terça-feira, 24 de novembro de 2020

Morre Francisco Camargo, Pai de Zezé di Camargo e Luciano


Francisco Camargo, de 83 anos, pai da dupla Zezé di Camargo e Luciano morreu ontem à noite, 23, após passar dias internado em um hospital particular de Goiânia. A Assessoria da dupla confirmou o falecimento. O velório está programado para as 10h e o sepultamento será às 17h no cemitério Jardim das Palmeiras. 

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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Senador Irajá é Acusado de Estupro Por Modelo




Uma modelo de 22 anos registrou, nesta segunda-feira (23), um boletim de ocorrência por estupro contra o senador Irajá Silvestre Filho (PSD-TO), filho da senadora Kátia Abreu (PP-TO). O crime, segundo ela, aconteceu na madrugada de domingo (22) para segunda após a jovem conhecer o senador em um restaurante e ir com ele para uma balada na Zona Oeste de São Paulo.

Em nota, o senador negou o crime e disse que está à disposição das autoridades para esclarecimentos (veja a íntegra da nota de Irajá Silvestre Filho ao fim da reportagem). Ele prestou depoimento durante à tarde na sede da 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na Zona Oeste de São Paulo, onde disse que a relação foi consensual e que está "estarrecido" com a acusação de estupro.

Segundo o boletim de ocorrência, registrado no 14º Distrito Policial, ao qual o G1 teve acesso, a jovem disse ter conhecido Irajá Filho em um almoço no Jockey Clube e que, no começo da noite, foram à casa noturna Cafe de La Musique.
Fachada do 'Café de La Musique', na Rua Jerônimo da Veiga, em São Paulo — Foto: Reprodução/GoogleStreetView


A jovem relatou que, na balada, tomou bebidas alcóolicas e perdeu a consciência. Depois, ela disse à polícia que acordou, na madrugada desta segunda-feira, em um flat do senador no Itaim Bibi, na Zona Sul da capital.


A vítima disse que acordou com o senador penetrando-a e dizendo frases como "você é minha" e "agora você é minha, estou apaixonado".

Segundo o boletim de ocorrência, naquele momento, a jovem não resistiu nem tentou tirar o senador de cima do seu corpo porque temia por sua segurança. Em seguida, ela se trancou em um banheiro e chamou ajuda de uma amiga por meio de mensagens por celular.

A modelo contou que, ao sair do banheiro após a chegada da amiga, tentou agredir o senador e foi à recepção do flat pedir ajuda policial.

A modelo está internada em um hospital fazendo exames e a Polícia Civil investiga o caso. Investigadores interditaram o flat onde o suposto estupro ocorreu para perícia do local.

A reportagem pediu posição da festa onde o casal passou a noite sobre o ocorrido e aguarda retorno.



Nota à imprensa divulgada pelo senador sobre o caso



"Foi com surpresa, decepção, tristeza e indignação que tomei conhecimento do episódio infame, maldoso e traiçoeiro envolvendo a minha vida e minha dignidade.


Eu sempre pautei minha vida profissional, pública e pessoal pela ética, respeito e retidão, sendo inimaginável ser acusado de algo dessa natureza.

O fato é que, como principal interessado na revelação ampla e total de toda essa farsa, solicitei que meu advogado, Daniel Bialski, reforçasse às autoridades responsáveis pela investigação do caso que requisitassem a realização de exame de corpo delito na acusadora para comprovar a verdade.

Ressalto que compareci espontaneamente à delegacia responsável pela apuração dos fatos e pedi para ser submetido, voluntariamente, a exame de corpo de delito e toxicológico, tudo para desmistificar o quanto aleivosamente alegado.

As filmagens, demais provas e testemunhas hão de repor a verdade no seu devido lugar e vir a declarar minha total e plena inocência. Confio na polícia e na Justiça e sei que ficará provado que jamais houve nada que possa tangenciar qualquer comportamento inapropriado de minha parte.

