terça-feira, 1 de setembro de 2026

COMPLEM ENTREGA LÁCTEOS À PIRACANJUBA — MAS POR QUÊ?

NEGÓCIO SOB QUESTIONAMENTO | Cooperativa transfere operação industrial e comercial dos lácteos para a Piracanjuba, mas não divulga contrato, valores, prazo nem condições econômicas da parceria. Endividamento de R$ 290 milhões levanta a principal pergunta: foi estratégia para ganhar escala ou necessidade financeira?

A Complem anunciou que a Piracanjuba passará a assumir a operação industrial do seu laticínio, além da industrialização e comercialização dos produtos da marca Compleite.

Oficialmente, a cooperativa afirma que não está vendendo a indústria nem seus ativos. Classifica o negócio como uma “parceria estratégica”.

Mas ainda falta responder a pergunta mais importante:

Por que a Complem está entregando uma das atividades centrais de seu negócio à Piracanjuba?

A operação é relevante porque a própria Complem estabelece entre seus objetivos receber, beneficiar e industrializar a produção entregue pelos cooperados, incluindo leite e derivados.

Agora, justamente a etapa de industrialização e comercialização dos lácteos passa para uma empresa privada.

O problema é que as condições da negociação ainda não foram tornadas públicas.

Não se sabe quanto a Piracanjuba pagará à Complem, qual será o prazo da parceria, se haverá aluguel ou arrendamento da indústria, remuneração por litro processado, pagamento pelo uso da marca Compleite ou qualquer outra contrapartida financeira.

Também não está claro quem ficará responsável pela manutenção da fábrica, pelos investimentos futuros, pelos custos industriais e pela margem obtida com a venda dos produtos.

A ausência dessas informações ganha ainda mais importância quando confrontada com o balanço financeiro da cooperativa.

A Complem encerrou 2025 com R$ 290,2 milhões em empréstimos e financiamentos, dos quais R$ 187 milhões venciam no curto prazo.

As sobras líquidas do exercício ficaram em apenas R$ 12,19 milhões.

O balanço também mostra que a cooperativa captou R$ 41,7 milhões em novos empréstimos de longo prazo durante 2025.

Diante desse cenário, surge uma dúvida inevitável:

A Complem buscou a Piracanjuba para aumentar eficiência e escala ou porque já não tinha condições financeiras de sustentar sozinha a operação industrial dos lácteos?

A resposta está no contrato.

É a minuta da parceria que poderá revelar quanto vale a operação, quais obrigações cada parte assumirá, quem ficará com os resultados econômicos da industrialização e quais garantias foram dadas à cooperativa e aos produtores.

Outro ponto precisa ser esclarecido: quem aprovou o negócio dentro da Complem?

Uma operação que transfere a terceiros a industrialização e comercialização de uma atividade histórica da cooperativa foi autorizada apenas pela diretoria e pelo Conselho de Administração ou passou por deliberação dos cooperados em Assembleia Geral?

Enquanto contrato, valores e condições permanecerem sob sigilo, a expressão “parceria estratégica” explica muito pouco.

A pergunta continua aberta:

o que exatamente a Complem está entregando à Piracanjuba — e o que receberá em troca?


BALANÇO SOB SUSPEITA: AUDITORIA APROVOU NÚMEROS “MAQUIADOS” DA COMPLEM?

BALANÇO SOB QUESTIONAMENTO | Complem apresentou R$ 12,19 milhões em sobras em 2025, mas demonstrações registram aproximadamente R$ 50,8 milhões em rubricas relacionadas a PIS/Cofins e benefícios tributários. Sem esses efeitos, exercício comparativo aponta resultado negativo próximo de R$ 38,6 milhões. Auditoria aprovou as demonstrações sem ressalvas. Afinal, qual é a fotografia econômica da cooperativa sem os efeitos tributários extraordinários?

A Complem terminou 2025 oficialmente no azul.

As demonstrações financeiras apresentam R$ 12,19 milhões em sobras líquidas.

Mas uma análise das próprias contas da cooperativa coloca uma interrogação sobre a qualidade desse resultado: quanto dessas sobras nasceu efetivamente da operação da Complem e quanto dependeu de créditos e benefícios tributários?

Os números são expressivos.

A demonstração registra aproximadamente R$ 17,95 milhões em crédito tributário de PIS/Cofins, R$ 22,57 milhões em compensação ou ressarcimento de PIS/Cofins e R$ 10,27 milhões relacionados ao ProGoiás e benefícios de ICMS.

São aproximadamente R$ 50,8 milhões nessas três rubricas.

O número equivale a mais de quatro vezes as sobras líquidas apresentadas no exercício.

E provoca uma comparação incômoda.

