
Ronaldo Caiado chegou à eleição presidencial carregando um currículo que poucos adversários possuem: ex-governador por dois mandatos, ex-senador, cinco vezes deputado federal, forte ligação com o agronegócio e a segurança pública e uma estrutura partidária nacional.
Era apresentado como um dos nomes capazes de romper a polarização.
Até agora, porém, as urnas eletrônicas ainda nem foram ligadas e as pesquisas contam uma história bem diferente.
Caiado simplesmente não decola.
Na pesquisa Veritá, aparece com apenas 3,3% das intenções de voto, muito distante dos líderes. E o problema não está isolado em um levantamento.
No Datafolha mais recente, Caiado registra 4%, enquanto Augusto Cury alcança 8%. No BTG/Nexus, o goiano aparece com 5%, enquanto Cury dispara para 11%. (Folha de S.Paulo)
A comparação é inevitável.
Cury entrou na política praticamente agora e conseguiu ocupar justamente o espaço que Caiado buscou durante anos: o de alternativa à polarização.
Enquanto Lula e Flávio Bolsonaro concentram a disputa principal, Caiado corre o risco de deixar de ser protagonista para virar mero coadjuvante.
E isso levanta uma pergunta incômoda: o que deu errado?
Faltou comunicação? Estratégia? Capacidade de transformar os resultados de Goiás em discurso nacional? Ou o eleitor simplesmente não enxergou em Caiado a terceira via que sua campanha imaginava representar?
Ainda existe campanha pela frente. Mas, neste momento, para quem entrou na disputa presidencial cercado de grandes expectativas, permanecer entre 3% e 5% está muito abaixo do tamanho político que Caiado pretendia apresentar ao Brasil. (BOL)
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