terça-feira, 30 de setembro de 2025

Direito de Resposta – Acrux Capital e Victor Taveira

Empresário e gestora financeira contestam reportagem e destacam decisão de absolvição em instâncias superiores

A Acrux Capital e o empresário Victor Taveira, por meio de sua assessoria de comunicação, manifestaram-se em relação à matéria intitulada “Comanche: O Império do Etanol que Virou Máquina de Lavagem de Dinheiro”, publicada pelo Blog do Cleuber Carlos


Segundo a nota enviada, o conteúdo da reportagem não corresponde à verdade dos fatos e apresenta informações consideradas distorcidas, que afetam negativamente a reputação do empresário.


A defesa destaca que o caso mencionado já foi julgado em instâncias competentes, tendo o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) decidido pela plena absolvição de Victor Taveira, anulando a condenação imposta pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em primeira instância.


Com isso, a decisão final reconheceu que não houve participação de Victor Taveira em operações fraudulentas.


Além disso, a assessoria afirma que a reportagem incorre em erro ao mencionar que créditos teriam sido cedidos à empresa Betacrux Securitizadora, apresentada como parte de um suposto esquema. De acordo com a manifestação, tal alegação é inverídica e não encontra respaldo na realidade.


Por fim, Acrux Capital e Victor Taveira ressaltam que sempre atuaram dentro da legalidade e que a decisão das instâncias superiores reafirma essa posição.


Íntegra da nota oficial


Em atenção à matéria intitulada “Comanche: O Império do Etanol que Virou Máquina de Lavagem de Dinheiro”, publicada pelo Blog do Cleuber Carlos, a assessoria de imprensa da Acrux Capital e do empresário Victor Taveira solicita a divulgação da seguinte manifestação:


“O conteúdo veiculado não corresponde à realidade, apresentando informações distorcidas que afetam negativamente a reputação do nosso cliente.


É fundamental esclarecer que o caso mencionado já foi julgado pelas instâncias competentes. O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) decidiu pela plena absolvição de Victor Taveira, anulando a condenação anteriormente aplicada pela CVM em primeira instância. Ou seja, a decisão final reconhece que não houve participação dele em qualquer operação fraudulenta.


Ressaltamos, ainda, que a reportagem traz dados incorretos, como a alegação de que créditos teriam sido cedidos à empresa Betacrux Securitizadora, apresentada como parte de um suposto esquema. Tal informação não procede, visto que a empresa sequer existia à época dos fatos relatados, tendo sido criada apenas em 2023.


Por essas razões, solicitamos a retirada imediata da matéria do ar, de modo a preservar tanto a credibilidade da publicação quanto o direito à informação correta por parte dos leitores.”


— Assessoria de Comunicação LaPresse, em nome da Acrux Capital e Victor Taveira.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Goiás no Tabuleiro Nacional: MDB, Caiado e o Dilema de Daniel Vilela em 2026

A possível convergência nacional de MDB e PSDB em torno de Tarcísio de Freitas abre um dilema espinhoso em Goiás, onde o tabuleiro local é complexo e repleto de interdependências.

O Ponto Central: Daniel Vilela

O vice-governador Daniel Vilela (MDB) é hoje o principal herdeiro político do governador Ronaldo Caiado (União Brasil). Ele assumiu papel de destaque dentro da gestão estadual e é considerado o sucessor natural, caso Caiado se lance candidato à Presidência em 2026. O problema é que:

  • Nacionalmente, o MDB sinaliza apoio a Tarcísio de Freitas.
  • Em Goiás, Daniel Vilela construiu sua carreira recente colado a Caiado, que trabalha nos bastidores para ser presidenciável pelo União Brasil.


Esse cenário cria uma contradição direta: como o MDB pode apoiar Tarcísio se, em Goiás, o partido depende da aliança com Caiado para manter o poder estadual?

