SAÚDE | O relato de uma mãe expõe uma situação que exige respostas da Prefeitura de Morrinhos. Rosângela afirma que tentou atendimento para o filho autista nível 3, que estava em crise, mas encontrou dificuldades até para retirá-lo do veículo e levá-lo ao consultório.
Segundo ela, inicialmente foi solicitada uma ambulância, mas o atendimento não teria sido disponibilizado. Já na Saúde Integra/Clínica da Mulher, a mãe relata que pediu auxílio para que o filho fosse avaliado, diante da dificuldade de conduzi-lo para dentro da unidade.
“Sem estrutura nenhuma, nem sequer enfermeira para nos ajudar”, denuncia.
O caso levanta perguntas que precisam ser respondidas pelo prefeito Maycllyn Carreiro e pela Secretaria Municipal de Saúde: por que a ambulância não realizou o atendimento? Qual protocolo existe para autistas nível 3 em crise? Há equipe preparada para auxiliar essas famílias? Existe ambiente adequado para desregulação sensorial? O que fazer quando o paciente não consegue entrar no consultório?
A situação chama ainda mais atenção diante de outra apuração recente do Blog do Cleuber Carlos.
O Blog questionou uma licitação da Prefeitura de Morrinhos, na área da saúde, com valor estimado em aproximadamente R$ 42 milhões.
A pergunta agora é inevitável: como uma Prefeitura movimenta uma licitação desse tamanho para a saúde enquanto uma mãe denuncia não encontrar estrutura básica para atender o filho autista em crise?
Uma coisa não comprova irregularidade na outra. Mas o contraste exige explicações.
Onde estão sendo aplicados os recursos? Quais serviços estão sendo contratados? Quanto Morrinhos investe especificamente no atendimento às pessoas com TEA?
Rosângela encerrou seu apelo com indignação e direcionou a cobrança ao prefeito: “Vai para você, Maycllyn Carreiro.”
O Blog do Cleuber Carlos abre espaço para a Prefeitura explicar o atendimento e mostrar qual estrutura oferece aos autistas em crise.
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