
A temperatura da disputa pelo Governo de Goiás subiu após Marconi Perillo (PSDB) confrontar Daniel Vilela (MDB) durante debate e recordar a Operação Miqueias, deflagrada pela Polícia Federal em 2013.
O vídeo que circula nas redes combina o embate atual com uma reportagem da época. Segundo o material, a operação desarticulou um grupo acusado de lavagem de dinheiro e de causar prejuízos milionários a fundos de pensão municipais.
A reportagem afirmava que mulheres jovens eram usadas para se aproximar de prefeitos e gestores públicos. Uma delas era Luciane Hoepers, presa pela Polícia Federal. Registros da investigação indicaram telefonemas e encontros dela com três políticos goianos do então PMDB: Daniel Vilela, Samuel Belchior e Leandro Vilela.
O nome de Daniel, portanto, apareceu no contexto da investigação, mas isso não significa que ele tenha sido acusado ou condenado por participação no esquema.
Em entrevista concedida em setembro de 2013, Daniel confirmou que esteve em um almoço com Luciane, mas negou qualquer envolvimento criminoso. Afirmou que nunca a apresentou a prefeitos ou gestores públicos e que “nenhum dos fatos denunciados se consumou”. Também declarou que não era investigado pela Polícia Federal e que apenas havia conhecido a mulher durante um encontro político. A versão está registrada oficialmente no portal da Assembleia Legislativa de Goiás.
Treze anos depois, Marconi leva o episódio novamente ao centro da eleição. O caso não autoriza afirmar que Daniel participou do esquema, mas recoloca uma pergunta política incômoda: qual foi, exatamente, a extensão do contato entre o atual governador e uma das principais personagens da Operação Miqueias?
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