segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Prefeito de Nerópolis Diz Que Tratar Crianças Com Autismo é Um Saco Sem Fundo

O plano sujo do prefeito de Nerópolis: desmontar o tratamento de autistas para esconder a falência da saúde municipal.


Uma gravação, obtida com exclusividade pelo blog do Cleuber Carlos, revela uma conversa entre o prefeito de Nerópolis e um “jornalista”, supostamente do Jornal Opção, onde o prefeito orienta o jornalista como ele deve fazer, para combater reportagens feitas pelos Jornalistas Messias da Gente e Cleuber Carlos, que investigam as irregularidades cometidas pelo prefeito, Dr Luiz Alberto,  que pegou uma prefeitura com 23 milhões em caixa e hoje, mal tem dinheiro para pagar os funcionários.

Dr Luiz Alberto(Republicanos) tem regado as contas bancárias de seu hospital particular e as contas da própria família com dinheiro da prefeitura e por outro lado, fala que não tem dinheiro para pagar as clínicas que cuidam das crianças autistas. 

Segundo o prefeito, “tratar essas crianças é um saco sem fundo”, frase essa dita pelo prefeito na gravação original em nosso poder, mas que certamente não sairá na matéria “encomendada”,  que deverá ser  publicada, em algum veículo de imprensa chamado às pressas para “socorrer” o prefeito. Certamente essa é mais uma matéria paga, com recursos do caixa da prefeitura, em forma de mídia. Fato este que iremos fiscalizar. 

O prefeito de Nerópolis está promovendo o desmonte do sistema de saúde do município, incluindo o atendimento às crianças com autismo. 

Em apenas 10 meses de gestão, Dr Luiz conseguiu consumir o dinheiro que estava no caixa da prefeitura e agora diz que não tem dinheiro para pagar as clínicas e especialistas para as crianças autistas. 

Basta uma rápida reflexão, se antes a prefeitura tinha dinheiro para pagar e hoje não tem, está claro que o problema está na gestão destes recursos. 

O problema está no gestor e não nos serviços prestados. O prefeito tenta manipular a imprensa, faz manobra política para romper contratos com clínicas especializadas e substituir qualidade por economia eleitoral.

Respaldado por vereadores que usufruem de contratos com a prefeitura, através de parentes e laranjas, que já estão sendo investigados.

Em uma gravação que tivemos acesso  o prefeito de Nerópolis, em  diálogo com um jornalista em tom informal, orienta como rebater denúncias sobre o abandono das crianças autistas. Esse áudio é na verdade acabou uma prova incontestável da própria má gestão do prefeito.

No áudio, o chefe do Executivo municipal orienta o jornalista a escrever  que havia um contrato de 120 atendimentos, mas que “não tinha mais do que 80”, além de dizer  que “as famílias assinavam a frequência antes do dia 10 de cada mês como se as crianças tivessem ido todos os dias”. O objetivo: cancelar o contrato com a clínica que o próprio prefeito admite que era um tratamento de excelência.


O prefeito tenta passar a mensagem que a prefeitura estava fazendo pagamento por serviços não prestados, o que pode caracterizar fraude contratual, falsidade ideológica e dano ao erário, conforme previsto na Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/1992). Ele tenta atribuir este contrato ao antigo gestor.


🧠 Falta de critério e descaso com o autismo


Durante a fala, o prefeito ainda confessa que “não há critérios de alta” e “não existem protocolos de atendimento”, deixando evidente o caos e a desorganização técnica da gestão da saúde municipal.

O resultado é o abandono das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que dependem de terapias regulares e acompanhamento especializado garantidos por lei (Lei 12.764/2012).





💰 O plano sujo: desqualificar para romper contratos



Apurações de bastidores indicam que o prefeito de Nerópolis está colocando em prática um plano para desqualificar o trabalho das clínicas credenciadas, como estratégia para justificar a rescisão dos contratos.

