sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Livro Escrito em 1968 é a Prova Real Que Viagem no Tempo é Possível



Stand on Zanzibar, de John Brunner, é um estranho romance de ficção científica New Wave publicado pela primeira vez em 1969, e vencedor do Prêmio Hugo de Melhor Romance. É considerado uma raridade na ficção científica, pois conseguiu fazer previsões muito precisas sobre o futuro. A estória acontece em 2010, e se fizermos uma comparação ponto a ponto com nossa realidade fica evidente a incomum habilidade de John Brunner em antecipar o futuro. De forma surpreendente, sua visão do ano 2010 inclui um líder popular chamado Presidente Obomi! O autor usa uma forma de escrita muito incomum, chamada de Innis Mode, inspirada em Harold Innis, que sacrifica a perspectiva que a prosa proporcionaria em troca de uma necessidade mais urgente de visão pessoal e dinâmica.
Veja algumas das previsões de John Brunner que se concretizaram:

Atos de violência em escolas, cometidos por indivíduos aparentemente normais, são frequentes na sociedade de Stand on Zanzibar;

O terrorismo é uma grande fonte de violência e instabilidade, que ameaça fortemente os interesses dos EUA, sendo que os terroristas são capazes de realizar ataques à prédios dentro do território americano;

Os preços aumentaram cerca de 7 vezes entre 1960 e 2010 devido à inflação, John Brunner previu 6 vezes, portanto ele chegou perto;

O rival mais poderoso dos EUA não é mais a URSS, mas a China. Entretanto, muita da competição entre EUA e China agora acontece apenas no campo econômico, comercial e tecnológico e não no campo militar;

A Europa formou um união dos países europeus para aumentar sua força econômica e influenciar os assuntos globais. A Inglaterra segue como aliada dos EUA, mas os outros países da Europa frequentemente são contrários às iniciativas americanas;

A África ainda está muito atrasada em relação ao desenvolvimento econômico global;

Israel permanece como o epicentro das tensões no Oriente Médio;

Apesar do casamento ainda existir, a nova geração agora prefere relações de curto prazo;
O estilo de vida homossexual e bissexual agora é comum;
Fármacos que melhoram o desempenho sexual são amplamente utilizados, com comerciais na mídia;

Muitas décadas de ações afirmativas conduziram negros a posições de poder, mas as tensões raciais ainda existem na sociedade. (as empresas são obrigadas pelo Ato de Igualdade de Oportunidade a contratar o mesmo número de afro descendentes e de brancos mais ou menos 5%);

O uso de veículos movidos a motores elétricos está crescendo. A Honda (que na época de Brunner era conhecida apenas como fabricante de motocicletas) é a maior fornecedora de carros elétricos, fazendo forte concorrência com a GM;

Detroit não prosperou, e agora é quase uma cidade fantasma devido às fábricas de automóveis que faliram;

Um novo estilo de música — que lembra o movimento tecno de Detroit que vimos nos anos 90 — está florescendo na cidade;

Os canais de TV agora são globalmente transmitidos via satélite;

Sistemas On-demand e de streaming como TiVo ou Netflix permitem às pessoas assistirem o que desejam de acordo com sua necessidade e disponibilidade de horário;
Aviões disponibilizam sistemas de entretenimento à bordo, com vídeos e canais de notícias disponíveis diretamente em telas na frente de cada assento;
Pessoas utilizam avatares para representarem-se em telas de vídeo — Brunner chama esses avatares, que podem ter a aparência que você desejar de “Senhor ou Senhora Em Toda a Parte”
Documentos gerados em computadores são impressos em impressoras laser;
Políticas sociais marginalizaram o uso do tabaco, mas a maconha foi descriminalizada;

