quinta-feira, 30 de abril de 2020

EUA Cria Força Militar Espacial Com Qual Proposito?

Em dezembro do ano passado, o governo de Donald Trump estabeleceu oficialmente a Space Force (Força Espacial) como o sexto ramo das Forças Armadas do país. O objetivo seria "proporcionar liberdade de operações para os EUA no espaço, do espaço e para o espaço", além de "fornecer operações espaciais rápidas e sustentadas" — conforme consta no National Defense Authorization Act (NDAA, ou "Lei de Autorização de Defesa Nacional"). No entanto, tratam-se de conceitos um tanto quanto vagos, e fica a pergunta: o que a Força Espacial vai fazer na prática?


Pois é exatamente isso o que o Space.com tentou responder, conversando com especialistas em política espacial nos EUA para entender melhor os aspectos práticos, caminhos e possíveis armadilhas à frente desta empreitada controversa do presidente Trump.

Mas, antes, é preciso ter em mente que a Força Espacial surgiu como uma resposta às crescentes ambições espaciais de países que não são lá muito "chegados" dos EUA, como China e Rússia, por exemplo. O sexto ramo das Forças Armadas, então, foi projetado para proteger os interesses de seu país no ambiente espacial, se e quando for necessário.

Mas será que o espaço se tornará uma zona de guerra? Bom, isso só vai ser respondido com o tempo, mas é importante lembrar que Mark Esper, secretário de Defesa dos EUA, declarou em janeiro que "recentemente, China e Rússia nos levaram a um ponto em que agora [o espaço] se torna um domínio de combate". Como resultado, o país criou a Força Espacial "para garantir que possamos preservar o espaço como um bem comum global".

O que dizem especialistas em política espacial

Na visão de Joan Johnson-Freese, professora de assuntos de segurança nacional na Naval War College, a criação da Força Espacial "certamente aumenta a percepção de que os EUA estão liderando o caminho do armamento do espaço".

Já para Theresa Hitchens, repórter espacial e ex-associada sênior de pesquisa no Centro de Estudos Internacionais e de Segurança na Universidade de Maryland, uma questão importante é saber se o Congresso permitirá ou forçará outros serviços a contribuírem com pessoal para a Força Espacial, ou se o ramo simplesmente é uma renomeação do já existente Comando Espacial da Força Aérea, sem nenhuma mudança efetiva — além de novos uniformes e patches, "desperdiçando dólares dos contribuintes", em suas palavras.

Para Laura Frego, cientista sênior do Global Security Program of the Union of Concerned Scientists ("Programa de Segurança Global da União de Cientistas Interessados") em Cambridge, "na pior das hipóteses, [a Força Espacial] levaria a uma corrida armamentista espacial que ameaçaria os satélites, e não os protegeria".


E, sob a ótica de Mark Gubrud, físico e professor adjunto na Universidade da Carlina do Norte, "a existência de uma Força Espacial implica o uso potencial de força no espaço; criá-la implica ter compromisso com a capacidade de se usar força no ambiente espacial, ou seja, possuir armas espaciais". Ele ainda coloca uma questão a se pensar: "continuaremos um caminho em direção à guerra espacial, ou renovaremos nossa busca pelo desarmamento e pela visão de um mundo livre desse terrível perigo?". Gubrud também acredita que "precisamos de uma convenção global que diga isso: nenhuma guerra no espaço, nenhuma arma no espaço, nenhuma arma apontada para o espaço".
Em suma, só o tempo dirá "qual é" a da Força Espacial dos EUA(Imagem: Getty Images)

Ao menos essa é a visão de Peter Martinez, diretor-executivo na Secure World Foundation (SWF) — grupo dedicado ao uso seguro, pacífico e sustentável do espaço sideral, trabalhando com governos, indústrias, organizações internacionais e sociedade civil para promover ações com este objetivo.

