
O deputado estadual Gugu Nader fez uma grave denúncia neste domingo (23).
Em vídeo divulgado em seu Instagram, o parlamentar afirmou que candidatos de fora de Itumbiara estariam entrando no município com dinheiro para conquistar votos por meio de lideranças locais.
Segundo Gugu, o mecanismo funcionaria através da cooptação de lideranças políticas, comunitárias e até suplentes de vereadores.
Essas pessoas receberiam recursos e assumiriam a missão de arregimentar eleitores e conseguir votos para candidatos que não possuem vínculo político com Itumbiara.
A acusação, se comprovada, pode configurar captação ilícita de sufrágio, a chamada compra de votos, prática proibida pela legislação eleitoral.
Mas Gugu Nader levantou outro ponto.
Para ele, o prejuízo não termina no momento em que alguém vende o voto.
A conta pode ser paga por Itumbiara durante os quatro anos seguintes.
O raciocínio apresentado pelo deputado é simples: cada cadeira conquistada na Assembleia Legislativa representa também capacidade política para direcionar emendas parlamentares, cobrar investimentos e defender interesses do município.
Gugu afirma que concentra grande parte de suas emendas em Itumbiara justamente porque representa politicamente a cidade.
Quando milhares de votos de Itumbiara ajudam a eleger deputados de outras regiões, esses parlamentares tendem naturalmente a concentrar sua atuação e seus recursos nas próprias bases eleitorais.
É aí que, segundo Gugu, aparece um prejuízo que o eleitor muitas vezes não percebe.
O dinheiro recebido eventualmente pela venda de um voto desaparece rapidamente.
Mas o voto permanece contabilizado durante quatro anos.
E pode significar menos dinheiro chegando para hospitais, escolas, infraestrutura, entidades sociais e outros serviços públicos de Itumbiara.
A denúncia feita pelo deputado também coloca uma pergunta no centro da eleição de 2026:
quem está financiando essas supostas operações e quais lideranças de Itumbiara estariam recebendo dinheiro para entregar votos a candidatos de fora?
Se existem pagamentos, nomes, valores ou qualquer estrutura organizada para comprar eleitores, o assunto deixa de ser apenas uma disputa política.
Passa a ser também assunto para a Justiça Eleitoral.
Porque vender o voto pode render dinheiro por um dia.
Mas perder representação política pode custar caro a Itumbiara durante quatro anos.
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