sexta-feira, 20 de março de 2020

Coronavírus: Ministro da Saúde prevê 'disparada' dos casos em abril e Colapso do Sistema de Saúde em Maio

Ministério declara transmissão comunitária do novo coronavírus em todo o território nacional


Total de casos subiu 45% em um dia. Ministro da Saúde prevê 'disparada' dos casos em abril e queda somente em setembro.

O Ministério da Saúde declarou que todo o território nacional está sob o status de transmissão comunitária do coronavírus Sars-Cov-2, responsável pela pandemia da doença Covid-19. O status foi publicado em portaria na noite desta sexta-feira (20).


O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já tinha anunciado nesta tarde que a medida seria tomada em breve para facilitar ações do governo. O ministro sinalizou também que a previsão é que os casos da doença disparem em abril e o sistema de saúde deve entrar em colapso.


A transmissão comunitária ou sustentada é aquela quando não é possível rastrear qual a origem da infecção, indicando que o vírus circula entre pessoas que não viajaram ou tiveram contato com quem esteve no exterior.


Até o balanço de quinta-feira (19), a transmissão comunitária estava configurada nos estados de São Paulo e de Pernambuco. Além disso, ocorre isoladamente em três capitais: Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre (além das capitais de SP e PE, já incluídas acima).


A declaração de estado de transmissão comunitária não significa que todos os estados e cidades tenham essa modalidade de transmissão. No balanço desta sexta, há ainda dois estados (Roraima e Maranhão) que ainda não tiveram casos confirmados.

"O Brasil vai ter que entender que nós somos um todo. Um todo. Um continente e que estamos todos com transmissão sustentada. (...) Essa divisão de estado é meramente uma divisão administrativa" - Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde

Atestado e isolamento


A portaria também oficializa recomendações que o ministério já tinha detalhado na quinta. O "isolamento domiciliar" de quem tiver "sintomas respiratórios" e daqueles que moram com ela deve ser de, no máximo, 14 dias". Também determina que o atestado emitido pelo profissional médico que determina a medida de isolamento será estendido às pessoas que residam no mesmo endereço.








O texto também traz uma recomendação aos idosos:



"As pessoas com mais de 60 (sessenta) anos de idade devem observar o distanciamento social, restringindo seus deslocamentos para realização de atividades estritamente necessárias, evitando transporte de utilização coletiva, viagens e eventos esportivos, artísticos, culturais, científicos, comerciais e religiosos e outros com concentração próxima de pessoas" - Portaria n° 454


Casos pelo Brasil


Os casos confirmados de Covid-19, doença infecciosa causada pelo coronavírus Sars-Cov-2, aumentaram 45% entre quinta (19) e esta sexta-feira (20), de acordo com dados do Ministério da Saúde. O mais recente balanço federal aponta que o Brasil tem 904 casos e 11 mortes. Os dados consideram informações repassadas pelas secretarias estaduais até as 16h.




Evolução dos casos de Covid-19 no Brasil — Foto: Arte/G1


Na quinta o ministério somava 621 casos e 6 mortes. O total de mortes subiu mais de 80% entre os dois balanços. Pelo segundo dia consecutivo, o ministério não divulgou o total de casos suspeitos, como vinha fazendo desde o início do acompanhamento dos casos. A plataforma que exibe os dados está fora do ar desde quinta-feira. O Ministério da Saúde também não divulgou o total de pessoas hospitalizadas



O número de estados com casos confirmados era de 21 na quinta e na sexta subiu para 25. Somente Roraima e Maranhão permanecem sem casos confirmados. Quanto às regiões, todas apresentaram aumento de casos.


O Sudeste tinha 391 casos e agora tem 553. O Nordeste tinha 110 e passou para 134. O Norte foi de 8 para 15. No Centro-Oeste, os casos passaram de 61 para 112. Por fim, o Sul tinha 71 e agora tem 90 casos.


Disparada dos casos em abril


O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse, durante apresentação com o presidente Jair Bolsonaro, que infecções por coronavírus deverão disparar no Brasil entre os meses de abril e junho.