Martinez concorda com a professora Joan Johnson-Freese, no sentido de que as discussões em torno da Força Espacial reforçam a imagem de que o espaço acabará sendo um domínio militar, com potencial para conflitos armados. Contudo, "até o momento, o que vimos é principalmente uma reorganização de atividades já existentes, sem nada fundamentalmente novo ou adicional; resta saber como essa Força Espacial se desenvolverá no futuro, e quais serão suas regras de engajamento", declarou.


Fonte: Space.com

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Unidades do socioeducativo de Goiás passam por higienização

O governo de Goiás, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), está desinfetando todas as unidades do Sistema Socioeducativo, que têm capacidade para atender mais de 200 adolescentes em conflito com a lei. Já passaram pelo processo as unidades de Goiânia e de Luziânia, e as próximas a serem desinfetadas serão as de Formosa, Porangatu, Itumbiara e Anápolis. 

A medida faz parte de uma séria de ações que vêm sendo adotadas pelo governo de Goiás no combate ao novo coronavírus nas populações dos grupos de risco, como é o caso dos internos e trabalhadores do sistema socioeducativo. Os alojamentos e os espaços coletivos como quadras e refeitórios estão sendo higienizados com produtos indicados pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Além da desinfecção, a secretária Lucia Vânia destaca que todos os procedimentos de prevenção foram adotados nas unidades desde o primeiro decreto do governo. “Foram adquiridos pelo governo todos os equipamentos de proteção individual, como máscaras, jalecos, medidores de temperatura, álcool em gel, óculos e luvas, com a finalidade de oferecer mais segurança e condições de trabalho mais favoráveis aos técnicos das unidades e também aos adolescentes que estão sob a responsabilidade do estado.”

De acordo com o gerente do Sistema Socioeducativo, Sandro Lacerda, o objetivo da ação é proporcionar mais segurança e qualidade de vida aos profissionais e internos que estão nas unidades do socioeducativo. A desinfecção será feita a cada quinzena. Todas as unidades estão passando também por reformas. 

Em Goiânia, 82 adolescentes cumprem medidas socioeducativas, e no interior, outros 146, sendo que a maior parte está distribuída nas unidades de Anápolis, Formosa e Luziânia. Nesse período de isolamento social, em que as visitas de familiares foram suspensas, conforme as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Secretaria Estadual de Saúde, os socieoducandos tiveram as atividades ampliadas. Foram realizados campeonatos de jogos eletrônicos, de tabuleiro e de esportes, oficinas de ovos de páscoa e pizza, além de sessões de filmes e de leitura de livros.

Os adolescentes também estão contribuindo para a confecção de máscaras em parceria com profissionais das unidades, técnicos da Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). As mais de 2 mil máscaras já produzidas estão sendo doadas para profissionais da área de saúde e outros servidores que atuam com o público. A Seds também doou para cada família dos adolescentes cestas de alimentos. 

Governo de Goiás instala lavatórios em praças de Goiânia e em cidades do Entorno do DF


Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) e a Saneago, e em parceria com a Prefeitura de Goiânia e a Instituição Socioassistencial Banho Sagrado, o governo de Goiás começou nesta quarta-feira, 29, a instalar lavatórios em espaços públicos da capital, com a finalidade de facilitar o acesso a higienização das mãos para pessoas que estão em situação de rua ou que estejam transitando por vias próximas ao Mercado Aberto, no Centro de Goiânia, praças do Chafariz, Tamandaré, Universitária, Joaquim Lúcio, Cruzeiro, Avião, Walter Santos e do Bandeirante, além de algumas cidades do Entorno do Distrito Federal.


Nesta semana serão instalados os equipamentos em Goiânia, e na próxima nos municípios de Luziânia, Valparaíso, Planaltina, Formosa, Águas Lindas, Anápolis e Aparecida de Goiânia. Eles foram adquiridos pela Seds e adaptados para servir de apoio na proteção à saúde. Cada kit é composto por tambor, cuba e torneira. Os recursos para aquisição foram doados pelo Ministério Público do Trabalho em Goiás.


