NOMEAÇÃO NA GOINFRA ESCANCARA AVANÇO DO AGRO DENTRO DO NÚCLEO DE INFRAESTRUTURA EM GOIÁS
Há nomeações que não são apenas administrativas — são movimentos políticos em estado puro.
O decreto publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (2) oficializa a nomeação de Alexandro Alves dos Santos para a vice-presidência da GOINFRA. No papel, trata-se de um cargo comissionado. Na prática, o gesto revela muito mais: a consolidação de um eixo de poder onde infraestrutura e agronegócio passam a operar de forma ainda mais integrada dentro do governo estadual.
A mensagem pública do nomeado não deixa margem para dúvida. Ao agradecer diretamente a José Mário Schreiner — uma das figuras mais influentes do agro goiano — e à deputada Marussa Boldrin, Alexandro sinaliza de forma explícita a origem política da sua ascensão.
Não é apenas gratidão. É alinhamento.
E esse alinhamento tem implicações.
A GOINFRA é hoje um dos centros nervosos da execução de políticas públicas em Goiás, responsável por obras, logística e investimentos estruturais. Ao inserir um nome diretamente vinculado ao núcleo do agronegócio em sua vice-presidência, o governo não apenas ocupa um cargo — redefine prioridades, influencia decisões e reposiciona forças dentro da máquina pública.
O discurso de “humildade” e “compromisso” segue o roteiro tradicional. Mas o conteúdo político está nas entrelinhas: trata-se de uma ocupação estratégica, que amplia o raio de influência de um setor que já possui peso decisivo na economia e na política do estado.
A pergunta que emerge não é sobre a capacidade individual do nomeado.
É sobre o desenho institucional que está sendo montado.
Quando infraestrutura e agro passam a compartilhar o mesmo eixo de comando, o que se constrói não é apenas estrada, ponte ou logística.
Constrói-se poder.
E, em Goiás, esse movimento está longe de ser casual.
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