sexta-feira, 4 de setembro de 2026

​PRESIDENTE DA COMPLEM TEVE R$ 54,6 MIL EM RENDIMENTOS EM UM ÚNICO MÊS

QUANTO CUSTA A DIREÇÃO? | Documento referente a junho de 2026 aponta R$ 155,4 mil em rendimentos destinados aos integrantes dos conselhos de Administração, Vogal e Fiscal. Somente na linha do presidente Sérgio de Oliveira Penido, o total registrado chega a R$ 54.625,36.

Quanto custa aos cooperados manter a estrutura de comando da Complem?

Um documento referente à competência de junho de 2026 coloca números concretos nessa discussão — e eles chamam atenção.

Na folha apresentada, o presidente da cooperativa, Sérgio de Oliveira Penido, aparece com R$ 40.768,50 em honorários e outros R$ 13.856,86 em uma coluna identificada como valor para ajuste/desconto de IRRF.

Na coluna TOTAL, o próprio documento registra:

R$ 54.625,36.

É o maior valor individual apresentado na folha.

O documento ainda estabelece a remuneração do presidente tendo como referência 15 mil litros de leite. Para o primeiro vice-presidente, a referência é de 10 mil litros e, para o segundo, 7 mil litros.

E a conta não termina no presidente.

Somados, os três integrantes relacionados no bloco do Conselho de Administração alcançam R$ 115.141,32 naquele mês.

Os quatro integrantes do Conselho Vogal aparecem com mais R$ 23.046,20.

Já os três integrantes do Conselho Fiscal representam outros R$ 17.284,65.

No final da folha, o número impressiona:

R$ 155.472,17 em um único mês.

Se esse patamar fosse mantido durante 12 meses, a projeção puramente matemática ultrapassaria R$ 1,86 milhão por ano. Isso não significa, porém, que todos os meses tenham necessariamente o mesmo valor.

A divulgação desses números ganha ainda mais relevância diante dos questionamentos que cercam a gestão da cooperativa e da negociação da operação de lácteos com a Piracanjuba.

A questão, portanto, não é apenas quanto ganha o presidente.

É saber se os cooperados conhecem detalhadamente quanto custa a estrutura de direção, quais critérios definem esses pagamentos e qual é a contrapartida entregue à cooperativa.

Porque, numa cooperativa, existe uma pergunta que jamais pode ser tratada como inconveniente:

o dinheiro é de quem — e quem está prestando contas a quem?


CAIXA-PRETA NA COMPLEM: CONSELHO FISCAL NÃO TEVE ACESSO AO CONTRATO COM A PIRACANJUBA

GOVERNANÇA SOB PRESSÃO | Apuração do Blog do Cleuber Carlos indica que contrato não foi apresentado ao órgão fiscalizador, que também não emitiu parecer sobre a operação. Fonte relata restrições no acesso a documentos e desconhecimento sobre quem compõe carteira de R$ 267,7 milhões a receber.

A negociação entre Complem e Piracanjuba acaba de ganhar um novo e grave capítulo.

Informações obtidas pelo Blog do Cleuber Carlos junto a fonte com conhecimento direto dos procedimentos internos da cooperativa, cuja identidade será preservada, apontam que o Conselho Fiscal não teve acesso ao contrato completo firmado entre Complem e Piracanjuba.

Não conhece, portanto, integralmente valores, prazo, remuneração, garantias, obrigações e condições de rescisão estabelecidas no documento.

A revelação coloca uma pergunta no centro da discussão:

como fiscalizar os efeitos econômicos de um contrato que não foi apresentado ao próprio órgão de fiscalização?

SEM PARECER DO CONSELHO FISCAL

A situação vai além.

Segundo a fonte, o Conselho Fiscal não emitiu parecer, recomendação ou manifestação formal sobre a operação antes de seu anúncio.

Também não teria ocorrido Assembleia Geral especificamente para deliberar sobre o negócio.

De acordo com as informações recebidas pela reportagem, a operação foi conduzida no âmbito da administração da cooperativa.

O Blog apura agora quais dispositivos do Estatuto foram utilizados para fundamentar essa decisão e se, pelas características e dimensão do negócio, seria necessária alguma deliberação adicional.

R$ 267,7 MILHÕES A RECEBER — MAS DE QUEM?

Outro ponto revelado pela apuração envolve uma das maiores contas do balanço da Complem.