É verdade que outros autores fizeram previsões do futuro que acabaram acontecendo, como Julio Verne, por exemplo. Mas mesmo assim esse nível de antecipação do futuro é muito incomum e curioso.
Todos os personagens do livro estão em missão para aperfeiçoar a raça humana, de maneiras familiares para nós hoje em dia: algumas vezes eles manifestam preocupação com a legislação e políticas nacionais e globais, outras vezes em investir e desenvolver regiões empobrecidas, ou em desenvolver programas de computador para aumentar a qualidade de vida, ou até mesmo manipulação psicológica. Mas a forma mais popular de aperfeiçoamento humano — tanto na ficção de Brunner como na nossa realidade — é a manipulação do nosso DNA.
Na ficção de Brunner um proeminente professor chamado Sugaiguntung está trabalhando em um projeto para criar super humanos manipulando o DNA de orangotangos. Ele foi até menos ambicioso que os cientistas atuais: um professor de Harvard, por exemplo, propôs implantar o DNA de humanos pré-históricos em um embrião, para que uma mulher pudesse gerar um bebê Neanderthal (quem está sendo mais ousado?).
A grande dificuldade para o leitor é compreender a escrita fragmentada de Brunner, no que ele descreve como escrita Innis Mode. Tal escrita fragmentada foi utilizada também por John Dos Passos, em USA Trilogy. Assim como Dos Passos, Brunner insere manchetes, pedaços de histórias, canções, interlúdios auto contidos, e mais badulaques culturais em sua narrativa. Brunner joga essa informação toda de forma extravagante, principalmente nas páginas finais, quando a escrita parece um completo disparate e acaba surpreendendo pela elegância com que todas as partes acabam unindo-se.
Entre tantas coisas para se admirar nesse livro pouco convencional, talvez a mais impressionante seja a capacidade do autor de manter o controle e o senso de direção até mesmo quando a narrativa parece caótica e anárquica. Colocando em outras palavras, o que parece um romance de espírito livre dos anos 60, com muita atitude mas curto em clareza, revela ter muito em comum com romances modernos do novo milênio como Cloud Atlas, A Visit from the Goon Squad, ou Gods Without Men, em que todas linhas de estória convergem, com ricos sub-roteiros encaixando-se em um brilhante e inesperado mosaico.
Duas linhas divergentes dominam o romance. Normam House é um Africano-Americano que faz parte da diretoria da GT, uma compania multinacional que lembra a General Eletric. Para avançar em sua carreira ele inicia um ambicioso projeto na África que promete ser muito lucrativo ao mesmo tempo que melhorará a qualidade de vida dos cidadãos de uma nação desesperadamente pobre do terceiro mundo. Ao mesmo tempo, o seu companheiro Donald Hogan embarca em um projeto ainda mais ambicioso — que o obrigará a operar como um espião em um país asiático hostil, parecido com a Indonésia, onde incríveis avanços em pesquisa genética vem sendo anunciados.
Essas duas linhas de estória irão acabar encontrando-se, mas Brunner leva bastante tempo para isso com seu enorme livro, e muito do apelo de Stand on Zanzibar vem dos sub roteiros e personagens menores.
Um autor boêmio chamado Chad C. Mulligan provê tanto instrospecção quanto alívio cômico em doses iguais, e é uma figura tão persuasiva que mereceria estrelar o seu próprio romance. Guinivere Steel, a líder de uma cadeia de lojas, é outra personagem que merece destaque: sua especialidade é realizar festas extravagantes em que o entretenimento consiste em humilhar os seus convidados, especialmente aqueles que ela não deseja mais convidar para as próximas festas. E, honrando a tradição da ficção New Wave da época, Brunner inclui um personagem artificial, o computador Shalmaneser, que é para a corporação GT o que o computador especializado em xadrez Deep Blue é para a IBM.
Enquanto outros jovens autores do movimento New Wave acabaram desapontando e acabaram caindo no esquecimento, com seus trabalhos entrando em becos sem saída estilísticos nos anos 80 e 90, Brunner, mais velho que os outros autores desse movimento, conseguiu entregar um romance realmente notável — fora do convencional e ousado — permanecendo ainda hoje como um livro interessante que merece ser lido além da curiosa quantidade de predições que se realizaram.

