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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Secretário De Segurança Pública Solicita Ao Depen e PF Responsabilização Por Empréstimo De Tornozeleira

Foto: Jota Eurípedes
  O secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás (SSPAP-GO), Ricardo Balestreri, enviou nesta quarta-feira (12/07) ofício ao diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Marco Antônio Severo Silva, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, solicitando responsabilização sobre questão de empréstimo de tornozeleira eletrônica.

  No documento, o titular da SSPAP pede que os órgãos federais assumam o justo protagonismo da ação e façam a reapreciação do mérito do caso e manifestação sobre se permanece como emergencial e conveniente o uso do equipamento cedido.

  O pedido, que traz em anexo cópia da recomendação do MP-GO para a devolução do equipamento, também foi encaminhado, em cópia, para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, Gilberto Marques Filho, procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres Neto, e ao procurador-geral do Estado de Goiás, Alexandre Tocantins.

  No ofício, a SSPAP relata de forma detalhada as circunstâncias da solicitação feita pela justiça federal no dia 30 de junho deste ano à Superintendência de Administração Penitenciária do Estado de Goiás. Um pedido que é de praxe no âmbito da cooperação entre os estados e a União e que, desta vez, foi feita primeiro por telefone e, em seguida, formalizada por meio de carta.

  A SSSPAP explica que, da mesma forma que o estado de Goiás atende aos apelos para cessão de efetivos para a Força Nacional e empréstimos de equipamentos para o combate a ações criminais organizadas, o empréstimo da tornozeleira eletrônica foi feita “com base no princípio da solidariedade federativa, que rege as relações entre os estados”.

  Ainda no documento, a par do questionamento feito pelo Ministério Público do Estado de Goiás, a SSPAP assegura que agiu “com correção e espírito colaborativo, para dar guarida a uma decisão da esfera da justiça federal, compreendendo que esse pedido não caberia sem justa motivação, que não nos cabe apreciar”. 

  A SSPAP justificou que, sem tais práticas colaborativas, como vêm ocorrendo há pelo menos 15 anos entre todos os estados e a União, os entes não conseguiriam alcançar as condições mínimas para enfrentar a atividade criminal. “Contudo, não podemos responder pela União naquilo que lhe cabe, como estamos sendo forçados a fazer no caso em questão”, esclareceu. 

  Em anexo, ofício expedido pela SSPAP.

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