Lamento muito ter sido envolvido nesse enredo calunioso e difamatório que busca manchar o meu nome em função da visibilidade momentânea da função que ocupo. Reitero que aguardarei a conclusão das investigações antes de fazer qualquer nova manifestação. Não pretendo ser atirado para essa arena sórdida. A verdade aparecerá e eu a aguardarei com serenidade.


Declaro e reitero que não cometi ilícito algum e estou à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.

Pesquisa SERPES: Com 20 Pontos de Vantagem Maguito Deverá Ser Eleito Prefeito de Goiânia Domingo




A primeira rodada do segundo turno da pesquisa Serpes/O Popular mostra a diferença de 20 pontos porcentuais entre Maguito Vilela (MDB) e Vanderlan Cardoso (PSD), em votos válidos. Maguito apresenta 60% das intenções de voto, enquanto Vanderlan fica com 40%, excluindo a abstenção de votos e os indecisos.

Entre o resultado do primeiro turno e a primeira rodada da pesquisa, o candidato do MDB apresentou crescimento. No primeiro turno Maguito teve 36,02% dos votos válidos e Vanderlan, 24,67%, uma diferença de 11,35 pontos porcentuais.

Na pesquisa estimulada atual, Maguito tem 43,9% das intenções de voto contra 29,3% de Cardoso. Já os que disseram que anulariam o voto ou não votariam são 15% e os que não decidiram tem o percentual de 11,8%.

Já na pesquisa espontânea, na qual os eleitores respondem em quem votariam sem ter acesso a uma cartela com nomes, Maguito também tem vantagem, com 42,3% contra 27,8% de Vanderlan. Outros 15% responderam que anulariam o voto e 15% não decidiu.

A pesquisa Serpes foi registrada sob o número 07739/2020. Foram coletadas as opiniões de 601 eleitores no dia 20/11/2020. A margem de erro é de 4 pontos, com nível de confiança de 95%. A votação do segundo turno será no dia 29 de novembro.

Justiça Suspende Diplomação de Vereador de Partido Que Não Cumpriu Cota de Mulheres

A Justiça Eleitoral determinou, no último sábado (21), a nulidade dos votos do partido Cidadania em Goiânia, sob argumento de descumprimento da cota mínima de 30% para candidatas mulheres. Com isso, o único vereador eleito pela sigla, Marlon dos Santos Teixeira, teve o diploma suspenso e não poderá assumir o cargo na Câmara Municipal da capital, em 2021. Decisão ainda cabe recurso.




A liminar foi concedida pelo juiz Wild Afonso Ogawa, da 127ª Zona Eleitoral de Goiânia, após pedido do Partido Republicano da Ordem Social (Pros). Na ação, a sigla argumenta que o Cidadania não cumpriu a cota de gênero na hora da eleição, apesar de ter ciência da legislação eleitoral.

O Cidadania, no entanto, alega que o partido cumpriu a cota mínima de 30% no momento do registro da candidatura, que foi deferida à época. Porém, a candidata Vanilda Costa Madureira desistiu do pleito em 13 de outubro. A desistência reduziu o percentual de cota na sigla para 28,8%.

Leia Também:

Bomba: Sete Partidos Não Atingem Cota de 30% de Mulheres e  Nove Vereadores Eleitos Podem Perder Mandatos http://cleubercarlos.blogspot.com/2020/11/bomba-sete-partidos-nao-atingem-cota-de.html?m=0

domingo, 22 de novembro de 2020

Bomba: Sete Partidos Não Atingem Cota de 30% de Mulheres e Nove Vereadores Eleitos Podem Perder Mandatos


Uma verdadeira bomba na política em Goiânia. O Blog do Cleuber Carlos realizou com exclusividade levantamento junto ao TRE e verificou que sete partidos, que lançaram candidatos a vereador nas eleições deste ano, não cumpriram a legislação, referente a cota de 30% de mulheres na chapa.

De acordo com documentos obtidos com exclusividade, esses partidos chegaram a registrar as chapas com a cota de 30%, no entanto, algumas candidaturas foram retiradas e outras indeferidas. 