Secretária da Seds, Lucia Vânia destaca que essa ação alcança os principais centros urbanos da Região Metropolitana de Goiânia e Entorno do DF, e prima por facilitar o acesso aos públicos mais vulneráveis. Ela ressaltou ainda que sabão líquido será disponibilizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) de Goiânia em todos os lavatórios.


A Saneago contribuiu com a instalação dos pontos de água e esgoto nas localidades definidas pela Seds para receberem os lavatórios. As entidades de longa permanência serão os grandes responsáveis pela gestão, supervisão e fiscalização dos programas socioassistenciais.


Para o chefe de gabinete da Seds, Murilo Mendonça, a iniciativa tem por objetivo contribuir com os cidadãos que transitam pelas vias urbanas ou vivem em espaços públicos, durante este momento de pandemia causada pelo novo coronavírus. Ele ressaltou o empenho da secretária Lucia Vânia e do governador Ronaldo Caiado “na contínua e permanente busca de parcerias para ajudar as pessoas mais vulneráveis, neste momento de pandemia que assola todos os grandes centros urbanos.” 


Segundo o coordenador da Instituição Banho Sagrado, Diego Gontijo, essa é uma ação que facilitará a higienização das pessoas, e a instalação dos lavatórios contribui sobremaneira para ajudar quem mais precisa de amparo e proteção neste momento: os moradores de rua, que agora contam com mais uma opção para se proteger. “A simples assepsia nas mãos evita contaminação”, pontuou ele.

Deus e o Diabo Cancelam Romaria de Trindade Sem Falar Com o Prefeito

Deus e o diabo estiveram reunidos esta semana e cancelaram a romaria de Trindade sem ouvir a voz do povo.

A romaria de Trindade foi cancelada por determinação do governador  autoritário e do representante de Deus na terra. 

Houve bom censo no encontro entre Deus e o diabo, que cancelaram a romaria que provocaria uma aglomeração gigantesca de pessoas, em pleno pico da pandemia do coronavírus. Mas faltou educação as duas autoridades. 

A Romaria de Trindade é uma festa religiosa, a mais importante do estado de Goiás. A romaria é realizada pela igreja católica, em parceria com estado e o município de Trindade.  O governador Ronaldo Caiado e o Padre Robson se reuniram para discutir o cancelamento da romaria, sem a presença do prefeito de Trindade Jânio Darrot, que não foi convidado pelo governador e o padre que foi convidado, sequer teve a educação de ligar para o prefeito para comunicar sobre o encontro.

Não existem nenhum problema no cancelamento da romaria, acredito que o prefeito Jânio Darrot também seria favorável a este cancelamento. O que é lamentável, é a falta de diplomacia do governador e a falta de educação do padre Robson, em discutirem o assunto sem a presença da autoridade maior do município, como deveria ser.

O encontro entre o padre Robson e o governador Ronaldo Caiado deve ter feito Deus vomitar lá no céu. Desde que Judas beijou no rosto de Jesus, não havia acontecido ainda tanta falsidade em um encontro.

Padre Robson - "Saudações a você que está nos acompanhando através das redes sociais e também da tv. Estou aqui no palácio do governo, Palácio das Esmeraldas, aqui no governo de Goiás. Estou aqui do lado do governador Ronaldo Caiado. Nosso QUERIDO governador eleito nesse mandato"

Ronaldo Caiado - "Acabo de receber, isso é uma HONRA pra nós. Acabo de receber aqui o padre Robson que é o responsável por este evento maravilhoso que é vem de uma tradição secular que cada vez mais demonstra nossa fé no divino pai eterno.


 Depois de tanta falsidade fico na dúvida quem Deus e quem o diabo!


Em nota, a Associação Filhos do Pai Eterno disse que fará reuniões com a prefeitura e autoridades da área de saúde para avaliar a progressão do coronavírus. "Somente assim será possível verificar qual será a melhor data para realização da Romaria de Trindade, que este ano celebra 180 anos de origem da devoção ao Divino Pai Eterno".