Infelizmente os leitores brasileiros podem lamentar-se, pois ele nunca foi publicado em português, e a leitura em inglês é difícil até mesmo para quem domina a língua, e para quem não domina (como este que vos escreve) é puro masoquismo literário

Texto inspirado na análise de Ted Gioia.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Nasce uma nova cidade em Goiás


Trindade, a 30 km de Goiás, sedia a primeira Cidade do Lazer, empreendimento imobiliário criado pela Planalto Invest e que, nos próximos cinco anos, vai evoluir para cidades vizinhas a São Paulo, Ribeirão Preto, Brasília, Uberlândia, Cuiabá, Campo Grande e Recife. 





Em uma área de 6 milhões de m2, no município goiano, o empresário José Roberto Nunes, CEO da empresa, está construindo a Cidade do Lazer Terra Santa, que hoje abriga seis condomínios de chácaras, o parque temático Arca Parque e áreas previstas para conveniências, gastronomia e entretenimento, proporcionando muita qualidade de vida a moradores e visitantes. 





Espalhada entre reservas florestais, nascentes e a paisagem do cerrado, a primeira Cidade do Lazer já entregou mais de mil chácaras e agora fomenta a construção de casas e a ampliação do parque temático, entre outros benefícios. Todos os lotes foram vendidos a um custo médio de R$ 150 mil cada e o empreendimento está avaliado hoje em R$ 300 milhões de valor geral de vendas (VGV). 




O próximo passo do projeto é repetir o case de sucesso em outras cidades. Para tanto, a Planalto Invest busca áreas com mais de 500 hectares, obrigatoriamente com recursos naturais e distantes no máximo 50 km de grandes cidades. Nos próximos cinco anos, a empresa projeta o investimento de R$ 100 milhões na construção de 5 novas Cidades do Lazer Terra Santa com um Arca Parque em cada um. 




"Uma das mudanças que haverá na moradia após a pandemia é a maior conexão com a natureza, bem como a necessidade de ter uma segunda opção de casa. Nosso objetivo é colocar no mercado empreendimentos que tragam qualidade de vida e valorização para os compradores", declara o CEO. 




Segundo Nunes, a Planalto constrói cidades planejadas orientadas pelo lazer e pela qualidade de vida, de forma sustentável, em espaços de grande reserva natural vizinhos aos grandes centros, que ofereçam proximidade a escolas, bons hospitais e outros serviços essenciais. 




Sobre a Planalto Invest 


Com dez anos de mercado, a Planalto Invest é uma empresa cuja missão é a gestão e desenvolvimento de empreendimentos imobiliários com soluções para uma vida melhor. Nos últimos quatro anos, foi responsável pela urbanização da Cidade do Lazer Terra Santa, com área equivalente a 6 milhões de m² em Trindade, Goiás, projeto em expansão. 




O Terra Santa é o primeiro case de sucesso do conceito "Cidade do Lazer" da Planalto Invest, que tem como objetivo oferecer opções de second place com mais qualidade de vida e saúde, não muito afastadas dos centros urbanos, mas longe de aglomerações.

Gado, Porco e Cachorro: Os Três Tipos de Eleitores Que São Maioria na Política


Falta pouco mais de 20 dias para a população decidir quem serão seus prefeitos e vereadores pelo próximos quatro anos
.

Para uma grande maioria, o que importa não é o preparo, capacidade e seriedade do candidato, mas sim a vantagem pessoal que ela  pode ter, independente se o candidato é bom ou não para a coletividade.


Na grande maioria das cidades existem vários tipos de políticos, mas basicamente  três tipo de eleitores: gado, porco e cachorro. 


Eleitor gado é o eleitor sem personalidade. Sem opinião própria. O chamado Maria vai com as outras. Aquele eleitor  que segue a manada. Vai para onde for a maioria.


Eleitor porco é o eleitor que sempre vai votar no dono  do balde de lavagem (Dinheiro), independente de quem ele seja.



Eleitor cachorro é o eleitor fiel, que tem dono. Sempre vai votar no seu dono, mesmo que ele seja corrupto e incompetente. 

O eleitor cachorro obedece  cegamente seu dono e é capaz de atacar qualquer pessoal para proteger seu dono.


