sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O Tribunal da Vergonha

O Tribunal de Justiça era pra ser o guardião dos direitos da sociedade, uma estância onde as pessoas pudesse abrigar buscando garantir seus direitos de justiça. No entanto,  quando até a justiça passa a ser considerada suspeita de corrupção,  o que nós resta como esperança? 

Há quem podemos pedir socorro e clamar por justiça se quem julga for corrupto ou intencionalmente injusto?

O Tribunal de Justiça de Goiás tem ao longo de sua história casos de magistrados com desvio de conduta. Muitos são os casos de pessoas que vendem os serviços dos magistrados, alguns advogados renomados e outros nem tanto assim. muitos são os casos, mas poucos, pouquíssimos vem ao conhecimento público, como por exemplo o caso do Processo Administrativo Disciplinar aberto pela Corregedoria do Tribunal de Justiça,  em Janeiro deste ano,  contra o Juiz Felipe Alcântara Peixoto por Corrupção e Advocacia Administrativa. O magistrado é acusado de cobrar até R$ 100 mil reais por sentença para soltar criminosos.

"Reza a lenda" no Tribunal de Justiça de Goiás que um  conhecido advogado, atua há anos no submundo da justiça,  fazendo negociatas com juizes e desembargadores.

Em recente entrevista a revista época,  o renomado Jurista , advogado criminalista, e professor titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. ex secretário de Administração do Estado de São Paulo durante o governo Mário Covas e ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, Miguel Reali Júnior disse: "O advogado é, sem dúvida nenhuma, o nascedouro do processo de corrupção do Judiciário. A parte interessada não tem acesso fácil ao juiz corrupto. A ligação ao juiz corrupto, se faz sempre por meio do advogado corrupto." 

Tenho acompanhado um processo no Tribunal e Justiça do Estado de Goiás que já dura quase 10 anos e está manchado pelas digitais de magistrados que estão á serviço de interesses escusos e por conta destes interesses,  cometem aberrações jurídicas que deixariam qualquer estagiário do direito envergonhado.

Não pretendo nesta reportagem me aprofundar no caso, pois, este merece muito mais que uma reportagem. Um livro me parece neste momento mais adequado. Recheado de documentos cabais, fotos e gravações como sempre faço.  pois o caso contempla os maiores absurdos jurídicos de Goiás como: corporativismo, sucessão, remoção, promoção, prevaricação, decisões teratológicas e sem-vergonhices que envolvem empresário, advogado, magistrado, delegado e promotor. 

Só para ilustrar veja recentemente o caso de um desembargador que é sócio proprietário de um time de futebol e se achou no direito de caçar uma sentença de execução contra o seu clube com a alegação de cerceamento de defesa. O magistrado nem sequer ficou verde de vergonha e dois dias depois da sua decisão,  vestiu a camisa do seu time do coração para tirar foto com o trofeu de campeão goiano. A foto,  claro está em meu poder e vai estar no livro.  






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