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Bruna alega que foi ameaçada pelo ex-sogro
(Foto: Reprodução/ Instagram)
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A disputa pelo carro gerou uma confusão no trânsito três dias antes, no Setor Bueno, entre ela e um amigo da família do ex-namorado, um empresário de 30 anos. A briga fez com que os envolvidos fossem parar no 20º Distrito Policial da capital, mas ninguém ficou preso.
O empresário alegou que, a pedido do amigo, empresou a Bruna um Kia Cerato, mas ela não devolveu após o fim do relacionamento. O homem contou que a jovem se comprometeu a levá-lo até o local onde veículo estava, mas durante o trajeto, tentou fugir. Por isso, ele afirma que entrou em frente ao carro dela e bloqueou o trânsito.
Um dia depois, na quarta-feira (18), o empresário registrou um boletim de ocorrência por apropriação indébita contra a modelo, apelidada de Barbie. A denúncia foi feita no 8º Distrito Policial de Goiânia.
A advogada de Bruna, Amanda Alves, conta que ela terminou com o ex-namorado e, ao recusar retonar a relação, houve uma briga entre a modelo e o jovem. “Ele simplesmente foi lamentar suas dores para o “papai”, que resolveu se aproveitar da situação para expor Bruna à situação vexatória”, disse.
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Bruna diz que ex-sogro mandou mensagens de celular,
e afirma que foi ameaçada por mencionar que seria novamente presa
(Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução)
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De acordo com a advogada, o ex-sogro ameaçou Bruna de prisão em mensagens de celular. Em uma cópia enviada pela defesa, uma pessoa que está identificada como o nome do suspeito escreveu: “Você vai ficar presa. Você quis assim”.
Invasão de apartamento
Antes da confusão no trânsito, Amanda denuncia que o ex-sogro e o empresário invadiram o apartamento em que Bruna estava morando. “Ele [ex-sogro] roubou as chaves das mãos de uma prima de Bruna que estava chegando no apartamento”, relata.
Segundo a advogada, a recepcionista do prédio disse que deixou os homens subirem porque “um deles disse ser delegado e ameaçou prendê-la caso a entrada no prédio não fosse autorizada”. Depois de ser informada da situação, Amanda acionou um chaveiro para abrir o local e retirar as coisas de Bruna.
Ao deixar o prédio, cliente e advogada se depararam com o empresário e o ex-sogro de Bruna. Foi quando começou a confusão que terminou com os envolvidos no 20º DP.
Bruna denunciou o ex-sogro na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). Apesar do registro do boletim de ocorrência, a titular da delegacia, Ana Elisa Gomes Martins, explica que a modelo precisa voltar ao local para demonstrar o interesse no andamento da investigação.
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| Bruna foi libertada após ser condenada por estelionato (Foto: Reprodução/ Internet) |
Golpes
Presa em 11 de agosto, Bruna deixou o presídio no dia 9 de setembro, quando foi condenada a prestar serviços comunitáriose ao pagamento de multa de 10 salários mínimos por estelionato. No julgamento, a modelo confessou os crimes e disse que estava arrependida. A defesa recorreu da decisão da Justiça pedindo a absolvição da jovem, o que ainda não foi analisado.
Além dos casos julgados, Bruna é suspeita de aplicar outros golpes, que são investigados na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon). Após a repercussão da prisão da modelo, o delegado Eduardo Prado informou que mais de 100 pessoas ligaram na delegacia se dizendo vítimas da jovem. No entanto, a maioria das denúncias não teve andamento.
“A maioria das pessoas não fez, efetivamente, uma ocorrência, pois às vezes acha que não vai dar em nada. Falta interesse das vitimas, que não vão à delegacia ou não mandam documentos”, explicou o titular da Decon.
Entre as supostas vítimas de Bruna está outro ex-namorado dela, Ryan Balbino, que mora no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, a modelo fingiu ser o próprio pai para dar notícias sobre uma falsa operação para tratar um câncer no útero.
O homem revela que depositou mais de R$ 15 mil para o falso tratamento. Ele só desconfiou e denunciou a namorada um tempo depois, após visitar parentes dela em Goiânia.
Antes da prisão de Bruna, vítimas comentaram com a jovem da possibilidade de ela ser detida, mas ela desdenhava do procedimento. "Meu orixá é forte", escreveu em um dos trechos de conversas divulgadas pela Polícia Civil.




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