ELEIÇÕES 2026 | Nem convenções, alianças, ataques, campanha nas ruas ou maior exposição dos candidatos conseguiram mexer no tabuleiro. Daniel Vilela tinha 37% na Quaest de julho e continua com 37%. Marconi oscilou de 21% para 20% e Wilder de 11% para 12%. Até indecisos, brancos e nulos permanecem exatamente no mesmo lugar. A eleição para governador de Goiás parece ter congelado.
Passaram-se praticamente 30 dias.
Os candidatos foram para as ruas. As alianças avançaram. Houve convenções, ataques, vídeos, entrevistas, debates políticos e uma guerra diária nas redes sociais.
Mas o eleitor praticamente não se mexeu.
A nova pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (27) mostra Daniel Vilela (MDB) com 37%, Marconi Perillo (PSDB) com 20% e Wilder Morais (PL) com 12%.
Luis Cesar Bueno (PT) aparece com 4%.
O impressionante surge quando esses números são colocados ao lado da Quaest anterior.
Em julho, Daniel tinha 37%. Continua com 37%.
Marconi tinha 21%. Agora tem 20%.
Wilder tinha 11%. Agora tem 12%.
Luis Cesar tinha 3% e foi a 4%.
Todas as oscilações estão dentro da margem de erro.
ATÉ OS INDECISOS FICARAM PARADOS
Existe um detalhe ainda mais curioso.
Na pesquisa anterior, 20% estavam indecisos. Agora são exatamente 20%.
Brancos e nulos representavam 7%. Continuam em 7%.
Ou seja: não apenas os candidatos praticamente permaneceram nas mesmas posições. Até o eleitor que ainda não escolheu candidato continua proporcionalmente no mesmo lugar.
É uma fotografia rara de estabilidade.
E existe precedente recente.
Em 2022, Ronaldo Caiado também atravessou período semelhante praticamente estacionado. Levantamentos daquele período mostravam o então candidato na casa dos 36%/37% entre julho e agosto.
A diferença é que Caiado terminaria aquela eleição vencendo no primeiro turno.
Em 2026, a disputa apresenta outra configuração: Daniel lidera com folga, mas seus 37% ainda não apontam, neste momento, para uma vitória no primeiro turno.
O QUE PODE QUEBRAR O GELO?
Esse talvez seja o verdadeiro resultado da Quaest.
Daniel não conseguiu ampliar seus 37%.
Marconi não conseguiu encostar em Daniel.
Wilder também não conseguiu transformar sua movimentação política em crescimento significativo nas intenções de voto.
Trinta dias depois, cada um continua praticamente onde estava.
E isso coloca uma pergunta no centro da eleição:
se 30 dias de campanha não moveram praticamente nenhum voto, o que será capaz de romper esse congelamento?
A resposta pode estar justamente na próxima fase da disputa.
Com maior exposição, propaganda eleitoral, embates diretos e crescimento da atenção do eleitor, setembro mostrará se Goiás estava apenas esperando a campanha começar de verdade.
Ou se os 37%, 20% e 12% já representam algo muito mais difícil de mudar:
um eleitorado começando a cristalizar suas escolhas.
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