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A reunião com o ministro Edison Lobão contou com a participação do presidente da CelgPar, Fernando Navarrete, do secretário extraordinário para assuntos econômicos no Distrito Federal, Simão Cirineu Dias, e de diretores da Eletrobrás e do Tesouro Nacional.
A reunião, segundo Navarrete, foi “altamente positiva.” “Ficou combinado que no máximo em dez dias nós finalizaremos uma convergência de premissas, que são necessárias porque os laudos foram muito divergentes. Reuniremos os avaliadores para que eles trabalhem com essas premissas já alinhadas: o cenário de transferência de controle da Celg à Eletrobrás sem a prorrogação da concessão, (portanto avaliando a empresa até 2015) e uma avaliação com o cenário de prorrogação da concessão até 2045. No momento de fazer a finalização da transferência, se já soubermos das regras de prorrogação, será aquele preço que foi encontrado com o cenário da prorrogação. Caso contrário, se finalizadas as avaliações não tiverem sido anunciadas as regras de prorrogação, far-se-á a transferência com a avaliação de 2015 com cláusula que garanta ao Governo do Estado receber as vantagens de uma eventual prorrogação”, explicou o presidente da CelgPar.
O valor da Celg hoje é aquele que está nos laudos de avaliação da Deloitte (contratada pela Eletrobras) e da Funape/Universidade Federal de Goiás (contratada pelo Governo de Goiás). A Eletrobras entende que a Celg hoje tem um Valor Presente Líquido (VPL) de aproximadamente R$ 500 milhões e a UFG um pouco mais do que isso. “A questão é se considerarmos a prorrogação ou não. Aí a UFG chegou a uma avaliação de R$ 6 bilhões enquanto a Deloitte permaneceu na sua avaliação de R$ 500 milhões”, informou Navarrete.
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Fernando Navarrete apresentou os cenários existentes na avaliação da Celg e defendeu a insistência do Governo de Goiás na luta por um levantamento que valorize o patrimônio dos goianos. “Se eu avalio a Celg com o fim da concessão em 2015, eu faço uma conta do que a Celg vai ter de caixa até 2015, trago ao dia de hoje e desconto a dívida. Se eu fizer a avaliação com mais 30 anos de concessão (2045) eu tenho mais 30 anos de caixa. A diferença é muito grande porque 30 dias de fluxo de caixa para uma empresa que tem R$ 4 bilhões de faturamento, é muito relevante”, disse.
“Como é um patrimônio de todo o povo goiano – prosseguiu - , houve um esforço grande do governo do Estado de convencimento de que diante desta realidade que já prevê a hipótese da renovação, fosse considerado esse fluxo de caixa de 30 anos. A empresa vale o caixa que ela produz. Se eu for considerar só o caixa que for produzido até 2015 eu tenho um preço. Se eu considerar mais 30 anos de caixa eu tenho um preço muito maior. É claro que nós queremos resolver esse imbróglio para ter os investimentos necessários e atender adequadamente as demandas dos meios produtivos e residências. Existe a responsabilidade do governo de defender o patrimônio e o justo preço por esse patrimônio”, salientou.
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Ele adiantou que, de imediato, alinhadas essas premissas, haverá um novo aporte de capital na Celg D pela CelgPar e, assim que totalmente federalizada, um outro aporte de recursos por parte da Eletrobras. A previsão é de que a Celg receba investimentos da ordem de R$ 1,9 bilhão em um curto espaço de tempo.
“O que travava tudo até agora era a luta do Governo de Goiás e da CelgPar para que se reconhecesse o direito de, tendo mais 30 anos de caixa, isso fosse avaliado. Senão nós entregaríamos a Celg por um valor muito pequeno e daqui a 60 dias no máximo, seria anunciada uma prorrogação e a Eletrobras teria uma Celg que valeria bilhões e por ela teria pago muito pouco”, arrematou Navarrete.
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