sexta-feira, 2 de maio de 2014

Copa do Mundo: Vídeo Americano Mostra Que Para Iludir o Povo Brasileiro Basta Dar Futebol e Carnaval

Um vídeo americano ironiza os brasileiros que apoiam a Copa do mundo e mostra uma realidade bem diferente do país. Esta é uma pequena demonstração de como é fácil enganar o povo Brasileiro. Em Roma para manter o povo alienado era só dar Pão e Circ, no Brasil é só oferecer futebol e carnaval.

Araújo e Carlos Alberto Fora do Goiás

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O Carlos Alberto assinou ontem a rescisão de contrato com o Goiás e Araújo, o maior artilheiro da história do Goiás, com 145 gols, não terá o seu contrato renovado com o Esmeraldino. com um mês para o final de seu vínculo. Pelo menos é o que as palavras do vice-presidente do clube, Paulo Lopes, indicam.

“Não deu certo. A torcida não quer mais. Quando chegar o fim do contrato, acabou”, anunciou o dirigente.
Não tendo seu vículo renovado, Araújo terá possivelmente mais sete partidas com a camisa do Goiás, todas pela Série A, já que a equipe do técnico Ricardo Drubscky foi eliminada na primeira fase da Copa do Brasil. Os jogos serão contra o Atlético Mineiro, Palmeiras, Botafogo, Santos, Figueirense, Vitória e Coritiba, nessa ordem.
Em quase toda sua carreira, Araújo atuou como um ponta de esquerda. No entanto, no último duelo contra o Criciúma e nos treinos recentes vem jogando mais centralizado, sendo a referência na área. O Esmeraldino não tem em seu elenco um centroavante de origem. “É um pouco estranho. Já joguei assim antes, mas não joguei muitas partidas. Jogando de costas para o zagueiro, eu levo um pouco de desvantagem, tento me movimentar mais. Se eu pego a bola de frente para o zagueiro, para mim fica mais fácil. Estou buscando ajudar a equipe, no momento que não tem um jogador de área”, explicou o atacante.
O próximo compromisso do Goiás seré em Belo Horizonte, contra o Atlético-MG, no domingo, às 18h30. 

Carlos Alberto Rescinde Com o Goiás e Acerta Com o Botafogo

Em surpreendente negociação, o Botafogo acertou nesta sexta-feira o retorno de Carlos Alberto ao clube. Aos 29 anos, o meia-atacante já fez parte dos exames médicos nesta manhã, completa todo procedimento à tarde e já acertou contrato até o final do ano com o Alvinegro. A volta do jogador a General Severiano acontece seis anos depois de o jogador deixar o clube por conta de atraso salarial e com uma ação na Justiça contra o clube da Estrela Solitária. 
O Botafogo, porém, teria acertado todas as pendências com Carlos Alberto, o que facilitou o retorno. O experiente jogador acertou nesta semana a rescisão com o Goiás, onde pouco jogou em quatro meses: disputou somente seis partidas - nenhum gol ou assistência.


Carlos Alberto trabalhou com o técnico Vagner Macini em 2010 no Vasco. O retorno do jogador recebeu aval do treinador alvinegro. É o segundo reforço de mais experiência do Botafogo para a disputa do Brasileiro. O atacante Emerson Sheik veio emprestado ao Corinthians.


À época de sua saída do Botafogo, a administração ainda era do ex-presidente Bebeto de Freitas. Carlos Alberto cobrava, além de três meses de salários atrasados, pagamento de FGTS, INSS e direitos de imagem. Na primeira passagem, Carlos Alberto, que era jogador do Werder Bremen, da Alemanha, ele marcou dez gols em 28 partidas disputadas pelo Alvinegro.

Fonte: Globoesporte.com

Eliminado da Libertadores Só Resta ao Atlético MG Torcer Contra o Cruzeiro


O dia do trabalho foi de muito sofrimento para a torcida do Atlético-MG. O Galo recebeu o xará colombiano no Horto, em duelo que valia uma vaga nas quartas de final da Libertadores. Para avançar, os brasileiros precisavam vencer por dois gols de diferença, e chegaram a abrir o placar no primeiro tempo, mas no fim do jogo o Atlético Nacional chegou ao empate. O resultado de 1 a 1 eliminou os mineiros da competição continental.

O primeiro gol do jogo foi anotado pelo atacante Fernandinho, que acertou um belo chute cruzado da entrada da área, sem chances para o goleiro Armani. Na etapa final, o time de Medellín encaixou um contra-ataque e Duque deixou tudo igual no placar, eliminando o Galo precocemente da Libertadores.

Agora, o Atlético-MG terá que concentrar forças na disputa do Campeonato Brasileiro para voltar a disputar a competição continental em 2015. No domingo, os atleticanos vão receber o Goiás, no Independência, e um triunfo é importante, já que o mineiros ainda não venceram na competição nacional.



Agenda do Governador


5 de maio de 2014 – segunda-feira

1º Assunto: participa do lançamento do Circuito Gastronômico de Goiás.

Local: 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira.

Horário: 14:00 h.



Cidade de Goiás

2º Assunto: participa da comemoração dos 140 anos do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Horário: 18:00 h. assiste à missa em Ação de Graças pelos 140 anos do TJ Goiás.

Local: Catedral de Santana

Horário: 19:30 h. participa da abertura Oficial das comemorações dos 140 anos do TJ Goiás.

Local: Teatro São Joaquim. Cidade de Goiás.

