domingo, 13 de setembro de 2026

ONDE ESTÁ O PROTOCOLO? BLOG COBRA COMPLEM E PIRACANJUBA SOBRE ARRENDAMENTO NO CADE

TRANSPARÊNCIA | Ofícios enviados às duas instituições exigem número do processo, valor do contrato, prazo, garantias e explicações sobre eventual início da operação antes da autorização do órgão antitruste.

O Blog do Cleuber Carlos encaminhou questionamentos formais à Complem e à Assessoria de Comunicação do Grupo Piracanjuba sobre o contrato de arrendamento da unidade industrial de lácteos e da marca Compleite.

O ponto central é direto: qual é o número do processo ou protocolo da operação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o CADE?

As próprias instituições anunciaram que a conclusão da transação dependeria da aprovação do órgão. Até agora, porém, o Blog não conseguiu localizar na consulta pública um processo claramente relacionado ao negócio.

À Piracanjuba, foram solicitadas informações sobre a data de assinatura, empresas e CNPJs envolvidos, ativos arrendados, prazo, remuneração, exploração da marca Compleite e eventual início das atividades na fábrica de Morrinhos. O grupo também foi questionado se já assumiu trabalhadores, produção, gestão industrial ou informações comerciais antes da autorização do CADE.

À Complem, as perguntas foram ainda mais amplas. O Blog quer saber quanto a cooperativa receberá, quem avaliou a indústria e a marca, quais garantias foram oferecidas e se existe opção de futura compra dos ativos pela Piracanjuba.

Também foram cobradas respostas sobre a aprovação interna do negócio: qual órgão autorizou o contrato, onde está a ata, qual foi o quórum e se o Conselho Fiscal recebeu e analisou o documento. Conselheiros teriam relatado desconhecer valor, prazo, remuneração, garantias e condições de rescisão.

Outras questões atingem diretamente os cooperados: quem definirá o preço do leite, se haverá exclusividade, qual volume mínimo será comprado e qual será o destino do dinheiro recebido. A Complem também deverá explicar se os recursos serão utilizados para reduzir o endividamento da cooperativa.

A ausência de um protocolo público, isoladamente, não comprova irregularidade. Entretanto, caso a operação já esteja sendo executada sem autorização do CADE, poderá surgir uma questão concorrencial relevante.

Complem e Piracanjuba foram procuradas e terão suas respostas publicadas integralmente ou em seus pontos essenciais. O que está em jogo não é apenas uma parceria empresarial, mas o destino de uma indústria e de uma marca construídas durante décadas com o patrimônio dos cooperados.


Nenhum comentário: