quinta-feira, 27 de agosto de 2026

WILDER DETONA MÁRCIO: “CERTAMENTE SERIA CONSIDERADO TRAIDOR”

GUERRA NO PL | Crise entre Wilder Morais e Márcio Corrêa explode de vez em Anápolis. Senador acusa o prefeito de abandonar compromissos políticos depois de ter sido eleito pelo PL com apoio de Jair Bolsonaro e afirma que, se Bolsonaro pudesse reagir, quem escolhesse caminhar contra o projeto do partido “certamente seria considerado traidor”.

A guerra dentro do PL goiano deixou os bastidores e veio definitivamente a público.

Wilder Morais divulgou um duro pronunciamento contra o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, no qual fala em palavra, compromisso, lealdade e, no trecho mais pesado, em traição.

O senador começa lembrando sua relação antiga com Anápolis, os investimentos realizados antes mesmo de entrar para a política e os recursos destinados ao município durante seu mandato.

Mas rapidamente deixa claro o verdadeiro endereço da mensagem.

“Na minha casa eu aprendi, com meu pai e com a minha mãe, que a palavra é essencial na vida de uma pessoa.”

WILDER DIZ QUE FOI ALERTADO

O senador afirma que foi aconselhado a aproximar o Republicanos de seu projeto político, mas que teria recusado a possibilidade para preservar sua relação com Márcio Corrêa.

Segundo Wilder, a decisão foi tomada para não fazer uma “desfeita” com o prefeito de Anápolis.

Agora, o senador apresenta a conta política.

Wilder lembra que Márcio foi eleito prefeito pelo PL, contando com apoio do partido e de Jair Bolsonaro, mas afirma que hoje trabalha eleitoralmente para candidatos de outras legendas.

“Hoje pede voto para outro partido, para deputado, para outro governo e, não duvide, para outro presidente também.”

A declaração escancara o tamanho do rompimento.

“CERTAMENTE SERIA CONSIDERADO TRAIDOR”

Wilder vai além e diz não se surpreenderia caso Márcio também rompesse compromissos que, segundo ele, teriam sido assumidos com Major Vitor Hugo e Gustavo Gayer.

É então que faz sua declaração mais contundente.

O senador relaciona o movimento do prefeito à atual situação de Bolsonaro e afirma que, se o ex-presidente estivesse em condições de reagir politicamente, a situação seria diferente.

“Jamais o Bolsonaro permitiria que alguém que escolheu para caminhar contra o Brasil permanecesse no PL. Certamente seria considerado traidor.”

Wilder não pronuncia literalmente a frase “Márcio é traidor”. Mas todo o pronunciamento é construído em torno da conduta política atribuída ao prefeito, o que torna evidente a gravidade do recado.

GUERRA DEVE AUMENTAR

O senador revela ainda que a Executiva do PL foi convocada e antecipa uma ofensiva contra ele.

“Vieram os ataques de blogs e sites, eu já te aviso: vem mais por aí. Vão inventar, vão distorcer.”

A declaração indica que Wilder espera novos capítulos da guerra interna e já procura estabelecer sua versão antes que os adversários reajam.

No encerramento, tenta separar a disputa com Márcio de sua relação com a cidade:

“Anápolis, o meu compromisso com você segue de pé, com prefeito ou sem prefeito. Eu não viro as costas para você.”

A mensagem dificilmente poderia ser mais clara.

Márcio Corrêa chegou à Prefeitura de Anápolis pelo PL e com Bolsonaro como um dos principais ativos políticos de sua campanha.

Agora, Wilder coloca publicamente em dúvida justamente aquilo que abriu seu pronunciamento dizendo considerar essencial:

a palavra.

A guerra no PL de Goiás não está mais começando.

Ela começou.


MAYCLLYN PERDE NOVO ROUND NO TRE CONTRA ROGÉRIO TRONCOSO

ELEIÇÕES 2024 | Tribunal rejeita embargos do prefeito de Morrinhos e mantém improcedente ação que tentava responsabilizar o grupo do ex-prefeito por perfis falsos e publicações ofensivas na campanha decidida por apenas 49 votos.

A eleição de Morrinhos terminou nas urnas em 2024, mas continua sendo disputada nos tribunais.

O prefeito Maycllyn Carreiro sofreu uma nova derrota no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás em uma ação movida contra o grupo de seu principal adversário, o ex-prefeito Rogério Troncoso.

Por decisão unânime, o TRE-GO rejeitou os embargos apresentados por Maycllyn, pelo vice Tiago Freitas e pela coligação A Mudança é Agora, formada por PL e Podemos.

Com isso, permanece válida a decisão que julgou improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Rogério Troncoso, Mauro Mendonça Netto, Paula Lafaiete Rodrigues e João Paulo Teixeira do Carmo.

O julgamento ocorreu no dia 25 de agosto e foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico de 27 de agosto.

ACUSAÇÃO ENVOLVIA PERFIS FALSOS

A ação acusava o grupo adversário de abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha municipal de 2024.

Segundo os autores, conteúdos falsos, caluniosos e difamatórios teriam sido divulgados por meio de perfis nas redes sociais e grupos de WhatsApp.

A acusação também apontou a existência de contrato de marketing digital, pago com recursos declarados pela campanha, e a identificação de um prestador de serviços como responsável por publicações consideradas ilícitas.

Esses elementos, entretanto, não foram suficientes para convencer a maioria do TRE-GO de que Rogério Troncoso e os demais candidatos investigados tivessem determinado, autorizado ou concordado com a criação dos perfis e a divulgação dos conteúdos.

CONTRATO NÃO PROVA AUTORIZAÇÃO

O tribunal estabeleceu uma distinção importante.

A existência de contrato entre a campanha e o profissional de marketing, assim como o pagamento pelos serviços, não permite concluir automaticamente que os candidatos tinham conhecimento das publicações clandestinas.

Para responsabilizar eleitoralmente os beneficiários, seria necessária uma cadeia de provas robusta, segura e convergente, capaz de demonstrar participação, conhecimento ou anuência.

O TRE também considerou que não houve comprovação técnica suficiente da gravidade das publicações.

Não foram apresentados dados objetivos sobre alcance efetivo, número de visualizações, compartilhamentos, impulsionamento, disparos em massa ou atuação coordenada de perfis.

A alegação de que os grupos e páginas poderiam alcançar aproximadamente 77 mil usuários também foi considerada insuficiente. Para o tribunal, número potencial de seguidores não significa que as publicações tenham efetivamente alcançado esse público.

ELEIÇÃO FOI DECIDIDA POR 49 VOTOS

O peso político do processo está no tamanho da diferença eleitoral.

Maycllyn venceu a eleição com 9.481 votos. Rogério Troncoso recebeu 9.432.

A diferença foi de apenas 49 votos.

Os advogados do prefeito argumentaram que a pequena margem deveria ser considerada na avaliação da gravidade das publicações. O tribunal, porém, entendeu que a proximidade do resultado não substitui a necessidade de comprovar quem determinou as postagens e qual foi sua repercussão concreta.

Em outras palavras: uma eleição apertada aumenta o peso político da acusação, mas não reduz o padrão de prova exigido para aplicar sanções como cassação e inelegibilidade.

DERROTA POLÍTICA DE MAYCLLYN

A decisão não coloca o mandato de Maycllyn em risco. Ele aparece no processo como autor da ação, e não como investigado.

Politicamente, porém, o resultado representa mais uma derrota do prefeito na tentativa de responsabilizar judicialmente o grupo de Rogério Troncoso pelos ataques ocorridos durante a campanha.

Para Rogério, a manutenção da improcedência fortalece a narrativa de que não existe prova de sua participação nas publicações.

Isso não significa que os conteúdos ofensivos tenham sido considerados legítimos. O próprio acórdão os classificou como reprováveis.

O que o tribunal decidiu foi outra coisa: não ficou comprovado, com a segurança exigida numa ação eleitoral sancionatória, que os candidatos investigados soubessem ou concordassem com os atos atribuídos ao prestador de marketing.

Ainda poderá haver tentativa de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral. Até o momento, não existe informação sobre trânsito em julgado.