Possíveis Desdobramentos

  1. MDB Nacional x MDB Goiás
    O partido pode caminhar para um racha interno. A direção nacional embarcaria no projeto Tarcísio, enquanto a seção goiana, liderada por Daniel, tenderia a apoiar Caiado por sobrevivência política local.
  2. Candidatura de Daniel à Reeleição
    Caso Caiado dispute a Presidência, Daniel deverá buscar a reeleição como vice ou até mesmo ser lançado ao governo pelo MDB. Nesse caso, teria de equilibrar duas lealdades:
    • Apoiar Caiado no plano nacional, em coerência com a aliança estadual.
    • Explicar por que o MDB goiano não seguiria a linha nacional pró-Tarcísio.

  3. Risco de Isolamento de Daniel
    Se a cúpula nacional do MDB fechar de vez com Tarcísio e pressionar pela unidade, Daniel pode se ver isolado. A depender da força de Caiado na corrida presidencial, poderia haver até um risco de ruptura entre MDB e União Brasil em Goiás.
  4. Alinhamento Tático
    Existe também a hipótese de um acordo de bastidores: o MDB nacional apoia Tarcísio, mas “libera” seus diretórios regionais, como Goiás, para composições locais. Isso permitiria que Daniel seguisse com Caiado sem romper oficialmente com a direção nacional.

Impacto Real: Goiás como Termômetro


O estado de Goiás será um verdadeiro laboratório em 2026. Se Daniel Vilela conseguir manter o MDB ao lado de Caiado, mesmo com a sigla nacional embarcando em Tarcísio, isso pode se tornar um exemplo de pragmatismo regional. Mas, se houver ruptura, Daniel terá de escolher:


  • Seguir com Caiado, correndo o risco de enfrentar desgaste interno no MDB.
  • Seguir o MDB nacional, mas enfraquecer sua posição como sucessor natural de Caiado.

No fim, a equação goiana vai depender da viabilidade real da candidatura de Caiado à Presidência. Se Caiado crescer nacionalmente, Daniel terá argumentos para sustentar a dissidência. Mas se a candidatura de Caiado não decolar, o vice-governador pode ser pressionado a se alinhar ao projeto nacional pró-Tarcísio, mesmo a contragosto.


👉 Resumindo: Goiás será palco de um choque inevitável entre estratégia nacional do MDB e realidade política estadual. Daniel Vilela ficará no centro dessa encruzilhada — sua escolha pode definir não só o futuro da aliança com Caiado, mas também seu próprio caminho para 2026


Comanche: O Império do Etanol que Virou Máquina de Lavagem de Dinheiro Para o PCC

De usinas de biocombustíveis a fundos de investimento fraudulentos, o grupo controlado por Alicia Navar Loyola e Victor Mariz Taveira expõe a confusão patrimonial, o elo com o PCC e a blindagem política que alcança tribunais superiores

🌍 A gênese do Grupo Comanche

O Grupo Comanche nasceu sob o discurso da energia renovável e do biocombustível. No papel, suas usinas de Santa Anita (Tatuí-SP) e Canitar (SP) simbolizavam o futuro sustentável do país. Na prática, as investigações revelam um conglomerado construído para ocultar recursos, inflar balanços e lavar dinheiro de origem ilícita.

No comando aparece a mexicana Alicia Navar Loyola (ou Noyola), sócia e administradora da holding internacional Comanche Corporation (Cayman Islands), e no Brasil da Comanche Participações do Brasil S.A.. Ao lado dela, nomes como Euclides Marques Filho (gestor central das usinas) e, principalmente, Victor Mariz Taveira, diretor da gestora Acrux Administração de Recursos, responsável pelos fundos que dariam aparência de legalidade ao esquema .

⚖️ O FIDC Comanche e a condenação na CVM

A engrenagem financeira do grupo se materializou no Comanche Clean Energy FIDC Mercantis, fundo que deveria negociar recebíveis das usinas, mas acabou servindo como plataforma de fraude no mercado de capitais.


A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), no Processo Administrativo Sancionador nº 19957.007862/2018-20, constatou que:

houve operação fraudulenta na cessão de recebíveis;

recursos eram desviados entre as empresas do grupo, caracterizando confusão patrimonial;

as contas eram infladas artificialmente para atrair investidores.

A decisão da CVM, publicada em maio de 2023, foi dura:

multas superiores a R$ 11 milhões aplicadas ao grupo;

inabilitação de Alicia e Victor por 3 anos para atuar no mercado de capitais;

responsabilização direta da gestora Acrux e da administradora Oliveira Trust .