Governo de Goiás Repassará R$ 5,8 Milhões Para Prefeitura de Goiânia Comprar Caminhões Compactadores Para Recolher o Lixo

Nota do Governo de Goiás


O governador Marconi Perillo determinou nesta quarta-feira (30/4), em caráter emergencial, a liberação de recursos do Tesouro Estadual para que a Prefeitura de Goiânia efetue a compra de caminhões compactadores de lixo.


O Governo de Goiás e a Prefeitura de Goiânia assinarão, nos próximos dias, um termo de convênio que prevê a destinação de R$ 6 milhões para a aquisição, em caráter emergencial, de caminhões compactadores.

Segundo os termos do convênio, o Governo de Goiás repassará R$ 5,8 milhões para a Prefeitura, que entrará com contrapartida de R$ 200 mil para a compra dos veículos. A iniciativa do Governo do Estado, segundo o governador, tem como objetivo colaborar com as medidas tomadas pelo prefeito Paulo Garcia para solucionar os problemas da coleta de lixo da Capital.



quinta-feira, 1 de maio de 2014

Os Brasileiros Estão Sendo Assaltados na Hora de Comprar Pizza

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Não, não foi nenhum brasileiro endinheirado que deu o grito, foi um norte americano que reclamou de ser assaltado em uma pisaria no Brasil. Chael Sonnen, lutador do UFC visitou uma pisaria em São Paulo e ficou indignado com o preço da pizza. 

Chael desabafou "Escuto sobre pobreza no Brasil, mas no lugar em que comi não tinha nenhum pobre. Nos EUA, por esse valor, 300 dólares por uma pizza, alimento um time de beisebol juvenil.

Não, o preço abusivo cobrado por uma pizza não é por causa da Copa do Mundo. Faz tempo que as pizzarias estão assaltando os brasileiros. A diferença de preço de uma mesma pizza, com os mesmos ingredientes, passam de 1.000% em alguns estabelecimentos. 

Chael  Sonne

Está claro que não se trata de custo nos ingredientes, é assalto mesmo. 


Não conheço a pizzaria que Chael Sonen frequentou e certamente nunca vou conhecer, mas os preços abusivos de pizzas são encontrados e vários lugares. No aeroporto de Garulhos, na Pizza Hut, uma pizza não sai por menos de R$ 100 reais.



Se continuar assim, em breve os assaltantes estarão assaltando as pizzarias, não para levar dinheiro, mas para roubar algo de mais caro que o dinheiro: Uma pizza.



Enquanto isso, nós brasileiros somos assaltados pelas pizzarias todos os dias. Tem que um gringo, do 1º mundo abrir os olhos dos brasileiros para a exploração de preços e abusos que acontecem no Brasil.


Definitivamente não se faz um país de primeiro mundo com um povo do 3º mundo.



Entrei no site da pizza Hut em miami para fazer a comparação de preço. Sinceramente é revoltante. Na pizza hut de miami é possível comprar uma pizza de qualquer tamanho, com qualquer ingrediente que você escolher por apenas $ 11 dólares. Isso mesmo apenas 11 dólares. É ou não é abusivo o preço cobrado no Brasil?

Ayrton Senna: Há 20 Anos Morreu o Melhor Piloto de F1 da História

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Dizem que ninguém é insubstituível, está frase no entanto não se aplica a Ayrton Senna. 

O piloto que ensinou ao povo a ter orgulho de ser brasileiro, não foi substituído e jamais será substituído. 

Ayrton Senna

Ayrton Senna da Silva (São Paulo, 21 de março de 1960 — Imola, 1 de maio de 1994) foi um piloto brasileiro de Fórmula 1, três vezes campeão mundial, nos anos de 1988, 1990 e 1991. Foi também vice-campeão no controverso campeonato de 1989 e em 1993. Morreu em acidente no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, durante o Grande Prêmio de San Marino de 1994. É reconhecido como um dos maiores nomes do esporte brasileiro e um dos maiores pilotos da história do automobilismo. Senna começou sua carreira competindo por kart. Mudou-se para competições de automobilismo em 1981, sagrando-se campeão do Campeonato Britânico de Fórmula 3 após 2 anos de sua estreia. Seu bom desempenho na Fórmula 3 impulsionou sua ascensão à Fórmula 1, fazendo sua primeira aparição na categoria no Grande Prêmio do Brasil de 1984 pela equipe Toleman-Hart, tendo abandonado a corrida na 8a volta. Em sua primeira temporada, Senna conseguiu pontuar em 5 corridas, fechando o ano com 13 pontos e a 9a posição na classificação geral dos pilotos.

No ano seguinte, trocou a Toleman-Hart pela Lotus-Renault, equipe pela qual venceu seis Grands Prix ao longo de três temporadas. Em 1988, juntou-se o francês Alain Prost (que seria seu maior rival em sua carreira) na McLaren-Honda e viveu anos vitoriosos pela equipe. Os dois juntos venceram 15 dos 16 Grands Prix daquela temporada, e Senna sagrou-se campeão mundial pela primeira vez. Prost levou o campeonato de 1989, e Senna retomou o título em 1990 - ambos títulos foram decididos por colisões entre os pilotos no Grande Prêmio do Japão. Na temporada seguinte, Senna faturou seu terceiro título mundial, tornando-se o piloto mais jovem a conquistar um tricampeonato na Fórmula 1 - façanha que foi mantida até o final da temporada de 2012, quando Sebastian Vettel chegou ao tricampeonato vencendo por três anos consecutivos. A partir de 1992, a equipe Williams-Renault dominou amplamente a competição. Ainda assim, Senna conseguiu terminar a temporada 1993 como vice-campeão, vencendo cinco corridas. Negociou uma transferência para Williams em 1994.