O evento estava previsto para a primeira semana de julho. Ronaldo Caiado alertou que já será inverno, quando há uma mudança na temperatura, aumentando propagação de doenças respiratórias. Além disso, a romaria reúne uma quantidade muito grande de idosos, grupo de risco da Covid-19.


TRINDADE Marden Júnior defende que candidato da base seja definido a partir de decisão coletiva das forças que apoiam Jânio Darrot

“Acredito na política construída em grupo, com pessoas, no dia a dia, num trabalho de longo prazo. Não é algo imediatista”, diz vereador e pré-candidato à Prefeitura de Trindade, durante entrevista ao comunicador Léo Machado. “Quem estiver melhor posicionado, um abraçará o outro, e todos iremos juntos, rumo à vitória”, destaca


O vereador e pré-candidato a prefeito de Trindade, Marden Júnior (Patriota) defendeu, na manhã desta quarta-feira (29/04), durante entrevista ao comunicador Léo Machado, na Câmara Municipal, que o candidato da base seja definido a partir de decisão coletiva das forças que apoiam o prefeito Jânio Darrot.

“Quem estiver melhor posicionado, um abraçará o outro, e todos iremos juntos, rumo à vitória”, aponta Marden Júnior ao avaliar que a escolha do candidato da base será definida pelo grupo que dá suporte ao prefeito.

“Acredito na política construída em grupo, com pessoas, no dia a dia, num trabalho de longo prazo. Não é algo imediatista”, afirma. “Creio na construção. A nossa maneira de fazer política tem que ser de forma que possamos merecer os espaços, e não algo imposto, goela abaixo. A política hoje tem que ser a partir do merecimento”, disse.

O vereador afirma que a base está unida. “Cada um dos pré-candidatos está construindo os seus espaços e, lá na frente, chegaremos a um denominador comum”, destaca. “Estamos com o prefeito Jânio Darrot. Vamos, juntos, construir uma cidade cada vez melhor para a população”, conclui.

Prefeito Vira Servente de Pedreiro Para Terminar Construção de Hospital

O prefeito de Hidrolândia Paulinho, que é também presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM) tem enfrentado a crise da pandemia do coronavírus com muita energia e ações efetivas. 

Foi o primeiro prefeito a cortar parte do salário para dar o exemplo e puxou a fila para que outros administradores públicos o seguisse.

Com a queda significativa do receita do município cortou gastos para continuar pagando em dia o servidores e mantendo em funcionamento os serviços essências da prefeitura, principalmente na área da saúde.

Com o comércio fechado, atendendo a determinação de isolamento social, Paulinho atendeu a solicitação dos comerciantes e flexibilizou o funcionamento do comércio, sendo obrigado a revogar o decreto por recomendação do Ministério Público em cumprindo as determinações do governador Ronaldo Caiado.

Ao longo de 7 anos de mandato Paulinho entregou dezenas de obras, mas faltava uma obra de grande porte. A implantação do distrito industria poderia ser esta obra, mas deste que Caiado assumiu o governo, o distrito industrial está dependendo de licença ambiental e outras deliberações do governador.


Com a pandemia do coronavírus Paulinho decidiu tocar a obra do hospital municipal com recursos próprios. Rescindiu o convênio com o governo do estado, convocou os funcionários da prefeitura e para finalizar a obra a um mês da inauguração, o novo Hospital Municipal de Hidrolândia, já está recebendo os equipamentos e os últimos detalhes no acabamento. E para garantir que seja entregue em tempo hábil, estão sendo realizados mutirões. 

Nesta quarta-feira Paulinho convidou através do Whatsaap, alguns amigos para fazer um mutirão para concluir as obras no hospital municipal. O próprio prefeito, acostumado com a lida dura da fazenda, puxou o ritmo trabalhando como servente de pedreiro. O exemplos foi seguido por outras pessoas ilustres da cidade, como o presidente do Sindicato Rural de Hidrolândia, Fernando Nazaré. 

