
A fisioterapeuta neurológica e mestranda Andresa Augusto utilizou as redes sociais para denunciar situações de constrangimento e humilhação que sua filha, identificada publicamente como Rafinha, teria enfrentado durante meses no ambiente de trabalho.
Segundo Andresa, as agressões eram apresentadas como “brincadeiras”, mas teriam provocado feridas emocionais e reduzido progressivamente a autoestima da jovem.
Rafinha teria sido alvo de comentários sobre sua sexualidade por escolher não se relacionar com várias pessoas. Também teriam sido feitas observações depreciativas sobre seu peso e seu corpo, chegando à sugestão de aplicação de medicamentos para emagrecimento.
“Isso não é preocupação. Isso não é brincadeira. O corpo de uma pessoa não é assunto para ser usado como instrumento de humilhação”, escreveu a mãe.
Outro comportamento denunciado foi o uso repetido do nome de uma ex-funcionária para se referir à jovem. A comparação estaria associada a características negativas, como incompetência, lentidão e falta de capacidade.
Mesmo depois de Rafinha pedir que respeitassem seu nome e interrompessem as provocações, a situação teria continuado.
“Brincadeira só é brincadeira quando todos conseguem rir. Quando uma pessoa pede para parar e o outro continua, deixou de ser brincadeira”, afirmou Andresa.
Em nova manifestação, a fisioterapeuta disse que a filha não está sozinha e criticou tentativas de distorcer os acontecimentos ou transformar a vítima em culpada.
O empresário Wesley Schimit, de Sinop, Mato Grosso, foi identificado como a pessoa apontada nas denúncias. Ele deverá ter espaço assegurado para contestar as acusações e apresentar sua versão.
Dependendo das circunstâncias e das provas, condutas humilhantes reiteradas podem ser examinadas como possível assédio moral.
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