Qual eleitor você é?




quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Alguma coisa está fora da ordem, Por Demóstenes Torres

Peixes estão voltando ao Araguaia. Rio já foi o mais piscoso do mundo

Demóstenes Torres e a filha pescaram uma pirarara de 1 metro de comprimento

Quando eu era menino, meu pai me transformou em pescador. Quem imagina que os ribeirões de Goiânia e o Rio Meia-Ponte sempre foram poluídos, se engana muitíssimo. Em 1964, no mês de julho, com 3 anos de idade, aqui cheguei, e uma das diversões era seguir meu pai em seu mundo repleto de minhocas, varas e anzóis.

Onde hoje corre esgoto, a céu aberto, retirávamos lambaris, bagres, piapara, barbados, dourados e pintados. Lembro-me de uma fazendinha, hoje na altura do Bairro Goiânia 2, então mata cerrada, de propriedade do “véi Abílio”, que enchia nossos embornais. Íamos e voltávamos num Jeep 1959. Festa pura.


Uns dois anos depois, as águas começaram a ficar poluídas. Meu pai decretou: “Alguma coisa está fora de ordem”. Começamos a buscar alternativas, e a escolha óbvia foi o Rio Araguaia. O local mais próximo era Aruanã, que àquela época parecia mais aldeia indígena do que propriamente uma cidade –nem sei se já era município–, e com a vantagem de que lá deságua o Rio Vermelho.

Era uma epopeia a viagem. Asfalto existia somente até determinada altura. As estradas eram precaríssimas, com muita lama no período chuvoso. A partir de certo trecho já não havia energia elétrica; água tratada, muito menos. Qual era a solução? Um caminhão levava mantimentos e utilidades: água; 2 freezers, que chamávamos de industrial, cheios de barras de gelo; geradores e barracas de lona, que montaríamos quando fosse escolhido o local de acampamento. Os atoleiros se sucediam, fazendo brilhar o velho jipão do senhor Avelomar Torres, que puxava, inclusive, o caminhão.


Vale lembrar que até 1975 o Araguaia era considerado o rio mais piscoso do mundo, com uma incrível variedade de espécies. Algumas eu nunca mais vi, como a gigantesca piranha preta, de olhos vermelhos, do tamanho de uma caranha (no Pantanal, chamada de pacu). Enormes pintados, dourados, pirararas, filhotes (piraíbas), mandubés e a pequena, mas saborosa, matrinxã. Na volta, os peixes que vinham acondicionados nos freezers abasteciam a parentes e amigos.


Em 1995, tornei-me procurador-geral de Justiça, e um dos meus primeiros atos foi criar a lendária Promotoria Ecológica Móvel do Rio Araguaia. As nascentes do grande manancial que percorre vários Estados vinha sofrendo com as chamadas voçorocas, erosões causadas pelas águas da chuva, em locais que antes foram severamente desmatados; no caso, para o plantio de soja.


Os outros problemas eram a mata ciliar arrancada para criação de bovinos, assoreamento, pesca e caça predatórias, esgoto despejado in natura em suas águas, sem contar o franco desrespeito dos turistas quando chegada a temporada de férias, ao deixarem nas praias o lixo de sua estadia.


Quatro intrépidos promotores foram designados para atuação: Vânia Marçal, Alencar Vital, Wilson Nunes e João Teles. Lá, receberam o que havia de ponta na época. Barcos, bons motores, sede própria, equipe especializada na defesa ecológica (lembro-me do excepcional “Pirarara”, pirangueiro arrependido que conhecia todas as manhas de predadores e que muito contribuiu na apreensão de boias, espinhéis, redes, tarrafas e toda sorte de armadilhas ilegais feitas para apanhar o pescado), além de parceria com órgãos ambientais.



Certa feita, fui acompanhar as diligências dos jovens promotores e me deparei com uma cena muito vívida, ainda, em minha memória. Um grupo de tartarugas, que nós protegíamos com o “Projeto Quelônios”, estava pondo os seus ovos, lado a lado, numa praia no período noturno, quando, surpreendidas por uma onça, tiveram suas cabeças e patas arrancadas e comidas por elas.