Sem conseguir equilibrar as contas da saúde devido à má gestão dos recursos públicos, o gestor antecipa um discurso político: tenta culpar as clínicas pelo colapso financeiro, preparando terreno para substituí-las por profissionais contratados diretamente pela prefeitura, com salários menores e estrutura precária.


A jogada é clara — reduzir custos à custa do sofrimento das crianças.

O que antes era tratamento humanizado e multidisciplinar, tende a ser substituído por atendimentos básicos e insuficientes, apenas para manter aparência de funcionamento e aliviar a folha de pagamento.


📰 Conluio 


A tentativa de manipular a opinião pública passa também pela imprensa.

Um veículo de comunicação que historicamente publica matérias mediante contratos de publicidade institucional, recebeu a gravação do prefeito e para publicar  como defesa, sem checar os fatos e ignorando os depoimentos de pais e mães de crianças autistas que confirmam a falta de atendimento.


Na prática, o jornal atua como extensão da assessoria de comunicação da prefeitura, recebendo recursos públicos para blindar o prefeito e atacar quem denuncia os abusos.

Essa prática configura uso indevido de verba pública para autopromoção e manipulação política, um tipo clássico de desvio de finalidade administrativa.


⚖️ Consequências jurídicas


Diante do teor da gravação e da gravidade das revelações, o caso deve ser analisado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) e pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO).

Há elementos suficientes para apuração de fraude contratual, falsidade documental, dano ao erário e improbidade administrativa, além do uso indevido de recursos públicos para propaganda institucional e manipulação midiática.


O áudio que o prefeito tentou usar para “limpar a imagem” acabou se tornando o retrato mais fiel da falência moral e administrativa da gestão municipal de Nerópolis.

E, enquanto o prefeito tenta salvar sua reputação com discurso, crianças autistas seguem sem atendimento, sem terapias e sem esperança.


Nerópolis Tem Um Prefeito Fake News

Entre a Fake News do Prefeito e o Grito das Mães”



Prefeito de Nerópolis tenta desmentir reportagem sobre abandono de crianças autistas, mas pais confirmam falta de atendimento


Enquanto o prefeito chama de “fake news” a denúncia publicada pelo Blog do Cleuber Carlos, famílias relatam desespero, burocracia e descaso na Secretaria de Saúde


O caso que chocou Nerópolis nesta semana ganhou novos capítulos.


Após o Blog do Cleuber Carlos publicar reportagem denunciando que crianças com autismo estão sem atendimento especializado no município, o prefeito Luiz Alberto (UB) reagiu nas redes sociais acusando o blog de “fake news” e afirmando que “nenhuma criança ficará sem atendimento”.


Mas a tentativa de desmentir a notícia acabou tendo o efeito contrário: nas próprias redes sociais do prefeito, dezenas de pais e mães de crianças atípicas passaram a confirmar publicamente a veracidade da denúncia, relatando a dura realidade de quem depende do sistema público de saúde para garantir terapias essenciais como psicologia, terapia ocupacional e ABA (Análise do Comportamento Aplicada).


Depoimentos que desmentem o prefeito


Um dos relatos mais contundentes é do morador Wilker (pai de uma criança autista), que escreveu em resposta ao prefeito:

Amanhã vou fazer um vídeo do que um pai com uma criança atípica passa. Fui na Secretaria de Saúde perguntar das terapias — psicólogo, T.O. e ABA. O médico ficou com ele três minutos e já disse que não precisa de T.O. nem de ABA. Estou trabalhando, mas amanhã vou filmar tudo. Todo dia recebo a mesma resposta: ‘volte amanhã, mais tarde, semana que vem’. Entre tantas desculpas, fiquem de olho nas redes sociais.”

O desabafo, que viralizou, reforça o que a reportagem do blog já havia apurado: a Prefeitura de Nerópolis não está garantindo o atendimento regular a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), deixando famílias inteiras à própria sorte.