Muitos servidores, voluntários e até o prefeito Paulinho botaram, literalmente, a mão na massa para que tudo esteja dentro do cronograma e a população possa usufruir em breve de toda a estrutura hospitalar que será um marco para o município.

Aviso aos demais prefeitos, não tentem fazer o mesmo que Paulinho para não colocar a própria vida em risco, pois o mesmo, foi jogador de futebol e esta acostumado com trabalhos na roça sempre que encerra o expediente na prefeitura e aos finais de semana, por isso mesmo, trabalhar duro na construção de um hospital colocado literalmente a mão na massa e suando a camisa não é menos de 5% dos prefeitos conseguirá suportar.

Moro quis sair como uma imagem de São Jorge em prostíbulo: “Viu tudo e não participou de nada”.

No dia 23 de abril, assistia a uma aula do curso de mestrado acadêmico com um dos maiores constitucionalistas brasileiros, o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ayres Britto. Na sessão online, tem um mediador igualmente genial, Georges Abboud. Conheci Britto quando eu era procurador-geral de Justiça do Estado de Goiás e ele, ex-ocupante do mesmo posto em Sergipe. Convidei-o para dar uma palestra aos membros do Ministério Público goiano. Na ocasião, descobri uma velha mania dele: pegava uma Constituição nova e ia anotando-a, artigo por artigo, até chegar ao último, quando, então, adquiria um outro exemplar e repetia o procedimento.

Não conheço ninguém que tenha a Constituição inteira na cabeça como ele. Cita artigos, incisos, alíneas, sem erro. Alia a isso uma cultura humanista sólida. Falava ele sobre os direitos sociais na nossa Carta Magna; de como uma garantia consolidava as demais, a razão de um inciso suceder a outro e a concatenação lógica dos dispositivos.

Gilmar Mendes chegou nesse instante e, vendo Britto explicar tão apaixonadamente um tema atualíssimo, quis logo fazer uma homenagem ao colega. Começou com os elogios amplamente merecidos e, em seguida, passou a falar sobre o direito à moradia e a repercussão que a ausência de coleta e tratamento de esgoto traria à população pobre e miserável do país; calculava que haveria milhares de mortes causadas pela pandemia.

Nesse momento, emocionou-se e foi às lágrimas, chorando copiosamente. Todos nós também entramos no clima, cerca de 200 alunos, e ficamos meio catatônicos, até que Rafael Favetti, ex-secretário nacional de Justiça, puxou palmas e teceu loas ao gigante, que saiu imediatamente.

O interessante nessa história é que Gilmar derramava lágrimas por pessoas que, em sua maioria, o detestam. Foi criada uma lenda de que ele é uma figura vampiresca, acobertador de milionários, um homem que solta corruptos, traficantes e demais bandidos.

Uma vez, promotor de Justiça em início de carreira em Goiás, numa localidade que hoje faz parte do Estado do Tocantins, recebi o maior elogio da minha vida. Duas pessoas bem humildes conversavam em pé, perto da pensão da “Fó-finha”, quando uma delas disse em voz alta para que eu ouvisse: “Esse home é um crãino”. Fiz de conta que não tinha percebido nada, mas guardei a frase que, em momentos de dificuldade, anima-me.

Pois eu acho, e não é novidade para quem convive comigo, que o grande “crãino” do Brasil é o ministro Gilmar Mendes. Quando fala, até mesmo seus inimigos, que não são poucos, permanecem mudos. Um mosquito, se passar por ali, será ouvido. Sabe, conhece e tem criatividade. Encontra-se numa galeria rara de homens como Leonardo da Vinci, Einstein e Steve Jobs. Sobretudo, tem compaixão. Conhece literatura, música e pintura como poucos. No Brasil, só vi alguém com inteligência e conhecimento enciclopédico semelhantes na pessoa de Mário Henrique Simonsen.

