terça-feira, 10 de novembro de 2020

Escritório de Demóstenes Prova Que Vereador Dilson Brás Foi Vítima de Armação


O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás julgou procedente uma revisão criminal proposta pelo ex-vereador da cidade Piranhas, Dilson Silva Brás, na última quarta-feira (04/11). Após ser condenado pelo crime de tráfico de drogas, Caio Alcântara, advogado do escritório Demóstenes Torres, em companhia dos juristas Nemuel Kessler e Thiago Agelune, também da mencionada banca, amealhou novas provas de que tudo não passou de uma armação.

O CASO

Em 2013, o então vereador Dilson foi denunciado pelo Ministério Público por tráfico de drogas. Segundo o MP, no dia 07/11/2013, o político foi abordado por policiais civis, que, após busca veicular, encontraram em sua posse seis porções de cocaína. Os entorpecentes estavam no banco traseiro e no assoalho do seu automóvel. Por esse fato, Dilson ficou mais de dois meses em prisão preventiva, foi condenado a uma pena de 03 anos de reclusão e 350 dias-multa, além de perder o mandato eletivo. A condenação transitou em julgado em outubro de 2015.

A REVIRAVOLTA

No entanto, em 2019, se descobriu que tudo não passou de uma armação contra Dilson, criada por Maurício Gomes Nunes (agente de polícia civil), Tarcísio Silvério de Souza (então suplente de vereador) e Uelson Ferreira dos Santos (vulgo “Piau”), sendo esse último o responsável por “plantar” as porções de cocaína no veículo de Dilson e comunicar a Maurício, para a abordagem que resultou no flagrante.

O Delegado Corregedor da Polícia Civil de Goiás, Gil Bathaus, apurou que a empreitada visava afastar Dilson da vereança, possibilitando a posse de Tarcísio. Para tanto, Tarcísio recebeu ajuda do agente de polícia Maurício, que tinha interesse pessoal em sua ascensão política. Segundo consta no processo, Dilson era contrário à realização de um concurso público no município de 

Piranhas, que foi feito após a perda do mandato dele e teve a esposa de Maurício como aprovada. Piau, pela participação, teria recebido benefício econômico de ambos.

Assim, o Ministério Público de Goiás chegou a denunciar Maurício, Tarcísio e Uelson por 

associação criminosa, denunciação caluniosa e corrupção ativa e passiva, mas o TJGO determinou o trancamento da ação penal, alegando que, antes, deveria ser anulada a sentença que condenou Dilson. Com o resultado do julgamento do dia 04/11, os envolvidos possivelmente serão réus de novo.

Após a descoberta dos novos fatos, a defesa de Dilson, comandada em primeiro grau pelo próprio Demóstenes Torres, ajuizou justificação criminal e colheu depoimentos que apontavamo conluio. Depois, foi apresentada revisão criminal, julgada procedente por 9 votos a 1 pela Seção Criminal do TJGO, acolhendo parecer favorável da Procuradoria-Geral de Justiça e seguindo voto do relator, Desembargador Itaney Francisco Campos. Ele reconheceu que as provas são fartas no sentido de que a prisão foi forjada. O revisor, Desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, classificou o caso como “absurdo” ao dizer que o conluio ocorreu “para a desgraça de um cidadão condenado definitivamente por um crime grave como o tráfico de drogas”. 

Também disse que, se fosse possível, o Estado deveria responder por sanções além de indenizar o inocentado, e que o caso serve de modelo a ser seguido por outros advogados acerca do julgamento, foi reconhecida a trama construída em desfavor de Dilson e determinado que o Estado de Goiás o indenize pelo erro judiciário e pela participação negativa de agente da própria Polícia Civil no caso. Todos os direitos políticos do ex-vereador foram restabelecidos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Instituto IPOP Registrou 349 Pesquisas Eleitorais Falsas Afirma MP


O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) deflagrou na manhã desta quinta-feira (5) uma operação contra um instituto suspeito de produzir e divulgar mais de 300 pesquisas eleitorais fraudulentas em 80% das cidades goianas. O órgão apura se a empresa recebia de políticos para manipular dados favoráveis a eles nos levantamentos contratados.