Sua reputação de piloto veloz ficou marcada pelo recorde de pole positions que deteve entre 1989 até 2006. Sobre asfalto chuvoso, demonstrava grande capacidade e perícia, como demostrado em atuações antológicas nos GPs de Mônaco 1984, de Portugal 1985 e da Europa 1993. Senna ainda detém o recorde de maior número de vitórias no prestigioso Grande Prêmio de Mônaco - seis - e é o terceiro piloto mais bem sucedido de todos os tempos em termos de vitórias. 
Em dezembro de 2009 a revista inglesa Autosport publicou uma matéria onde fez uma eleição para a escolha do melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. A revista consultou 217 pilotos que passaram pela categoria, e Ayrton Senna venceu tal votação. A rede de comunicação estatal britânica, BBC, elegeu o brasileiro Ayrton Senna como o melhor piloto de Fórmula 1 da história. “Provavelmente nenhum piloto da Fórmula 1 tenha se dedicado mais ao esporte e dado mais de si mesmo em sua rígida busca pelo sucesso. Ele era uma força da natureza, uma combinação incrível de muito talento e, em alguns casos, uma determinação espantosa”, aponta o texto publicado no site da BBC. Em 2012 o Sistema Brasileiro de Televisão o SBT, realizou o programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos para eleger a maior personalidade do país. Ayrton Senna ficou entre os 12 mais votados, sendo vencido por Chico Xavier em uma das semifinais do programa. É considerado um dos maiores ídolos do esporte no Brasil, ganhando inclusive a alcunha de herói nacional por parte da mídia especializada.


Paulistano nascido no tradicional bairro de Santana, filho de um empresário brasileiro, logo interessou-se por automóveis. Incentivado pelo pai, um entusiasta das competições automobilísticas, ganhou o seu primeiro kart, feito pelo próprio pai (Sr. Milton), aos quatro anos de idade, e que tinha um motor de máquina de cortar grama. A habilidade do garoto na condução do novo brinquedo impressionou a família. Aos nove anos, já conduzia jipes pelas estradas precárias dentro das propriedades rurais do pai.Ayrton Senna cursou o primário nos Colégios Santana e Jardim São Paulo (situados no mesmo distrito de Santana onde morava) e os antigos ginásio e colegial no tradicional Colégio São Luís.
Começou a competir oficialmente nas provas de kart aos treze anos. Depois de terminar como segundo colocado em várias ocasiões, em 1977 ganhou o Campeonato Sul-Americano de Kart e também em 1978 e 1980, o Brasileiro em 1977, 1978 e 1980. Faltaram para Senna as conquistas no Paulista e principalmente no Mundial. Ele sentia-se frustrado por não ter alcançado o título de melhor piloto do mundo; tentou quatro vezes, sendo vice em 1979 e 1980. Como ele dizia, é o primeiro lugar ou nada.
Em 1981 começou a competir na Europa, ganhando o campeonato inglês de Fórmula Ford 1600, pela equipe de Ralf Firman. Em 1982, foi campeão europeu e britânico de Fórmula Ford 2000, pela equipe de Dennis Rushen. Nessa época adotou o nome de solteira da mãe, Senna, pois Silva é um nome bastante comum no Brasil.
Em 1983, Senna ganhou o campeonato inglês de Fórmula 3, pela equipe de Dick Bennetts, depois de muita luta e da muitas vezes controversa batalha com Martin Brundle. Também triunfou no prestigioso Grande Prêmio de Macau pela Teddy Yip's Theodore Racing Team, diretamente relacionado à equipe que o conduziu à F3 britânica.
Neste último campeonato, após várias vitórias em Silverstone, a imprensa inglesa especializada chegou a chamar o circuito de Silvastone em homenagem a Ayrton.


Fórmula 1
Senna atraiu a atenção de diversas equipes de Fórmula 1 como Williams, McLaren, Brabham e Toleman. Ao contrário do que se imagina, seu compatriota Nelson Piquet não se opôs à sua contratação pela Brabham. A patrocinadora da equipe, a Parmalat, tinha mais interesse em ter um piloto italiano na equipe do que ter dois brasileiros, influenciando na decisão da equipe em contratar o piloto italiano Teo Fabi para a temporada. Senna, imaginando que Piquet tinha mais influência na equipe, ficou ressentido, declarando em uma entrevista que "Ele (Piquet) não ajudou e nem atrapalhou", dando a entender que sua ida à Brabham foi vetada pelo então bicampeão mundial.
Assim, das três remanescentes, apenas a equipe Toleman ofereceu a ele um carro para disputar o campeonato do ano de 1984.


