De acordo com a Polícia Federal (PF), o empresário era coordenador da quadrilha. Ele fazia contatos com fornecedores de cocaína e controlava a qualidade da droga. A PF monitorou mensagens do empresário – que já está preso – com outros membros do grupo, o que comprovaria a participação de Silva no esquema responsável por levar cocaína para o exterior.
O empresário é sócio da empresa Plus Sports e Marketing Ltda, responsável pela carreira dos jogadores Luciano, do Corinthians, e Negueba, do Flamengo. As investigações, porém, não apontam elo entre o agenciamento dos atletas e o tráfico de drogas.
Silva foi policial militar durante cinco anos. Ele trabalhou no 2° Batalhão de Choque de São Paulo e foi expulso em 1997 por roubo. Em outubro do ano passado, virou sócio da empresa Plus Sports, que gerencia a carreira de jogadores de futebol. A Polícia Federal acredita que parte do dinheiro usado na compra da sociedade veio do lucro que a quadrilha tinha com o tráfico de drogas no Porto de Santos. Ainda segundo a PF, um barco no valor de R$ 5 milhões foi comprado com o dinheiro da cocaína. As investigações também se concentram em outros bens, como casas e empresas, para saber se eles foram comprados ou não com a venda de drogas.
Também por meio de nota, o Flamengo informou que a contratação de Negueba não foi negociada com o empresário preso, e sim com o advogado do jogador. Já o Corinthians não quis se pronunciar sobre o caso.
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