o próximo sábado (4), mas é possível que os exames fiquem prontos ainda nesta sexta (3).


Lissauer Vieira explicou que entre os sintomas detectados estão dor nas costas, tosse e ausência de olfato. De acordo com publicação no perfil do Instagram, desde que percebeu sintomas, permaneceu isolado. O deputado disse que a mãe dele está internada em observação, após testar positivo.


Foi relatado que a esposa dele Kamila Amarante Vieira também testou positivo para a infecção. A irmã e o cunhado do deputado foram diagnosticados positivo para o coronavírus. Outros familiares do presidente da Alego também aguardam resultados dos exames para saberem se foram infectados.

Operação Falso Negativo: Polícia Federal Faz Busca e Apreensão Para Investigar irregularidade na compra de testes rápidos para a Covid-19

A polícia Federal  realiza diversos mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira, 2, em diversas cidades do Brasil. A Operação Falso Negativo investiga a irregularidade na compra de testes rápidos para a Covid-19 e foi deflagrada em sete estados entre eles Goiás, com operação em Goiânia e Formosa. Os outros estados são RJ, SP, PR, SC, BA e ES, além do Distrito Federal.

As investigações apontam superfaturamento na compra dos testes, que ainda seriam de baixa qualidade, podendo resultar no chamado “falso negativo”. Servidores da Secretaria da Saúde do Distrito Federal teriam se organizado para fraudar licitações e comprar o testes com produtos com valores acima do mercado e por dispensa de licitação.

Governador Rui Costa, manda demitir Dra Raissa Soares depois da chamada em vídeo com Bolsonaro





Na noite da última quarta-feira (01), a médica Raissa Soares foi surpreendida com a notícia de não renovação do seu contrato junto ao hospital HDLEM em Porto Seguro.

A médica atua na linha de frente do Covid-19 e é responsável pelo desenvolvimento, juntamente com sua equipe, de um Protocolo Médico dividido em 3 etapas. Dessa forma, ele vem apresentando resultados surpreendentes na luta contra a pandemia do novo coronavírus na cidade.


No comunicado oficial, foi alegado que a Dra. já estava com o contrato vencido, portanto não poderia mais atuar junto ao Hospital Luis Eduardo Magalhães de Porto Seguro, que tem sua administração sob a responsabilidade do Governo do Estado.
Hidroxicloroquina

A Dra. Raissa, especialista em Clínica Geral, UTI e Centro de Terapia Intensiva, utiliza um protocolo para uso ambulatorial da hidroxicloroquina a fim de tratar pacientes com sintomas iniciais de Covid-19. Desde que a notícia do tratamento se espalhou, a médica tem sido procurada por dezenas de pacientes e médicos dos municípios do Sul da Bahia, mas têm tido dificuldade em obter o medicamento.


Nas últimas semanas, ela já viu centenas de vidas serem salvas pelo uso precoce da hidroxicloroquina. “Os resultados estão aí. É possível controlar a doença, basta a gente tratar na fase precoce”, diz a médica. No entanto, o medicamento sumiu de todas as farmácias e não está mais disponível na rede ambulatorial do município. “Só com o uso da hidroxicloroquina conseguiremos evitar o colapso do sistema de saúde.”


Uma campanha nacional foi desencadeado para que o protocolo ambulatorial fosse adotado em todas as unidades de combate à Covid-19 no Estado e no Brasil; e pelo fato de se tratar do uso da hidroxicloroquina sofria resistência de alguns segmentos médicos, que são pressionados pelo então Governador Rui Costa para que a medicação não seja utilizada.

A prefeitura de Porto Seguro foi a unica do estado a aprovar o uso de hidroxiclorquina no combate a Covid-19.

Chamada de vídeo com Bolsonaro

Na noite de terça feira, antes de participar de uma Live promovida pelo empresário Paulinho Toa Toa, onde estariam presentes o Ex Senador Magno Malta e Dra. Raissa, a mesma foi surpreendida por uma chamada de vídeo inesperada, o presidente Jair Bolsonaro atendeu ao apelo feito pela médica de Porto Seguro. Ela solicitou o envio da cloroquina ao extremo Sul da Bahia.

Raissa Soares tinha contrato com o hospital Eduardo Magalhães em Porto Seguro. Ativa nas redes sociais e utilizando como ferramenta para divulgar sua luta pela manutenção da vidas das pessoas, ela gravou um vídeo nessa terça-feira (30), explicando a situação da saúde no município e fazendo um apelo para que o presidente ajudasse. Dessa forma, muitas pessoas compartilharam o vídeo nas redes sociais, que rapidamente chegou ao destinatário.


O presidente da República respondeu a médica pessoalmente, em uma chamada de vídeo, no mesmo dia da postagem feita nas redes sociais. Assim, em sua página no Instagram, a Doutora compartilhou fotos do momento e agradeceu ao presidente pela ajuda. “O herói @jairmessiasbolsonaro atendeu!!”, escreveu Raissa na legenda de seu post.

Ademais, a médica disse, em seu vídeo, que a Cloroquina tem ajudado na recuperação de pacientes com a Covid-19. “As pessoas estão salvas até agora, quem seguiu o protocolo não morreu” explicou a doutora.
Atualização – Leia a nota do HRDLEM:

O Hospital Regional Deputado Luis Eduardo Magalhães (HRDLEM), situado em Porto Seguro e administrado pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), esclarece que a médica Raissa Soares fez parte do quadro clínico da Unidade com carga horária reduzida, cumprindo apenas com 2 plantões mensais.

Dra Raissa foi admitida há 1 ano, e agora, diante dos fluxos de renovação contratual, o setor responsável procurou a profissional, esclarecendo a necessidade de aumento da carga horária, tendo em vista que necessitamos de plantonistas com maior disponibilidade.


Diante disso, a própria médica, optou pela não renovação do contrato, com a justificativa da grande demanda de trabalho nesse período de enfrentamento ao Coronavírus, onde ela é diretora da UPA e tem priorizado também os atendimentos em um Hospital particular.

A diretoria do HRDLEM lamenta essa deturpação dos fatos. A abordagem foi para ampliação da jornada, uma vez que a escala vem necessitando de reforços. A profissional no entato, reconheceu suas dificuldades frente aos compromissos externos que executa, e compreendemos o seu relevante papel. Reitero que o nosso compromisso é com a saúde da população.

Com informações de a gazetta