"A gente deve entrar em abril e iniciar a subida rápida [de infecções]. Essa subida rápida vai durar o mês de abril, o mês de maio e o mês de junho, quando ela vai começar a ter uma tendência de desaceleração de subida" - Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde

Os casos de transmissão de Covid-19, infecção causada pelo coronavírus, deverão perder velocidade a partir de julho e, em agosto, é esperado que as ocorrências comecem a cair.



"O mês de julho, ela deve começar um platô. Em agosto, esse platô vai começar a mostrar tendência de queda. Em setembro é uma queda profunda, tal qual foi uma queda de março na China. Esse é o cenário que o mundo ocidental está trabalhando” - Mandetta

Brasil Deve Passar Pelo Que Itália Está Sofrendo em Abril e Maio Afirma Ministro da Saúde


De quinta-feira (19) para esta sexta-feira (20), o Ministério da Saúde registrou 283 novos casos de Covid-19 em todo o Brasil. No total do governo, são 904 casos confirmados, mas as Secretarias estaduais de Saúde contabilizam 970 até perto das 20h.


O número de mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde subiu para 11. Mais uma vez, o governo não divulgou o número de casos suspeitos.


Para centralizar as decisões sobre infraestrutura, o governo declarou no início da noite desta sexta a transmissão sustentada do novo coronavírus em todo o país, quando não se sabe a origem da contaminação.


O ministro Luiz Henrique Mandetta prevê subida rápida no número de casos entre abril e junho.


Na videoconferência com empresários, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a falar na curva de aumento de casos que o Brasil deve enfrentar.


“O vírus faz uma curva de 90 graus quando sobe. Nós ainda não estamos nela. São Paulo está fazendo o início do seu redemoinho. A gente imagina que ela vai pegar velocidade e subir nas próximas semanas, dez dias. A gente deve entrar em abril e iniciar a subida rápida. Essa subida rápida vai durar o mês de abril, o mês de maio e o mês de junho, quando ela vai começar a ter uma tendência de desaceleração de subida. No mês de julho, deve começar o platô. Em agosto, esse platô vai começar a mostrar tendência de queda e aí a queda, em setembro, é uma queda profunda, tal qual foi a queda de março da china. Esse é o cenário que o mundo ocidental está trabalhando”.



O ministro afirmou que o sistema de saúde brasileiro, público e privado, pode chegar a uma situação de colapso no fim de abril.


“Nós temos alguns pontos fortes, nós temos um sistema de saúde presente, nós conseguimos amenizar o atendimento, nós temos um tempo para ganhar. Nós temos aí 30 dias para que a gente resista razoavelmente bem, com muitos casos, dependendo da dinâmica da sociedade, mas, claramente, em final de abril nosso sistema entra em colapso”.


Esse cenário traçado pelo ministro leva em conta o fato de que, a partir de agora, vai ser cada vez mais difícil identificar e controlar a cadeia de transmissão do coronavírus no país. Além disso, segundo o ministro, as medidas de distanciamento social e isolamento domiciliar só fazem efeito na atenuação da curva de números depois de quase um mês.


Pouco depois, em entrevista coletiva ao lado do presidente da República, o ministro da Saúde foi questionado sobre o colapso do sistema de saúde e se há transmissão sustentada no Brasil.


E explicou que só aconteceria um colapso caso o Brasil não tomasse as medidas.


“Eu estava explicando o que é colapso. Nós temos muitas forças. Se nós não fizéssemos nada, se nós não aumentássemos a nossa capacidade instalada, nós ficássemos parados, olhando, nós teríamos um megaproblema, porque esse sistema do jeito que vem, sem fazer nada, a gente colhe um colapso. Nosso sistema ainda aguentaria, mesmo com a capacidade instalada normal, por volta de 30 dias”.


Sem citar nomes, ministro criticou decisões tomadas por governadores que, segundo ele, atrapalham o combate à doença. Mandetta afirmou que as medidas que envolvem restrição a locomoção e transporte devem partir do governo federal.


