O teste de hoje, feito pessoalmente pelo governador, é o que os técnicos chamam de “operação assistida”, quando todo o sistema de bombeamento e canalização é testado, com a finalidade de identificar algum vazamento ou perda de pressão. Projetado para produzir 21,6 milhões de litros de água por hora, o complexo irá praticamente duplicar a capacidade de produção atual.
O governo estadual, em parceria com o federal e organismos financeiros internacionais, investiu, até agora, R$ 1 bilhão na obra, realizada em duas etapas. A primeira foi a construção da Barragem do Ribeirão João Leite, que proporciona o armazenamento de 130 bilhões de litros de água, numa área que compreende a Estação Elevatória de Água Bruta, a Estação de Tratamento de Água e milhares metros de adutoras e redes de distribuição, na região Norte de Goiânia. A segunda etapa prevê a distribuição para as elevatórias já construídas em Goiânia e Aparecida de Goiânia.
Na solenidade, ele contou que, para garantir empréstimo junto Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), teve de recorrer a uma liminar do STJ, expedida pelo ministro Costa Leite, e que contou com apoio do então presidente Fernando Henrique Cardoso e do então ministro da Fazenda, Pedro Malan. “Foi um longo caminho percorrido, tortuoso, íngreme, difícil”, observou Marconi, ressaltando que houve uma espécie de “operação combinada” com FHC e Malan, para garantir que Goiás tivesse acesso ao empréstimo externo.
Na avaliação de Marconi, não há dúvida de que o Sistema Produtor Mauro Borges é uma “obra gigantesca, fundamental para o futuro de Goiás”. Para ele, é importante planejar o futuro do novo sistema, com possibilidade de ampliação da oferta de água tratada em Goiânia e Região Metropolitana da Capital até o ano de 2080. Com a entrada em operação do complexo, prevê o governador, Goiânia não terá problema de abastecimento, como teve a população de São Paulo, que sofreu há dois anos por causa da escassez hídrica.
Além do grande impacto social, a obra, afirmou Marconi, representa uma verdadeira “revolução” no saneamento em Goiás, além de agregar valor ao trabalho realizado pela Saneago, empresa criada em 1967 pelo governador Mauro Borges. “Esse é o momento mais emblemático da história da Saneago”, arrematou.
Em função da posição geográfica privilegiada, a ETA Governador Mauro Borges conseguirá levar água por gravidade a 80% dos bairros de Goiânia, com possibilidade de vazão de 21,6 milhões de litros de água tratada por hora. Serão dois reservatórios com capacidade para armazenar 40 milhões de litros de água, prontos para serem distribuídos à população.
Participaram da solenidade de “pré-operação” Sistema Produtor Mauro Borges o presidente da Saneago, José Carlos Siqueira, os secretários Vilmar Rocha (Secima), Lêda Borges (Secretaria Cidadã), diretores e funcionários da empresa.
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