quinta-feira, 27 de agosto de 2026

42% DOS GOIANOS AINDA PODEM MUDAR O VOTO

ELEIÇÕES 2026 | A nova Quaest revela uma disputa menos consolidada do que os números da pesquisa estimulada podem sugerir. Embora 58% dos eleitores afirmem que sua escolha para governador já é definitiva, 42% admitem que ainda podem mudar de candidato até 4 de outubro. Em outras palavras: quatro em cada dez eleitores ainda deixam a porta aberta para rever o voto.  

Daniel Vilela aparece com 37%, Marconi Perillo com 20%, Wilder Morais com 12% e Luis Cesar Bueno com 4%.

Mas talvez um dos números mais relevantes da Quaest esteja fora desse placar.

A pesquisa perguntou aos eleitores se a decisão tomada até agora é definitiva.

58% responderam que sim. Outros 42% disseram que ainda podem mudar.

É um contingente suficientemente grande para mostrar que, apesar da estabilidade observada entre julho e agosto, existe espaço para movimentação durante a campanha. 

UMA ELEIÇÃO ESTÁVEL, MAS NÃO NECESSARIAMENTE CRISTALIZADA

Essa é a aparente contradição da pesquisa.

Em aproximadamente um mês, Daniel permaneceu com os mesmos 37%. Marconi passou de 21% para 20% e Wilder, de 11% para 12%. As oscilações estão dentro da margem de erro de três pontos. 

O tabuleiro praticamente não mudou.

Mas isso não significa que todos os votos estejam consolidados.

Se 42% ainda admitem mudar de candidato, uma parcela relevante das atuais intenções de voto pode ser considerada suscetível aos acontecimentos da campanha.

E existe outro dado que reforça essa leitura.

Na pesquisa espontânea — quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado — 74% ainda não indicam candidato. Daniel é citado por 17%, Marconi por 4% e Wilder por 3%. 

São perguntas diferentes e, portanto, os percentuais não devem ser somados. Mas ambos os indicadores apontam para uma eleição em que parte expressiva do eleitorado ainda não demonstra escolha completamente consolidada.

A DISPUTA AGORA É PELA CONVERSÃO

O desafio das campanhas nas próximas semanas passa a ser duplo.

Não basta conquistar novos eleitores. Também será necessário manter aqueles que hoje declaram determinado candidato, mas admitem que ainda podem mudar de opinião.

Debates, propaganda eleitoral, redes sociais, fatos novos e erros ou acertos das campanhas podem pesar nesse processo.

Daniel começa essa etapa na liderança. Marconi e Wilder tentam reduzir a distância. Mas a Quaest mostra que uma parcela expressiva do eleitorado ainda admite reconsiderar sua decisão.

A pesquisa ouviu 804 eleitores entre 23 e 26 de agosto, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento, encomendado pela TV Anhanguera, está registrado sob o número GO-06186/2026

O placar está parado. O voto, para 42% dos eleitores, ainda não.


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