“É muito possível que a gente tenha que reconhecer num momento precoce, estamos numa sustentação nacional, dizer que somos todo o Brasil, para que os comandos das linhas de transporte passem para o presidente, para o ministro Tarcísio, da Infraestrutura, para a gente garantir os corredores. Porque essa história de fecha aeroporto, fecha aqui, o estado A fecha para o B, isso não pode ser descentralizado, senão, vai virar bagunça. Isso vai ter que ter um comando central”.



No começo da noite o governo publicou uma portaria declarando o estado de transmissão comunitária do novo coronavírus em todo o país. A portaria foi necessária, segundo o ministro, para facilitar a adoção de medidas mais padronizadas pelo governo federal e governos estaduais.


“Está na hora de os brasileiros entenderem o seguinte: nós, brasileiros, estamos todos dentro do mesmo barco. A fronteira interestadual é uma mera convenção que nós fizemos. Nós vamos ter que nos atender mutuamente. Se, para isso, para que isso seja explicitado eu tenha que dizer que temos transmissão sustentada no Brasil, eu vou dizer, para que eles entendam que não é regional. A regionalidade, para nós, é um mero desenho administrativo para que a gente possa conduzir esse país dentro de uma lógica de unidade nacional e não dentro de uma lógica fragmentada, que pode interromper cadeias de abastecimento que nos são muito preciosas”.


Mandetta afirmou que o fim de semana vai ser um termômetro importante.


“Este sábado e este domingo vai ser um grande teste de maturidade da população, um grande teste de entendimento das mensagens. O final de semana cheio de praia, como a gente viu outro dia, e vamos ver esse final de semana... Eu acho que as pessoas estão gradativamente entendendo e as pessoas estão colaborando. Vamos ver se essa colaboração se cristaliza bem. E vamos com muita calma, muita calma”.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou que supermercados vendam o álcool líquido 70% por seis meses. É o mais indicado para higienizar ambientes e objetos. A venda em supermercados estava proibida desde 2002. Mas é preciso tomar cuidado com esse tipo de álcool: ele é muito inflamável e pode provocar um acidente.


“Tenham todo cuidado de não expor esses produtos às crianças porque pode voltar a ter ocorrências de crianças queimadas, adultos também que vão acender churrasqueiras e o álcool explode em alta temperatura”, disse Webert Gonçalves de Santana, coordenador de Produtos da Anvisa.

Senado inicia primeira sessão virtual da história para votar decreto de calamidade pública


Senado inicia primeira sessão virtual da história para votar decreto de calamidade pública

Senadores votarão, por meio de celulares e computadores. Único item da pauta é o projeto que decreta estado de calamidade pública no Brasil em razão da pandemia do novo coronavírus.


Senado iniciou nesta sexta-feira (20) sua primeira sessão virtual, em que os parlamentares estarão à distância, fora das dependências da Casa.


Os senadores votarão, por meio de celulares e computadores, projeto que decreta estado de calamidade pública no Brasil em razão da pandemia do novo coronavírus. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.


A proposta é o único item da pauta desta sexta. O presidente em exercício, senador Antônio Anastasia (PSD-MG), abriu a sessão do plenário. Dentro de uma sala de controle com um telão eletrônico, ele receberá, em tempo real, as imagens dos demais senadores conectados à sessão.


Os parlamentares poderão fazer discursos e, depois, vão proclamar, verbalmente, seu voto. Senadores que não conseguirem acessar o sistema pela internet poderão entrar em contato com o Senado, por telefone, para participar da votação.


Anastasia comanda a sessão pois é o primeiro vice do Senado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), está afastado com diagnóstico de Covid-19.


Só depois de ter concluída a análise no Senado é que o decreto, com vigência até o fim do ano, estará em vigor. Este tipo de projeto vira lei assim que é aprovado pelo Congresso, não necessita de sanção presidencial.



O senador Weverton (PDT-MA), relator da proposta que estabelece estado de calamidade pública no país, disse ser favorável à aprovação do texto.


De acordo com a Presidência da República, com o reconhecimento do estado de calamidade, a União ficará autorizada a elevar gastos públicos e não cumprir meta fiscal prevista para este ano.


O Ministério da Economia esclareceu esta semana que a medida só impacta a meta fiscal e não livra a União de cumprir o teto de gastos ou a regra de ouro.