A responsabilidade do preenchimento das cotas é inteiramente dos partidos. Com a renuncia de algumas candidatas e desistências de outras, os partidos deveriam fazer as adequações necessárias, retirando candidaturas para preencher a proporcionalidade da cota. 

O TRE chegou a emitir comunicado para os partidos que tiveram candidaturas de mulheres indeferidas para fazer as adequações, ainda durante a campanha. Sete partidos deixaram de cumprir a legislação e de acordo com a lei, terão todas a suas chapas invalidadas. 

Os vereadores eleitos por este partidos não serão diplomados e consequentemente vai haver uma reviravolta no quadro de vereadores eleitos em Goiânia.

O caso que mais chama atenção é o do Partido da Mulher Brasileira que não conseguiu cumprir a cota de 30% das mulheres.


Veja  relação dos partidos que não conseguiram cumprir a cota de 30% de mulheres e correm risco de ter toda as chapas de candidatos invalidadas.

Avante 2 vereadores
PMB 2 Vereadores
PTB, PL, PTC, CIDADANIA E PSC 1 vereador cada Partido.

O PSL fez 29,7. Como a lei fala da fração que igual a meio ou acima arredonda pra cima, menor que meio arredonda pra baixo, está dentro da cota.

AVANTE

O Avante lançou 41 candidatos a vereador, sendo 30 homens e 11 mulheres. O percentual do partido da cota feminina é de 26,83%. Avante elegeu dois vereadores: GEVERSON ABEL DE SOUZA CARMO e THIALU RAPHAEL GUIOTTI LUSTOSA.
Duas candidaturas de mulheres foram indeferidas pela Justiça Eleitoral. 
Maria Felix Guimarães e Carolina de Oliveira Cruvinel.

PMB


O partido da mulher brasileira lançou 39 Candidatos a vereador em Goiânia, sendo 28 homens e 11 mulheres. Elegeu dois vereadores. EDGAR DUARTE
e WILSON PEREIRA DA SILVA CUNHA.

O PMB teve três pedidos de renuncia homologados pela justiça eleitoral duas candidaturas  indeferidas. 


Com o percentual de candidaturas femininas ficando em
 28,21%. 

Angela Socorro, Soraya Aparecida e Marta de Jesus renunciaram. Nathalia Cristina e Vânja dos Santos tiveram suas candidaturas indeferidas pela Justiça Eleitoral
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Ao homologar a renuncia da candidata Angela Socorro, o juiz Eleitoral, Wilson da Silva Dias, alertou o partido sobre a necessidade de regularizar os parâmetros de candidaturas femininas  para atingir a cota de 30%.



"Embora homologada a renúncia, a candidata figurará na urna eletrônica,
vez que o Sistema de Candidaturas já encontra-se fechado.
Intime-se o partido de que o fato de o pedido de registro do partido para
participar do pleito eleitoral não retira sua obrigação de manter a regularidade dos
parâmetros percentuais de candidaturas mínimas por gênero, consoante art. 10, § 3º,
da Lei nº 9.504/97, suportando as consequências cabíveis em caso de
desatendimento.
Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Goiânia, 10 de novembro de 2020.


Wilson da Silva Dias
JUIZ ELEITORAL

PSC

O PSC lançou 41 candidatos a vereador em Goiânia. Sendo 29 homens e 12 mulheres. Elegeu uma vereadora: Léia Klebia.
A candidata Ranykelle teve seu registro indeferido pela Justiça Eleitoral e o percentual do partido de cota feminina ficou em 29,27%.


PTB

O PTB lançou 40 candidatos a vereador. 29 homens e 11 mulheres. Elegeu o vereador Leonardo Arantes. 
Houveram quatro baixas femininas na chapa do PTB. O percentual de candidaturas femininas ficou em 27,50%.

Valéria Batista da Silva teve a candidatura indeferida.


Ana Paula Almeida de Oliveira Pontes renunciou 
Lucimar Alves Elias teve o registro indeferida

Marina Golçalves Correia também teve sua candidatura indefirida


PL


O PL lançou uma chapa de vereadores com 42 candidatos, sendo 30 homens e 12 mulheres. Foi eleito Willian Veloso de Carvalho.


