sexta-feira, 10 de abril de 2026

ACREÚNA NÃO É TERRA SEM LEI — E NEM DE QUEM SE ACHA ACIMA DELA

ACREÚNA NÃO É TERRA SEM LEI — NEM DE FORASTEIROS QUE SE ACHAM DONOS DA CIDADE

Há cidades que enfrentam problemas administrativos. Outras enfrentam algo mais profundo: a tentativa silenciosa de transformar o poder público em território pessoal. Acreúna não é — e não será — esse tipo de lugar.

O que está em curso não é apenas um embate entre versões. É o choque entre duas visões de poder: de um lado, a ideia de que cargos públicos autorizam controle, intimidação e silenciamento; de outro, a convicção de que nenhuma autoridade está acima do escrutínio.

E é exatamente nesse ponto que esta coluna se posiciona — sem recuo e sem conveniência.

Ao longo do tempo, denúncias foram feitas. Prefeitos foram questionados. Atos administrativos foram expostos. E, mais recentemente, membros do próprio sistema de Justiça passaram a integrar esse debate institucional. Não por vontade pessoal, mas por consequência lógica de uma atuação jornalística que não escolhe alvo — escolhe fatos.

O resultado? Reação.

A reação nunca vem em silêncio. Ela vem travestida de formalidade. Vem na forma de ações judiciais, de tentativas de constrangimento institucional, de pressão indireta. Vem, sobretudo, quando o incômodo ultrapassa o limite do aceitável por quem se acostumou a não ser confrontado.

Mas há um detalhe que parece não ter sido compreendido:

👉 questionar não é atacar

👉 denunciar não é perseguir

👉 investigar não é afrontar

É exercer um direito — e, no caso do jornalismo, cumprir um dever.

A tentativa de inverter essa lógica, transformando o denunciante em problema e o questionamento em desvio, não resiste a uma análise minimamente séria. Ao contrário: revela exatamente o tipo de ambiente que precisa ser exposto.

E é aqui que Acreúna entra no centro da discussão.

A cidade não pertence a grupos. Não pertence a cargos. Não pertence a quem, por circunstância momentânea, ocupa uma função pública. Acreúna pertence à legalidade — e ao cidadão que se recusa a aceitar o silêncio como regra.

Não existe território blindado. Não existe autoridade imune a questionamento. E, definitivamente, não existe espaço institucional para quem confunde função pública com poder pessoal.

Ao longo dessa trajetória, uma coisa se tornou evidente: quem denuncia abuso enfrenta reação. Quem questiona estruturas consolidadas passa a ser alvo. Isso não é exceção. É padrão.

Mas também há outro padrão — menos visível, porém mais forte:

quem insiste em expor, incomoda

e quem incomoda, revela

A tentativa de desqualificar, pressionar ou silenciar não altera o fato central: o debate já saiu do campo individual e entrou no campo institucional.

E, uma vez nesse campo, ele não se resolve com intimidação.

Resolve-se com transparência.

Acreúna não é terra sem lei.

E muito menos território de quem acredita que pode exercê-la conforme conveniência.

Aqui, o poder não é absoluto.

E quem tenta tratá-lo assim… inevitavelmente será confrontado.

Hoje quem senta em uma cadeira de autoridade, amanhã, amanhã poderá ser levado por uma viatura da polícia federal e sentar no banco dos réus. 

O poder é temporário. O tempo, senhor da razão.

Um aviso: durma de roupa e deixe a mala pronta que as 6:00hs da manhã de um dia qualquer sua campainha pode tocar😉





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