domingo, 23 de agosto de 2026

GUGU DENUNCIA COMPRA DE VOTOS EM ITUMBIARA

ELEIÇÕES 2026 | Deputado estadual afirma que candidatos de outros municípios estariam usando lideranças locais e suplentes de vereadores para arregimentar eleitores mediante pagamento. Gugu Nader alerta que, além de configurar possível crime eleitoral, a prática pode fazer Itumbiara perder representatividade e milhões em investimentos por meio de emendas parlamentares.

O deputado estadual Gugu Nader fez uma grave denúncia neste domingo (23).

Em vídeo divulgado em seu Instagram, o parlamentar afirmou que candidatos de fora de Itumbiara estariam entrando no município com dinheiro para conquistar votos por meio de lideranças locais.

Segundo Gugu, o mecanismo funcionaria através da cooptação de lideranças políticas, comunitárias e até suplentes de vereadores.

Essas pessoas receberiam recursos e assumiriam a missão de arregimentar eleitores e conseguir votos para candidatos que não possuem vínculo político com Itumbiara.

A acusação, se comprovada, pode configurar captação ilícita de sufrágio, a chamada compra de votos, prática proibida pela legislação eleitoral.

Mas Gugu Nader levantou outro ponto.

Para ele, o prejuízo não termina no momento em que alguém vende o voto.

A conta pode ser paga por Itumbiara durante os quatro anos seguintes.

O raciocínio apresentado pelo deputado é simples: cada cadeira conquistada na Assembleia Legislativa representa também capacidade política para direcionar emendas parlamentares, cobrar investimentos e defender interesses do município.

Gugu afirma que concentra grande parte de suas emendas em Itumbiara justamente porque representa politicamente a cidade.

Quando milhares de votos de Itumbiara ajudam a eleger deputados de outras regiões, esses parlamentares tendem naturalmente a concentrar sua atuação e seus recursos nas próprias bases eleitorais.

É aí que, segundo Gugu, aparece um prejuízo que o eleitor muitas vezes não percebe.

O dinheiro recebido eventualmente pela venda de um voto desaparece rapidamente.

Mas o voto permanece contabilizado durante quatro anos.

E pode significar menos dinheiro chegando para hospitais, escolas, infraestrutura, entidades sociais e outros serviços públicos de Itumbiara.

A denúncia feita pelo deputado também coloca uma pergunta no centro da eleição de 2026:

quem está financiando essas supostas operações e quais lideranças de Itumbiara estariam recebendo dinheiro para entregar votos a candidatos de fora?

Se existem pagamentos, nomes, valores ou qualquer estrutura organizada para comprar eleitores, o assunto deixa de ser apenas uma disputa política.

Passa a ser também assunto para a Justiça Eleitoral.

Porque vender o voto pode render dinheiro por um dia.

Mas perder representação política pode custar caro a Itumbiara durante quatro anos.


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