Aconteceram duas baixas femininas. Ficando o percentual da cota feminina em 28,57%.

Natalia Cristina Azevedo Queiroz teve a candidatura indeferida.

Soraya Aparecida de Oliveira renunciou.
CIDADANIA

O Cidadania lançou uma chapa com 45 candidatos. 32 homens e 13 mulheres.

Elegeu um vereador: Marlon dos Santos. O percentual de cota feminina ficou em 28,57%.

PTC

O PTC lançou 35 candidatos, sendo 25 homens e 10 mulheres.

 Elegeu um vereador, Paulo Henrique Rodrigues Silva. O partido teve duas baixas feminina. O percentual da cota ficou em 28,57%.

Maria Felix Guimarães teve sua candidatura indeferida pelo TRE

Carolina de Oliveira Cruvinel também teve sua candidatura indeferida pela justiça eleitoral.









sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Caso Castelli: O Processo Que Provocou a Morte de Dois Advogados


A partir de hoje iniciaremos uma profunda análise do processo que foi a causa da morte dos advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes.


A polícia está realizando o trabalho dela, chegando a autoria dos crimes e prendeu o suposto mandante, mas certamente ainda não terminou. Precisa esclarecer o por que os advogados foram alvos e se existe mais gente envolvida. 


A OAB não pode colocar o rabo no meio das pernas e dá o caso como encerrado, pelo medo de encontrar mais envolvidos e expôr as vísceras da justiça em Goiás. 

 Thales Jayme não pode usar do prestígio da comissão de ética da OAB para colocar panos quentes no caso e fazer média. É preciso ir a fundo neste caso.

Chegou a hora de passar o judiciário a limpo em Goiás. 
Se
Convido todos advogados e o meio jurídico em Goiás para analisarmos a tramitação do processo da morte. Vamos debater o assunto. Vamos estudar este processo. 

Vamos ver quem atuou no processo. Os despachos, liminares, sentenças, recursos, apelação, decisão. Quais são os advogados que atuaram neste processo. Juízes e desembargadores. 

Vamos passar um pente fino neste processo para tentar entender porque ele motivou uma ação extremada de uma das partes, ao ponto de mandar matar dois advogados, sendo um, filho de desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Convido a todos os advogados a acessarem os Autos nº : 0015799.35.2008.8.09.0145
Natureza : Reintegração de Posse 
Recorrente : Roberto Wypych
Advogado : Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes
Recorrido : Ronaldo Castelli e Outros
Advogado : Dyogo Crosara

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

O Processo da Morte: O Caso Castelli


A Polícia Civil do Estado de Goiás, prendeu Nei Castelli, acusado de ser o mandante do assassinato dos advogados, Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes. Marcus era filho do ex-presidente do Tribunal de Justiça, Leobino Valente.




Segundo a polícia a motivação seria uma demanda na justiça pela posse de uma fazenda, que vale mais de R$ 46 milhões.


O imóvel está localizado na divisa de Goiás com a Bahia, na região de São Domingos, Nordeste do Estado. A área é conhecida como Rainha da Serra ou Fazenda dos Netos. De acordo com as investigações da polícia, Castelli comprou a fazenda no início dos anos 2000. No entanto, outro fazendeiro ganhou, na Justiça, o direito de ser reintegrado na posse do imóvel em 2019. Trata-se de Roberto Wypich, que foi representado na ação judicial pelos dois advogados assassinados. Além de perder o imóvel, Castelli teria sido condenado pela Justiça a pagar as despesas processuais e os honorários de sucumbência, a Frank e Marcus, arbitrados em 10% do valor causa.




Quem é Roberto Wypich?


Roberto Wypich morreu dia 18 de agosto de 2020 de causas naturais, aos 92 anos, dois meses antes do assassinato dos advogados e foi sepultado em Anápolis (GO).


Pioneiro de Cascavel, ele se destacou grandemente no ramo cooperativista e foi o primeiro e único senador da cidade no Senado Federal.




