Em nota oficial divulgada neste sábado (20), o Clube de Regatas do Flamengo acusou o jornal Extra, do Grupo Globo, de publicar uma notícia falsa sobre um suposto veto à expressão “festa na favela”.
“Há quanto tempo não se lia a palavra favela nos jornais do Grupo O Globo?”, questiona o Flamengo no primeiro parágrafo da nota intitulada “É mentira o veto à expressão ‘festa na favela’“.
A diretoria do Flamengo acusou o jornal Extra de publicar uma matéria com “contexto parcial e tendencioso, numa clara tentativa de se criar um possível constrangimento com a torcida um dia antes da decisão do Campeonato Carioca.”
O clube do Rio de Janeiro também alertou para outra matéria do mesmo jornal “feita pouco tempo antes da decisão da Taça Rio, quando se deu um enorme destaque à ‘demissão de um psicólogo'”.
“O porquê disto? Só o veículo para responder”, completou o Flamengo.
A matéria dos jornalistas Diogo Dantas e Venê Casagrande foi publicada às 06h00 deste sábado (20) com o título “Flamengo veta expressão ‘Festa na favela’ de suas redes sociais: ‘É associado à violência'”.
Dentro da própria matéria, o clube nega veementemente a imposição do veto, mesmo assim a informação falsa foi parar na manchete.
Como era de se esperar, a notícia falsa gerou uma intensa repercussão negativa nas redes sociais. O jornal Extra explorou este criticismo para lançar mais uma matéria, desta vez com o título “Veto a ‘Festa na favela’ pelo Flamengo gera críticas nas redes sociais“.
Confira a íntegra da nota publicada pelo Flamengo
“Há quanto tempo não se lia a palavra favela nos jornais do Grupo O Globo?
Certamente há muito tempo.
Não somente nos jornais do referido grupo, como também na grande maioria dos veículos de comunicação e nos comunicados de empresas/instituições.
Já tem tempo que favela não é mais uma palavra utilizada na comunicação institucional.
Estranhamente, neste sábado, o jornal Extra faz uma matéria sobre o Flamengo com a expressão “festa na favela” sendo apresentada num contexto parcial e tendencioso, numa clara tentativa de se criar um possível constrangimento com a torcida um dia antes da decisão do Campeonato Carioca.
Coincidentemente a mesma tentativa que foi feita pouco tempo antes da decisão da Taça Rio, quando se deu um enorme destaque à “demissão de um psicólogo“.
O porquê disto? Só o veículo para responder.
A matéria, ao pegar parte de uma conversa de profissionais do clube – que deveria ser restrita a eles – tenta passar a ideia que “existe um veto“ na utilização da expressão “festa na favela”. Não é verdade.
O fato é que um canto alegre e contagiante da torcida não necessariamente precisa ser a melhor maneira para a comunicação da Instituição.
Não usá-la regularmente na comunicação Institucional não significa nenhum veto ao termo ou desvalorização de uma tradição da torcida.
Esta é a verdade. Nada mais que isto.
Na realidade mais que palavras ou promessas, o Flamengo de hoje se mostra cada vez mais forte, inclusivo, praticando preços altamente populares, trazendo o seu torcedor de volta ao Maracanã e tendo, disparado, os maiores públicos do futebol brasileiro neste ano.
Para a tristeza daqueles que apostaram no contrário.”

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