O Senado cancelou todas as reuniões de comissões (15 previstas) e, pelo menos, duas sessões do plenário da Casa para evitar aglomerações e a disseminação do coronavírus. Ao menos 27 dos 81 senadores integram grupos considerados de risco, como o de pessoas com idade avançada e o de indivíduos com doenças crônicas.




Sistema de votação remota




Para tentar viabilizar reuniões, Alcolumbre assinou nesta terça-feira (17) um ato que possibilita a votação de projetos com caráter de urgência em sessões virtuais, por meio de dispositivos como celulares e computadores.


O texto institui a votação à distância dos projetos por meio do Sistema de Deliberação Remota (SDR). Este sistema ainda não está operacional. Ele não será usado na sessão de hoje. Apenas na próxima votação do plenário. Para a sessão de hoje, os parlamentares terão de declarar o voto verbalmente.


O sistema de votação poderá ser utilizado nas seguintes situações:

guerra;
convulsão social;
calamidade pública;
pandemia;
emergência epidemiológica;
colapso do sistema de transportes;
situações de força maior que impeçam ou inviabilizem a reunião presencial dos parlamentares no edifício do Congresso Nacional ou em outro local físico.




O SDR estará disponível em celulares e computadores, desde que estejam conectados à internet.


Iniciada a votação, o parlamentar deverá acessar o sistema com código de identificação de três dígitos e senha pessoal. Na sequência, receberá em seu dispositivo – previamente autenticado – um código de letras e números de uso único para aquela votação.



"Na hora da sessão, os parlamentares no exercício do mandato receberão, em aparelho previamente cadastrado, endereço eletrônico por meio do qual poderão conectar-se à sessão virtual de deliberação", determina o texto.


Cada sessão terá apenas um item na pauta e duração de seis horas, que poderá ser prorrogada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre. As opções de voto serão: a favor, contra, abstenção ou obstrução.


No momento em que o voto for registrado, o celular ou computador vai capturar, pela câmera frontal, a imagem do senador. A foto servirá para uma eventual auditoria, caso haja suspeita de fraude. O parlamentar receberá uma mensagem confirmando o voto.


O senador que disponibilizar sua senha de acesso e o dispositivo autenticado a outra pessoa terá o voto anulado. Ele também terá praticado procedimento incompatível com o decoro parlamentar e, eventualmente, sofrer punições.

Brasil Tem 651 Casos Confirmados de Coronavírus Com 7 Mortes

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 11h35 desta sexta-feira (20), 651 casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil em 23 estados e no Distrito Federal. São sete mortes no Brasil, duas no Rio de Janeiro e cinco em São Paulo, onde o Ministério da Saúde registrou apenas quatro mortes.


Os estados do Amapá e do Mato Grosso identificaram seus primeiros casos. O Pará já registrou dois homens infectados, na faixa etária dos 35 anos, e o Acre alcançou quatro casos. Somente o Maranhão, Rondônia e Roraima ainda não confirmaram casos.


Confira o balanço das secretarias de Saúde:
Casos confirmados do novo coronavírus no Brasil
EstadoSecretarias da SaúdeMinistério da Saúde
AC43
AL44
AP10
AM33
BA3130
CE2420
DF4242
ES1311
GO1512
MA00
MT10
MS97
MG2929
PA21
PB11
PR2323
PE2828
PI30
RJ6665
RN11
RS3728
RO00
RR00
SC2120
SP286286
SE66
TO11
Total651621

quinta-feira, 19 de março de 2020

Eleições Municipais Podem Ser Canceladas e Dinheiro do Fundo Eleitoral Usado no Combate ao Coronavírus

Para as ações de combate ao coronavírus no Brasil, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Major Olimpio (PSL-SP) propõem a utilização dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundão Eleitoral, e do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o Fundo Partidário. Neste momento é melhor cancelar as eleições municipais, prorrogar os mandatos de prefeitos e vereadores até 2022 e usar o dinheiro no combate ao coronavírus. Avalia os senadores.
Em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro sancionou integralmente a Lei Orçamentária Anual de (LOA) de 2020, que inclui o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para financiar as campanhas dos candidatos nas eleições municipais de outubro. Além disso, as siglas ainda contam com mais R$ 1 bilhão do Fundo Partidário para as despesas com atividades das legendas. O montante garantido pelo Congresso é distribuído de acordo com o tamanho das bancadas.
O líder da minoria no Senado, Randolfe Rodrigues, disse que assinou projeto de lei, nesta quarta-feira (18), para permitir que os partidos destinem o dinheiro dos dois fundos nos casos de emergência nacional, como a pandemia de covid-19.   