O instituto investigado é o IPOP - Cidades & Negócios. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Goiânia e Aparecida de Goiânia, na sede da empresa e nas casas do dono do Ipop, Márcio Rogério Pereira Gomes, e da funcionária Karen Cristina Alves Pessoa.


O G1 contatou Márcio por mensagem e e-mail e Karen, por e-mail, às 9h30 desta quinta-feira, e aguarda retorno sobre as denúncias.


Já os advogados da empresa disseram, em nota, que "até o momento não existe qualquer tipo de mandado de prisão, apenas de busca e apreensão dos documentos para apurar se há fraude ou não na divulgação das pesquisas". Informaram ainda que estão "apresentando toda a documentação para esclarecer que não há fraude".


De acordo com as investigações, o instituto realizou, desde fevereiro deste ano, 349 pesquisas em 191 das 246 cidades de Goiás. O MP afirma que o intuito era favorecer alguns candidatos a prefeito em detrimento ao seus concorrentes.



"A operação identificou a produção de pesquisas fraudulentas e divulgação delas com o objetivo de destacar alguns candidatos apenas na frente dos seus adversários políticos", explica o promotor de Justiça Douglas Chegury.

MP deflagra operação para investigar instituto suspeito de produzir e divulgar pesquisas eleitorais fraudulentas em Goiás — Foto: Fábio Castro/TV Anhanguera

Instituto custeava as pesquisas


O promotor destaca ainda que todas as pesquisas eleitorais realizadas eram registradas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como manda a legislação. Porém, o fato de o instituto informar que custeava todas as despesas chamou atenção dos investigadores. Os valores giram em torno de R$ 700 mil.


"Eles faziam o cadastro no TSE, só que as informações prestadas na pesquisa não são verídicas. E o candidato, na verdade, não contratava a empresa. Pelo menos na declaração que a empresa fazia no TSE, ela informava que não havia custo por parte dos candidatos", detalha.

"É como se o candidato não tivesse pago, mas, na verdade, o que o MP conseguiu apurar é que houve pagamento por parte desses candidatos que figuraram aí na frente nas pesquisas, muitos deles, com uma porcentagem totalmente desproporcional", complementou.



Fraudes em outras eleições




O MP constatou que Márcio já havia praticados as mesmas atividades ilícitas durante a campanha eleitoral de 2016, mas em cidades de São Paulo e com uma outra empresa. Lá, de acordo com o promotor, ele também foi denunciado e chegou a ser condenado pela produção das pesquisas fraudulentas.



Diante do cenário, ele teria migrado para seguir com os levantamentos em Goiás, criando uma nova empresa.


Chegury afirmou que, em um dos casos, Márcio ofereceu seus serviços a um candidato, que recusou e depois o denunciou.


"Em um episódio, ele ofereceu seus serviços por R$ 6 mil, que seria a pesquisa e a divulgação dela em uma revista. O candidato recusou. Ele então baixou o valor para R$ 3 mil. Mesmo assim, o político não quis e depois denunciou o caso", revela.


O MP segue apurando o caso e mira políticos que teriam contratado as pesquisas. Os investigados podem responder pelo crime eleitoral fraudulenta, cuja pena de prisão é de seis meses a um ano de prisão, em caso de condenação.


MP deflagra operação para investigar instituto suspeito de produzir e divulgar pesquisas eleitorais fraudulentas — Foto: MP/Divulgação










quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Mariana Ferrer e o Estupro da Justiça no Brasil


NA SEGUNDA SEMANA de setembro, a hashtag #justiçapormariferrer alcançou aos trend topics do Twitter. O motivo: chegava ao fim o julgamento do empresário André de Camargo Aranha, acusado de estuprar a jovem promoter catarinense Mariana Ferrer, de 23 anos, durante uma festa em 2018. Ele foi considerado inocente.


Segundo o promotor responsável pelo caso, não havia como o empresário saber, durante o ato sexual, que a jovem não estava em condições de consentir a relação, não existindo portanto intenção de estuprar – ou seja, uma espécie de ‘estupro culposo’. O juiz aceitou a argumentação.