Aprendi, naquele instante, que as tartarugas que começam a botar só saem de lá quando terminam de pôr o seu último ovo. Descobri, também, que onças comem tartarugas. Quando as encontramos, seus restos estavam sendo devorados por aves carniceiras. Aproveitamos para terminar o serviço e jogar areia em cima dos ovos já postos.


Em 1999, tornei-me secretário de Segurança Pública e Justiça, quando criei a Delegacia Móvel de Defesa do Rio Araguaia, sediada em Aruanã, seu principal ponto turístico. O delegado Luziano Carvalho pode também desempenhar um brilhante trabalho.


Pescador, de vez em quando, saí vagando pelo Brasil. Vez por outra, voltava ao Araguaia, mas nunca com a frequência de antes, até porque já não encontrava mais peixes para pescar e soltar. Este ano foi diferente. Com a pandemia, por muitas vezes pus os pés em suas areias. Necessário se faz lembrar que os governos passados proibiram o transporte de peixes em rodovias goianas, o que é mantido até hoje.


Em Aruanã, voltei aos meus tempos de criança, já que em menos de duas horas pesquei mais de 20 corvinas, algo impensável há pouco tempo. Pudemos comer um ceviche, preparado na hora pelo barqueiro, e soltar a grande maioria.


Prazer maior tive numa pescaria lá feita, na semana passada, com minha filha, Aline, fiel pescadora e amiga, quando na foz do Rio Cristalino ela fisgou uma pirarara de mais de metro; demoramos cerca de 15 minutos para embarcá-la e depois soltá-la na praia mais próxima. Também pescamos dezenas de aruanãs, barbados e mandubés.


Surpreendeu-me o empregado da pousada em que nos hospedamos, sempre alertando para que soltássemos os peixes que não fôssemos comer no dia. Centenas de tartarugas estavam boiando, o que é um sinal de vida no rio. Botos, aos montes, vinham à tona mostrar suas habilidades.


Algo, no entanto, chamou-me a atenção de maneira redobrada. A seca no leito do Araguaia acontece todos os anos, mas neste ponto do rio as águas são profundas e o poço de frente à pousada é um lugar tradicional de pesca de pirararas e piraíbas. Atravessamos o rio a pé, de um lado para o outro, com as águas, no máximo, acima do joelho, arrastando a canoa, sob um sol escaldante de mais de 43 ºC, com sensação térmica em torno de 50 graus. Não posso deixar de reconhecer que alguma coisa está fora de ordem.

   

Autor

Demóstenes Torres

Demóstenes Torres, 59 anos, é ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, procurador de Justiça aposentado e advogado. Escreve sempre às quartas-feiras.



Luan Santana e Jade Terminam Relacionamento de 12 Anos





 Na última segunda-feira (19), o cantor sertanejo Luan Santana decidiu usar as redes sociais para se pronunciar publicamente sobre o fim do relacionamento que durou pouco mais de uma década com Jade Magalhães.

O casal, que começou o namoro há 12 anos, vivia agora um noivado e o rompimento entre os dois causou espanto e surpresa entre os simpatizantes da dupla. Apesar do posicionamento de Luan Santana, o término tinha sido anunciado primeiramente por Jade Magalhães.


Luan escreveu um texto longo sobre a relação, fez elogios a Jade e disse que o rompimento aconteceu há algumas semanas, após uma conversa entre os dois que terminou com muitas lágrimas e abraços. 



Leia abaixo o texto completo:


“Conheci a Jade no palco. Ela topou dançar comigo, em um número do meu show. Tinha um jeitinho tímido, olhar de menina e cabelos longos e negros que chegavam na cintura. Vestia uma blusa vermelha e um jeans colado que me causou um formigamento estranho nas mãos. E então, aconteceu algo enquanto dançávamos: senti cheiro de vida no pescoço dela.


Mas não era a época certa para interpretá-lo, afinal, eu era um adolescente começando a viver as maravilhas de uma fama estrondosa e repentina. Meu primeiro pensamento foi: “quero levar ela pro hotel depois do show.” Foi isso que pensei, foi isso que eu falei no ouvido dela. A resposta foi um “não” desses bem grandes – até porque eu tremi o lábio um pouco quando fiz a pergunta, e devo ter passado insegurança pra ela. Ou ela simplesmente me achou parecido com uma lombriga. É, deve ter sido isso. Mas eu tava bem, ela também e a vida seguiu.