Paranaense de Cruz Machado e contador de formação, Wypych chegou em Cascavel em 1964 e se notabilizou por sua grande visão de futuro. Foi presidente da Coopavel e da Cotriguaçu, em cuja gestão a central construiu em Paranaguá o terminal portuário que atende até hoje as cooperativas do Paraná.


Por sua destacada atuação, também exerceu um mandato de deputado estadual a partir de 1967 e depois foi escolhido como suplente do senador Afonso Camargo, a quem substituiu no Senado Federal no período em que este foi ministro dos Transportes do Governo José Sarney, entre 1985 e 1986.


Em Cascavel, Roberto Wypych também foi presidente do Rotary e candidato a prefeito em 1982.


Roberto Wypych tem um filho com o mesmo nome, Roberto Wypich Junior, que é um dos mais conceituados advogados de Cascavel-Pr. 


Resta saber agora quem demandou contra Meu Castelli, se foi o pai ou o filho e porque contrataram os dois advogados, sendo que Roberto Wypich Junior é advogado.




Discurso de Prefeita Eleita de Ariquemes, Carla Redano, Viraliza nas Redes Sociais


Um vídeo da prefeita eleita de Ariquemes-GO, Carla Redano, do Patriota, viralizou nas redes sociais. 

Carla tem 32 anos, é casada, tem superior completo e declara ao TSE a ocupação de enfermeira. 

O vice é Sargento Gabriel, do Patriota, que tem 39 anos.

No vídeo Carla, discursa ao lado do marido e exalta as qualidades do seu vice: "Meu vice é o cara. Meu vice é top. Não é só um rostinho bonito, o corpinho também".


"Boizinhos Encabrestados" do Curral Eleitoral de Hailé Pinheiro no Goiás Esporte Clube


Por mais de 50 anos, Hailé Pinheiro, comanda o Goiás com mãos de ferro. Neste período ele criou dentro do clube uma verdadeira ditadura. 

Para manter o poder no Goiás, Hailé usa de vários subterfúgios e manobras para eliminar os seus adversários. Modificou estatuto do clube para que somente os conselheiros possam votar na escolha do presidente.

Hailé transformou o Goiás em um verdadeiro cabide de emprego. Usa o prestígio do Goiás, como moeda de troca, colocando magistrados como conselheiros,  afim de obter proteção jurídica para se manter no poder.


Pelo estatuto são 252 conselheiros, sendo que grande parte deles,  são os "boizinhos de cabresto" do curral eleitoral  de Hailé. 

A relação de conselheiros aptos a votar é uma verdadeira caixa preta. Só é possível ter acesso a ela através de via judicial, se o processo não cair nas mãos de algum magistrado  que tenha interesse nas benesses do clube, como já aconteceu em passado recente, onde um juiz substituto em segundo graú, Sebastião Fleury, cassou uma sentença contra o Goiás, depois foi para o clube, vestido com a camisa do Goiás, tirar foto com o troféu de campeão.


Para se conseguir registrar uma chapa para concorrer a eleição no Goiás, são necessárias 51 assinaturas de conselheiros em um universo de 252 e é preciso que eles estejam aptos.


Para inviabilizar que os conselheiros coloquem sua assinatura na chapa de oposição, Hailé busca assinatura de todos na chapa comandada por ele. Aquele que não assinar, provavelmente será retirado do conselho em futuro próximo, assim como os que manifestarem apoio a chapa de oposição sofrerão retaliação. É ou não é uma ditadura. 

A maioria dos conselheiros estão insatisfeitos como o Goiás é comandado, mas não são "homens" o suficiente para manifestar publicamente essa insatisfação, colocando sua assinatura na chapa de oposição. Faltam a eles coragem para tirar o cabresto colocado por Hailé Pinheiro.

O conselheiro que assinar nas duas chapas, tem a sua assinatura invalidada. Hailé não quer correr o risco de perder a eleição, onde o voto é secreto, por isso não vai permitir que a chapa de oposição seja registrada.



Diferente de outros clubes, em que é permitido que os sócios votem na escolha do presidente, no Goiás, somente os "boizinhos encabrestados" é que votam para eleger o presidente executivo.

