sábado, 12 de setembro de 2026

​ROBSON RIOS INSINUA INTERFERÊNCIA EM VIRADA NO STJ E AMEAÇA: “DAREI NOMES”

BASTIDORES | Ex-candidato relata encontros secretos, chama interlocutor de “malandro” e sugere que “orações” teriam antecedido a mudança de uma decisão judicial.

Publicações feitas pelo ex-candidato a prefeito de Acreúna Robson Rios levantam suspeitas graves sobre os bastidores de uma decisão que restabeleceu provisoriamente seus direitos políticos.

No dia 17 de agosto, o ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça, negou o pedido de urgência apresentado pela defesa. O documento divulgado por Robson registra que seus direitos políticos deveriam permanecer suspensos até junho de 2030.

Sete dias depois, às 22 horas, Robson afirma ter procurado, em uma residência no condomínio Aldeia do Vale, uma pessoa chamada por ele de “malandro”. Segundo a publicação, Robson estava “desesperado”, diante de um problema praticamente impossível de resolver e com apenas “1% de chance” de continuar na campanha.

A resposta atribuída ao interlocutor foi: “Eu vou orar por você”.

Em 27 de agosto, Robson diz ter dirigido mais de 400 quilômetros durante a noite até a casa dessa mesma pessoa, no interior de Goiás. Afirma ter sido recebido com “suco de uva importado” e ouvido: “Vamos continuar orando”.

No dia 3 de setembro, veio a reviravolta. O ministro Francisco Falcão reconsiderou a decisão, concedeu tutela cautelar e determinou o restabelecimento imediato dos direitos políticos até o julgamento final do recurso.

Robson então publicou: “Se hoje você está de volta ao jogo, agradeça às orações do malandro”. Em seguida, aumentou o tom: afirmou que o personagem estará à disposição da Polícia Federal e prometeu: “Darei nomes!”.

As postagens sugerem que as “orações” seriam uma referência irônica a alguma articulação de bastidor. Mas Robson não apresenta provas de interferência sobre o STJ nem identifica quem seria o interlocutor.

A decisão não representa absolvição. Seus efeitos são provisórios e permanecem válidos somente até o julgamento definitivo.

As publicações deixam perguntas inevitáveis: quem é o “malandro”? Que tipo de ajuda teria sido solicitada? Por que Robson relaciona os encontros à mudança da decisão? E o que exatamente ele pretende revelar à Polícia Federal?


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