Mas, no TRE-GO, o placar agora é claro:

Maycllyn perdeu mais um round de uma eleição que venceu nas urnas por apenas 49 votos — e que, quase dois anos depois, continua dividindo politicamente Morrinhos.

Processo: 0600450-27.2024.6.09.0022
Fonte: Diário da Justiça Eletrônico do TRE-GO nº 181


​GUERRA NO PL: MÁRCIO CHAMA PROJETO DE WILDER DE “FALIDO”

ELEIÇÕES 2026 | Prefeito de Anápolis reage ao pedido de expulsão do PL, confronta Wilder Morais e chama sua candidatura ao Governo de Goiás de “projeto pessoal e falido”. O embate reforça uma história que o Blog do Cleuber Carlos vem apontando desde 2024: Márcio Corrêa entrou no PL, venceu a eleição dentro da legenda bolsonarista e agora trabalha pela eleição de Daniel Vilela (MDB).

O Cavalo de Troia está definitivamente fora da muralha.

Márcio Corrêa não apenas decidiu apoiar Daniel Vilela ao Governo de Goiás. Agora, resolveu partir para o confronto direto com o presidente estadual do partido que o elegeu prefeito de Anápolis.

Ao reagir ao pedido de expulsão apresentado contra ele no PL, Márcio atacou Wilder Morais e classificou sua candidatura ao governo como um “projeto pessoal e falido, sem consistência, sem sustentação”.

É guerra declarada.

Márcio argumenta que não pode ser acusado de trair a direita porque apoia Flávio Bolsonaro para presidente, Gustavo Gayer para o Senado e Major Vitor Hugo para deputado federal.

Mas permanece uma pergunta inevitável:

e para governador?

Justamente na disputa pelo comando de Goiás, Márcio abandonou o candidato do próprio partido e atravessou a trincheira para apoiar Daniel Vilela, principal adversário de Wilder.

E foi além.

O prefeito questionou a própria fidelidade de Wilder à direita, citando sua ausência na votação envolvendo a indicação de Jorge Messias ao STF.

Também acusou o senador de priorizar interesses pessoais e responsabilizou sua candidatura pela dificuldade de unificação do campo conservador em Goiás.

A crise, portanto, ultrapassou qualquer divergência eleitoral.

Virou confronto interno pelo controle político do PL.

E a história ganha contornos ainda mais emblemáticos quando se volta a 2024.

Márcio Corrêa entrou no PL para disputar a Prefeitura de Anápolis. Cresceu eleitoralmente dentro de uma legenda identificada com Jair Bolsonaro, venceu a eleição e chegou ao comando da terceira maior cidade de Goiás.

Agora, em 2026, permanece formalmente no PL enquanto trabalha pela eleição de Daniel Vilela.

O pedido de expulsão era previsível.

A reação, nem tanto.

Em vez de baixar o tom, Márcio dobrou a aposta e atacou justamente Wilder, presidente estadual do partido e candidato ao governo.

O Cavalo de Troia, expressão usada pelo Blog do Cleuber Carlos ainda em 2024 para alertar sobre o movimento político em Anápolis, agora trava sua batalha dentro da própria fortaleza.

E a pergunta deixou de ser se existe uma guerra no PL.

A pergunta agora é quem permanecerá dentro do partido quando ela terminar.


​BARRETOS 2026: Brigou Vazou! Rincon Foi Expulso do Barretão

|Novas informações obtidas pelo Blog do Cleuber Carlos indicam que Rincon não deixou a Festa do Peão de Barretos por livre e espontânea vontade. Após a confusão, ele teria sido convidado pela organização a deixar o Parque do Peão. A regra seria simples: brigou, vazou.

A saída de Rincon de Barretos ganha agora uma nova versão.

E ela muda completamente a história.

Segundo informações recebidas pelo Blog do Cleuber Carlos, Rincon não teria decidido ir embora depois da confusão.

Ele teria sido obrigado a sair.

A determinação teria partido da organização da Festa do Peão, comandada pela Associação Os Independentes.

Nos bastidores, a regra aplicada para esse tipo de episódio seria direta:

“Brigou, vazou.”

