quinta-feira, 2 de abril de 2026

NOMEAÇÃO NA GOINFRA REVELA DOMÍNIO DE ZÉ MARIO NA INFRAESTRUTURA

NOMEAÇÃO NA GOINFRA ESCANCARA AVANÇO DO AGRO DENTRO DO NÚCLEO DE INFRAESTRUTURA EM GOIÁS

Há nomeações que não são apenas administrativas — são movimentos políticos em estado puro.

O decreto publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (2) oficializa a nomeação de Alexandro Alves dos Santos para a vice-presidência da GOINFRA. No papel, trata-se de um cargo comissionado. Na prática, o gesto revela muito mais: a consolidação de um eixo de poder onde infraestrutura e agronegócio passam a operar de forma ainda mais integrada dentro do governo estadual.

A mensagem pública do nomeado não deixa margem para dúvida. Ao agradecer diretamente a José Mário Schreiner — uma das figuras mais influentes do agro goiano — e à deputada Marussa Boldrin, Alexandro sinaliza de forma explícita a origem política da sua ascensão.

Não é apenas gratidão. É alinhamento.

E esse alinhamento tem implicações.

A GOINFRA é hoje um dos centros nervosos da execução de políticas públicas em Goiás, responsável por obras, logística e investimentos estruturais. Ao inserir um nome diretamente vinculado ao núcleo do agronegócio em sua vice-presidência, o governo não apenas ocupa um cargo — redefine prioridades, influencia decisões e reposiciona forças dentro da máquina pública.

O discurso de “humildade” e “compromisso” segue o roteiro tradicional. Mas o conteúdo político está nas entrelinhas: trata-se de uma ocupação estratégica, que amplia o raio de influência de um setor que já possui peso decisivo na economia e na política do estado.

A pergunta que emerge não é sobre a capacidade individual do nomeado.

É sobre o desenho institucional que está sendo montado.

Quando infraestrutura e agro passam a compartilhar o mesmo eixo de comando, o que se constrói não é apenas estrada, ponte ou logística.

Constrói-se poder.

E, em Goiás, esse movimento está longe de ser casual.


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