Em 2025, a cooperativa registrou aproximadamente R$ 267,7 milhões em créditos brutos a receber de cooperados e clientes.

Segundo a fonte, entretanto, o Conselho Fiscal recebe informações financeiras sobre essa carteira, mas não teria acesso à identificação individual completa dos devedores por CPF ou CNPJ.

A limitação levanta questões relevantes.

Como verificar concentração de crédito? Como identificar grandes devedores? Como analisar sucessivas renegociações, garantias ou eventual exposição a partes relacionadas sem conhecer quem está por trás dos valores?

DOCUMENTOS PODEM SER VISTOS, MAS HÁ RESTRIÇÕES

A reportagem também recebeu informações sobre a forma de consulta a determinados documentos financeiros.

Segundo a fonte, balancetes mensais e trimestrais podem ser examinados, porém a consulta ocorre presencialmente e haveria restrições à retirada, reprodução e registro dos documentos.

Isso coloca outra questão de governança:

o modelo permite ao Conselho Fiscal exercer fiscalização com a profundidade e independência necessárias?

A resposta precisa ser dada pela própria cooperativa e confrontada com o Estatuto e a legislação.

R$ 290 MILHÕES EM EMPRÉSTIMOS

As revelações ganham ainda mais peso diante da situação financeira registrada no balanço de 2025.

A Complem encerrou aquele exercício com aproximadamente R$ 290 milhões em empréstimos e financiamentos, dos quais cerca de R$ 187 milhões estavam classificados no curto prazo.

Ao mesmo tempo, negociou com a Piracanjuba uma profunda mudança em sua operação de lácteos.

Mesmo assim, permanecem sem conhecimento público detalhes fundamentais do negócio: quanto vale o contrato, quanto a Complem receberá, qual o prazo e quais obrigações foram assumidas pelas partes?

NOVA FRENTE DE INVESTIGAÇÃO

O Blog do Cleuber Carlos também recebeu informações sobre movimentações financeiras e utilização de cartão corporativo ligado à administração da cooperativa.

Documentos sobre essas despesas estão sendo obtidos e serão analisados antes da publicação de qualquer conclusão.

A reportagem irá verificar valores, estabelecimentos, finalidade das despesas, autorizações e eventual prestação de contas.

A Complem deverá ser procurada para responder aos questionamentos e terá espaço para apresentar sua versão.

Mas uma pergunta já se impõe diante das informações obtidas:

se o Conselho Fiscal não recebeu o contrato com a Piracanjuba e enfrenta limitações no acesso a informações financeiras, quem está fiscalizando efetivamente uma cooperativa que movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano?

E há outra, ainda mais direta:

se nem o órgão fiscalizador conhece integralmente uma operação dessa dimensão, o que os cooperados — os verdadeiros donos da Complem — sabem sobre o negócio?


Rio Quente Resorts transforma nostalgia em estratégia de marca e leva memórias reais de famílias para as ruas

Em contramão de artes feitas em IA, campanha nacional resgata registros reais de visitantes que atravessaram gerações e reúne cerca de 500 histórias em mídia para reforçar a conexão emocional com o destino, suas águas naturalmente quentes e seu novo momento de experiência.


Em um momento em que marcas disputam atenção em telas cada vez mais rápidas, o Rio Quente Resorts decidiu olhar para o que não envelhece: as memórias reais de quem cresceu, voltou e continua fazendo do destino parte da própria história. Com 62 anos desde sua origem, em 1964, o maior resort de campo do Brasil lança uma campanha de nostalgia construída a partir de fotos e relatos enviados por visitantes, que agora poderão ganhar as ruas, as redes e outros canais de comunicação da marca.
 
A campanha parte de uma premissa simples e potente: Rio Quente Resorts não é apenas um lugar por onde as pessoas passam, mas um endereço afetivo que acompanha famílias em diferentes fases da vida. Por isso, a curadoria priorizou imagens genuínas, com cerca de uma década de história, capazes de retratar férias em família, viagens com amigos, aniversários, casamentos, reencontros e retornos ao destino depois de muitos anos. A proposta é transformar arquivos pessoais em presença de marca, levando para a mídia exterior e digital registros de pessoas que têm uma relação emocional com Rio Quente.
 