Retirando-se exclusivamente para fins analíticos esses R$ 50,8 milhões do resultado divulgado — sem afirmar que contabilmente deveriam ser excluídos — os R$ 12,19 milhões positivos dariam lugar a aproximadamente R$ 38,6 milhões negativos.

É justamente essa diferença que exige explicações.

BALANÇO CORRETO NÃO SIGNIFICA OPERAÇÃO SAUDÁVEL

Aqui está uma distinção fundamental.

Não há, até o momento, elemento suficiente para afirmar que a Complem contabilizou irregularmente esses créditos ou que suas demonstrações sejam falsas.

A auditoria independente, inclusive, emitiu opinião sem ressalvas sobre as demonstrações.

Mas é justamente essa aprovação que abre outra pergunta:

a auditoria avaliou adequadamente a natureza, realização, segurança jurídica e impacto desses créditos tributários sobre a percepção do desempenho econômico da cooperativa?

Porque uma demonstração pode obedecer às normas contábeis e ainda exigir explicações adicionais para que cooperados compreendam de onde efetivamente veio o resultado.

E a questão ganha dimensão diante de outros números.

A Complem terminou 2025 carregando R$ 290,2 milhões em empréstimos e financiamentos e teve R$ 33,67 milhões em despesas com juros.

Ao mesmo tempo, apresenta R$ 12,19 milhões de sobras.

Se o resultado positivo dependeu decisivamente de dezenas de milhões em efeitos tributários, é legítimo perguntar:

a atividade recorrente da Complem gerou resultado suficiente para sustentar sua estrutura financeira?

R$ 69 MILHÕES AINDA A RECUPERAR

Existe outro número que merece explicação.

O balanço registra aproximadamente R$ 69 milhões em PIS/Cofins a recuperar no ativo de longo prazo.

Isso torna indispensável separar três situações completamente diferentes: crédito tributário reconhecido contabilmente, crédito efetivamente compensado contra tributos e dinheiro efetivamente recebido.

Quanto dos valores reconhecidos em 2025 virou caixa?

Quanto simplesmente reduziu obrigações tributárias?

Quanto está amparado por decisões definitivas?

Há processos judiciais ou administrativos ainda em andamento?

Existe algum risco de reversão?

E quais testes a auditoria realizou para validar esses valores?

E O CONSELHO FISCAL?

O questionamento não termina na administração.

Se o Conselho Fiscal recomendou a aprovação das contas, também precisa esclarecer qual análise realizou sobre o peso extraordinário dessas rubricas no resultado, especialmente diante do elevado endividamento e da despesa financeira da cooperativa.

Não se trata de acusar antecipadamente ninguém de fraude ou manipulação.

Trata-se de uma questão elementar de transparência:

se R$ 50,8 milhões em créditos e benefícios tributários coexistem com apenas R$ 12,19 milhões de sobras, o cooperado tem direito de saber qual seria a capacidade de geração de resultado da atividade da Complem sem esses efeitos.

A diferença entre as duas fotografias é grande demais para ser tratada como simples detalhe contábil.

O Blog do Cleuber Carlos encaminhou questionamentos à cooperativa e aguarda esclarecimentos.

Agora, as perguntas precisam alcançar também a auditoria independente, os responsáveis técnicos pela contabilidade e o Conselho Fiscal.

Porque a discussão deixou de ser simplesmente se o balanço fecha.

A questão passou a ser outra:

os R$ 12,19 milhões de sobras retratam a força econômica recorrente da Complem — ou os créditos tributários estão sustentando uma aparência de resultado positivo que a operação, isoladamente, não produziu?

Essa formulação é mais forte do que chamar diretamente de “maquiagem”, porque coloca a suspeita na mesa, mostra a matemática e obriga os responsáveis a responder, sem transformar uma hipótese jornalística em acusação já comprovada.


COMPLEM TEM R$ 267,7 MILHÕES A RECEBER DE COOPERADOS E CLIENTES — MAS NÃO DETALHA QUEM DEVE

CAIXA SOB PRESSÃO | Enquanto cooperativa acumula R$ 290,2 milhões em empréstimos e financiamentos e gastou R$ 33,6 milhões apenas com juros em 2025, balanço revela carteira bruta de R$ 267,7 milhões em créditos contra cooperados e clientes. Fonte relata concessões elevadas de crédito e sucessivas renovações. Complem foi questionada, mas ainda não respondeu.

O balanço de 2025 da Complem abriu uma nova frente de questionamentos sobre a situação financeira da cooperativa.

A entidade encerrou o ano com R$ 267,7 milhões brutos a receber de cooperados e clientes. Após uma provisão de R$ 14,5 milhões para possíveis perdas, o saldo líquido ficou em R$ 253,1 milhões

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O volume chama atenção porque representa aproximadamente 39% de todo o ativo da Complem.