A excrescência jurídica, até então inédita, foi a cereja do bolo de um processo marcado por troca de delegados e promotores, sumiço de imagens e mudança de versão do acusado. Imagens da audiência as quais o Intercept teve acesso mostram Mariana sendo humilhada pelo advogado de defesa de Aranha. 



A jovem reclamou do interrogatório para o juiz. “Excelentíssimo, eu tô implorando por respeito, nem os acusados são tratados do jeito que estou sendo tratada, pelo amor de Deus, gente. O que é isso?”, diz. As poucas interferências do juiz, Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, ocorrem após as falas de Gastão. Em uma das situações, o juiz avisa Mariana que vai parar a gravação para que ela possa se recompor e tomar água e pede para o advogado manter um “bom nível”.

Apesar do processo correr em segredo de justiça, foi a própria Mariana que tornou seu caso público pelas redes sociais, em maio de 2019. Segundo ela, foi uma forma de pressionar a investigação que considerava parada devido à influência de Aranha. Filho do advogado Luiz de Camargo Aranha Neto, que já representou a rede Globo em processos judiciais, Aranha é empresário de jogadores e é visto com frequência ao lado de figuras como o ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário e Gabriel Jesus. Na festa em que Mariana afirma ter sido estuprada, por exemplo, ele estava acompanhado de Roberto Marinho Neto, um dos herdeiros da Globo.

O perfil de Mariana no Instagram, em que ela compartilhava detalhes do caso, foi removido pela rede social em agosto deste ano. Na ocasião, a página contava com mais de 850 mil seguidores. Pelo Twitter, ela compartilhou um print em que a plataforma justifica que a conta foi removida “devido a um processo judicial”. Segundo Mariana, Aranha teria solicitado a remoção do conteúdo na justiça.

O perfil de Mariana no Instagram, em que ela compartilhava detalhes do caso, foi removido pela rede social em agosto.


Aranha é defendido no processo por Cláudio Gastão da Rosa Filho, um dos advogados mais caros de Santa Catarina. Ele já representou Olavo de Carvalho em uma ação movida contra o historiador Marco Antonio Villa e chegou a defender a ativista antiaborto Sara Winter quando ela foi presa pela Polícia Federal por manifestações contra o STF.

O estupro, segundo Mariana, teria ocorrido na noite de 15 de dezembro de 2018, na festa de abertura do verão Music Sunset do beach club Café de la Musique, em Jurerê Internacional, em Florianópolis, praia conhecida por ser point de ricos e famosos. Os ingressos para os eventos no local variam entre R$ 100 e R$ 1,5 mil, dependendo da festa. O passaporte de acesso aos camarotes pode custar muito mais.


Mariana, na ocasião com 21 anos, trabalhava como promotora do evento, responsável por divulgar a festa nas redes sociais. Um vídeo, que mostra Mariana grogue subindo uma escada com a ajuda de Aranha em direção a um camarim restrito da casa, foi vazado na internet. Eles sobem os degraus às 22h25. Seis minutos depois, ela desce, seguida de Aranha. A polícia só solicitou o material de forma oficial ao beach club meses depois do início das investigações, e a boate alegou que o dispositivo de armazenamento exclui as imagens após quatro dias. Por isso, apesar de a boate ter 37 câmeras de segurança, não foi possível recuperar imagens do resto da noite. Mesmo assim, o vídeo vazado na internet foi incluído no processo.

Em seu depoimento à polícia, Mariana afirmou que teve um lapso de memória entre o momento em que uma amiga a puxou pelo braço e a levou para um dos camarotes do Café em que o empresário Aranha estava e a hora em que “desce uma escada escura”. Ela acredita ter sido dopada. A única bebida alcoólica anotada na comanda do bar em seu nome foi uma dose de gim. Mariana era virgem até então, o que foi constatado pelo exame pericial.