1984: Toleman
Senna marcou seu primeiro ponto no campeonato mundial de pilotos logo no segundo grande prêmio que disputou, em Kyalami na África do Sul. Ele repetiu o resultado duas semanas depois, no Grande Prêmio da Bélgica, disputado no circuito de Zolder. Uma semana depois, o piloto brasileiro não conseguiu tempo para o Grande Prêmio de San Marino, em Imola. Foi a única vez na carreira que isso aconteceu.Mas sua performance no GP de Mônaco em 1984 trouxe-lhe todas as atenções das demais equipes. Classificou-se em 13º no grid de largada, e fez um rápido progresso através das estreitas ruas de Monte Carlo. Na volta 19, passou Niki Lauda, que estava em segundo, e começou a ameaçar o líder Alain Prost, e continuou por várias voltas lutando pelo primeiro lugar com seu limitado Toleman. A esta altura já chovia muito no circuito e a corrida foi interrompida na volta 31 por razões de segurança. Senna chegou a comemorar a vitória ultrapassando Alain Prost a poucos metros da linha de chegada mas, nesses casos, o regulamento mandava considerar as colocações da volta anterior e, ainda, por ter sido interrompida com mais da metade da corrida, os pontos deveriam ser computados pela metade (ver curiosidades).
Senna ainda ganhou dois pódios naquele ano - terceiro no Grande Prêmio da Inglaterra, em Brands Hatch, e no GP de Portugal, em Estoril. Isso o deixou empatado com Nigel Mansell com 13 pontos, apesar de ter perdido o GP da Itália quando a Toleman o suspendeu de correr por quebra de contrato, depois de ele ter assinado com a Lotus para a temporada seguinte.Ainda em 1984, Senna tomou parte nos 1000 km de Nürburgring, onde pilotou o Porsche 956 para o oitavo lugar, correndo em parceria com Henri Pescarolo e Stefan Johansson.Também participou de uma corrida de exibição para celebrar a inauguração do novo circuito de Nürburgring. A maioria dos melhores pilotos da F1 participaram do evento, dirigindo carros Mercedes 190e 2.3-16 idênticos. Senna venceu Lauda e Carlos Reutemann.


1985-1987: Lotus
Na Lotus, em 1985, ele tinha como parceiro o italiano Elio de Angelis. Senna largou em quarto na sua primeira corrida pela nova equipe na abertura da temporada no Brasil, no circuito de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, mas abandonou a prova devido a problemas elétricos.Na segunda corrida do ano, o GP de Portugal, disputado no Autódromo do Estoril, em 21 de Abril de 1985, conseguiu sua primeira vitória na Fórmula 1, largando na pole position sob pesada chuva. Prost, em segundo, abandonou depois de bater no muro. Senna conseguiu sua segunda vitória, também sob chuva, no GP da Bélgica, no circuito de Spa-Francorchamps.Graças ao excelente motor Renault de treinos, Senna passaria a ser o "rei das pole positions". Mas, nas pistas, ele não terminou a maioria dos grandes prêmios. Encerraria o ano com uma corrida marcante no GP da Austrália, quando repetiu um feito de seu ídolo Gilles Villeneuve e pilotou um bom tempo sem o bico do carro, saindo várias vezes da pista mas mantendo a segunda posição. O carro mais uma vez não aguentou o esforço e Senna abandonou a corrida.Senna terminou a temporada em 4º lugar no Campeonato Mundial de Pilotos com 38 pontos e seis pódios (duas vitórias, dois segundos e dois terceiros lugares), além de sete pole positions.
Em 1986, Ayrton escolheu o escocês Johnny Dumfries como parceiro, vetando o inglês Derek Warwick sob a alegação de que a Lotus não tinha condições de manter carros competitivos para dois pilotos de ponta ao mesmo tempo.A nova Lotus 98T mostrou ser mais confiável em 1986 e a temporada começou bem para Senna, terminando em segundo, a corrida vencida pelo também brasileiro Nelson Piquet, numa dobradinha caseira, no GP do Brasil em Jacarepaguá. Reconhecendo estar com um carro inferior aos das Williams e McLaren, Senna passou a adotar uma estratégia de não parar para trocar pneus, buscando ficar na frente dos adversários o maior tempo possível. Com essa tática, ele passou a liderar o campeonato pela primeira vez na carreira, depois de vencer o GP da Espanha, em Jerez de la Frontera, no qual bateu a Williams de Nigel Mansell por 0,014s - uma das menores diferenças de chegada da história da F1.


Mas a liderança do campeonato não foi mantida por muito tempo já que Senna abandonou diversas outras corridas por problemas mecânicos. A caça ao primeiro título mundial acabou sendo uma luta entre Prost e sua McLaren-TAG e a dupla Piquet e Mansell da Williams-Honda.Na Hungria, um circuito ainda mais travado (que não permitia ultrapassagens), repetiu uma vez mais a estratégia, mas foi ultrapassado por Nelson Piquet.
Ainda nesse ano, Senna se tornaria definitivamente um ídolo no Brasil ao conquistar sua segunda vitória na temporada no GP dos Estados Unidos, disputado em Detroit, e terminou o campeonato novamente na quarta colocação, com 55 pontos, oito poles e seis pódios.O ano de 1987 veio com muitas promessas de dias melhores. A Lotus tinha um novo patrocinador, o Camel, e o mesmo poder dos motores Honda das Williams depois que a Renault decidira se retirar do esporte. Depois de um começo lento, Senna ganhou duas corridas em seguida: o prestigioso GP de Mônaco (a primeira do recorde de seis vitórias no principado) e o GP dos Estados Unidos em Detroit, também pelo segundo ano seguido, e mais uma vez chegou à liderança do campeonato. Nesse momento, a Lotus 99T Honda parecia ser mais ou menos igual aos ótimos Williams-Honda, mais uma vez pilotados por Piquet e Mansell.