Um dia achei a Jade no Orkut. Lembrei daqueles olhos na hora. Começamos a conversar. No orkut consegui o MSN. No MSN consegui o telefone. Aliás sempre foi assim, inclusive depois que começamos a namorar, sempre passo a passo, sempre sem pressa, vivendo nossas fases com paciência.


Fizemos vários assaltos à geladeira na madrugada pra pegar barra de chocolate pela metade, um litro de coca-cola pela metade, colocar “stranger things” e ver ela dormir lá pela metade do episódio. Viajamos o mundo em poltronas lado a lado no avião, assistindo ao mesmo filme, apertando play ao mesmo tempo e reclamando do gosto das comidas com tempero estranho que eles serviam.


Nunca gostamos muito de vinho, mas a gente tomava mesmo assim, porque parece que todo casal tem que tomar vinho pra ser romântico. Jade gosta mais de gin tônica e eu de campari e uísque, mas tomamos champagne quando ficamos noivos naquele balão em Portugal. Foi uma tarde de estrelas.


Lembro que ficamos bêbados uma vez (ou muitas) em Trancoso, e fizemos amor numa casa na árvore, sentindo a brisa do mar. Foi uma noite de estrelas.


Há algumas semanas atrás terminamos. Choramos tanto que parecia que ia acabar o estoque de lágrimas dos olhos. Nos abraçamos tanto que parecia que ia dar câimbra nos cotovelos mas no fim deixamos o destino fazer o trabalho dele.


Hoje, sentado nesse sofá listrado, olhando a lua pela janela, do outro lado do oceano, vejo que as lágrimas daquele momento eram metade tristeza, metade gratidão recíproca por uma história linda que vivemos. Épica. Agora vejo que os abraços daquela hora não estavam dizendo “adeus’, e sim “vai ficar tudo bem, ga”. E vai. “
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terça-feira, 20 de outubro de 2020

Charles Oliveira é o Novo CFO da Planalto Invest


Planalto Invest tem novo CFO e investe na expansão do conceito de multipropriedade 



A Planalto Invest, que em breve entrará no segmento de multipropriedade em três destinos diferentes sendo Trindade - GO, Bento Gonçalves - RS e Gramado - RS, integrou a seu time o executivo Charles Oliveira como novo CFO (Chief Financial Officer). 

Ele é um dos principais especialistas em viabilização de multipropriedade do país, com experiência em grandes grupos como Aviva, WAM e mais recente na Incorpore Share. Charles assume a função com status de sócio, dentro do modelo de partnership da empresa. 




Com mais de 20 anos de atuação na área financeira e viabilidade de projetos no segmento turístico e multipropriedade, o desafio de Charles na Planalto é contribuir para uma sólida governança corporativa que possa trazer maior rentabilidade para os investidores e acionistas do grupo, e sempre visando a entrega de experiências para o nosso cliente, tornando a Planalto uma das pioneiras neste segmento de multipropriedade com opções mais sofisticadas de hospedagem, como hotéis-boutique, resorts e experiências autênticas. 







*Sobre a Planalto Invest *




Com dez anos de mercado, a Planalto Invest é uma empresa cuja missão é a gestão e desenvolvimento de empreendimentos imobiliários com soluções para uma vida melhor. Nos últimos quatro anos, foi responsável pela urbanização da Cidade do Lazer Terra Santa, com área equivalente a 6 milhões de m² em Trindade, Goiás, projeto em expansão. 




O Terra Santa é o primeiro case de sucesso do conceito Cidade do Lazer da Planalto Invest, que tem como objetivo oferecer opções de second place com mais qualidade de vida e saúde, não muito afastadas dos centros urbanos, mas longe de aglomerações.

ATA Falsificada Pode Provocar Impugnação de Moretson em Americano do Brasil


Se Impugnado Moretson e toda sua coligação poderão estar fora destas eleições em Americano do Brasil. 