E ocorre justamente num momento em que a cooperativa possui R$ 290,2 milhões em empréstimos e financiamentos, dos quais R$ 187 milhões venciam no curto prazo. 

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Só os juros desses empréstimos consumiram R$ 33,6 milhões em 2025

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A pergunta, portanto, é inevitável:

quem deve quase R$ 268 milhões à Complem?

O balanço não apresenta a relação dos maiores devedores, não informa quanto está concentrado nos principais cooperados ou clientes e tampouco detalha quanto da carteira está vencida em 30, 60, 90 ou mais de 180 dias.

A própria Complem informa que constitui sua provisão para créditos de liquidação duvidosa com base nos valores vencidos há mais de 180 dias. 

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Uma fonte ouvida pelo Blog do Cleuber Carlos afirma, contudo, que alguns cooperados teriam acesso a volumes elevados de crédito e, em determinados casos, fariam pagamentos apenas parciais no vencimento antes de receber novas liberações para continuar suas operações.

A denúncia é grave e ainda precisa ser comprovada documentalmente.

O próprio balanço apresenta a versão oposta: afirma que os riscos de crédito são administrados mediante análise dos clientes e associados, limites de exposição e acompanhamento por um comitê financeiro, além de classificar a carteira como pulverizada. 

balanco-2025_e05.pdf

Por isso, o Blog encaminhou à Complem perguntas objetivas sobre os maiores devedores, concentração dos recebíveis, garantias oferecidas, inadimplência e eventual renovação de créditos vencidos.

Até a publicação desta matéria, não houve resposta.

Outro ponto merece atenção.

A Complem divulgou R$ 12,19 milhões em sobras líquidas em 2025. balanco-2025_e05.pdf No mesmo exercício, porém, foram contabilizados R$ 17,9 milhões em crédito tributário de PIS/Cofins, R$ 22,5 milhões em compensações ou ressarcimentos de PIS/Cofins e R$ 10,2 milhões relativos ao ProGoiás e benefícios fiscais. 

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Somadas, essas três rubricas chegam a aproximadamente R$ 50,8 milhões.

Num exercício meramente comparativo, retirando-se essas três receitas do resultado divulgado, o número passaria de uma sobra de R$ 12,19 milhões para aproximadamente R$ 38,6 milhões negativos.

Isso não significa que o balanço esteja errado — o auditor independente emitiu opinião sem ressalvas e afirmou que as demonstrações representam adequadamente a situação financeira da cooperativa. 

balanco-2025_e05.pdf

Mas aumenta a necessidade de transparência sobre a origem das receitas tributárias e, principalmente, sobre os R$ 267,7 milhões que a Complem ainda tem para receber.

Porque, diante de quase R$ 290 milhões tomados nos bancos, a pergunta que passa a valer milhões é simples:

quanto desse dinheiro emprestado está financiando a própria carteira de cooperados e clientes — e qual é o risco real de recebimento?


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

ENDIVIDADA, COMPLEM ENTREGA OPERAÇÃO DE LÁCTEOS À PIRACANJUBA

 

REESTRUTURAÇÃO | Com R$ 290,2 milhões em empréstimos e financiamentos registrados no balanço de 2025, cooperativa anuncia parceria que coloca industrialização e comercialização dos produtos Compleite sob responsabilidade do Grupo Piracanjuba. Cerca de 200 trabalhadores serão incorporados pela empresa.

A Complem anunciou uma profunda mudança em sua operação. O Grupo Piracanjuba passará a ser responsável pelas atividades industriais do laticínio da cooperativa, incluindo a industrialização e a comercialização dos produtos da marca Compleite.

Oficialmente, a Complem afirma que não está vendendo sua indústria nem qualquer ativo. Define a operação como uma “parceria estratégica”, destinada a aumentar eficiência, escala e competitividade.

Na prática, entretanto, uma atividade central do negócio muda de mãos.

A Complem continuará responsável pela captação do leite, assistência técnica, relacionamento com os cooperados e outros segmentos, como nutrição animal. Já a operação industrial e comercial dos lácteos ficará com a Piracanjuba.

A mudança acontece em um momento de forte endividamento.

O balanço de 2025 revelou R$ 290,2 milhões em empréstimos e financiamentos, dos quais aproximadamente R$ 187 milhões estavam classificados no curto prazo. Somente os juros desses empréstimos consumiram R$ 33,67 milhões no exercício.

As sobras líquidas foram de R$ 12,19 milhões. Ou seja: a Complem gastou com juros quase três vezes o valor das sobras registradas no ano.

Outro detalhe chama atenção. Segundo a própria cooperativa, as discussões com a Piracanjuba começaram ainda em 2025, mesmo exercício retratado pelo balanço.