Quem se envolve em confusão não permanece na festa.

Rincon, portanto, teria sido comunicado de que deveria deixar o Barretão. Se dependesse exclusivamente dele, permaneceria no evento.

A informação é importante porque afasta a impressão de que sua saída tenha sido uma decisão pessoal após a repercussão do episódio.

Teria sido uma consequência direta da confusão.

E revela também uma reação dos organizadores justamente no momento em que cresce a cobrança para que Barretos preserve sua identidade e imponha limites aos excessos dentro do evento.

O Blog do Cleuber Carlos busca a manifestação oficial de Os Independentes para confirmar as circunstâncias da retirada.

Até lá, a informação é atribuída às fontes ouvidas pelo Blog.

Mas, nos bastidores, a versão é uma só:

brigou, vazou.


O FIM DE UMA TRADIÇÃO: FESTA DE BARRETOS PERDEU SUA IDENTIDADE

EDITORIAL | A Festa do Peão nasceu da tradição sertaneja, cresceu carregando a identidade do campo e se transformou em patrimônio cultural. Mas a invasão de influenciadores, ostentação, festas paralelas e personagens sem qualquer ligação com o agro ameaça transformar Barretos numa caricatura daquilo que um dia representou.

Durante décadas, falar em Barretos era falar em tradição.

Era falar do peão, do chapéu, da bota, da arena, do competidor que arriscava o corpo sobre um touro, da música sertaneja e das famílias que atravessavam centenas de quilômetros para viver aquela experiência.

Barretos não era apenas uma festa.

Era a celebração de uma cultura.

Só que alguma coisa mudou.

E, em 2026, a sensação manifestada por muitos nas redes sociais é de que Barretos atravessou uma fronteira perigosa.

O agro continua lá.

O rodeio continua lá.

Os competidores continuam lá.

As famílias continuam lá.

Mas uma nova Barretos passou a disputar espaço com a antiga.

É a Barretos dos influenciadores.

Da ostentação.

Dos camarotes transformados em passarela.

Dos carros, das festas paralelas, dos vídeos produzidos exclusivamente para gerar engajamento e de personagens que desembarcam no Parque do Peão sem qualquer relação com a cultura que construiu aquele lugar.

O problema não é o jovem.

Não é a modernidade.

Não é a festa.

Muito menos a presença de influenciadores.

O problema começa quando o acessório engole a essência.

Quando o rodeio vira cenário para quem está mais preocupado em aparecer do que em compreender o que Barretos representa.

Quando a tradição sertaneja vira figurino.

Quando o chapéu deixa de representar uma cultura para virar apenas adereço para Instagram.

E quando aquilo que nasceu para celebrar o homem e a mulher do campo começa a ser associado principalmente a excessos, confusões, ostentação e vulgaridade.

É por isso que uma palavra dura começa a aparecer:

Barretos se deteriorou?

Talvez seja ainda mais incômodo perguntar:

a Festa do Peão está deixando de ser do peão?

A Companhia Os Independentes precisa prestar atenção nesse movimento.

Porque eventos gigantes naturalmente evoluem. Precisam atrair novas gerações, incorporar tendências e dialogar com novos públicos.

Mas existe uma diferença enorme entre modernizar uma tradição e descaracterizá-la.

Barretos pode ter influencer.

Pode ter camarote.

Pode ter festa.

Pode ter luxo.

Pode ter novidade.

Mas tudo isso precisa caber dentro de Barretos.

Barretos não pode precisar caber dentro disso tudo.

Porque, no dia em que o peão virar coadjuvante, a família se sentir deslocada e o agro servir apenas como decoração para uma gigantesca festa de ostentação, alguma coisa terá morrido ali.

E não será apenas uma festa.

Será parte de uma tradição construída durante décadas.

Ainda há tempo de corrigir o rumo.

Mas talvez tenha chegado o momento de Os Independentes decidirem que Barretos querem entregar às próximas gerações:

a maior Festa do Peão da América Latina ou simplesmente mais uma gigantesca balada a céu aberto?

Porque festa existe em qualquer lugar.

Barretos só existe em Barretos.