ACREÚNA NÃO É TERRA SEM LEI — NEM DE FORASTEIROS QUE SE ACHAM DONOS DA CIDADE
Há cidades que enfrentam problemas administrativos. Outras enfrentam algo mais profundo: a tentativa silenciosa de transformar o poder público em território pessoal. Acreúna não é — e não será — esse tipo de lugar.
O que está em curso não é apenas um embate entre versões. É o choque entre duas visões de poder: de um lado, a ideia de que cargos públicos autorizam controle, intimidação e silenciamento; de outro, a convicção de que nenhuma autoridade está acima do escrutínio.
E é exatamente nesse ponto que esta coluna se posiciona — sem recuo e sem conveniência.
Ao longo do tempo, denúncias foram feitas. Prefeitos foram questionados. Atos administrativos foram expostos. E, mais recentemente, membros do próprio sistema de Justiça passaram a integrar esse debate institucional. Não por vontade pessoal, mas por consequência lógica de uma atuação jornalística que não escolhe alvo — escolhe fatos.
O resultado? Reação.
A reação nunca vem em silêncio. Ela vem travestida de formalidade. Vem na forma de ações judiciais, de tentativas de constrangimento institucional, de pressão indireta. Vem, sobretudo, quando o incômodo ultrapassa o limite do aceitável por quem se acostumou a não ser confrontado.
Mas há um detalhe que parece não ter sido compreendido:
👉 questionar não é atacar
👉 denunciar não é perseguir
👉 investigar não é afrontar
É exercer um direito — e, no caso do jornalismo, cumprir um dever.
A tentativa de inverter essa lógica, transformando o denunciante em problema e o questionamento em desvio, não resiste a uma análise minimamente séria. Ao contrário: revela exatamente o tipo de ambiente que precisa ser exposto.
E é aqui que Acreúna entra no centro da discussão.
A cidade não pertence a grupos. Não pertence a cargos. Não pertence a quem, por circunstância momentânea, ocupa uma função pública. Acreúna pertence à legalidade — e ao cidadão que se recusa a aceitar o silêncio como regra.
Não existe território blindado. Não existe autoridade imune a questionamento. E, definitivamente, não existe espaço institucional para quem confunde função pública com poder pessoal.
Ao longo dessa trajetória, uma coisa se tornou evidente: quem denuncia abuso enfrenta reação. Quem questiona estruturas consolidadas passa a ser alvo. Isso não é exceção. É padrão.
Mas também há outro padrão — menos visível, porém mais forte:
quem insiste em expor, incomoda
e quem incomoda, revela
A tentativa de desqualificar, pressionar ou silenciar não altera o fato central: o debate já saiu do campo individual e entrou no campo institucional.
E, uma vez nesse campo, ele não se resolve com intimidação.
Resolve-se com transparência.
Acreúna não é terra sem lei.
E muito menos território de quem acredita que pode exercê-la conforme conveniência.
Aqui, o poder não é absoluto.
E quem tenta tratá-lo assim… inevitavelmente será confrontado.
Hoje quem senta em uma cadeira de autoridade, amanhã, amanhã poderá ser levado por uma viatura da polícia federal e sentar no banco dos réus.
O poder é temporário. O tempo, senhor da razão.
Um aviso: durma de roupa e deixe a mala pronta que as 6:00hs da manhã de um dia qualquer sua campainha pode tocar😉
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