sexta-feira, 8 de maio de 2026

GOIÁS ASSISTE À ESCALADA DE UMA GUERRA POLÍTICA QUE SAIU DA ALEGO E CHEGOU AOS QUARTÉIS

O que começou como embate político dentro da Assembleia Legislativa de Goiás agora assume contornos muito mais graves — e perigosos.

A crise envolvendo os deputados Major Araújo e Amauri Ribeiro, ambos do PL, ultrapassou o limite do confronto parlamentar e passou a contaminar ambientes ligados à segurança pública, elevando a tensão nos bastidores políticos e policiais do Estado.

O nível do confronto já não é mais apenas político.

Virou pessoal, emocional e institucional.

Nos últimos dias, o tom subiu drasticamente. Acusações públicas, provocações, ataques verbais e discursos inflamados passaram a dominar redes sociais, bastidores da ALEGO e grupos ligados às forças de segurança.

Mas a situação ganhou dimensão ainda mais preocupante com a entrada de Alexandre Compleite, irmão de Amauri Ribeiro, no centro da crise.

O vídeo divulgado nas redes sociais com xingamentos, violência verbal, desafio público e tom de ameaça contra Major Araújo joga gasolina em um ambiente que já estava inflamado.

E o problema deixa de ser apenas eleitoral.

Quando confrontos políticos começam a migrar da tribuna para linguagem de intimidação, enfrentamento pessoal e discurso de rua, Goiás deixa de assistir apenas uma disputa entre parlamentares e passa a enxergar sinais claros de deterioração institucional.

O ambiente político goiano vive hoje uma radicalização que mistura vaidade, polarização, ego, força e exposição pública permanente.

E o mais grave:
o conflito agora já não está restrito aos corredores da Assembleia.

Ele começa a ecoar nos quartéis, nas redes, nos grupos políticos e no próprio ambiente da segurança pública.

Isso não fortalece a direita.
Não fortalece a política.
E muito menos fortalece Goiás.


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