Tanto a virgindade dela quanto a sua manifestação nas redes sociais foram usadas pelo advogado do empresário, que alega que ela manipulou os fatos. “Tu vive disso? Esse é teu criadouro, né, Mariana, a verdade é essa, né? É teu ganha pão a desgraça dos outros? Manipular essa história de virgem?”, disse Cláudio Gastão durante a audiência de instrução e julgamento.

Um vídeo, que mostra Mariana grogue subindo uma escada com a ajuda de Aranha em direção a um camarim restrito da casa, foi vazado na internet.

Como ‘estupro de vulnerável’ virou ‘estupro culposo’

Em julho de 2019, o primeiro promotor a assumir o caso, Alexandre Piazza, denunciou André de Camargo Aranha por estupro de vulnerável, quando a vítima está sob efeito de álcool ou de algum entorpecente e não é capaz de demonstrar consentimento ou de se defender. Ele também pediu a prisão preventiva de Aranha, aceita pela justiça e depois derrubada em liminar na segunda instância pela defesa do empresário. Aranha cumpriu apenas medidas cautelares como a apreensão do passaporte.

Na denúncia a que tivemos acesso, Piazza considerou como prova o material genético colhido na roupa de Mariana e um copo no qual Aranha bebeu água durante interrogatório na delegacia. O promotor também levou em conta “as mensagens desconexas encaminhadas pela vítima aos seus colegas” após descer as escadas do camarim onde o crime ocorreu, além dos depoimentos de Mariana, de sua mãe e do motorista de Uber que a levou até em casa.

Luciane Aparecida Borges, a mãe de Mariana, contou ter sentido um cheiro forte de esperma quando a filha chegou em casa após a festa. Segundo ela, Mariana não costumava beber e nunca havia chegado em casa naquele estado. O motorista citado pelo promotor na denúncia disse que a jovem passou a viagem chorando e falando com a mãe ao telefone. Para ele, ela parecia estar sob o efeito de drogas.

Também foram anexados ao processo áudios enviados por Mariana a pelo menos três amigos após descer as escadas do camarim. Em um deles, ela diz: “amiga, pelo amor de Deus, me atende, eu tô indo sozinha, não aguento mais esse cara do meu lado, pelo amor de Deus”. O promotor pediu ainda que fosse averiguada a conduta do primeiro delegado que atendeu a ocorrência e não solicitou as imagens das 37 câmeras de segurança do clube.

O entendimento do Ministério Público sobre o que aconteceu naquela noite, porém, mudou completamente na apresentação das alegações finais. O promotor Piazza deixou o caso para, segundo o MP, assumir outra promotoria, e quem pegou o processo foi Thiago Carriço de Oliveira. É nas alegações finais de Oliveira que aparece a tese do estupro “sem intenção”.

Para o novo promotor, não foi possível comprovar que Mariana não tinha capacidade para consentir com o ato sexual, desqualificando assim o crime de estupro de vulnerável descrito na denúncia pelo seu colega. Ele se baseia principalmente nos exames toxicológicos que não reconheceram nem álcool nem drogas no sangue de Mariana naquela noite e na aparente sobriedade indicada pela postura de Mariana ao sair do Café de la Musique e se deslocar até outro beach club em busca das amigas captada pelas câmeras da rua, da Polícia Militar.

No seu primeiro depoimento, em maio de 2019, ainda na delegacia, André de Camargo Aranha negou que tivesse tido contato com Mariana. No ano seguinte, quando prestou depoimento em juízo, mudou sua versão e afirmou ter feito apenas sexo oral nela.

Segundo o empresário, Mariana teria se aproximado dele no momento em que ele foi pagar a conta no bar e teria feito um carinho em seu cabelo. Em seguida, segundo Aranha, ela teria pedido para ir ao banheiro – momento em que subiram as escadas para usar o banheiro do camarim restrito. Ele teria então feito sexo oral e logo deixado o local por decisão de Aranha.

Ao aceitar o pedido de absolvição, o juiz Rudson Marcos concordou com a tese do promotor e afirmou que é “melhor absolver 100 culpados do que condenar um inocente”. A defesa de Mariana recorreu da decisão.

