Seria hilária se não fosse trágica a situação do presidente do senado, Renan Calheiros. Ele foi citado na delação premiada do seu pupilo Sérgio Machado, de ter recebido mais de 30 milhões em propina da Petrobras. O Procurador-Geral da União Rodrigo Janot já havia pedido a prisão do senador que foi negada pelo STF.
Agora o acusado que abrir processo de impeachment contra o procurador geral da república em claro ato de retaliação.
Alvo de mais uma delação, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), subiu à tribuna do plenário nesta quarta-feira para fazer uma ameaça velada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que já encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prisão do peemedebista. Calheiros fez questão de ressaltar que a Casa já recebeu nove pedidos de impedimento de Janot e, em seguida, falou que excessos podem ser "corrigidos".
Renan disse que quatro ações contra o procurador já foram arquivadas e que analisará os novos pedidos com o mesmo critério e "sem nenhuma preponderância de fatores políticos ou pessoais". "Instituições não se prestam e não podem servir de biombos para persecuções individuais. Quando há um excesso contra o indivíduo, eu já disse aqui e queria repetir, ele é assimilável, ele é corrigível, não pode haver excesso contra a instituição", afirmou na tribuna do Senado.
O peemedebista prometeu se declarar impedido caso os pedidos de impedimento de Janot trouxerem alguma citação a ele e disse que na próxima quarta-feira vai tornar público o despacho sobre o novo pedido de ação contra Janot.

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