A reestruturação alcança também os trabalhadores. Aproximadamente 200 funcionários ligados à operação de lácteos serão incorporados pelo Grupo Piracanjuba. A Complem sustenta que os postos de trabalho serão preservados.

A marca Compleite também continuará existindo.

A operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Até uma decisão definitiva, Complem e Piracanjuba continuarão atuando de maneira independente.

A parceria representa, portanto, uma mudança de dimensão histórica: depois de construir sua trajetória a partir do leite durante 48 anos, a Complem preserva patrimônio, marca e relacionamento com os produtores, mas entrega a um grande grupo privado a execução de sua operação industrial de lácteos.

A parceria com a Piracanjuba pode até representar uma solução para o futuro. Mas ela não apaga a pergunta sobre o passado: como a Complem chegou ao fundo do poço?




PREFEITO DE GRANITO É ACUSADO PELA EX-ESPOSA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA; CASO É INVESTIGADO PELA POLÍCIA

GRAVE DENÚNCIA | Raíla Miranda afirma que foi agredida dentro de casa diante do filho de 7 anos e relata violência física, emocional e patrimonial. George de Sidney deixou o PT após o partido abrir procedimento ético-disciplinar. Prefeito diz que responderá às acusações “pelas vias legais” e pede que não haja condenação antecipada.

Uma grave denúncia envolvendo o prefeito de Granito, no Sertão de Pernambuco, ganhou repercussão nacional nesta segunda-feira (31).

A ex-primeira-dama Raíla Miranda afirmou ter sido vítima de violência doméstica e aponta o prefeito George de Sidney como responsável pelas agressões. Segundo o relato dela, o episódio teria ocorrido há pouco mais de 20 dias, dentro da residência da família, diante do filho de apenas 7 anos. 

Raíla divulgou um vídeo nas redes sociais e também apresentou imagens que, segundo a imprensa pernambucana, mostram marcas de agressões no rosto e na parte posterior da cabeça. Ela afirma ter sofrido violência física, emocional e patrimonial e diz que decidiu tornar o caso público depois de vencer o medo das consequências de denunciar uma pessoa em posição de poder. 

Em seu relato, Raíla afirma que a violência teria ocorrido após comunicar que não queria mais continuar o relacionamento. Ela declarou que, naquele momento, sua preocupação era sobreviver e proteger o filho.

POLÍCIA INVESTIGA

O caso já ultrapassou a esfera das redes sociais. Segundo o Diario de Pernambuco, diligências foram iniciadas e a investigação está sob a coordenação da Delegacia de Granito, que deverá apurar as circunstâncias e eventual responsabilidade criminal. 

Há publicações locais que utilizam a expressão “tentativa de feminicídio” para definir a acusação. Até o momento, porém, nas fontes oficiais e jornalísticas consultadas, não foi encontrada confirmação de que a Polícia Civil tenha formalmente enquadrado o caso nesse crime. Por isso, jornalisticamente, o mais seguro é tratar a tentativa de feminicídio como acusação atribuída a Raíla, e não como conclusão da investigação. 

PT ABRE PROCESSO — E PREFEITO DEIXA O PARTIDO

A repercussão provocou também uma crise política.

O Diretório Estadual do PT de Pernambuco informou que preparava, em regime de urgência, um processo ético-disciplinar contra George de Sidney diante da gravidade das denúncias. Antes da conclusão do procedimento, entretanto, o prefeito apresentou pedido de desfiliação. 

Em nota, o partido repudiou qualquer forma de violência contra a mulher, manifestou solidariedade a Raíla e defendeu rápida apuração, além de medidas para proteção da mulher e da criança envolvidas no episódio. 

George havia sido eleito prefeito de Granito pelo PT em 2024 com 3.591 votos, equivalentes a 59,96% dos votos válidos. Seu nome completo é George Washington Pereira Alencar. 

Raíla, por sua vez, ocupava cargo de secretária municipal de Cultura, Turismo e Lazer na administração de Granito, conforme registros do próprio Portal da Transparência da prefeitura. 

O QUE DIZ O PREFEITO

George de Sidney divulgou nota afirmando que as acusações serão tratadas exclusivamente pelas vias legais.

O prefeito sustenta que tem direito ao contraditório e à ampla defesa e afirma estar comprometido com a verdade e com a Justiça. Também disse que pretende buscar judicialmente a preservação da convivência com o filho. 

Em um dos trechos mais importantes da manifestação, George argumenta que a investigação deverá esclarecer se os mecanismos de proteção contra a violência doméstica estão sendo usados corretamente e menciona eventual disputa patrimonial e questões relacionadas à convivência familiar. 

Ele não apresentou, nas fontes consultadas, uma versão detalhada sobre como teriam ocorrido os fatos narrados por Raíla, mas afirmou que apresentará provas no processo.