O resgate das memórias surge em um momento de grandes investimentos da Aviva no destino. São mais de R$ 420 milhões investidos no complexo no ciclo 2024-2028, em movimentos como o retrofit completo do hotel Refúgio Grand Premium, reinaugurado neste ano e que recebeu upgrade de categoria e melhoria nos serviços. Ainda no ciclo, o atual Hotel Pousada já tem novos quartos reformados e passará também por uma revitalização completa, recebendo uma nova categoria hoteleira. A companhia está renovando sua estrutura com o objetivo de melhorar cada vez mais os serviços, sem perder a essência da experiência oferecida e preservando os ativos naturais com responsabilidade ambiental.  
 
O movimento começou com uma fase de convite ao público, impulsionada por histórias como as de Zeca Camargo, Vanessa Giácomo e Fabi Santina, grandes celebridades que compartilharam suas próprias memórias afetivas com o destino. Ao longo da etapa de captação, a campanha recebeu mais de 500 fotos de diferentes regiões do país, reforçando a presença de Rio Quente no imaginário de famílias de diversas gerações. A partir desse acervo, foram selecionados personagens reais responsáveis pelos envios, além de familiares e amigos que aparecem nos registros e ajudam a compor as histórias retratadas nas peças de mídia on e off.
 
Mais do que recorrer à nostalgia como estética, Rio Quente Resorts usa a memória afetiva como ponto de partida para falar de evolução. O destino se renovou ao longo das décadas, com novas experiências, atualizações de hotelaria, conforto e gastronomia, mas preserva os elementos que sempre fizeram parte da sua essência: as águas naturalmente quentes, as piscinas naturais do Parque das Fontes, a conexão com a natureza do Cerrado e a possibilidade de reunir diferentes gerações em torno da mesma experiência.
 
“Quando uma marca tem 62 anos de história, ela não precisa fabricar nostalgia; ela precisa escutar as memórias que já existem. A campanha parte desse lugar, de transformar histórias reais de famílias em presença de marca, conectando o passado afetivo de Rio Quente ao destino que ele é hoje. Em um mercado cada vez mais disputado por atenção, entendemos que autenticidade é um diferencial competitivo e, por isso, aproveitamos a memória afetiva como porta de entrada para falar também de evolução, experiência, natureza e do nosso propósito de fazer famílias felizes”, afirma Raquel Scheeren, gerente geral de Marketing da Aviva.
 
Entre os materiais recebidos, destacam-se memórias ligadas a férias em família, viagens de celebração e momentos que marcam novas fases da vida, como luas de mel, além de histórias de visitantes que retornam ao destino ao longo dos anos. Esse conjunto de relatos reforça a relação afetiva e multigeracional construída com Rio Quente.
 
"Além das fotos, convidamos as pessoas a compartilharem um pouco das memórias e da relação que construíram com Rio Quente ao longo dos anos. Quando começamos a receber tantos relatos, ficou evidente algo que toda marca busca, mas que não se constrói da noite para o dia: fazer parte, de forma genuína, da história das pessoas. Esse é um valor que não se copia. Cada imagem representa um momento feliz, uma família, uma fase da vida e, juntas, elas formam um acervo afetivo que atravessa gerações. No fim, construir uma marca também é construir lembranças e ter o privilégio de permanecer nelas. Nossa estrutura evoluiu muito e temos grandes novidades, mas o que deve ser preservado permanece. Estou falando não só da natureza, mas também do sentimento”, ressalta Raquel.
 
Com investimento estimado de aproximadamente R$ 2 milhões em comunicação e mídia, a campanha deve impactar mais de 20 milhões de pessoas, com impressões que podem superar 50 milhões ao longo de sua veiculação. A estratégia combina mídia exterior, formatos digitais e desdobramentos de conteúdo, com presença em São Paulo, incluindo capital e cidades do interior, além de capitais das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. E o mais interessante é que dificilmente a pessoa vai se deparar com duas peças iguais, já que as fotos reais são utilizadas e distribuídas em todos os pontos. As praças foram definidas a partir de mercados estratégicos para Rio Quente, onde o destino mantém um histórico consistente de atração e fidelização de visitantes.
 