Mas apesar da performance do 99T, que usava a tecnologia da suspensão ativa, as Williams FW11B de Piquet e Mansell eram ainda carros a serem batidos. A diferença entre as duas equipes nunca foi tão evidente quanto no GP da Inglaterra, em Silverstone, onde Mansell e Piquet voaram sobre as Lotus de Senna e seu parceiro Satoru Nakajima. Depois de rodar na pista devido a uma falha na embreagem a três voltas do final no GP do México, Senna ficou fora da luta pelo campeonato, deixando Piquet e Mansell brigando por ele nas últimas duas corridas.Mansell feriu-se nas costas em um grave acidente durante os treinos para o GP do Japão de 1987, em Suzuka, deixando o campeonato nas mãos de Piquet. Entretanto, isso significava que Senna poderia terminar a temporada em segundo lugar se ele terminasse a corrida entre os três primeiros nas duas corridas que faltavam - Japão e Austrália. Ele terminou as duas em segundo, mas as medições feitas no carro depois do GP da Austrália constataram que os dutos dos freios eram mais largos do que o permitido pelo regulamento e Senna foi desclassificado, dando à Lotus a sua última bem sucedida temporada. Ele acabou classificado em terceiro na colocação final, com 57 pontos, uma pole e oito pódios (duas vitórias, quatro segundos e dois terceiros). Essa temporada marcou uma reviravolta na carreira de Senna depois de ele ter construído uma profunda relação com a Honda, que lhe rendeu grandes dividendos. Ayrton foi contratado pela McLaren, que acertou com a Honda o fornecimento de motores V6 Turbo para 1988.


1988-1993: McLaren
Em 1988, as McLaren-Honda ostentavam os números 11 e 12, desta vez com a dupla Alain Prost e Ayrton Senna. A competição entre Senna e Prost fez rachar a relação entre os dois e culminou com um alto número de dramáticos acidentes entre eles. A dupla venceu 15 das 16 corridas disputadas, com predomínio total da McLaren MP4/4 em 1988, e Senna conquistou seu primeiro campeonato mundial.
Senna dirigia a McLaren MP4/5 em 1989. Nesse ano, a rivalidade entre ele e Prost intensificou as batalhas na pista e uma grande guerra psicológica. Prost conquistou o tri-campeonato em 1989, depois de uma colisão com Senna durante o GP do Japão, em Suzuka, penúltima corrida da temporada, e que Senna precisava vencer para ter chances de conquistar o campeonato mundial na última etapa. Senna tentou ultrapassar Prost na chicane, os dois "tocaram" os pneus e foram para fora da pista com os carros entrelaçados, (na câmera onboard da McLaren número 2, o francês guinou o volante para evitar que o seu companheiro de equipe realizasse a ultrapassagem e contornasse a chicane à frente dele), Senna retornou à pista auxiliado pelos fiscais, que empurraram seu carro pois o motor havia apagado e ele foi direto aos boxes para reparar o bico do carro danificado na manobra. Voltando à pista, tirou a liderança de Alessandro Nannini, da Benetton, e chegou em primeiro, sendo desclassificado pela FIA por cortar a chicane depois da colisão com Prost. A penalização e a suspensão temporária de sua superlicença - que é a habilitação de um indivíduo para pilotar carros de F1 - fez com que Senna travasse uma batalha de palavras com a FIA e seu presidente Jean-Marie Balestre.


Em 1990, no mesmo circuito e com os dois pilotos novamente disputando o título mundial, Senna tirou a pole de Prost. A Ferrari de Prost fez uma largada melhor e pulou à frente da McLaren de Senna, que antes mesmo da largada havia declarado que não permitiria uma ultrapassagem de Prost. Na primeira curva, Senna tocou a roda traseira de sua McLaren na Ferrari de Prost a 270 km/h (170 mph), levando os dois carros para fora da pista. Ao contrário do ano anterior, desta vez o abandono dos pilotos deu a Senna o seu segundo título mundial.Em 1991, depois de conquistar seu terceiro título mundial, Senna explicou à imprensa o que acontecera no ano anterior em Suzuka. Ele tinha como prioridade conseguir a pole pois havia recebido informações seguras de que esta mudaria de lado, passando para a esquerda, o lado limpo da pista, somente para descobrir que essa decisão havia sido revertida por Balestre depois que ele conquistara a pole. Explicando a colisão com Prost, Senna disse que queria deixar claro que ele nunca iria aceitar as decisões injustas de Balestre, incluindo a sua desclassificação em 1989 e a pole de 1990: "Eu acho que o que aconteceu em 1989 foi imperdoável e eu nunca irei esquecer isso. Eu me empenho em lutar até hoje. Você sabe o que aconteceu aqui: Prost e eu batemos na chicane, quando ele virou sobre mim. Apesar disso, eu voltei à pista, ganhei, e eles decidiram contra mim, o que não foi justo. E o que aconteceu depois foi "teatro", mas eu não sei o que pensei. Se você faz isso, você será penalizado, multado e talvez perca sua licença. Essa é a forma correta de trabalhar? Não… Em Suzuka no ano passado eu pedi aos organizadores para trocar o lado da pole. Não foi justo, porque o lado direito é sempre o sujo. Você se esforça pela pole e é penalizado por isso.