— O momento é grave e por isso estou apresentando projeto para que, em emergências como essa, os recursos dos fundos eleitoral e partidário sejam destinados ao enfrentamento de crises na saúde. Agora, mais do que nunca, é necessária a aplicação de todos os esforços possíveis. Em momentos de emergência nacional, como o caso atual da pandemia do coronavírus, é necessária a mobilização de todos. Nesse sentido, todos os recursos financeiros devem ser designados ao Sistema Único de Saúde — destacou Randolfe.

Emenda
Já o líder do PSL, senador Major Olimpio, quer repassar o valor de R$ 2,5 bilhões dos fundos para o combate ao coronavírus. Para isso, ele apresentou emenda à medida provisória de enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da doença (MP 924/2020).
A medida editada pelo governo federal no último dia 13 abre crédito extraordinário de R$ 5 bilhões para reforço de dotações dos ministérios da Educação e da Saúde. Os recursos serão destinados ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre, à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (que atua em 40 hospitais universitários), ao Fundo Nacional de Saúde e à Fundação Oswaldo Cruz, responsável no país pelos testes em contraprovas dos casos de coronavírus.
Os recursos são oriundos do cancelamento de emendas apresentadas pelo relator-geral do Orçamento de 2020, deputado Domingos Neto (PSD-CE). Com a emenda apresentada, Major Olimpio quer elevar esse valor para R$ 7,5 bilhões.
— Essa ação irá fornecer mais de R$ 2 bilhões adicionais em liquidez para o enfrentamento dessa epidemia. Nós estamos num momento crítico na luta contra o vírus. Devemos passar esse valor do 'Fundão da Vergonha' que serve para financiar campanhas, santinhos, cabos eleitorais, para ajudar o povo brasileiro. Se o Congresso quiser, de fato, ajudar o país, é só acolher a minha emenda — disse o senador

Bomba! Novo Estudo Científico Indica Que Coronavírus Pode Ser Transmitido Pelo Ar

A alta taxa de contaminação indicava que o novo coronavírus não era transmitido somente por contato direto com pessoas contaminadas, mas não existia nenhum  estudo que comprovasse essa suspeita.
 Um estudo realizado pelo governo do EUA, apoiado pelo Programa de Pesquisa Intramural do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Institutos Nacionais de Saúde e por contratos da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa do governo dos Estados Unidos no Programa Estratégico de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental do Departamento de Defesa,  mostrou que o coronavírus pode ser transmitido pelo ar. O estudo mostrou que se uma pessoa contaminada pelo coronavírus espirrar o coronavírus pode permanecer até 3 horas no ar. Em termos práticos, se uma pessoa contaminada espirrar, o vírus pode contaminar pessoas que passem pelo local até 3 horas depois do espirro.

 (SERDP, RC-2635, ao Dr. Lloyd-Smith).