Filho do advogado Luiz de Camargo Aranha Neto, que já representou a rede Globo em processos judiciais, Aranha é empresário de jogadores e é visto com frequência ao lado de figuras como o ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário e Gabriel Jesus. 

Foto: Reprodução


Para a promotora Valéria Scarance, coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo, a tese jurídica da condição “culposa” para casos de estupro abre precedente para dificultar a demonstração desses crimes. Ela destaca que os tribunais costumam ter posicionamento firme pela consideração da palavra da vítima como prova de estupro e que os laudos periciais desses casos costumam ser negativos porque os vestígios desaparecem em poucas horas. Ela avalia que o rompimento do hímen e a presença de esperma, detectados pelo exame de corpo de delito, porém, são provas contundentes. “Denunciei centenas de processos de estupro, mas em nenhum dos meus casos me deparei com uma alegação como essa, é bastante diferente do que acontece nos processos de estupro”.

A delegada Bárbara Camargo Alves, da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, considera a tese de estupro culposo perigosa, uma vez que esses crimes costumam ocorrer entre quatro paredes e a única prova acaba sendo a palavra da vítima. “[A tese] está dando para o homem o ensinamento diverso daquele que a gente está tentando mostrar, de que não é não. Se a pessoa não está completamente capacitada para consentir, ele não deve manter a relação sexual. E não importa se ela está bêbada porque quis se embriagar ou porque foi dopada. Não é esse o tipo de resposta que a gente espera do poder Judiciário. Se não tem como provar que ele sabia ou não que ela estava bêbada, vai absolver?”, disse.

Conversei com a OAB de Santa Catarina, que confirmou que teve acesso à cópia do processo judicial e informou que oficiou o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho para que preste esclarecimentos sobre sua conduta na audiência do caso. A instituição não deu mais detalhes porque o processo ético disciplinar corre em sigilo e qualquer divulgação de informação pode anular o procedimento. Ao ser questionado sobre suas ações durante o interrogatório, o advogado informou que não iria comentar um processo sob segredo de justiça, “principalmente em face de indagações descontextualizadas que revelam má fé e parcialidade”.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos também disse que remeteu ofícios às corregedorias do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e do Ministério Público de Santa Catarina, à Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público para que esses órgãos investigassem as condutas dos profissionais que estavam presentes na audiência. O Conselho Nacional do MP, o Conselho Nacional de Justiça e o Tribunal de Justiça catarinense, porém, afirmam não ter recebido nenhuma notificação ou denúncia sobre o caso.



Atualização, 3 de novembro de 2020, 21:54: A expressão ‘estupro culposo’ foi usada pelo Intercept para resumir o caso e explicá-lo para o público leigo. O artíficio é usual ao jornalismo. Em nenhum momento o Intercept declarou que a expressão foi usada no processo.

Iris Rezende Se Emociona Ao Receber Homenagem


Ao receber homenagem da Associação Goiana dos Municípios, o prefeito Iris Rezende se emocionou e emocionou os participantes, ao fazer um resumo de sua história de vida. 

Na presença de MDB históricos e da maioria dos secretários municipais, Iris Rezende recebeu a maior comenda municipalista de Goiás.

Vários prefeitos marcaram presença no evento comandado pelo presidente da AGM Paulo Sérgio de Rezende (Paulinho), entre eles o prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha e o deputado Amauri Ribeiro, representando a Assembleia Legislativa.

Em seu discurso Iris agradeceu a todos e citou uma passagem bíblica onde Jesus havia realizado uma sessão de curas e apenas um se manifestou para agradecer que havia sido curado.


Iris anunciou que não vai se afastar da política e embora não seja mais candidato vai continuar atendendo no seu escritório, após deixar a prefeitura os companheiros.

"Nunca vou esquecer deste momento. Encerrei, encerrei. Mas nunca vou deixar de me relacionar dos meus companheiros políticos" Afirmou Iris Rezende.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Iris Rezende Recebe Sua Primeira Homenagem Após Encerrar Carreira Politica


Geralmente o político começa como vereador, depois vira prefeito, deputado e um grupo restrito chegam governador e senador. Com Iris Rezende está lógica não funcionou. Ele ocupou quase todos os cargos políticos, incluindo ministro, senador e governador, mas terminou sua carreira política sendo Prefeito de Goiânia. 