 Por essas e outras é que o Goiás nunca conquistou um título nacional.  Ano após ano, o Goiás  vem colecionando fracassos, passando mais tempo na segunda divisão do que na primeira e hoje já não consegue ser dentro de campo mais time que o Atlético.


O Goiás do Hailé Pinheiro e seus "boizinhos encabrestado", não é motivo de orgulho para seus torcedores e sim motivo de vergonha.


 O Goiás é um clube composto por conselheiros que não tem personalidade e nem vontade própria. Conselheiros que em sua maioria, devem favor ou tem medo de retaliação de Hailé Pinheiro. Estes conselheiros "boizinhos de cabresto" do curral eleitoral de Hailé Pinheiro, é que são os verdadeiros responsáveis pelo Goiás ser hoje uma vergonha.




Último Artigo de Demóstenes Torres no Poder360

O juiz Crispim me Assombra, por Demóstenes Torres
Colunista se despede do Poder360

Em 1964, público ainda não sabia que lutas de Telecatch eram simuladasReprodução


Mudei-me, com minha família, de Anicuns para Goiânia em 1964, com 3 anos de idade. Televisão era coisa rara, para uma classe média mais abastada, algo ainda mais escasso na capital de Goiás àquela época. Assistíamos TV na casa do então tenente Estevão. No ano seguinte, meu pai comprou uma Telefunken, que vinha num mobiliário belíssimo, todo trabalhado, algo digno de um design que não se encontra mais.

Aí, fomos nós que passamos a receber nossos vizinhos. A casa ficava cheia. O aparelho tinha um fio que era ligado numa antena externa que, em geral, ficava em cima da casa ou de um pau bem alto, ao lado dela. De vez em quando, sua imagem ficava embaçada, chamuscada ou saía do ar. Nesse momento, alguém trepava (sic) na casa ou no pau e punha na antena um pedaço de Bombril, fazendo com que, magicamente, as coisas se regularizassem.

Em 1968 –recordo-me porque foi o ano em que entrei na escola–, o maior sucesso da TV era o “Telecatch Montilla”. Nesse programa de luta livre, o mocinho, Ted Boy Marino, sempre vencia no final, mas sofria muito com os vilões, principalmente Rasputin Barba Ruiva.

Rasputin me fazia sofrer; valia-se de golpes baixos, espremia limão no olho do adversário, usava soco inglês e o sangrava, e outras baixarias. Para delírio da plateia, ao fim, Ted Boy Marino, um galã italiano que falava enrolado, lhe aplicava tesouras voadoras e saltava com os dois pés no peito do malvado. Essa trupe, que fazia exibições Brasil afora, esteve em Goiânia, no ginásio Andrelino de Moraes, da Universidade Católica de Goiás (hoje Pontifícia Universidade Católica). Fui com meu pai assistir.

O árbitro principal dos combates se chamava Crispim, uma figura magra que fingia não ver os golpes baixos aplicados por Barba Ruiva em Ted Boy. Lá pelas tantas, meu pai, indignado, invadiu o ringue e aplicou umas bolachas no juiz. Foi necessária a atuação dos seguranças para pacificar o intruso, que era incentivado pela plateia –na verdade, o público também queria dar bordoadas no árbitro. Só muito tempo depois descobrimos que era tudo combinado; na realidade se tratava de um show, mas o público não sabia.

Escrevo pela última vez, nesta temporada, aqui no Poder360. Seu diretor e jornalista principal, Fernando Rodrigues, acolheu uma sugestão de um grande amigo, Mário Rosa, e convidou-me há um ano e meio para publicar semanalmente uma coluna. O Poder360, de lá para cá, acabou se tornando num dos mais influentes periódicos do Brasil.

Numa aula que tive recentemente, a professora contava sobre o heroísmo de um determinado movimento para conseguir aprovação da Lei de Acesso à Informação, a chamada LAI. Então, a lembrei que a história é muitas vezes prosaica, e, naquele episódio, o foi especialmente. O projeto da LAI havia sido aprovado há muito tempo na Câmara dos Deputados e estava engavetado no Senado. Fernando Rodrigues me procurou –eu era o presidente da Comissão de Constituição e Justiça –, alertando para a importância desse diploma normativo.