E eles dizem: "Sim, sem problema." E depois o que acontece? Balestre dá a ordem para não mudar nada. Eu sei como o sistema funciona e eu pensei que foi mesmo uma m****. Então eu disse a mim mesmo: "Ok, aconteça o que acontecer, eu vou entrar na primeira curva antes - Eu não estava preparado para deixar o outro (Alain Prost) chegar na curva antes de mim. Se eu estou perto o suficiente dele, ele não poderá virar na minha frente - e ele será obrigado a me deixar seguir." Eu não me importo em bater; eu fui para isso. E ele não quis perder a chance, virou e batemos. Foi inevitável. Tinha que acontecer. "Então você deixou isso acontecer", alguém diria. "Por que eu causaria isso?". Se você se ferrar cada vez que estiver fazendo o seu trabalho limpo, conforme o sistema, o que você faz? Volta para trás e diz "Obrigado"? De jeito nenhum! Você deve lutar para o que você acha que é certo. Se a pole estivesse colocada na esquerda, eu teria chegado na frente na primeira curva, sem problemas. Que foi uma péssima decisão manter a pole na direita, e isso foi influenciado pelo Balestre, isso foi. E o resultado foi que aconteceu na primeira curva. Eu posso ter contribuído, mas não foi minha responsabilidade". 
Em 1992, Senna estava determinado a vencer apesar do desânimo na McLaren com as Williams FW14B, o melhor carro da temporada. Senna chegou até a cogitar correr na Fórmula Indy. O novo carro da McLaren, o modelo MP4/7A, para a temporada, tinha diversas falhas.


confiabilidade da suspensão ativa, que deixava o carro imprevisível nas curvas rápidas, enquanto os motores Honda V12 não eram os mais potentes. Senna venceu em Mônaco, Hungria e Itália naquele ano, e acabou o campeonato num modesto 4º lugar, perdendo o 3º para o jovem alemão Michael Schumacher na última corrida. O que chamou atenção naquele ano, já que o título foi conquistado com grande antecedência pelo inglês Nigel Mansell, foi o abalroamento que o piloto brasileiro teve com o jovem Schumacher. Na oitava etapa, o GP da França em Magny-Cours, após a largada, ocupando a 4ª posição, Senna ia contornar a curva Adelaide, quando de repente foi atingido por trás pelo Benetton número 19; sem condições de sair do local, Senna abandonou a corrida prematuramente. Antes de começar a segunda largada, o brasileiro sem o macacão foi até o grid onde estava posicionado o carro do piloto. O tricampeão brasileiro queria conversar rapidamente com ele antes de dar entrevistas para a imprensa. Você fez uma cagada do tamanho de um bonde e me jogou para fora da pista disse o piloto brasileiro ao jovem piloto alemão no meio da pista e com o dedo em riste. Embora Senna quisesse iniciar uma conversa amigável com Schumacher, o próprio piloto alemão não quis dialogar com o tricampeão naquele momento, porque não era o local e o momento adequado para essa discussão, já que o piloto da Benetton estava se concentrando com a equipe para a nova largada. Sem muito o que fazer, Senna deixou o local, pulou a murta da pista e foi embora, deixando a imprensa internacional que estava ao seu redor sem dar maiores explicações.


Senna demorou muito a decidir o que fazer em 1993 e chegou ao final do ano sem ser contratado por nenhuma equipe. Ele sentiu que os carros da McLaren não seriam competitivos, especialmente depois que a Honda resolveu se retirar da F1 no final de 1992, e não poderia ir para a Williams enquanto Prost estivesse por lá, pois o contrato dele proibia a equipe de ter Senna como seu parceiro.Ron Dennis, chefe da McLaren, estava tentando assegurar um fornecimento de motores Renault V10 para 1993. Com a recusa da Renault, a McLaren foi obrigada a pegar os motores Ford V8 como um cliente comum. Dessa forma, a McLaren recebeu versões de motores mais velhas do que os clientes preferenciais da Ford, como a Benetton, e tentou compensar essa deficiência de potência com mais tecnologia e sofisticação, inclusive um sistema efetivo de suspensão ativa. Dennis finalmente persuadiu Senna a voltar
para a McLaren, mas o brasileiro concordou somente em assinar para a primeira corrida da temporada, na África do Sul, onde ele iria verificar se os carros da McLaren eram competitivos o bastante para lhe proporcionar uma boa temporada.
Senna concluiu que esse novo carro tinha um surpreendente potencial, mas ainda estava abaixo da potência, e não seria páreo para a Williams-Renault de Prost. Senna decidiu não assinar por uma temporada e sim por cada corrida a ser disputada. Eventualmente ele poderia permanecer por um ano, apesar de algumas fontes afirmarem que isso foi mais um jogo de marketing entre Dennis e Senna.
Depois de terminar em 2º lugar na corrida de abertura da temporada na África do Sul, Senna ganhou os GPs do Brasil e da Europa, em Donington Park, na chuva. Esta última é frequentemente lembrada como "a corrida da volta perfeita" e como sendo uma de suas maiores vitórias na F1. Ele largou em quarto e caiu para quinto na primeira curva, mas já estava liderando antes da primeira volta ser completada. Alguns pilotos precisaram de sete pit stops para trocar os pneus de chuva/lisos, dependendo das mudanças climáticas ao longo da corrida. Sobre esta corrida, Galvão Bueno fez o seguinte depoimento:



Não tive dúvida nenhuma de que estava vendo algo histórico, porque tive uma corrida inteira para raciocinar sobre isso. Só Ayrton Senna seria capaz de uma primeira volta, a mais fantástica que um piloto fez na história, e de uma vitória assim naquela circunstância. Eu disse ao engenheiro dele no fim da corrida “definitivamente, desse planeta ele não é”. E o cara falou: “disso eu nunca tive dúvida!”" 
Galvão Bueno
Uma outra curiosidade sobre esta prova é que Senna fez a melhor volta da corrida numa das voltas em que passou pelo boxe .
Eu sabia que por ali era mais rápido, eu fiz para experimentar. Quando me informaram que era a melhor volta da corrida, eu falei ‘OK, se o Prost passar à minha frente, eu vou passar ele por dentro do box’. Só isso!" 
— Ayrton Senna
Este fato foi possível porque no circuito de Donington, a curva de entrada dos boxes é menor do que a curva que leva à reta principal. Como naquela época não havia limite de velocidade no pit lane, Senna usou este artifício para ganhar tempo na pista .Depois do histórico GP da Europa de 93, Senna foi 2º na Espanha e quebrou o recorde de seis vitórias em Mônaco, o que lhe fez jus ao antigo apelido de Graham Hill: Mister Mônaco. Depois de Mônaco, a sexta corrida da temporada, Senna liderou o campeonato à frente da Williams-Renault de Prost e da Benetton de Michael Schumacher, apesar da inferioridade dos motores da McLaren. A cada corrida, as Williams de Prost e Damon Hill mostravam a superioridade, com Prost caminhando para o campeonato enquanto Hill mantinha os segundos lugares. Senna concluiu a temporada e sua carreira na McLaren com cinco vitórias (Brasil, Europa, Mônaco, Japão e Austrália) e ficou com o vice na classificação geral. A penúltima corrida da temporada foi marcada por um incidente entre o estreante norte-irlandês Eddie Irvine e Senna, iniciado numa manobra do atrevido piloto. Após a prova, o brasileiro, inflamado, foi aos bodes da equipe Jordan e socou o estreante na categoria.

1994: Williams

Senna já havia tentado entrar para a Williams em 1993, mas foi impedido por Prost, que vetou seu nome. Senna se ofereceu para pilotar por nada, pois seu desejo era fazer parte da vencedora equipe Williams-Renault, mas foi impedido por uma cláusula no contrato do francês que impedia o brasileiro de entrar para a equipe (Ato declarado no Filme "Senna"). Porém, essa cláusula não se estenderia até 1994, o que fez Prost se retirar das corridas um ano antes de vencer seu contrato, preferindo isso a ter seu principal rival como companheiro de equipe. Em 1994, Senna finalmente assinou com a equipe Williams-Renault.Senna agora estava na equipe que havia ganho os dois campeonatos anteriores com um veículo muito superior aos demais. Era natural que, na pré-temporada, ele fosse considerado o favorito ao título, acompanhado de Damon Hill, que deveria fazer o papel de coadjuvante. Prost, Senna e Hill haviam ganho todas as corridas exceto uma, vencida por Michael Schumacher.

Libertadores: Cruzeiro Consegue Classificação Heróica. Grêmio Foi Eliminado Na Sua Arena


© Getty Images
A missão não era fácil nem para o Cruzeiro, nem para o Grêmio, nesta quarta-feira, na Copa Libertadores. Quer dizer, chegar à segunda partida das oitavas de final, diante de equipes tradicionais do futebol sul-americano, após um resultado frustrante, era o sinal de que a noite seria longa. E foi.

A diferença é que, para os cruzeirenses, com todo os sofrimento fora de casa, em Assunção, ela acabou de forma feliz - com vaga nas quartas de final -, enquanto os gremistas, mesmo tendo revertido um placar adverso em casa, acabaram eliminados nos pênaltis diante do San Lorenzo.

Diante do Cerro Porteño, com quem havia empatado em 1 a 1 no Mineirão graças a um gol salvador do lateral Samudio, o Cruzeiro teve dificuldade, viu o adversário ter chances e, pior, aos 32 minutos da segunda etapa viu o zagueiro Bruno Rodrigo ser expulso. Mas o que parecia ser a senha para mais pressão ainda acabou antecipando foi a vantagem da Raposa: logo depois, Dedé marcou o gol que abriu o placar, antes de que Dagoberto, já nos acréscimos, decretasse o 2 a 0 que manteve os campeões brasileiros na briga pelo título continental.

"Não fizemos um primeiro tempo muito bom, mas o segundo foi espetacular. Todo mundo estava focado, esperto no jogo, mostramos que nossa equipe é forte”, comemorou o meia Everton Ribeiro, autor do cruzamento que resultou no primeiro gol. “O Cerro é uma equipe muito forte, nos pressionou, assim como nós pressionamos no Mineirão, mas sabíamos que tinha que mudar a postura e fizemos isso no segundo tempo.”

A maneira como se desenrolou a partida na Arena do Grêmio fez com que a eliminação dos tricolores gaúchos – a terceira seguida nas oitavas de final da Libertadores – fosse ainda mais dolorida. Isso porque, depois de muito tentar, a sete minutos do final o time alcançou enfim seu gol, com Dudu. Os gremistas, então, repetiam o placar sofrido no jogo de ida contra o San Lorenzo, em Buenos Aires, e levavam a decisão para a disputa por pênaltis. Uma triste disputa, que confirmou a vaga dos argentinos.

"Nós fizemos o gol de que precisávamos, jogamos bem. Perder nos pênaltis dá muita raiva, impotência. A gente não merecia”, lamentou o argentino Hernán Barcos, que, assim como o uruguaio Maxi Rodríguez, teve sua cobrança defendida pelo goleiro Sebastián Torrico. “Conseguimos o mais difícil, que foi criar as situações, mas infelizmente não deu.”