Instituto Love Kids sem repasses há meses

Segundo documentos e apurações obtidas pelo blog, o município está com mais de três meses de repasses atrasados ao Instituto Therapies Love Kids, entidade especializada que presta o atendimento multiprofissional a dezenas de crianças autistas.


Sem recursos, o instituto reduziu drasticamente a capacidade de atendimento e suspendeu terapias essenciais, afetando diretamente o desenvolvimento das crianças — muitas delas em fase crucial de aprendizado e socialização.

“Não é apenas uma questão de burocracia, é uma tragédia silenciosa que atinge o emocional e o futuro de famílias inteiras”, afirma uma mãe que pediu anonimato por medo de represálias.


Não é apenas uma questão de burocracia, é uma tragédia silenciosa que atinge o emocional e o futuro de famílias inteiras”, 

afirma uma mãe que pediu anonimato por medo de represálias.
📉 

A versão oficial não corresponde à realidade

Ao afirmar nas redes sociais que a notícia seria falsa, o prefeito Luiz Alberto não apresentou nenhum documento, contrato ou prova de que os atendimentos estão ocorrendo regularmente.

Pelo contrário: os relatos de pais e profissionais da saúde mostram um cenário de paralisação, demora e desorganização, com a Prefeitura exigindo questionários e burocracias desnecessárias em vez de garantir o atendimento contínuo previsto em lei.


A Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana) estabelece que pessoas com autismo têm direito a atendimento multiprofissional contínuo e especializado, e que o poder público é obrigado a garantir o acesso imediato a terapias que envolvam psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e acompanhamento pedagógico.


Negar ou interromper esses serviços viola frontalmente o direito fundamental à saúde e à inclusão, além de configurar possível omissão administrativa com dano moral coletivo.



Silenciar denúncias com o rótulo de “fake news” é desrespeito com as famílias

Em vez de reconhecer o problema e buscar soluções, o prefeito de Nerópolis escolheu a estratégia do descrédito, atacando a imprensa local e tentando rotular como “fake news” uma denúncia amplamente confirmada por quem vive o drama na prática.


O Blog do Cleuber Carlos reafirma: a reportagem é verdadeira, embasada e baseada em relatos verificados de pais, terapeutas e documentos públicos.

O uso da expressão “fake news” por gestores públicos, sem base factual, é uma tentativa perigosa de intimidar o jornalismo e silenciar a voz das famílias que lutam por seus direitos.



Responsabilidade pública e dever de transparência


A Constituição Federal é clara: o acesso à saúde é direito de todos e dever do Estado (art. 196).

No caso de Nerópolis, o não cumprimento de contratos, a interrupção de terapias e a ausência de medidas emergenciais podem configurar ato de improbidade administrativa por omissão, nos termos do art. 10, XI da Lei 8.429/1992.


“Ao negar o problema e não apresentar soluções concretas, o prefeito incorre em desrespeito à lei e à dignidade das famílias que dependem do atendimento público especializado”, afirma o advogado Leandro Silva.


Autismo não espera — e o poder público não pode falhar


O desenvolvimento de uma criança autista depende da continuidade e da regularidade das terapias.

Cada semana sem atendimento representa regressão, frustração e sofrimento emocional — não apenas para a criança, mas para toda a família.

Enquanto o prefeito tenta maquiar o problema com posts e slogans, pais exaustos continuam peregrinando entre consultórios, secretarias e promessas vazias.


Blog do Cleuber Carlos

Jornalismo independente, crítico e documentado —

porque a verdade não se cala com carimbo de “fake news”.


domingo, 19 de outubro de 2025

Desvio sob suspeita: deputado Eduardo Prado cobra explicações sobre uso de R$ 300 mil da Taxa do Agro para pagar advogados do IFAG

O escândalo da “defesa com dinheiro público” expõe o lado obscuro do modelo de terceirização de obras de Ronaldo Caiado e o aparelhamento do IFAG, braço da FAEG dentro do governo de Goiás

O governo Ronaldo Caiado (União Brasil) volta ao centro de uma grave denúncia de desvio e falta de transparência no uso do dinheiro público.

