O governador Marconi Perillo se encontrou hoje com os governadores do Mato Grosso, Silval Barbosa, e do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, dando continuidade às reuniões iniciadas com os governadores dos estados emergentes (Tocantins, Pernambuco e Maranhão), em julho, na busca de apresentar e discutir um Projeto de Lei Complementar que busca regulamentar e disciplinar os incentivos fiscais dos estados e a manutenção da alíquota unificada do ICMS para transações interestaduais.
O governador Silval recebeu a comitiva goiana no Palácio Paiaguás, em reunião que durou cerca de uma hora e meia, e mostrou entusiasmo com a tese, declarando-se estar junto nessa luta e propondo uma reunião geral com todos os governadores, em Brasília, para a definição de como será o encaminhamento desse Projeto de Lei. Marconi estava acompanhado pelo senador Wilder Morais, os secretários Vilmar Rocha, (Casa Civil) e Alexandre Baldy (Indústria e Comércio), o presidente da Adial Brasil, José Alves Filho, e o presidente Executivo do Grupo Hypermarcas, Nelson Melo.
Em seguida, a comitiva comandada pelo governador Marconi foi para Campo Grande, onde, no Parque dos Poderes, foi recebida pelo governador André Puccinelli, que também se manifestou favorável à tese de manutenção dos incentivos fiscais e contra a redução das alíquotas do ICMS. O encontro durou aproximadamente uma hora e nele fortaleceu-se o argumento de uma reunião conjunta para o encaminhamento dessas questões junto ao governo federal.

Em entrevista à imprensa, o governador de Goiás explicou o motivo dessa luta e desse périplo pelos estados: “Esses incentivos são parte do ICMS que abdicamos para gerar empregos. Ou seja, a troca de imposto por emprego, para dar dignidade às pessoas. E é também uma forma que nós temos de compensar as distâncias dos grandes centros consumidores, ou seja, a distância e o frete que os produtores industriais pagam para levar seus produtos aos portos e ao mercado externo e também ao grande consumo no mercado interno. Sem esses incentivos, nós vamos ver, da noite para o dia, fábricas inteiras fecharem, os empregos irem embora. Nós temos um estudo que diz que se houve a redução de 12% para 7% na alíquota interestadual, nós vamos perder 2 milhões de empregos nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Nós estamos nos mobilizando para evitar que isso ocorra. Nós não podemos de repente trazer tantas indústrias para nossos estados e, de repente, ver essas indústrias fecharem suas portas.”
O secretário Vilmar Rocha disse que está-se abrindo uma janela política de oportunidades agora para que os governadores possam se afirmar a apresentar propostas que sejam efetivas e não ficar dependendo de decisões tomadas pelos tecnocratas e pelos burocratas do Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento.
“É preciso que haja uma afirmação política dos governadores e dos estados. No caso específico da questão dos incentivos fiscais ela não pode ser tratada dessa forma. A redução das tarifas das alíquotas do ICMS vai matar a política dos incentivos fiscais, trazendo inúmeros prejuízos aos estados emergentes e à sua industrialização. Por isso é preciso ter uma articulação entre os governadores, para afirmar essa política que realmente interessa aos estados e à federação. Nós estamos trazendo hoje uma proposta para regulamentar e disciplinar os incentivos fiscais e não acabar com eles. Essas visitas que o governador Marconi está fazendo aos estados são para chamar a atenção de que não interessa aos estados emergentes a redução das alíquotas interestaduais do ICMS e nem acabar com a política de incentivos fiscais,” afirmou Vilmar.
Na semana que vem, o governador Marconi programou visitas aos governadores dos estados do Ceará, Sergipe e Alagoas. Na semana seguinte, está prevendo visitas aos governadores de Santa Catarina e Espírito Santo.
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