 Um novo coronavírus humano que agora é denominado síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2) (anteriormente chamado de HCoV-19) surgiu em Wuhan, China, no final de 2019 e agora está causando uma pandemia.1 Analisamos o aerossol e  estabilidade superficial do SARS-CoV-2 e comparado com SARS-CoV-1, o coronavírus humano mais intimamente relacionado.2
 Avaliamos a estabilidade do SARS-CoV-2 e SARS-CoV-1 em aerossóis e em várias superfícies e estimamos suas taxas de decaimento usando um modelo de regressão bayesiana (consulte a seção Métodos no apêndice suplementar, disponível com o texto completo desta carta.  em NEJM.org).  SARS-CoV-2 nCoV-WA1-2020 (MN985325.1) e SARS-CoV-1 Tor2 (AY274119.3) foram as cepas utilizadas.  Aerossóis (<5 μm) contendo SARS-CoV-2 (105,25 dose infecciosa de 50% de cultura de tecidos [TCID50] por mililitro) ou SARS-CoV-1 (106,75-7,00 TCID50 por mililitro) foram gerados com o uso de três  nebulizador a jato Collison e alimentado em um tambor Goldberg para criar um ambiente em aerossol.  O inóculo resultou em valores de limiar de ciclo entre 20 e 22, semelhantes aos observados em amostras obtidas do trato respiratório superior e inferior em humanos.
 Nossos dados consistiram em 10 condições experimentais envolvendo dois vírus (SARS-CoV-2 e SARS-CoV-1) em cinco condições ambientais (aerossóis, plástico, aço inoxidável, cobre e papelão).  Todas as medições experimentais são relatadas como médias em três repetições.
 Figura 1.

 Viabilidade de SARS-CoV-1 e SARS-CoV-2 em aerossóis e em várias superfícies.
 O SARS-CoV-2 permaneceu viável em aerossóis durante toda a experiência (3 horas), com uma redução no título infeccioso de 103,5 para 102,7 TCID50 por litro de ar.  Essa redução foi semelhante à observada com SARS-CoV-1, de 104,3 para 103,5 TCID50 por mililitro (Figura 1A).
 O SARS-CoV-2 foi mais estável em plástico e aço inoxidável do que em cobre e papelão, e vírus viáveis ​​foram detectados até 72 horas após a aplicação nessas superfícies (Figura 1A), embora o título do vírus tenha sido bastante reduzido (de 103,7 para 100,6  TCID50 por mililitro de meio após 72 horas em plástico e de 103,7 a 100,6 TCID50 por mililitro após 48 horas em aço inoxidável).  A cinética de estabilidade do SARS-CoV-1 foi semelhante (de 103,4 a 100,7 TCID50 por mililitro após 72 horas em plástico e de 103,6 a 100,6 TCID50 por mililitro após 48 horas em aço inoxidável).  No cobre, nenhum SARS-CoV-2 viável foi medido após 4 horas e nenhum SARS-CoV-1 viável foi medido após 8 horas.  No papelão, nenhum SARS-CoV-2 viável foi medido após 24 horas e nenhum SARS-CoV-1 viável foi medido após 8 horas (Figura 1A).
 Ambos os vírus tiveram uma deterioração exponencial no título de vírus em todas as condições experimentais, como indicado por uma redução linear no log10TCID50 por litro de ar ou mililitro de meio ao longo do tempo (Figura 1B).  As meias-vidas de SARS-CoV-2 e SARS-CoV-1 foram semelhantes em aerossóis, com estimativas medianas de aproximadamente 1,1 a 1,2 horas e intervalos credíveis de 95% de 0,64 a 2,64 para SARS-CoV-2 e 0,78 a 2,43 para aerossóis.  SARS-CoV-1 (Figura 1C e Tabela S1 no apêndice suplementar).  As meias-vidas dos dois vírus também foram semelhantes no cobre.  No papelão, a meia-vida do SARS-CoV-2 foi maior que a do SARS-CoV-1.  A viabilidade mais longa dos dois vírus foi em aço inoxidável e plástico;  a meia-vida média estimada da SARS-CoV-2 foi de aproximadamente 5,6 horas em aço inoxidável e 6,8 horas em plástico (Figura 1C).  As diferenças estimadas na meia-vida dos dois vírus foram pequenas, exceto nas de papelão (Figura 1C).  Os dados replicados individuais eram visivelmente mais "ruidosos" (ou seja, houve mais variação no experimento, resultando em um erro padrão maior) para papelão do que para outras superfícies (Fig. S1 a S5), por isso aconselhamos cautela na interpretação desse resultado.