🔥 A Operação Carbono Oculto e o elo com o PCC

O que parecia ser “apenas” uma fraude no mercado financeiro ganhou contornos de crime organizado. A maior operação da história contra a lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), batizada de Carbono Oculto, revelou que a Comanche Biocombustíveis de Santa Anita Ltda. fazia parte do esquema .

A lógica era engenhosa:

1. Créditos podres de bancos e instituições eram cedidos à Betacrux Securitizadora (controlada por Victor Taveira e Roberto Neves Rodrigues).

2. Os pagamentos, muitas vezes feitos em espécie por executivos bancários, vinham de recursos ilícitos ligados ao PCC.

3. A Betacrux inflava os fundos ao recuperar parte dos créditos, transformando migalhas em lucros milionários.

4. O dinheiro “limpo” seguia para o exterior, via Comanche Corporation nas Ilhas Cayman.

🏛️ Blindagem política e advocatícia

Para além das finanças, o grupo contava com escudos poderosos no Judiciário. O escritório Salomão Advogados, de Brasília, comandado por Luis Felipe Salomão Filho e Rodrigo Salomão (filhos do ministro do STJ e atual vice-presidente da Corte, Luis Felipe Salomão), aparece citado nos documentos como articulador jurídico do esquema.

Segundo relatos, o escritório atuava em duas frentes:

pressionando judicialmente credores e vítimas para aceitar acordos desvantajosos;

utilizando milícias digitais para difundir informações falsas e forçar negociações .

Esse elo coloca em xeque a imparcialidade do sistema judicial, pois revela a confluência entre lavagem de dinheiro, poder econômico e influência nos tribunais superiores.

⚖️ Reconhecimento judicial da fraude

O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) já reconheceu em decisão judicial (proc. nº 0000015-63.2025.8.26.0140) a confusão patrimonial dentro do grupo Comanche, determinando a desconsideração da personalidade jurídica para atingir diretamente os bens de Alicia Navar Loyola.

Esse precedente abre caminho para que credores e vítimas alcancem não apenas as empresas, mas também os sócios e gestores do conglomerado .

📉 O discurso da “energia limpa” como fachada

Não é coincidência que o fundo tenha sido batizado de “Comanche Clean Energy”. A ironia é gritante: por trás da bandeira de “energia limpa”, esconde-se uma das maiores lavanderias financeiras já rastreadas no setor de biocombustíveis e do mercado de capitais.

A lógica é a mesma de tantas outras operações fraudulentas no Brasil: usar o apelo ambiental e inovador para atrair investidores e legitimar o que não passa de um esquema para esquentar dinheiro sujo.


🚨 O que está em jogo

O caso Comanche não é apenas mais um escândalo empresarial. Ele representa:

a captura do setor de biocombustíveis por organizações criminosas,

a conivência de gestores financeiros habilidosos,

a fragilidade das instituições em coibir a fraude,

e a proximidade perigosa entre advogados ligados a ministros e grupos acusados de lavagem de dinheiro.

Se nada for feito, abre-se o precedente para que fundos de investimento continuem servindo como lavanderias de luxo, blindados por escritórios com trânsito nos mais altos tribunais.


📝 Conclusão

O Grupo Comanche é um retrato cru de como o Brasil ainda é território fértil para a combinação de empresários inescrupulosos, gestores financeiros especializados e redes criminosas poderosas.


Alicia Navar Loyola e Victor Mariz Taveira, longe de serem apenas executivos mal-sucedidos, são peças centrais numa engrenagem que envolve fraudes financeiras, lavagem de dinheiro do PCC, influência em tribunais superiores e confusão patrimonial reconhecida pela Justiça.

O desafio que se impõe agora não é apenas jurídico ou econômico, mas ético e institucional: o país está disposto a enfrentar conglomerados que se alimentam da corrupção sistêmica e da leniência do poder político?



