Grupo Antirroubo a Banco (GAB), Grupo Tático (GT 3) e Graer estão desde a
madrugada recolhendo informações para identificar e prender quadrilha
Desde a madrugada desta segunda-feira (14), o grupo especializado em roubos a banco e a tropa de elite da Polícia Civil, além do Grupamento de Radiopatrulha Aérea (Graer) da Polícia Militar, buscam informações sobre explosão de uma agência bancária, ocorrido em Mara Rosa, cidade a 436 quilômetros de Goiânia. Na ocasião, cerca de 20 homens fortemente armados destruíram a unidade do Banco do Brasil, fazendo reféns e espalhando o terror na cidade.
De acordo com o delegado e assessor da Polícia Civil, Gilson Ferreira, os crimes em Mara Rosa aconteceram por volta de 22h, quando os suspeitos com armamento pesado entraram na cidade numa Chevrolet Blazzer e várias motocicletas. Primeiro dispararam várias vezes contra o quartel da Polícia Militar, depois contra as residências de policiais, no intuito de intimidá-los.
Além dos reféns e da explosão ao BB, os suspeitos tentaram explodir a agência da Caixa Econômica Federal (CEF) e, depois fugiram. Após a ação, o grupo fugiu levando reféns. Um dos veículos utilizados nos crimes, um Fiat Strada, e uma Hilux tomada de assalto durante a ação criminosa, foram encontrados na estrada que dá acesso para os municípios de Amaro Leite e Porangatu.
Por volta de 5h, o vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton, o delegado-geral da Polícia Civil, Álvaro Cássio dos Santos, e o comandante-geral da Polícia Militar, Divino Alves de Oliveira, chegaram a embarcar rumo à Mara Rosa, no entanto, a forte chuva impediu que continuassem o voo.
Já se encontram naquela cidade, equipes do Grupo Antirroubo a Banco (GAB) da Delegacia de Investigação Criminal (Deic); do Grupo Tático (GT3), a tropa de elite da Polícia Civil; além do Grupamento de Radiopatrulha Aérea (Graer) da Polícia Militar.
Ações semelhantes
Os reféns foram liberados na saída da cidade. A forma de agir da quadrilha é a mesma do grupo conhecido como ‘Novo Cangaço’, que vem assombrando cidades do interior de vários estados brasileiros. Em Goiás, Alto Horizonte e São Miguel do Araguaia também já foram vítimas de quadrilhas de assalto a banco que espalharam o medo entre os moradores.
De acordo com o delegado Gilson Pereira, esse é um crime especializado, com uso de explosivos e material bélico, normalmente realizado por grupos criminosos altamente organizados. As investigações que estão sendo feitas na cidade pelos serviços especializados das polícias Civil e Militar, com o suporte da Superintendência de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSAP-GO), deverão contribuir para a identificação dos autores em breve.

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