 Descobrimos que a estabilidade do SARS-CoV-2 era semelhante à do SARS-CoV-1 nas circunstâncias experimentais testadas.  Isso indica que as diferenças nas características epidemiológicas desses vírus provavelmente surgem de outros fatores, incluindo altas cargas virais no trato respiratório superior e o potencial de pessoas infectadas com SARS-CoV-2 derramarem e transmitirem o vírus enquanto assintomáticas.3,4  Nossos resultados indicam que a transmissão de aerossol e fomito de SARS-CoV-2 é plausível, uma vez que o vírus pode permanecer viável e infeccioso em aerossóis por horas e em superfícies por dias (dependendo do inoculo liberado).  Esses achados ecoam aqueles com SARS-CoV-1, nos quais essas formas de transmissão foram associadas a eventos de propagação hospitalar e super-propagação 5, e fornecem informações para os esforços de mitigação de pandemia.
 Neeltje van Doremalen, Ph.D.
 Trenton Bushmaker, B.Sc.
 Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Hamilton, MT
 Dylan H. Morris, M. Phil.
 Universidade de Princeton, Princeton, NJ
 Myndi G. Holbrook, B.Sc.
 Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Hamilton, MT
 Amandine Gamble, Ph.D.
 Universidade da Califórnia, Los Angeles, Los Angeles, CA
 Brandi N. Williamson, M.P.H.
 Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Hamilton, MT
 Azaibi Tamin, Ph.D.
 Jennifer L. Harcourt, Ph.D.
 Natalie J. Thornburg, Ph.D.
 Susan I. Gerber, M.D.
 Centros de Controle e Prevenção de Doenças, Atlanta, GA
 James O. Lloyd-Smith, Ph.D.
 Universidade da Califórnia, Los Angeles, Los Angeles, CA, Bethesda, MD
 Emmie de Wit, Ph.D.
 Vincent J. Munster, Ph.D.
 Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Hamilton, MT
 vincent.munster@nih.gov
 Apoiado pelo Programa de Pesquisa Intramural do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Institutos Nacionais de Saúde e por contratos da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA PREEMPT N ° D18AC00031, aos Drs. Lloyd-Smith e Gamble), do  National Science Foundation (DEB-1557022, ao Dr. Lloyd-Smith) e do Programa Estratégico de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental do Departamento de Defesa (SERDP, RC-2635, ao Dr. Lloyd-Smith).
 Os formulários de divulgação fornecidos pelos autores estão disponíveis com o texto completo desta carta no NEJM.org.
 As descobertas e conclusões desta carta são de responsabilidade dos autores e não representam necessariamente a posição oficial dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).  Os nomes de fornecedores, fabricantes ou produtos específicos estão incluídos para fins de saúde pública e informações;  a inclusão não implica o endosso de fornecedores, fabricantes ou produtos pelo CDC ou pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos.
 Esta carta foi publicada em 17 de março de 2020, no NEJM.org.
 O Dr. van Doremalen, Bushmaker e Morris contribuíram igualmente para esta carta.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Prefeito de Hidrolândia Decreta Situação de Emergência na Saúde e Fecha feiras, clubes, academias, bares, restaurantes e a Prefeitura

