domingo, 23 de agosto de 2026

Médico é Acusado de Fazer Vídeo Promocional Com Mulher Que Morreu Após Cirurgia Plástica

CASO ANDREIA | Irmã de empresária que morreu após mais de oito horas de procedimentos estéticos em Goiânia acusa médico de ter publicado, depois do sepultamento, vídeo promocional utilizando imagens da paciente. “Só esqueceu de dizer que ela estava morta”, escreveu.

O caso da morte da empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, ganhou um novo e perturbador capítulo.

Depois de denunciar as circunstâncias que envolveram a cirurgia e a morte da irmã, a família agora faz uma acusação que amplia a controvérsia em torno do caso.

Segundo publicação feita pela irmã de Andreia, o médico responsável pelos procedimentos teria divulgado em suas redes sociais, depois do sepultamento, um vídeo de caráter promocional utilizando imagens da própria paciente.

Andreia já estava morta.

A irmã publicou o vídeo e fez um duro desabafo:

“Mesmo depois do sepultamento da minha irmã ele teve o desplante de postar em suas redes sociais a propaganda usando a imagem da minha irmã já morta. Só esqueceu de dizer que ela estava morta.”

Ao final, escreveu em letras destacadas:

“CULPADO?”

A acusação acrescenta mais um elemento a um caso que já está sob o olhar das autoridades.

Andreia morreu no dia 12 de agosto, após ser submetida a uma sequência de procedimentos estéticos no Hospital Ankar, em Goiânia.

Segundo informações apresentadas pela família, foram mais de oito horas de cirurgia e seis procedimentos na região da face, contratados por aproximadamente R$ 118 mil.

A família questiona ainda as condições clínicas da paciente antes da operação e sustenta que exames já apresentariam sinais de infecção.

O médico e o hospital contestam as acusações de negligência.

No dia 20 de agosto, a 2ª Promotoria de Justiça de Goiânia encaminhou os autos à Polícia Civil e pediu a abertura de inquérito para investigar a possibilidade de homicídio culposo.

Agora, a postagem apresentada pela irmã abre outro questionamento.

Quando exatamente o vídeo foi publicado?

A publicação original teria ocorrido efetivamente depois do sepultamento? Houve autorização para utilização da imagem de Andreia em material promocional? E, caso existisse autorização anterior, quais seriam seus limites diante da morte da paciente?

A afirmação de que o conteúdo foi publicado após o sepultamento é, neste momento, uma acusação da irmã da vítima. A cronologia da postagem original precisa ser documentalmente confirmada.

Mas o desabafo da família revela o tamanho da indignação.

Enquanto parentes ainda tentavam compreender uma morte ocorrida depois de um procedimento estético, segundo a irmã, a imagem de Andreia aparecia nas redes sociais promovendo justamente o trabalho médico que antecedeu sua morte.

O Blog do Cleuber Carlos deixa espaço aberto para manifestação do médico e do Hospital Ankar sobre esta nova acusação.


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