Direito de Resposta

Em atenção à matéria intitulada “Comanche: O Império do Etanol que Virou Máquina de Lavagem de Dinheiro”, publicada pelo Blog do Cleuber Carlos, a assessoria de imprensa da Acrux Capital e do empresário Victor Taveira solicita a divulgação da seguinte manifestação:


“O conteúdo veiculado não corresponde à realidade, apresentando informações distorcidas que afetam negativamente a reputação do nosso cliente.


É fundamental esclarecer que o caso mencionado já foi julgado pelas instâncias competentes. O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) decidiu pela plena absolvição de Victor Taveira, anulando a condenação anteriormente aplicada pela CVM em primeira instância. Ou seja, a decisão final reconhece que não houve participação dele em qualquer operação fraudulenta.


Ressaltamos, ainda, que a reportagem traz dados incorretos, como a alegação de que créditos teriam sido cedidos à empresa Betacrux Securitizadora, apresentada como parte de um suposto esquema. Tal informação não procede, visto que a empresa sequer existia à época dos fatos relatados, tendo sido criada apenas em 2023.


Por essas razões, solicitamos a retirada imediata da matéria do ar, de modo a preservar tanto a credibilidade da publicação quanto o direito à informação correta por parte dos leitores.”


— Assessoria de Comunicação LaPresse, em nome da Acrux Capital e Victor Taveira.

sábado, 27 de setembro de 2025

Pousada Canoeiros: O Refúgio dos Pescadores no Rio Araguaia

Em Luís Alves, distrito de São Miguel do Araguaia, turismo, lazer e tradição da pesca esportiva se encontram às margens de um dos rios mais famosos do Brasil.

📍 Um destino de pesca e lazer no coração do Araguaia

Às margens do Rio Araguaia, no distrito de Luís Alves (São Miguel do Araguaia – GO), está localizada a Pousada Canoeiros, referência nacional para os amantes da pesca esportiva. O local recebe visitantes de todo o Brasil em busca não apenas do peixe desafiador — como o tucunaré, a piranha-preta e o jaú — mas também da experiência única de contato com a natureza exuberante do Cerrado e da Amazônia goiana.


Com mais de duas décadas de funcionamento, a pousada consolidou-se como um ponto de apoio para quem deseja viver intensamente a temporada de pesca no Araguaia.

Estrutura que combina conforto e tradição


A Pousada Canoeiros oferece 34 apartamentos completos, equipados com ar-condicionado, frigobar, TV e varanda privativa. Além do conforto dos quartos, os hóspedes contam com:


  • Piscina para adultos e crianças;
  • Restaurante com pratos típicos da culinária regional;
  • Sauna e salão de jogos;
  • Quadra poliesportiva e área de convivência;
  • Porto privativo para embarque e desembarque de barcos de pesca.


O espaço é preparado para receber tanto famílias em férias quanto grupos de pescadores experientes, que encontram infraestrutura adequada para organizar suas expedições pelo rio.


🎣 Pesca esportiva no Araguaia: tradição e economia local


O Rio Araguaia é conhecido como um dos maiores polos de pesca esportiva do Brasil, especialmente na região de Luís Alves, onde a temporada movimenta a economia, gerando empregos diretos e indiretos.


Durante a alta temporada, centenas de barcos ocupam o rio, atraindo turistas de diferentes estados. A prática da pesca esportiva, com a filosofia do “pesque e solte”, vem crescendo e ajudando a preservar as espécies, ao mesmo tempo em que mantém viva a tradição que tornou o Araguaia um ícone para pescadores.


A pousada também promove passeios de barco, trilhas ecológicas e atividades de lazer para quem prefere aproveitar o contato com a natureza sem necessariamente pescar.

🌅 Beleza natural e hospitalidade goiana

Além da pesca, a experiência no Araguaia é marcada por pôr-do-sol memoráveis, praias de rio que se formam no período da seca e a hospitalidade dos moradores locais. O turismo em Luís Alves é um misto de aventura e descanso, onde o visitante pode se desligar da rotina e se reconectar com a simplicidade da vida ribeirinha.


A Pousada Canoeiros, ao longo dos anos, construiu uma reputação de acolhimento e organização, sendo elogiada em sites de avaliação por sua limpeza, conforto e boa gastronomia.


