sábado, 14 de fevereiro de 2026

Eduardo Bolsonaro Desmente Gayer e Confirma: Wilder é o Nome de Bolsonaro em Goiás

Wilder Morais visitou Jair Bolsonaro na Papuda e, logo após o encontro, anunciou que havia sido escolhido como candidato ao Governo de Goiás pelo ex-presidente. A declaração movimentou o cenário político imediatamente.

Pouco depois, o deputado Gustavo Gayer foi às redes sociais afirmar que aquilo não correspondia à realidade. Disse que Bolsonaro não teria feito tal definição e colocou em dúvida a versão apresentada por Wilder.

O que era disputa de bastidor virou confronto público.

Agora, com a manifestação de Eduardo Bolsonaro confirmando expressamente que Wilder é, sim, o nome escolhido por Jair Bolsonaro para a disputa em Goiás, a narrativa ganha outro peso.

Politicamente, o efeito é claro: Gustavo Gayer fica desautorizado dentro do próprio campo ideológico. A fala dele passa a ser vista como precipitada — ou, no mínimo, equivocada.

Em política, desmentido público vindo da família Bolsonaro não é detalhe. É hierarquia.

O desgaste é inevitável. Dentro do PL, ambiente é força. E hoje, a força está onde está o aval.

Gayer pode até tentar reorganizar o discurso, mas o dano político já foi produzido: saiu para confrontar e terminou confrontado.

No jogo interno do bolsonarismo goiano, Wilder emerge consolidado.

Gayer, ao contrário, sai menor do que entrou no debate.

A política goiana acaba de ganhar um novo eixo gravitacional.

Em publicação nas redes sociais, o deputado federal Eduardo Bolsonaro anunciou que o senador Wilder Morais (PL) recebeu o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o Governo de Goiás. A declaração não foi protocolar. Foi direta: “O presidente Bolsonaro decidiu nosso candidato ao governo: Wilder Morais.”

Em política, palavra não é detalhe. É sinal.

O gesto indica que o PL nacional decidiu centralizar a estratégia em Goiás e evitar dispersão interna. Wilder passa a ser o nome oficial do bolsonarismo raiz no Estado. E isso muda o jogo.

A decisão não é apenas eleitoral — é simbólica

Bolsonaro, mesmo fora do cargo, continua sendo o principal ativo eleitoral do PL. Ao “bater o martelo”, ele envia dois recados:

  1. Internamente: não haverá disputa fratricida dentro do partido.
  2. Externamente: o candidato do campo conservador está definido.

Wilder não é um novato. Já foi candidato ao governo em 2022, carrega mandato no Senado e tem histórico de alinhamento ideológico claro com Bolsonaro. A decisão consolida esse alinhamento como projeto estratégico.

E Daniel Vilela entra onde?

A pergunta inevitável é como essa definição impacta o grupo governista ligado a Daniel Vilela (MDB), atual vice-governador e herdeiro político natural do Palácio das Esmeraldas.

Até aqui, havia margem para especulação sobre possíveis composições, alianças ou reconfigurações. O anúncio reduz essa margem.

Se antes havia dúvida, agora há divisão clara de campo:

de um lado, o MDB governista;

de outro, o PL bolsonarista com candidato declarado.

Polarização costuma simplificar a narrativa. E simplificação favorece disputa direta.


Wilder é consenso ou imposição estratégica?

A escolha também revela a força do comando nacional sobre as decisões regionais do PL. O partido, cada vez mais verticalizado, funciona sob liderança direta do núcleo bolsonarista.

Isso fortalece Wilder? Sim.

Isso reduz espaço para dissidências? Também.

Mas política não é apenas anúncio. É construção de base, capilaridade municipal, articulação com prefeitos e estrutura financeira.

Aval não vence eleição. Estrutura vence.

O tabuleiro está montado

Goiás entra oficialmente em pré-campanha com linhas mais definidas. O bolsonarismo não quer coadjuvância. Quer protagonismo.

Resta saber se o eleitorado goiano seguirá o carimbo ideológico ou priorizará continuidade administrativa.

O fato é objetivo:

O PL escolheu.

Bolsonaro confirmou.

Wilder aceitou.

Agora começa a disputa real.

E, em Goiás, eleição nunca é apenas sobre nomes.

É sobre quem controla a narrativa.



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