A sucessão da presidência da Câmara dos Deputados já está em discussão nos corredores do congresso nacional.
O deputado federal Jovair Arantes larga na frente como favorito para ser o próximo presidente da Câmara dos Deputados e conta com o apoio do Centrão, como PP, PSDB, PR, PSD e PTB.
O “mandato tampão”, que iria até o início do ano que vem, atrai candidatos porque devem ser votadas matérias importantes para o governo Temer. O novo presidente poderia ainda influenciar na eleição de seu sucessor.
Vice-líder do PSDB na Câmara, Nilson Leitão (MT) defende a união de forças. Ele acredita que uma disputa acirrada, neste momento, “é ruim para todo mundo”. O Centrão teme que a possibilidade cada vez mais concreta de Cunha ser cassado enfraqueça o grupo, que deverá chegar fragmentado à disputa.
Além de Jovair Arantes (PTB-GO), aliado do presidente afastado e que já pede votos aos colegas, já há subgrupos de poder interessados em ganhar a eleição ou apoiar outros colegas.
Deputados desses partidos admitem que sua chance de fazer o sucessor cresce se Cunha renunciar - ele diz que não fará. PP e PR hoje são as siglas mais divididas.
A divisão do grupo favorece a velha oposição. Segundo parlamentares, líderes de partidos do Centrão têm muito menos controle sobre o voto de seus deputados do que os líderes de PSDB e DEM e também de legendas de esquerda, como PT e PDT. A traição de parlamentares nesses grupos, dizem, é bem menor.
Líderes do Centrão calculam que o grupo se mantém forte porque tem 210 votos e contará com 69 do PMDB. “Imagina PSDB e PT juntos! Esse é um risco que não corremos”, provoca o presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), sobre uma eventual aliança entre petistas e tucanos

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