terça-feira, 30 de junho de 2015

Padre Luiz é Indiciado Pela Polícia e Pode Ser Condenado a 4 Anos de Cadeia

Padre Luiz - Foto Reprodução/TV Anhanguera
A Polícia Civil encaminha para o judiciário nesta terça-feira (30) o inquérito que comprova denúncia feita pelo POPULAR, em março, de que o padre Luiz Augusto, lotado na Assembleia Legislativa de Goiás, é funcionário-fantasma da Casa há quase 20 anos.

“O próprio padre Luiz confessou não fazer trabalhos internos na Assembleia. O cargo ocupado por ele não possui nenhuma atribuição social, os locais de lotação dele não permitem nenhuma atribuição social e como ele não prestou serviço público, não pode receber a remuneração”, confirma o delegado Rômulo Figueredo de Matos.

Segundo o titular da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública, os sete envolvidos foram indiciados pelo crime de peculato-estelionato (peculato mediante erro de outrem). Entre eles, além do padre, está o prefeito de Catalão e ex-deputado estadual Jardel Sebba (PSDB) e o diretor-geral da Assembleia, Rubens Sardinha. Por ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ter foro privilegiado, o ex-deputado Helder Valin (PSDB) não foi indiciado, mas a polícia encaminhou a investigação ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Padre Luiz pode ser condenado a quatro anos de prisão e a pena pode aumentar de um sexto a dois terços pelo recebimento mensal do salário (crime continuado). “Apenas os fatos ocorridos nos últimos oito anos serão puníveis, já que os anteriores encontram-se prescritos”, explica Rômulo.

O inquérito policial foi concluído na tarde de sexta-feira (26). 

O advogado de defesa do padre Luiz Augusto, Tadeu Bastos, informou que, “dentro de toda a verdade, nós vamos demonstrar que o serviço social foi prestado e que essa situação dele não estar na Assembleia, prestando serviços externos, tem previsão no ordenamento jurídico”.

Por meio da assessoria de imprensa, o prefeito Jardel Sebba informou que ele se pronunciará durante a tarde.

Os demais citados foram procurados, mas a reportagem ainda não teve retorno.


Reportagem de Luís Gustavo Rocha - Jornal "O Popular"

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