segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Três homens são presos por assassinato de duas jovens envolvidas com o tráfico de drogas na região Noroeste


Crime foi cometido na última semana. Delegado aproveitou a presença da imprensa para negar a existência de um novo

assassino em série nem Goiânia, boato que vem sendo difundido na cidade desde a morte da jovem Nayara Saraiva Barra. Quantidade de feminicídios na capital teriam como causa principal o crescente envolvimento de mulheres com o crime

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), apresentou nesta segunda-feira (26/12), três suspeitos pelo assassinato de Daniela Silva Gomes e Fabiana Brás Conceição, de 19 e 21 anos. O crime foi cometido na última quarta-feira (21), na Vila Regina, em Goiânia.
De acordo com as investigações, Renato Fabrício Santos Pereira, Vítor Silva Parente e Bartolomeu Marinho de Souza planejaram a morte das duas como uma emboscada, motivados pela disputa por pontos de tráfico de drogas, já que as vítimas também eram suspeitas de vender substância. Elas moravam na região há pouco mais de 15 dias e foram vistas oferecendo drogas no bairro. A polícia encontrou porções de crack na casa delas.
Suspeito de ter efetuado os disparos que mataram as vítimas, Renato Fabrício confessou o crime. Ele afirmou que reagiu a uma possível tentativa de assassinato, momentos antes, no Bairro São Francisco.
Segundo o delegado Douglas Pedrosa, responsável pelo caso, Bartolomeu, por sua vez, conhecia as duas e teria emprestado o celular para Renato armar a emboscada. Vítor teria dirigido o veículo utilizado no momento do crime. “As duas encontraram Renato e Vítor no local combinado, tentaram fugir quando perceberam que se tratava de uma armação, mas acabaram sendo perseguidas e atingidas por 14 tiros”, explicou.
O delegado também afirmou que os três suspeitos fazem parte de uma associação criminosa que atua na região do Terminal Padre Pelágio e possuem diversas passagens pela polícia por crimes, como furto, roubo, receptação, tráfico de drogas, tentativa de homicídio, ameaças e lesão corporal de natureza grava. Agora, vão responder por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe sem chance de defesa e podem ficar presos por até 30 anos.

Mulheres e criminalidadeNa apresentação dos suspeitos, o delegado Douglas Pedrosa também que o aumento no número de mulheres assassinadas é motivado porque a participação feminina em crimes também cresceu. “Cada vez mais, elas são cooptadas por maridos, namorados e amantes para prática de crimes. As mulheres participam de forma ativa no planejamento de mortes e do tráfico”, destacou. “Somente no mês de dezembro a polícia contabilizou três mortes de mulheres por este motivo”. Ele negou a existência de um novo assassino em série em Goiânia, boato que vem sendo difundido na cidade.

FOTOS: ANDRÉ SADDI

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