A chamada máfia dos kits escolares impediu que a prefeitura de Goiânia comprasse o material escolar para o ano letivo de 2024 no final do ano passado. Uma única empresa, com forte vinculo politico, detém o monopólio de fornecimento de material escolar para a Secretaria Estadual da Educação e a maioria das prefeituras em Goiás.
A compra dos kits escolares estava praticamente acertada no final do mês de novembro, o antigo secretário Wellington Bessa, já estava com o dinheiro em caixa, cerca de 40 milhões de reais para fazer adesão de uma ATA de registro de preço, que estava em cima da sua mesa, mas antes mesmo dele assinar a ATA para a compra dos kits escolares, foi retirado do cargo e substituído por Rodrigo Caldas, indicado ao cargo por Alexandre Baldy.
Rodrigo Caldas não deu sequência na negociação para compra dos kits escolares, de uma empresa que já estava com o material personalizado de Goiânia na linha de produção e tinha tudo pronto para fazer a entrega do material escolar no mês de janeiro. Não se sabe se por vontade própria ou por determinação superior, Rodrigo Caldas não fez a adesão da ATA em novembro e dezembro e simplesmente deixou de comprar, mesmo sabendo que isso iria provocar atraso na entrega dos kits escolares para a rede municipal. Em janeiro, Rodrigo Caldas fez a opção por aderir uma outra ATA, de uma empresa que vendeu para o governo do Estado e para a prefeitura de Anápolis.
Detalhe, esta empresa não consegue entregar o material escolar antes do inicio das aulas, enquanto a outra empresa, já estava com os kits na linha de produção.
O material que será entregue é de qualidade muito inferior, por isso existe uma pequena diferença no preço. Mas não foi preço que definiu as razões da compra, mas sim interesses políticos. A pergunta é quem determinou que o material não fosse compro o ano passado e quem indicou que se comprasse desta empresa, mesmo sabendo que o material é de qualidade inferior e a empresa não conseguiria entregar o material antes do inicio do ano letivo
O Ministério Público precisa ficar atento a manobra politica que deixou os estudantes da rede municipal sem material escolar.
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Se na Câmara Municipal tivessem vereadores sérios, comprometidos com o bem público, no mínimo seria instaurada uma CPI para apurar de quem foi a ordem para não comprar os kits á tempo e quem deu ordem para comprar desta empresa. Mas não esperem transparência e honestidade de vereadores que tem o rabo preso com o paço municipal.
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