Quem ajudou a criar a figura dantesca do ministro vaiado em aviões, perturbado em aeroportos, fustigado em livrarias ou em lazer com sua família, foi especialmente a operação Lava Jato, capitaneada por Sergio Moro. Do nada, surgiu uma personagem endeusada por jornalistas, capaz de atropelar sistematicamente o Direito, a língua portuguesa, acabar com as garantias insculpidas na maior de todas as leis e, em especial, com coragem e arrojo para encarar ministros do Supremo. Lembro-me, quando da morte de Teori Zavascki, de um diálogo que tive naquele dia com um taxista que, muito triste, quase inconsolável, balbuciava: “Era o braço direito de Sergio Moro”.

Moro, desde o seu surgimento até a semana passada, só angariou prestígio. Tornou-se estrela nacional e internacional, e mesmo suas patacoadas foram sempre esquecidas –e não foram poucas. Muitas delas foram divulgadas pelo The Intercept Brasil, onde se provou que ele mandava nos procuradores da República, delegados e auditores da Receita Federal e era o chefe de uma rede de comunicação que privilegiava jornalistas escolhidos a dedo que obtinham notícias em primeira mão e, em contrapartida, ajudavam a criar a figura mitológica do “Deus Moro”, também conhecido como “O Bardo de Maringá”.

O ex-juiz ajudou Bolsonaro a se eleger; antes, o humilhara num aeroporto. Mas ele é daquelas figuras que não pulam em galho seco. Ainda magistrado, ofereceu-se para ser ministro daquele que, contra todas as expectativas, ganhou a eleição. Deu prestígio ao governo, formou livremente sua equipe, mandou e desmandou até que, em certo ponto, passou a arrostar o presidente de forma pública. Criou uma história, inexequível na prática, de que o chefe do Executivo não tem o direito de escolher seus subordinados e muito menos de conversar com eles. Sim, essa prerrogativa existe. O que ele não pode é interferir no trabalho de quem quer que seja, violando a lei. Na realidade, creio que Moro se transformou em traidor na cabeça de Jair quando ele procurou o ministro Dias Toffoli visando que este desfizesse uma decisão que favorecia a Flavio Bolsonaro.

Moro via, a cada instante, Bolsonaro cometer os maiores desatinos e se desgastar com grande parte de seu eleitorado. Sempre mudo, jamais emprestou solidariedade ao presidente, enquanto este, todas as vezes em que seu ministro se enrolava, punha-se ao seu lado. No ápice da Vaza Jato, chegou a levá-lo a uma partida de futebol. Sergio sabia que a promessa lhe feita –e certa vez revelada publicamente–, de que ele vestiria a toga outra vez, só que agora no Supremo Tribunal Federal, já era distante. Perdera a confiança. Além do que, mesmo se indicado, não teria vida fácil no Senado da República.

Preparou, adredemente, seu desembarque da Corte. O pretexto foi Valeixo, chefe da Polícia Federal. Moro tentara impedir (esse era seu argumento) que Bolsonaro interferisse no trabalho do órgão investigativo e também do STF. Após muito resistir, pediu demissão, sem não antes levar a público conversas reservadas mantidas com seu ex-chefe, inclusive pelo aplicativo WhatsApp.

Primeiro: em relação ao ministro Alexandre de Moraes, outro titã do constitucionalismo brasileiro, qualquer dos dois que dele se aproximasse com alguma proposta indecorosa receberia, infalivelmente, voz de prisão. Como os dois estão por aí saltitantes, significa que isso não ocorreu, não passou de mera cogitação, impunível em Direito. Segundo: até agora, Moro não provou nada quanto à suposta interferência que Bolsonaro queria fazer na PF.

Por último, não há o que se discutir; Sergio Moro traiu a nação. Uma pessoa, por mais vulgar que seja, jamais guarda informações a fim de justificar um terrível ato seu, imputando a outra a origem de seu comportamento. Ele se aproveitou da intimidade que tinha com o presidente e uma deputada federal para armazenar diálogos (por quanto tempo?) e até mesmo vazá-los para a mídia amiga, no intuito de permanecer como herói.