Nesta quarta feira, Iris Rezende vai receber a primeira, de muitas homenagens que irá receber depois de encerrar sua carreira política. Iris será homenageado pela Associação Goiana dos Municípios.




Nesta quarta-feira, na sede da entidade, às 9h, Iris vai receber a Comenda do Mérito Municipalista “Vereador Messias de Souza Costa”, primeiro presidente da entidade.

Também, a “Sala do Prefeito”, utilizada pelos gestores que vêm do interior para trabalhos de despachos, passará a receber denominação de “Sala Iris Rezende Machado”.


O presidente da AGM, prefeito Paulinho, destaca que a comenda é pelos relevantes serviços prestados por Iris ao municipalismo goiano. Paulinho propôs a homenagem e o conselho da AGM aprovou. Esta comenda é entregue em ato solene apenas uma vez ao ano.






Iris Rezende Machado também sempre se preocupou com a Associação Goiana de Municípios. Prova disso é a de que, quando vereador por Goiânia, no dia 6 de junho de 1.959, ele participou na reunião de criação da AGM. Naquele dia o então vereador Iris Rezende Machado foi eleito como presidente do Conselho Deliberativo da entidade.




sábado, 31 de outubro de 2020

Fausto Caiado Será Eleito Prefeito de Gouvelândia Com 61% dos Votos Aponta Pesquisa


O instituto EPP realizou pesquisa para saber a preferência da população na eleição de prefeito na cidade de Gouvelândia, no sudoeste do estado de Goiás.

A pesquisa realizada no dia 23 de Outubro, entrevistou 306 pessoas e foi registrada do TSE com o número GO 07742/2020


O resultado apresentado na pesquisa espontânea, onde não são apresentados os nomes dos candidatos  foi de vitória tranquila do candidato Fausto Caiado (PDT) com 44% contra 29,7% para Nenzim (MDB). Indecisos somaram 24,5%.


Na pesquisa estimulada, onde são apresentados os nomes dos candidatos, Fausto Caiado obteve 48% contra 30,4% de Nenzim.

Já o resultado em votos válidos, como é apresentado no dia da eleição. De acordo com a pesquisa EPP, Fausto Caiado tem 61,5% dos votos, contra  38,5% de Nenzim.

Pela pesquisa é possível afirmar que a eleição em Gouvelândia está definida, com vitória de Fausto Caiado.




MOSTRE-ME O HOMEM E EU LHE MOSTRAREI O CRIME


Essa máxima usada por Laurentti Beria, o infame chefe da polícia secreta soviética na época de Stálin, parece que foi adotada em Goiás nos tempos atuais.

 Marconi Perillo e todos aqueles que participaram de seus governos, são acusados sem provas. São vítimas de “operações” policiais sem a mínima consistência! 

Em um festival pirotécnico, grande parte da mídia, sem o menor pudor, “divulga” essas “acusações” sem ao menos se dar ao trabalho de checar pra ver se essas coisas tem um mínimo de sustentação! 


Hoje em Goiás, as pessoas são “condenadas” por falsas acusações do Ministério Público com a conivência da mídia, sem o mínimo direito de defesa!

O Ministério Público lamentávelmente perde credibilidade por ser usado de forma descarada para fazer perseguição política. 

São denúncias forjadas, com o objetivo de execração pública. Mesmo que essa denúncia  não prospere na justiça, o objetivo de quem denuncia já foi alcançado. Muitas delas já vem com o veredito de condenação por parte do MP.


Infelizmente esse pacote é comprado de olhos  fechados por grande parte da imprensa, composta por jornalista submissos e acovardados. 

A história do jornalismo em Goiás pode me deixar várias cicatrizes, mas nunca a marca de covarde, que a maioria tem tatuada na testa.

