RELATOS APONTAM POSSÍVEL MECANISMO PARALELO ENVOLVENDO CONTRATOS ESTADUAIS EM GOIÁS
Nos corredores do poder, o comentário já não é sussurro — é alerta.
Documentos e informações preliminares recebidos por esta coluna indicam a possível existência de um mecanismo informal de centralização financeira envolvendo empresas que mantêm contratos com o Governo de Goiás, por meio da Goinfra.
Segundo relatos obtidos sob reserva, construtoras que atuam em obras públicas estariam realizando repasses mensais a uma empresa do setor que funcionaria como ponto de convergência desses valores. As cifras mencionadas, caso confirmadas, alcançariam patamar expressivo.
É preciso ser técnico: até o momento, não há decisão judicial nem conclusão oficial de órgão de controle que confirme irregularidade. O que existe são indícios, documentos preliminares e convergência de relatos que levantam questionamentos graves.
O elemento mais sensível da apuração não é apenas a eventual centralização de recursos privados entre empresas contratadas pelo Estado. O ponto que exige esclarecimento institucional é a suposta destinação desses valores.
Fontes ouvidas afirmam que parte desses recursos poderia estar sendo utilizada para financiar serviços de comunicação e produção de conteúdo de natureza favorável à gestão pública, fora dos canais formais de contratação institucional.
Se confirmado, o cenário levantaria discussões sérias sobre:
– transparência administrativa
– eventual desvio de finalidade
– compatibilidade com os princípios constitucionais da legalidade e moralidade (art. 37 da CF)
– e possível contorno aos mecanismos oficiais de contratação de publicidade
Importante frisar: não se questiona aqui o exercício legítimo da comunicação institucional nem a liberdade de imprensa. O que se questiona é a eventual existência de um fluxo financeiro paralelo sem transparência pública.
Diante da gravidade das informações, esta coluna encaminhará pedidos formais de esclarecimento:
– à Goinfra
– às empresas mencionadas nos documentos recebidos
– e aos órgãos de controle competentes
Caso as informações não correspondam à realidade, o espaço permanece aberto para manifestação oficial.
Em um Estado Democrático de Direito, quem age dentro da legalidade não teme luz.
O que fragiliza instituições não é a investigação — é a opacidade.
Se houver equívoco, que se esclareça.
Se houver irregularidade, que se apure.
O silêncio, neste caso, apenas amplia as pergunta.
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