Segundo nos relatou o Professor Glauber de Moura Gomides, secretário do Democratas em Americano do Brasil, uma ata de reunião do partido foi lavrada sem a sua presença o que pode segundo sua advogada derrubar toda a coligação de Moretson e seus vereadores.

Segundo ele a convenção que teria legitimado os atuais candidatos do partido teria sido realizada sem sua presença com leitura com alguém se passando por ele.

Segunda sua advoga, isso pode implicar em falsificação de documentação e ideológica pelo fato da pessoa não estar presente. 

Ainda essa semana mais uma audiência deverá acontecer, onde testemunhas do Democratas 25 que segundo Glauber já admitiram o erro. Ligeiramente o partido réu fez uma segunda ata não se sabe se para tentar encobrir ou justificar a possível falsificação documental para apresentar ao judiciário onde o promotor dará seguimento ao processo.

Moretson em 2019 teve sua indicação como vice-presidente da SANEAGO rejeitada pela instituição segundo o jornal O Popular. 

O que o jornal não informou é que Moretson é compadre de Caiado. O governador é padrinho de batismo de um dos filhos do ex-prefeito. Esta, obviamente, não foi a razão do parecer contrário da Saneago a Moretson. É que ele não conseguiu comprovar que não exerceu atividades partidárias nos últimos 36 meses que antecederam sua indicação, conforme exige o estatuto da estatal

Como o referido professor é contratado pelo estado, e sendo o candidato do democratas ser compadre do governador, possivelmente seu contrato sera cancelado como é de praxe nestas situações como forma de perseguição contra quem tem ido contra o Governo Caiado. 

Parece que o gestor estadual pretende se perpetuar no poder como já tem feito em casos semelhantes como aconteceu com Gustavo Gayer candidato a prefeito por Goiânia, quando em plena pandemia uma delegacia que se encontrava fechada, foi aberta apenas para indiciá-lo sendo posteriormente sendo fechada novamente, por Gustavo tecer críticas ao governo atual.

Caso seja condenada, toda a coligação pode ser impugnada perdendo o direito em continuar concorrendo as eleições de 2020.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Promotora Eleitoral Pede Impugnação da Candidatura de Fernando Pellozo



A promotora de justiça eleitoral Tamara Cybelle Marques Oliveira do Amaral entrou com ação de impugnação à candidatura de Fernando Pellozo (PSD), que disputa vaga de prefeito, em Senador Canedo, por ele não ter se afastado do cargo público que exerce na prefeitura municipal dentro do prazo.




Segundo ela, a desincompatibilização deve ser feita seis meses antes do pleito, o que não ocorreu. “Constituindo-se o ‘status’ de servidor público em causa de inelegibilidade, cabe ao candidato, para nela não incorrer, desincompatibilizar-se de suas funções, no prazo que a lei estabelece. E mais, cabe-lhe, junto ao pedido de seu registro, provar documentalmente sua efetiva desincompatibilização.”



ABERTAS INSCRIÇÕES PARA VAGAS DE 2021 EM COLÉGIOS MILITARES DE GOIÁS

São 8.559 vagas para novos alunos distribuídas em 60 unidades pelo Estado. Veja como se inscrever online ou presencialmente

Inscrições para Colégios Militares de Goiás estão abertas | Foto: Leo Iran

Foram abertas nessa 2ª feira (5) as inscrições para vagas em 60 colégios militares de Goiás.

Por meio de sorteio, serão preenchidas 8.559 vagas para novos alunos.

Os estudantes devem se inscrever no site do Comando de Ensino da Polícia Militar até dia 30/10.

Além do ingresso de novos alunos para 2021, o edital também prevê a formação de cadastro de reserva (7.655 vagas).
Inscrições para Colégios Militares de Goiás


Caso os pais ou responsáveis legais não tiverem acesso à internet, cada unidade do colégio disponibilizará um dispositivo para inscrever o candidato.

Esta opção estará disponível de 2ª a 6ª feira, das 8h às 17h, no mesmo período da inscrição.