O prefeito de Hidrolândia, Paulinho, decretou situação de emergência na saúde pública municipal pelo prazo de 180 dias com o objetivo de combater a propagação do coronavírus.

Entre as medidas anunciadas pelo prefeito, estão:

ficam suspensos pelos próximos 15 (quinze) dias: I – reuniões com mais de 05 (cinco) pessoas em todos os prédios públicos e privados; II – todos os eventos públicos e privados de quaisquer natureza, inclusive cultos religiosos; III - todas as atividades em feiras, clubes, academias, bares e restaurantes;  IV - atividades de saúde, pública e privada, exceto aquelas relacionadas ao atendimento de urgências e emergências.

Veja na íntegra o decreto

DECRETO Nº 122/2020                 DE 18 DE MARÇO DE 2020    
Dispõe sobre a decretação de situação de emergência na saúde pública municipal e dá outras providências   
O PREFEITO MUNICIPAL DE HIDROLÂNDIA, Estado de Goiás, no uso de suas atribuições legais conferidas pelo Artigo 36, Inciso V, da Lei Orgânica do Município,    
DECRETA:  
Art. 1º. Fica decretada situação de emergência na saúde pública no Município de Hidrolândia, Goiás, pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias, com o fim inicial de conter a propagação do Novo Coronavírus (2019-nCoV), tendo em vista a declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), decorrente da Infecção Humana pelo Novo Coronavírus (2019nCoV), nos termos da Portaria nº 188, de 3 de fevereiro de 2020, do Ministro de Estado da Saúde. Parágrafo único. O prazo estabelecido no caput deste artigo poderá ser prorrogado em caso de comprovada necessidade.   
Art. 2º – Para o enfrentamento inicial da emergência de saúde decorrente do coronavírus, ficam suspensos pelos próximos 15 (quinze) dias: I – reuniões com mais de 05 (cinco) pessoas em todos os prédios públicos e privados; II – todos os eventos públicos e privados de quaisquer natureza, inclusive cultos religiosos; III - todas as atividades em feiras, clubes, academias, bares e restaurantes;  IV - atividades de saúde, pública e privada, exceto aquelas relacionadas ao atendimento de urgências e emergências; V – o atendimento e funcionamento de todos os serviços públicos não essenciais. § 1º O prazo estipulado poderá ser prorrogado conforme necessidade comprovada. §2º Não se incluem na suspensão prevista neste artigo os estabelecimentos médicos, hospitalares, laboratórios de análises clínicas, farmacêuticos, psicológicos, clínicas de fisioterapia e de vacinação, distribuidoras e revendedoras de gás, postos de combustíveis, supermercados e congêneres, proibida qualquer tipo de aglomeração ou reunião de pessoas nesses locais. §4º As reuniões realizadas com até 05 (cinco) pessoas deverão ser realizadas em local que observe a distância mínima de 02 (dois) metros entre as pessoas. 
   
Art. 3º. Todos os prédios públicos e privados deverão disponibilizar local para higienização, mediante sabão e álcool em gel.   Art. 4º. Diante de novas circunstâncias o Município poderá decretar situação de emergência na saúde pública municipal.  
Art. 5º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.    
Gabinete do Prefeito Municipal de Hidrolândia, Estado de Goiás, aos dezoito dias do mês de março de 2020.        
Paulo Sérgio de Rezende Prefeito Municipal

Prefeito de Rio Verde conclama população a enfrentar coronavírus e fake news

O prefeito Paulo do Vale convocou a imprensa rio-verdense para uma entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, 17, para atualizar a comunidade sobre a situação da Covid -19 – Coronavírus e anunciar medidas contras as notícias falsas que começaram a circular na internet criadas com o objetivo de disseminar pânico.
O prefeito informou que até o momento o município tem 3 casos confirmados e 26 negativos da doença. Anunciou ainda que, a partir de agora, os boletins diários serão feitos através de vídeos. Ele pediu à população que não se deixe enganar por números distorcidos divulgados na internet e rogou que as notícias falsas sejam denunciadas.
Após a coletiva, Paulo do Vale entrou em contato com o secretário estadual de Segurança Pública e com o governador Ronaldo Caiado para pedir empenho máximo na investigação dos crimes. “São pessoas sem nenhum senso de solidariedade ao próximo, que precisam ser punidas e extirpadas do convívio com a sociedade.”
Na coletiva também foi informado que pessoas vindas de cidades com grande número de infectados, como Rio de Janeiro e São Paulo, estão sendo orientadas a ficar em casa de quarentena a partir de hoje por 14 dias. “Vamos fiscalizar. A quarentena é compulsória. E quem não obedecer poderá sofrer as penalidades.”
Presente na entrevista, o delegado regional Carlos Alberto Batista disse que em poucos dias a Polícia Civil conseguirá identificar os responsáveis por falsificar a assinatura das autoridades para a criação das chamadas “fake news”. Ele alertou também para a responsabilidade de quem compartilha esse tipo de informação na internet.
O prefeito Paulo do Vale reforçou a importância da adesão da comunidade ao período de resguardo para evitar a proliferação do vírus. Ele lembrou que o governo estadual acaba de decretar o fechamento de alguns estabelecimentos comerciais, academias e clubes e que as ações no município serão tomadas em conjunto com a gestão estadual.