Até o momento o Goiás não trouxe nenhuma novidade para o elenco de 2014. Teve os retornos dos jogadores que voltaram de empréstimo que é o caso de Richely e Felipe Amorim e renovou o contrato do volante/meia David. O outro jogador que retorna de empréstimo o atacante Neto Baiano não quer ficar e deve acertar a sua rescisão de contrato nas próximas horas.
Estava certo o Ex-Presidente João Bosco Luz quando resolveu não se candidatar à reeleição. Uma bomba relógio está prestes a ser detonada na Serrinha. Os salários não estão atrasados, ainda. Porém o clube deixou de fazer acertos com jogadores que tiveram contratos finalizados em 2013 e não há previsão para que isto ocorra.
Com as verbas de televisão, hoje a principal fonte de receita, antecipadas, vislumbra-se nos lados da Serrinha um 2014 com muitas dificuldades e o torcedor pode ir se preparando.
Até para contratar um jogador mediano, uma aposta, Yago Pikachu do modesto Paysandu, o Goiás enfrenta dificuldades.
Mas nem sempre foi assim no Goiás. A grande verdade é que o Goiás perdeu a sua vocação de celeiro de jogadores, de clube formador para virar “Barriga de Aluguel”. Os últimos jogadores que se destacaram pelo alviverde não foram formados no clube. E o pior, projetaram esses atletas nacionalmente e o Goiás ficou a ver navios. Cito os casos de Ricardo Goulart, William Matheus, Walter, Sacha além de recuperar outros como o zagueiro Rodrigo e o atacante Rafael Moura. Todos estes atletas encerraram o seu vínculo com o Goiás e saíram para outros clubes e se valorizaram, todos ganhando, jogadores, empresários, menos o alviverde.
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| Luvanor foi vendido em 1983 |
Claro que a Lei Pelé alterou esta relação empregado/empregador, clube/jogador mas parece que o Goiás ainda não se adaptou a esta realidade. Quando ainda existia a Lei do Passe o Goiás fez bons negócios. Quando vendeu Luvanor para o Catania da Itália, o clube comprou a área onde está hoje o CT Parque Anhanguera. Depois foi a fez de Túlio Maravilha, Romeu, Reidner, Lúcio Bala, Aloísio, Alex, Fernandão e Dill. Estas negociações foram feitas antes da Lei. Era tempo de vacas gordas na Serrinha.
Depois da implantação da Lei Pelé poucos negócios. André Dias e Jadilson para o São Paulo, Welliton para o Spartak, Felipe Menezes para o Benfica e Rafael Toloi para o São Paulo. É muito pouco. Em compensão viu sair de graça em final de contrato Josué, Danilo, Douglas e mais recentemente o zagueiro Ernando.
O Goiás tem que entender que nem sempre irá conseguir negociações milionárias como foi o caso de Welliton. Infelizmente a realidade mudou. Basta ver o caso de Neymar. O Santos não apurou o que esperava com o atacante quando negociou com o Barcelona. Mas teve que aceitar o valor oferecido ou corria o risco de perder o jogador de graça após a Copa. A receita que os grandes clubes tem seguido é formar jogadores e na primeira boa oportunidade negociar. O Santos nos últimos anos vendeu Diego, Robinho, Elano, Rafael, Neymar, Danilo, Wesley, Zé Love e fez caixa. E a categoria de base não cansa de revelar novos talentos. Victor Andrade, Lucas Otávio, Gabriel, Giva, Neilton, Gustavo Henrique já estão incorporados no elenco profissional e em pouco tempo tomarão o mesmo rumo sendo vendidos.
O ano de 2013 se encerrou para o Goiás sem que nenhum jogador da base fosse revelado. Isto apesar do time ter conseguido um inédito Vice Campeonato na Copa São Paulo.
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| Amaral Marcando Contra o Vila Foto: Wildes Barbosa / O Popular |
Agora a bola da vez é o volante Amaral. O capitão do time de 27 anos foi procurado pelo Flamengo. Amaral está no Goiás há mais de 12 anos, e é profissional do clube há 10. Estreou em 2006 com o técnico Geninho e completou 350 jogos pelo clube.
O jogador que é reconhecidamente um dos melhores primeiros volantes do país ainda tem uma outra qualidade que o diferencia. A capacidade de marcar gols de cabeça. Em 2013 foram 5 gols no Brasileirão e na Copa do Brasil. Em 2012 foram 13 gols sendo 7 pela Série B e 6 pelo Goianão, fazendo mais gols que muito atacante.
O contrato de Amaral se encerra no final de 2014. Talvez seja mais inteligente por parte do Goiás tentar a renovação de contrato. Afinal o clube não pode ver o seu destaque, o seu capitão cumprir contrato e sair sem ganhar nada. O jogador está no seu auge e pelo seu histórico com certeza jogará mais 5 a 8 anos em alto nível.
Caso não seja possível a renovação então que se negocie o jogador até porque 100% dos direitos econômicos são do Goiás. Seria ao mesmo tempo um gesto de reconhecimento por bons serviços prestados. Mesmo que o valor não seja o que o Goiás precisa mas para não perder de graça o jogador e ter o mesmo final de Ernando.
Claro que se não houver o entendimento para a saída espera-se do Amaral o mesmo comportamento que teve Ernando que honrou a camisa alviverde até o seu último dia de contrato. Até porque Amaral nesses 12 anos de Goiás é exemplo de atleta, nunca se ouviu nada, nem boato dele de ter feito algo de errado dentro e fora de campo.



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