O cadastro deve ser feito no colégio em que o candidato deseja estudar.

Dessa maneira, todas as vagas serão preenchidas pelo critério de sorteio.

Mas cada candidato poderá se inscrever somente 1 vez, ficando vedada a inscrição em 2 ou mais unidades, sob pena de desclassificação.
Requisitos

De acordo com o edital, serão exigidos os seguintes requisitos para a inscrição do candidato:
ser brasileiro; se estrangeiro, estar com permanência regular no Brasil;
fornecer cópia da certidão de nascimento, carteira de identidade e CPF do aluno;
fornecer cópia da carteira de identidade do responsável legal;
declaração Escolar de que está cursando a série anterior à pretendida;
aos candidatos com idade de 14 a 16 anos que pleitearem vaga no turno noturno, apresentar comprovação (carteira de trabalho) de que trabalha no período diurno na condição de aprendiz, com carga horária superior a 4 horas diárias;
aos candidatos com idade de 16 a 18 anos que pleitearem vaga no turno noturno, apresentar comprovação documental de trabalho (carteira de trabalho), ou declaração subscrita pelo adolescente e seus pais ou responsáveis, em que conste ser trabalhador, devendo conter nome e endereço do empregador e horário de trabalho diurno.
Sorteio de vagas para Colégios Militares em Aparecida e na capital

Nas unidades subordinadas à Coordenação Regional de Educação de Aparecida de Goiânia, o sorteio ocorrerá:
CEPMG Colina Azul/Aparecida de Goiânia – dia 09/11, às 17h;
CEPMG Madre Germana/Aparecida de Goiânia – dia 11/11, às 19h;
CEPMG Mansões Paraíso/Aparecida de Goiânia – dia 12/11, às 10h;
CEPMG Nader Alves dos Santos/Aparecida de Goiânia – dia 12/11, às 14h.


Já nos Colégios localizados em Goiânia, o sorteio será feito:
CEPMG Ayrton Senna/Goiânia – dia 09/11, às 11h;
CEPMG Hugo de Carvalho Ramos/Goiânia – dia 11/11, às 11h;
CEPMG Jardim Guanabara/Goiânia – dia 11/11, às 14h;
CEPMG Major Oscar Alvelos/Goiânia – dia 12/11, às 8h;
CEPMG Miriam Bechimol/Goiânia – dia 12/11, às 13h;
CEPMG Vasco dos Reis – dia 13/11, às 17h;
CEPMG Waldemar Mundim – dia 13/11, às 18h.

As listas dos candidatos sorteados serão divulgadas, logo após a realização do sorteio, nas redes sociais e sítios eletrônicos da unidade, bem como, afixadas em local visível da escola, para conhecimento dos interessados.

Candidato a Prefeito de Goiânia Maguito Vilela Está com Suspeita de Coronavirus




MAGUITO VILELA SUSPENDE AGENDA DE CANDIDATO POR SUSPEITA DE ESTAR COM CORONAVÍRUS

O candidato a prefeito de Goiânia, Maguito Vilela (MDB) suspendeu sua agenda nesta segunda-feira, 10/10, por suspeita de estar com Coronavírus. Maguito passou mal desde o último sábado com sintomas de resfriado, coriza e febre. Seus médicos aconselharam a suspensão da agenda e a realização do teste para saber se contraiu ou não o Coronavírus.

No domingo, Maguito já não teve agenda em função da morte do amigo João Rodrigues, o Cocá, dirigente da Associação Atlética Aparecidense e muito ligado à família Vilela.

A agenda de Maguito para hoje havia uma série de compromissos como reuniões com entidades e apoiadores de candidato a vereador. Amanhã, dia 20, está programada a participação de Maguito em um debate da TBC, o que por enquanto ainda não foi desmarcado.

Só lembrando que recentemente duas irmãs de Maguito vieram a falecer em função da Covid-19. Dona Nelma de 72 anos e Dona Nelita Vilela de 86 morreram no mês de agosto. Maguito costuma ter sinusite e rinite e sofre bastante com mudanças climáticas e ar condicionado.