A campanha foi realizada pela Aviva, com participação direta de colaboradores da companhia em sua construção, levando para o projeto a relação afetiva que muitos deles também mantêm com o Rio Quente Resorts. A iniciativa foi idealizada em conjunto com a CONEXT, parceira no desenvolvimento da campanha, e contou com apoio da Ivoire em etapas específicas de mídia. Esse trabalho colaborativo ajudou a transformar as memórias compartilhadas pelos visitantes em uma narrativa ainda mais conectada à essência do destino e à sua capacidade de atravessar gerações. Para quem já viveu momentos por lá, o convite é reviver essas lembranças; para quem ainda não conhece, descobrir um lugar onde novas memórias podem começar.


quinta-feira, 3 de setembro de 2026

​ADVOGADO É PRESO EM GOIÂNIA SUSPEITO DE DESCUMPRIR MEDIDA PROTETIVA

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA | Alan Araujo Dias foi preso nesta quinta-feira (3) após ocorrência envolvendo a ex-companheira Carolina Rezende Calil. Polícia Civil ratificou o flagrante por suposto descumprimento de medida protetiva. Ele nega a acusação. Defesa é acompanhada pela criminalista Jordane Mota.

O advogado Alan Araujo Dias, de 35 anos, foi preso nesta quinta-feira (3), em Goiânia, suspeito de descumprir medida protetiva de urgência. O flagrante foi encaminhado à Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher. 

Alan Jordane .pdf

A vítima é Carolina Rezende Calil, de 43 anos, ex-companheira de Alan. Em depoimento, ela afirmou que os dois foram casados por aproximadamente um ano, estão separados há cerca de um ano e têm uma filha de nove meses. Carolina relatou ainda episódios anteriores de violência e informou já possuir medidas protetivas concedidas judicialmente. 

Alan Jordane .pdf

Segundo Carolina, nesta quinta-feira ela estava nas proximidades de uma escola quando o sistema relacionado ao botão do pânico emitiu alerta. Ao perceber Alan a alguns metros, teria corrido para se proteger. Ela afirma que o ex-companheiro fez com a mão um gesto simulando uma arma. A PM foi acionada e Alan acabou conduzido à delegacia. 

Alan Jordane .pdf

A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante, atribuindo a Alan, em tese, o crime de descumprimento de medida protetiva previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha. 

Alan Jordane .pdf

Alan nega a acusação e apresenta outra versão.

Ele declarou que havia ido ao Conselho Tutelar para fazer uma denúncia relacionada à filha e que não sabia que Carolina estaria nas proximidades. Disse que sua tornozeleira eletrônica começou a apitar após deixar o local, negou ter feito gesto de arma e afirmou que pretende utilizar o mapa do monitoramento eletrônico para demonstrar sua versão. 

Alan Jordane .pdf

A defesa é acompanhada pela advogada criminalista Jordane Mota, profissional conhecida pela atuação em casos de repercussão e que ganhou projeção recente na defesa de Cleitin Mil Graus. Jordane também mantém forte presença nas redes sociais, com grande número de seguidores no Instagram.

O caso tramita sob o nº 5842815-98.2026.8.09.0051, como Auto de Prisão em Flagrante e com prioridade de réu preso. 

Alan Jordane .pdf

Agora caberá à Justiça analisar as circunstâncias da prisão, as versões conflitantes e os elementos técnicos, entre eles os registros do monitoramento eletrônico.

Alan contesta a imputação e permanece amparado pela presunção de inocência enquanto o caso é submetido ao Judiciário.


​VOVÔ DO JEEP CONSEGUE LIBERAÇÃO NA JUSTIÇA E CONFIRMA CANDIDATURA A DEPUTADO FEDERAL


REVIRAVOLTA | Depois de enfrentar pedido de impugnação e uma batalha jurídica que colocou sua participação nas eleições em dúvida, Adair Henriques, o Vovô do Jeep, anuncia que está oficialmente na disputa pela Câmara Federal. Publicação foi feita pelo próprio candidato na noite desta quinta-feira (3).

A candidatura de Adair Henriques, o Vovô do Jeep, a deputado federal por Goiás ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (3).

Depois de dias de incerteza e de uma disputa jurídica que colocou em dúvida sua presença nas urnas, Vovô do Jeep anunciou que está liberado para seguir na eleição.

A informação foi divulgada pelo próprio candidato em suas redes sociais.

“Estamos ON! Agora é oficial: estamos na disputa”, publicou Vovô do Jeep, apresentando novamente seu número de urna, 4545.

A manifestação representa uma importante mudança de cenário.

Vovô do Jeep vinha enfrentando questionamentos jurídicos sobre seu registro de candidatura. O caso chegou a colocar em risco sua participação efetiva na eleição e provocou uma discussão sobre as consequências de eventual indeferimento.

Agora, porém, a campanha anuncia a situação inversa: Vovô está no jogo.