Desta vez, o alvo é o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG) — a organização social escolhida pelo governador para administrar obras de infraestrutura custeadas pela chamada Taxa do Agro, fundo bilionário abastecido com recursos de produtores rurais goianos.

O deputado estadual Eduardo Prado (PL) protocolou uma série de ofícios oficiais questionando se cerca de R$ 300 mil dessa verba pública teriam sido utilizados irregularmente para pagar advogados do escritório Manesco, contratados pelo IFAG para fazer a defesa judicial do modelo de gestão do governo.

Esse mesmo modelo foi barrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, que considerou ilegal o formato de contratação de obras e serviços via OS adotado pelo governo goiano.


⚖️ “O IFAG recebe dinheiro público e tem o dever de transparência”

No Ofício nº 143/2025, o deputado cobra que o IFAG apresente as prestações de contas dos últimos quatro meses, a íntegra do contrato com o escritório Manesco, além de aditivos e comprovantes de pagamento.

Em outro documento (Ofício nº 144/2025), enviado ao Ministério Público de Goiás, Eduardo Prado pede investigação formal sobre a origem dos recursos usados na defesa jurídica do instituto.


A denúncia aponta para possível uso indevido de recursos do agro — que deveriam ser destinados a obras públicas — para financiar a defesa jurídica de um modelo de gestão declarado irregular pelo Supremo.


🕳️ Omissão, silêncio e vínculos com a FAEG

Em novo documento (Ofício nº 145/2025), Prado denuncia que o IFAG não respondeu a nenhuma das solicitações de seu gabinete.

Além disso, o site da instituição redireciona contatos para a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), presidida por José Mário Schreiner, aliado político de Caiado e ex-deputado federal.

A denúncia reforça uma suspeita antiga: o IFAG seria um instrumento de poder da FAEG dentro do governo estadual, funcionando como organização social de fachada para gerenciar contratos e recursos públicos sem o devido controle social.

🚨 STF já havia alertado para “risco de desvio da moralidade”

O próprio STF, ao suspender o convênio entre o Estado e o IFAG, reconheceu o “risco de desvio dos princípios da moralidade e da publicidade”.

Agora, com as novas suspeitas levantadas, esse alerta ganha contornos mais concretos:

dinheiro do agro, que deveria financiar obras e infraestrutura, pode estar bancando a defesa de quem é investigado por irregularidades.


Trata-se de um ciclo de impunidade perigoso, onde recursos públicos alimentam a defesa de agentes públicos e entidades que são alvo de investigação — uma inversão completa do princípio republicano da responsabilidade administrativa.

🧩 Análise opinativa

A denúncia de Eduardo Prado toca em um ponto sensível e emblemático da gestão Caiado: a terceirização disfarçada da administração pública via organizações sociais, prática que já se alastrou pela saúde, pela educação e agora avança sobre as obras e o dinheiro do agro.


Ao atrelar o IFAG à FAEG, o governo cria uma estrutura híbrida — parte estatal, parte privada — que concentra poder, recursos e influência, mas esvazia a transparência e os mecanismos de controle.

Na prática, o IFAG virou um braço político e operacional do agronegócio dentro do governo, blindado por contratos milionários e pouca prestação de contas.


🔎 O que está em jogo


  • R$ 300 mil da Taxa do Agro sob suspeita de desvio;
  • Defesa jurídica paga com dinheiro público;
  • Organização social sem transparência;
  • STF alertando para riscos de imoralidade;
  • E um governo que insiste em terceirizar responsabilidades, mas não a culpa.

Enquanto o IFAG se cala, as perguntas se acumulam:

Quem autorizou o pagamento dos advogados?

Por que a verba do agro financiou defesa judicial?

E, sobretudo, quem será responsabilizado se o desvio for confirmado?