Saiu e se lançou candidato a presidente da República: “Sempre vou estar à disposição do país”. Foi um lance tosco e mal intencionado. Bolsonaro continua com seus 30% de seguidores fiéis, que o acompanham em qualquer situação; Lula e o PT também têm 30; Doria, Marina, Ciro, Huck, Flávio Dino e outros podem, juntos, chegar nesse número.

Não há dúvida de que Moro ainda é um popstar. Mas, é sempre bom que se lembre, não vimos até hoje nenhum artista ou assemelhado ganhar eleição no Brasil. Mesmo Bolsonaro teve vários mandatos de deputado federal até se consolidar como nome viável para chefiar o Executivo. Por enquanto, Moro só tem como apoiadores Dallagnol e os filhos de Januário.

O Bardo poderia ter saído antes e tentar ser prefeito de Curitiba, o que ainda lhe daria visibilidade. Calculou mal. No domingo, esperava-se que o Fantástico viesse socorrer seu provedor de informações. Qual o quê! Mesmo antes, a imprensa divulgou, em manchetes garrafais, que o procurador-geral da República havia pedido ao Supremo Tribunal Federal que investigasse se Bolsonaro cometeu crimes, conforme a acusação de seu ex-ministro. Quem ler atentamente a peça que ingressou no STF verificará que Augusto Aras pulou com os dois pés no peito de Moro, num golpe que, no interior de Goiás, chamamos de “voadeira”. Na realidade, a investigação se dirige contra ele.

Não é provável que, caso verdadeiro, o assédio de Bolsonaro contra Moro tenha se iniciado alguns dias antes de ele pedir demissão. As “provas” esclarecerão quanto tempo isso durou. A tolerância pode configurar uma série de crimes, já amplamente especificados por diversos juristas. Pretendeu ele dedar alguém, acobertado por uma suposta boa-fé?

Moro quis sair como uma imagem de São Jorge em prostíbulo: “Viu tudo e não participou de nada”.


Lissauer Corta Gastos na Assembleia Legislativa Para Gerar Economia de R$ 5 Milhões


O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Lissauer Vieira, estima uma economia de mais de R$ 5 milhões com redução de despesas, entre os meses de abril a junho, a partir do plano de contingenciamento que será adotado pelo Poder Legislativo. Pelo decreto a ser publicado, haverá uma redução de mais de 20% no custeio da Casa. A decisão foi tomada após acordo estabelecido com os chefes dos demais Poderes e órgãos autônomos do Estado. O presidente disse que, após esse período, a Alego deve continuar com as ações de contenção de gastos, pelo menos, até o final deste ano.

Diante dos impactos econômicos causados pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado Lissauer Vieira (PSB), definiu, após acordo estabelecido com os chefes dos demais Poderes e órgãos autônomos do Estado, o plano de contingenciamento de despesas que será adotado no Poder Legislativo. De acordo com o decreto que será publicado, a Casa de Leis reduzirá, em mais de 20%, seus custos entre os meses de abril e junho, promovendo, dessa forma, uma economia na ordem de R$ 5 milhões em apenas três meses. No entanto, após esse período, o presidente do Parlamento goiano deve continuar com as ações de contenção de gastos, pelo menos, até o final deste ano.

Segundo Lissauer, as medidas, que serão implementadas no Poder Legislativo estão em consonância com as decisões firmadas pelos chefes dos demais Poderes e visam contribuir para o equilíbrio fiscal de Goiás perante aos efeitos econômicos provocados pela pandemia. Conforme o parlamentar, a decisão é, acima de tudo, fruto do diálogo e da harmonia entre todos os órgãos constituídos do Estado.

“Diante dessa grave crise que estamos enfrentando e após diversas reuniões com o governador Ronaldo Caiado (DEM) e os chefes dos demais Poderes, nos comprometemos em reduzir as despesas no Legislativo goiano. Dessa forma, conseguiremos garantir a folha de pagamento dos servidores, além de concentrar melhor os esforços nas ações voltadas para o combate da pandemia em nosso Estado. Vejo que essa decisão, além de necessária e extremamente importante, é, acima de tudo, fruto do diálogo e harmonia entre todos os órgãos constituídos do Estado”, afirmou o presidente Lissauer.

