MANDADO FALSO NO BNMP: JUSTIÇA APURA POSSÍVEL INVASÃO E INSERÇÃO DE DADOS FRAUDULENTOS

Um episódio de extrema gravidade atingiu o sistema utilizado pelo Judiciário brasileiro para registrar ordens de prisão. Uma decisão da Justiça de Alagoas, datada deste domingo (30), aponta para a possível inserção fraudulenta de um mandado de prisão no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP 3.0).
O alvo da ordem era Monicleiton Jesus Pereira Alkimim, conhecido como Cleitin Mil Graus.
Ao analisar o caso, a Justiça constatou algo alarmante: o número do processo que supostamente sustentava a prisão não existe no sistema processual do Tribunal de Justiça de Alagoas.
Mais grave ainda: segundo a decisão, o nome e o login do juiz Diogo Cadore Pedroso teriam sido utilizados indevidamente para gerar o mandado. O próprio magistrado comunicou que jamais determinou, assinou ou expediu aquela prisão.
Ou seja: uma ordem capaz de colocar uma pessoa atrás das grades apareceu no banco nacional sem que existisse a decisão judicial que deveria sustentá-la.
A juíza plantonista Fernanda de Goes Brito Diamantaras classificou a situação como risco de prisão indevida, determinou imediatamente a expedição de contramandado, a baixa no BNMP e a comunicação às autoridades policiais.
E determinou algo ainda mais sério: investigação administrativa para apurar eventual invasão do sistema e inserção de dados falsos, com comunicação à Presidência e à Corregedoria do TJAL e ao Conselho Nacional de Justiça.
Agora surge a pergunta inevitável:
QUEM INSERIU UM MANDADO DE PRISÃO FALSO NO SISTEMA NACIONAL DA JUSTIÇA — E COM QUAL OBJETIVO?
A resposta poderá revelar se houve invasão externa, comprometimento de credenciais ou participação de alguém com acesso ao sistema. Até que a investigação identifique a autoria, qualquer atribuição de responsabilidade seria prematura.
O caso ultrapassa Cleitin Mil Graus. Se alguém conseguiu fabricar uma ordem de prisão dentro do BNMP, está em discussão a própria segurança de um sistema nacional destinado a decidir quem pode ou não ser privado da liberdade.
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