Nos bastidores, a informação é de que houve avanço jurídico favorável à candidatura. A formalização e a disponibilização pública dos documentos relacionados ao caso ainda deverão permitir conhecer exatamente os fundamentos e o alcance da decisão.

Há ainda informação de que uma movimentação relacionada ao processo deverá ocorrer no próximo dia 8 de setembro.

Por isso, embora o próprio candidato já trate a candidatura como oficialmente confirmada, o Blog do Cleuber Carlos acompanha a publicação dos atos processuais para apresentar os detalhes jurídicos da decisão assim que estiverem disponíveis.

Politicamente, entretanto, Vovô do Jeep não esperou.

Ele colocou a campanha novamente na rua com uma mensagem direta:

“Na hora de votar, você já sabe: 4545. É Vovô do Jeep!”

Depois de passar dias sob a ameaça de ficar fora das urnas, Vovô do Jeep anuncia que virou o jogo e está de volta à disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados.


​PRESIDENTE DA CÂMARA É BARRADA PELA JUSTIÇA EM ACREÚNA

REVIRAVOLTA | Juíza suspende parte de portaria editada por Marta Silva Alves, impede novos atos destinados a manter seus efeitos e aponta, em análise liminar, “manifesto conflito de interesses”. Disputa pela Mesa Diretora entra em novo capítulo.

A crise política na Câmara Municipal de Acreúna ganhou uma nova e contundente decisão judicial.

A juíza Ana Cláudia Pacheco das Chagas, da 2ª Vara Judicial da Comarca de Acreúna, concedeu parcialmente liminar em mandado de segurança e suspendeu a aplicação do artigo 2º da Portaria nº 061/2026, editada durante a presidência em exercício de Marta Silva Alves. 

Mandado de segurança.pdf

O dispositivo havia limitado os efeitos da decisão do Tribunal Superior Eleitoral aos mandatos parlamentares de Júlio César Naves de Melo Filho, Edilson Faria da Silva e Diego Smith Rodrigues da Silva Arantes, sem restabelecê-los automaticamente aos cargos que ocupavam na Mesa Diretora. 

Mandado de segurança.pdf

A Justiça entendeu, em análise preliminar, que essa restrição não poderia ter sido criada unilateralmente.

O ponto mais duro da decisão atinge diretamente a atuação da presidente em exercício.

A magistrada observa que Marta ocupa a Presidência justamente em consequência do afastamento dos vereadores e afirma que ela é “a principal beneficiária da restrição que ela mesma criou”.

Em seguida, registra a existência de “manifesto conflito de interesses”, que, segundo a decisão, compromete a imparcialidade e a legitimidade do ato administrativo. 

Mandado de segurança.pdf

TOFFOLI MANDOU SUSPENDER “INTEGRALMENTE”

A origem da disputa está na decisão do ministro Dias Toffoli, de 14 de agosto.

O ministro determinou a suspensão integral dos efeitos e da execução do acórdão do TRE-GO que havia provocado o afastamento dos três vereadores.

Para a juíza de Acreúna, a palavra “integralmente” não poderia ser restringida posteriormente por um ato administrativo da Presidência da Câmara. 

Mandado de segurança.pdf

A decisão vai além de suspender o artigo da portaria.

Marta deverá se abster de praticar, direta ou indiretamente, atos administrativos destinados a manter, ampliar ou consolidar os efeitos da restrição suspensa, até nova deliberação judicial. 

Mandado de segurança.pdf

JÚLIO AINDA NÃO VOLTA À PRESIDÊNCIA

Existe, entretanto, uma diferença fundamental.

A juíza não determinou neste momento a posse automática de Júlio César novamente na Presidência, nem anulou imediatamente a eleição complementar da Mesa Diretora realizada em 22 de junho.

Essas questões serão reavaliadas depois da apresentação das informações, documentos e do contraditório. 

Mandado de segurança.pdf

A Câmara e a autoridade apontada como coatora terão prazo de dez dias para prestar informações. A Justiça determinou ainda a apresentação das portarias, da ata e documentação da eleição complementar e das normas que disciplinam a composição da Mesa. Depois, o Ministério Público será ouvido. 

Mandado de segurança.pdf

A batalha, portanto, ainda não terminou.

Mas a decisão desta quinta-feira muda novamente o tabuleiro político de Acreúna:

a restrição criada pela Presidência da Câmara está suspensa, novos atos destinados a consolidá-la foram barrados e a própria Justiça colocou sob questionamento a legitimidade da medida adotada.