🚤 Araguaia: mais do que pesca, uma experiência cultural

Falar do Araguaia é falar de tradição, cultura e resistência. As pousadas como a Canoeiros se tornam não apenas hospedagem, mas verdadeiros pontos de encontro de histórias, amizades e memórias que ficam gravadas em cada pescaria.


O turismo de pesca em São Miguel do Araguaia, além de movimentar o setor de serviços, é uma das grandes riquezas culturais do município. É a reafirmação de que o Araguaia é muito mais que um rio: é um patrimônio natural, turístico e afetivo dos goianos e de todo o Brasil.


sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Escândalo de R$ 6,6 Milhões em São Miguel do Araguaia: Contrato de Lousas Digitais Sob Suspeita de Sobrepreço e Dano ao Erário

Investigação aponta que a gestão municipal pode ter comprometido milhões de reais em um negócio lesivo ao erário, colocando em xeque a legalidade do processo.

O contrato suspeito

A Prefeitura de São Miguel do Araguaia firmou o Contrato de Adesão nº 221/2025 com a empresa G Atlanticus Ltda, no valor global de R$ 6.637.400,00, para aquisição de 70 painéis interativos de 86 polegadas, com módulos OPS, softwares de gestão educacional, treinamento e suporte.


O problema? O preço contratado chama atenção: cada unidade custará quase R$ 95 mil, quando o mercado pratica valores que variam entre R$ 30 mil e R$ 40 mil pelo mesmo kit completo. A diferença não é pequena — estamos diante de um sobrepreço estimado em até 3 vezes.

O comparativo ignorado

Documentos revelam que havia alternativa bem mais vantajosa: a Ata nº 11/2024 do CODEVAR (C&F Educacional), que disponibilizava tecnologia similar, com custo inferior e integração pedagógica superior.


Apesar disso, a administração municipal preferiu aderir à ata da empresa G Atlanticus, sem justificativa convincente sobre a escolha e ignorando o dever legal de optar pela proposta mais econômica e vantajosa.

Risco ao erário

O contrato já foi empenhado, mas até agora não houve entrega dos equipamentos nem pagamento efetivo. Mesmo assim, especialistas alertam que a Prefeitura expôs os cofres públicos a um risco de dano imediato.


Se os órgãos de controle não agirem, a cidade poderá desperdiçar mais de R$ 4 milhões em valores superfaturados, dinheiro que poderia ser aplicado em saúde, infraestrutura ou mesmo na valorização dos professores.

A lei é clara

A Constituição Federal (art. 37) impõe que toda contratação pública respeite os princípios da legalidade, moralidade, publicidade e economicidade. Já a Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações) prevê que contratos devem ser rescindidos quando houver sobrepreço, superfaturamento ou ausência de vantajosidade.


O caso de São Miguel do Araguaia se encaixa em todos esses pontos: indícios de sobrepreço, escolha de solução menos vantajosa e risco de dano ao erário.

A denúncia formal

Diante desse cenário, foi protocolada Representação com pedido de medida cautelar junto ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) e ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO). O objetivo é suspender imediatamente a execução do contrato e apurar a responsabilidade dos gestores.


Se confirmadas as irregularidades, os responsáveis podem responder por improbidade administrativa, dano ao erário e até enriquecimento ilícito, sujeitando-se a cassação de mandato, multas e inelegibilidade.

A quem interessa?

A grande questão que fica é: por que a Prefeitura de São Miguel do Araguaia optou pelo caminho mais caro e menos vantajoso?

Quem se beneficia dessa operação?

E, principalmente: até quando contratos milionários serão celebrados sem a devida transparência, enquanto a população segue carente de investimentos básicos?

Conclusão opinativa

O caso das lousas digitais da empresa G Atlanticus é mais um retrato do velho modus operandi da política municipal, em que interesses obscuros se sobrepõem ao interesse público.


Cabe agora aos órgãos de controle cumprir seu papel. Se o contrato for suspenso a tempo, São Miguel do Araguaia terá a chance de evitar um rombo milionário. Caso contrário, estaremos diante de mais um escândalo que mancha a administração pública e reforça a sensação de impunidade.