Na outra partida da rodada de quarta-feira, os argentinos do Arsenal de Sarandí foram mais uns a vencer fora de casa e garantir vaga nas quartas: derrotaram a Unión Española, do Chile, por 1 a 0, com o único gol marcado na somatória de todo o confronto.
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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Atlético de Madrid Vai Decidir a Liga dos Campeões Com o Real Madrid Com Cristiano Ronaldo Jogando Em Casa


Pelo segundo ano consecutivo, a final da Liga dos Campeões da Europa contará com dois times do mesmo país na decisão. Depois de o Bayern de Munique ter enfrentado o Borussia Dortmund para ficar com o título em 2013, agora será a vez de o Atlético de Madrid encarar o rival Real Madrid na luta pela taça. Nesta quarta-feira, a equipe espanhola comandada por Diego Simeone superou o Chelsea por 3 a 1, de virada, no Stamford Bridge, em Londres, e carimbou seu passaporte para a final que será realizada em Lisboa, no Estádio da Luz, no dia 24 de maio. Pela primeira vez na história da competição dois times da mesma cidade decidirão o torneio.

Assim, o Atlético jogará pela segunda vez na sua história a decisão do principal torneio interclubes do Velho Continente, depois de ter sido vice-campeão europeu em 1974, quando caiu diante do Bayern de Munique. O retorno à final tão desejada após 40 anos serviu para coroar ainda mais o ótimo momento vivido pelo clube, que chega invicto ao jogo que valerá o título e com o status de líder disparado do Campeonato Espanhol, com quatro pontos de vantagem sobre o vice-líder Barcelona.

Já o Chelsea, campeão em 2012 e vice em 2008, desperdiçou a oportunidade de avançar pela terceira vez à final da Liga dos Campeões. Curiosamente, a derrota desta quarta-feira também marcou a quarta eliminação seguida de José Mourinho na semifinal da competição. Antes deste revés, o português amargou três quedas seguidas nesta fase, todas sob o comando do Real Madrid, primeiro contra o Barcelona e depois contra Bayern e Borussia Dortmund.



O jogo
Disposto a fazer história, o Atlético de Madrid não se intimidou com a pressão imposta pelo fato de atuar contra um gigante fora de casa desde o início. Já aos 4 minutos, Koke quase marcou ao aproveitar um rebote de um escanteio batido por ele próprio e bater por cobertura para a bola acertar o travessão e depois no pé da trave esquerda de Schwarzer, antes de Gary Cahill afastar no susto em seguida.

O Chelsea, que entrou em campo com David Luiz, Ramires e Willian como titulares do meio-campo, mas sem Oscar, barrado por Mourinho, sofria para criar jogadas ofensivas e só foi conseguir dar o primeiro chute de maior perigo aos 14 minutos. Willian, em cobrança de falta da meia-lua, assustou o goleiro Courtois.

David Luiz, por sua vez, foi outro que apareceu com destaque na frente aos 22 minutos, quando recebeu cobrança de lateral da direita, ajeitou e finalizou de bicicleta, com perigo, à direita de Courtois.

Mais efetivo, o Chelsea acabou abrindo o placar aos 35 minutos. Em ótima jogada pela direita, Willian se livrou de dois marcadores com bela finta e tocou para Azpilicueta, que cruzou para Fernando Torres entrar batendo de primeira. A bola ainda desviou em um defensor e traiu Courtois. Em respeito ao clube do seu coração na Espanha e onde se formou como jogador, o atacante não comemorou.


O Atlético, porém, não se abalou com o gol sofrido e conseguiu achar o empate já aos 43 minutos. Tiago fez cruzamento da esquerda, Juanfran acreditou em uma bola quase perdida no segundo pau e tocou para trás para Adrian López bater de primeira, no ângulo direito de Schwarzer.

Naquele momento, o Atlético passava a obrigar o Chelsea a fazer mais um gol, pois o duelo de ida terminou em 0 a 0, mas mesmo assim a equipe espanhola seguiu atuando de forma corajosa na etapa final. Já aos 2 minutos, Juanfran quase marcou ao chutar cruzado e ver Schwarzer espalmar para fora.

E a missão do Chelsea começou a ficar mais difícil aos 13 minutos, quando Eto'o, estabanado na grande área, fez pênalti infantil em Diego Costa ao acertar a canela do brasileiro naturalizado espanhol com uma solada. E o próprio atacante foi para bola e marcou, chutando no canto oposto de Schwarzer, aos 14 do segundo.



Precisando agora de dois gols para ir à final, a equipe inglesa tratou de ir para cima do rival de forma alucinada e quase empatou aos 18 minutos. Após cruzamento da esquerda, David Luiz acertou a trave em forte cabeçada, antes de Courtois, que pertence ao Chelsea, espalmar no rebote.

A tarefa do Chelsea já era muito difícil naquele momento e, aos 26 minutos, o Atlético acabou de vez com as chances do time de Mourinho. Juanfran deu belo cruzamento para Arda Turan, que cabeceou para a bola pegar na trave e voltar nos pés do próprio camisa 10. E, calmo, ele bateu rasteiro sem chances para Schwarzer.

A partir daquele gol o Atlético precisou apenas administrar a vantagem diante de um Chelsea já sem condições de furar a ótima defesa da equipe espanhola, que agora terá a chance de coroar o grande momento que atravessa diante do Real de Cristiano Ronaldo, que na última terça-feira fez história ao marcar dois gols e ajudar o seu time a golear o Bayern de Munique por 4 a 0, no jogo de volta da segunda semifinal. O português, então, se tornou o maior artilheiro de uma única edição da Liga dos Campeões, com 16 gols.
Agência Futebol Interior