De acordo com as normas estabelecidas no decreto, fica determinada, de imediato, a suspensão de novas obras e reformas no prédio atual da Assembleia Legislativa, ressalvando-se a manutenção predial preventiva e corretiva, bem como aquelas de natureza urgente e emergencial; a racionalização do consumo de água, energia elétrica, telefonia (fixa e móvel) e serviços de postagem e a suspensão de celebração de novos contratos e arquivamento de processos de contratações em curso, exceto os necessários para a manutenção das atividades da Assembleia Legislativa.

Também estão suspensas as repactuações e aditivos contratuais que impliquem aumento de despesa; a realização de concursos públicos e nomeação de concursados até o término do estado de calamidade pública; capacitação dos servidores através de cursos não oferecidos pela Escola do Legislativo; pagamento de passagens aéreas, salvo os casos urgentes e previamente autorizados pelo presidente; pagamento de conversão em pecúnia de licença-prêmio não gozada; pagamento de conversão em pecúnia de período de férias; pagamento de horas/aulas para professor, instrutor, palestrante ou conferencista nos cursos oferecidos pela Escola do Legislativo e concessão de diárias a deputados e servidores.

Por fim, o decreto determina ainda que sejam executadas pela Casa a redução ou suspensão de reajustes, mediante negociação com o contratado; revisão dos contratos buscando a redução linear em porcentual a ser definido, mediante negociação com o contratado; redução de pedidos de fornecimentos nas atas de registro de preços vigentes, além da limitação do pagamento de horas extras e de indenização pela prestação de serviço. Fonte: Agência Assembleia de Notícias

Mulher Denuncia Que Marido Está Estuprando a Própria Filha de 12 Anos

Uma mãe procurou a polícia no último dia 15 afirmando que sua filha de 12 anos pode estar mantendo um relacionamento amoroso com o pai.
Como os pais são separados, a menina mora com a mãe em um bairro e o pai em outro, mas ambos em Cuiabá (MT).
À polícia, a mãe disse que ficou sabendo por terceiros que sua filha pode estar “ficando” com o próprio pai.
Segundo a mãe, a outra filha dela também teve um caso com o pai, o que a fez ficar ainda mais desconfiada.
Com isso, ela resolveu registrar um boletim de ocorrência.
Apesar de o incesto (sexo entre pais e filhos) não ser considerado crime na lei brasileira se os envolvidos forem maiores de idade, nesse caso a menina tem 12 anos, então o caso foi registrado como estupro de vulnerável.

STF Declara Guerra ao Presidente Bolsonaro ao Fazer Interferência Indevida no Poder Executivo e Usurpa Atribuições do Presidente

Em conluio com o Poder Legislativo, o STF decidiu interferir nas atribuições do Poder Executivo em uma clara  e manifesta ação que fere da autonomia dos poderes. 

O ministro Alexandre Morais fez uma  verdadeira declaração de guerra ao governo Bolsonaro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira a nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, atendendo a um pedido de liminar feito pelo PDT, mostrou o andamento do processo no site do Supremo.


"Defiro a medida liminar para suspender a eficácia do Decreto de 27/4/2020 (DOU de 28/4/2020, Seção 2, p. 1) no que se refere à nomeação e posse de Alexandre Ramagem Rodrigues para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal", afirmou Moraes em sua decisão.


Na ação, o PDT alega que Bolsonaro incorreu em abuso de poder por desvio de finalidade ao indicar o delegado para a função com a intenção de "imiscuir-se na atuação da Polícia Federal".

Ramagem foi chefe da segurança de Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, após o então candidato sofrer um atentado, e tornou-se uma pessoa próxima da família do presidente, especialmente do vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro.