quarta-feira, 1 de abril de 2015

Vila Nova o Clube Mais Generoso do Brasil

Everton - Site Oficial Vila Nova
O Vila Nova não muda mesmo. Enquanto o time dentro de campo corresponde, vence partidas, segue firme rumo ao retorno à 1ª Divisão do Campeonato Goiano, fora de campo uma tremenda polêmica agita os bastidores pelos lados do OBA.

Após um ano que a torcida quer esquecer, afinal foram 2 rebaixamentos consecutivos – Campeonato Goiano e Brasileiro Série B, a diretoria atual que assumiu o time continua a resolver pepinos e abacaxis herdados pela diretoria antiga.

O mais novo imbróglio envolve um jogador da base, o atacante Everton. O assunto foi abordado de forma imparcial e competente pelo repórter Vinicius Tondolo da Rádio 730. O negócio cheira muito mal. 

O atleta que diga se de passagem não é nenhuma sumidade, não tem nada a ver com o problema. E é bem provável que nem tinha idéia de que seria protagonista de uma grande polêmica quando assinou o seu contrato de profissional com o Vila.

Sineis ao lado de seu sócio Roni e Esposa
Foto: Facebook
O que aconteceu é que em novembro do ano passado, meses após a assinatura do primeiro contrato profissional de Everton com o Vila Nova, o então Presidente Rodrigo Nogueira assinou um contrato a parte concedendo 20% dos direitos econômicos do jogador para o empresário Sineis Ferreira Lima, que no futebol goiano todos sabem que é sócio do ex-jogador, ex-diretor de futebol Roni.

Roni ao lado de Rodrigo Nogueira
Foto: Reprodução TV Anhanguera
Segundo Nogueira, essa era uma situação que havia sido acertada no início de 2014 juntamente com Newton Ferreira e Lúcio Antônio Rodrigues.

Em clubes sérios e organizados este tipo de contrato que envolve Direitos Econômicos do Jogador é assinado simultaneamente com o Contrato de Trabalho que é registrado na CBF e não meses depois como foi o caso.

Coincidentemente na mesma época o jogador foi relacionado para os jogos finais do Vila Nova na Série B quando o time já estava rebaixado e teve chances no time principal. 

Outra coincidência é que esta cessão de direitos econômicos ocorreu no apagar das luzes quando a CBF determinou que apenas clubes tem direito a percentuais sobre negociação de jogadores. Contratos assinados em 2014 seriam honrados. Muito conveniente.

E para piorar o Conselho Deliberativo do clube se reuniu ontem e parece ter aceitado as explicações de Roni e Rodrigo Nogueira alegando que nada de errado havia sido feito. Santa ingenuidade.

O Conselho Deliberativo desta forma dá um verdadeiro Balde de Água Fria na atual diretoria comandada por Guto Veronez. O clube que está sendo saneado a duras penas, descobre um negócio altamente suspeito realizado pela gestão anterior, e nada acontece.

Conselheiros e torcedores do Vila Nova – o Brasil está mudando. Empresários e políticos que eram considerados intocáveis estão sendo presos, investigados e multados. Está na hora de dar um basta, até quando vocês vão apanhar calados vendo os mais espertos tirar vantagem da instituição Vila Nova Futebol Clube???



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