Avoquei a relatoria e, em tempo recorde, fizemos a aprovação na CCJ e, posteriormente, no Plenário. Sabia eu que havia oposição importante. Houve argumentos contrários e sólidos de alguns senadores, como o ex-Presidente da República Fernando Collor de Mello, entendendo que alguns prazos eram bastante exíguos e havia artigos que escancaravam demais o passado do Brasil.

Mas nós conseguimos aprová-la, alegando que ajustes realmente eram necessários, mas poderiam ser feitos em outra oportunidade, pois o país precisava imediatamente da lei. É óbvio que tais reparos jamais ocorreram: o texto continua sendo o mesmo aprovado pelo Senado. E por provocação de Fernando Rodrigues, não de qualquer movimento.

Escrever o artigo semanal é tarefa muito difícil; exige muita pesquisa, revisão, apuração de fatos e conhecimento que um leigo não detém. Tive de reler Shakespeare, Ibsen, Chalámov, entre outros. Para a redação de temas jurídicos, num país prolífico em alteração legislativa, exige-se uma atualização constante.

Muitas vezes, discordo de uma decisão do Supremo ou do STJ e tenho que explicar ao leitor as razões. Também preciso transformar a linguagem jurídica em linguagem popular, porque eu venho do Direito e, até bem pouco tempo, estava no Ministério Público escrevendo sobre matéria penal.

Agora, depois do sufoco semanal, até compreendo porque os analistas políticos brasileiros, que publicam textos diariamente, em sua maioria são tão ruins. Eles, na realidade, têm de encher linguiça e acabam fazendo análises pueris, com as exceções honrosas de sempre.

A pessoa tem que viver exclusivamente daquilo que se propõe a fazer. Não é diferente com jornalistas. Vários, além da escrita, fazem “bico” na televisão e no rádio, fora as palestras. Resultado: a má qualidade prevalece nos textos e nas outras mídias. Muitos dão a impressão de que abriram o último livro nos bancos de graduação. Na área jurídica, particularmente, reinam desinformação e mediocridade.

No início deste ano, entrei para o mestrado acadêmico em direito constitucional. Cursei as matérias e preciso, agora, escrever minha dissertação, sobre a “superação da instrumentalidade das formas pelo devido processo legal”. O tema é relativamente complicado, pois é tratado como uma obviedade; a maioria escreve, no máximo, umas duas páginas a respeito. Então, uma coisa é certa: tenho muito a pesquisar. Inclusive, precisarei contratar assistentes para compilarem o material, que deve se compor essencialmente de julgados. Pretendo questionar como é que no Brasil ainda se aplica o Código Napoleônico na matéria de nulidades no processo penal, em pleno século 21.

Eu me aposentei do Ministério Público no ano passado. Pensei em fazer uma advocacia muito restrita, direcionada para o que penso, a defesa do direito às liberdades. Não perdi meu foco, mas felizmente a clientela aumentou demais, e não consigo mais fazer tantas coisas ao mesmo tempo. Pedi ao caríssimo Fernando Rodrigues um ano de prazo para que pudesse me dedicar, quase exclusivamente, à elaboração da dissertação de mestrado, e ele concordou. Estarei de volta no ano que vem, focado nesta coluna semanal.

Agradeço a todos aqueles que me leram durante toda essa jornada. Como disse Fernando, os textos geraram grande repercussão, com muita gente contra e a favor das análises apresentadas. Enfim, me foi permitido apresentar parte de minhas ideias; saio porque, caso contrário, faria aqui o papel do juiz Crispim, lá do “Telecatch”: tomar uns cascudos do velho Avelomar Torres por me distrair da escrita com afinco e estudo.

Autores


Demóstenes Torres, 59 anos, é ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, procurador de Justiça aposentado e advogado. Escreve sempre às quartas-feiras.