"Há homens que lutam um dia, e são bons; há outros que lutam muitos dias, e são muito bons; há homens que lutam muitos anos, e são melhores; mas há os que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis!”
BERTOLT BRECHT




 

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Candidato a Prefeito Morre Vítima de Covid - 19


O candidato do partido Prog prefeito de Itumbiaraiás), o psiquiatra Murilo Borges, morreu num hospital de Ribeiro Preto, em São Paulo, em decorrência da Covid-19, na quinta-feira, 29. Murilo Borges pertence a uma família de médicos com amplo serviço social em Itumbiara. Embora fosse um homem reservado, era muito querido na cidade, admirado pela maneira como tratava as pessoas. Era um humanista da medicina. Ele era espírita.

No início de 2020, quando começou a se falar que poderia ser candidato a prefeito, Murilo Borges saltou logo para o primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Aos poucos, por não ser um político tradicional — não apreciava determinados acordos políticos —, foi se desidratando. Mas não mudou sua conduta e manteve a decência como norma incontornável. Itumbiara — toda a cidade — lamenta a sua morte. Não se trata de “figura” de linguagem. O Dr. Murilo, como era conhecido, era mesmo muito querido.

Nota da coordenação da campanha de Murilo Borges

É com muita tristeza que informamos o falecimento do Dr. Murilo.

Ele estava internado no hospital São Lucas em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Dr. Murilo foi transferido para lá depois de ter sido diagnosticado com Covid-19. Ele tinha 63 anos, deixa esposa e 6 filhos. A coordenação da campanha se solidariza com a família.

Nota do partido Progressistas

O Progressistas Goiás lamenta profundamente a morte do Dr. Murilo Borges, de 63 anos, vítima da Covid-19, nesta quinta-feira (29).⠀

Dr. Murilo era o candidato a prefeito em Itumbiara pelo Progressistas e atualmente estava internado por conta de complicações provocadas pelo coronavírus. Ele deixa esposa e seis filhos.⠀


A família Progressistas presta solidariedade e deseja muita força aos familiares e amigos. A memória de Dr. Murilo continuará viva para sempre em seus corações e refletida na vida de todos aqueles que receberam sua ajuda no decorrer de sua vida pessoal e profissional.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

O Que Tem Por Trás do Assassinato de Dois Advogados em Goiás


A experiência de mais de 30 anos em reportagens investigativas, me leva acreditar que o assassinato dos advogados Marcus Aprígio Chaves, de 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47 pode revelar coisas grandes.

Ninguém executa dois advogado a uz do dia, da forma que foram executados, com.frieza e sem medo de câmeras de seguranças, sem ter realizado dezenas de outros crimes. Logo, podemos concluir que foram executados por "profissionais". 

Ninguém ousaria contratar pistoleiros profissionais para assassinar dois advogados, sendo um, filho de um desembargador, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, se não houvesse algo muito grande por trás deste ato.

Acredito que estamos diante de algo, que de tão grande, pode nunca ser revelado, mesmo que seja descoberta a motivação.

Marcus Aprígio, Filho do Desembargador Leobino Valente Foi Assasinado

As vítimas Marcus Aprígio Chaves, filho do desembargador Leobino Valente Chaves, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis morreram com dois disparos na nuca, cada umFrank Alessandro Carvalhaes e Marcus Aprígio Chaves, vítimas de assassinato em escritório de advocacia no setor Aeroporto | Foto: OAB/Rota Jurídica

Os advogados Marcus Aprígio Chaves, de 41 anos, filho do desembargador Leobino Valente Chaves, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47 anos, foram mortos a tiros por dois homens nesta quarta-feira, 28, no Setor Aeroporto, em Goiânia. O crime ocorreu por volta de 14h30 e, até o momento, não há informações sobre os autores dos disparos e a motivação do crime.

De acordo com informações, os dois homens marcaram um horário para consultar com os advogados, entraram e se sentaram sem máscara. Na sala, dispararam dois tiros na nuca de cada um dos advogados. Após o crime, os Bombeiros foram acionados e confirmaram as mortes.

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que no âmbito da DIH foi composta uma Força-Tarefa por 5 Delegados e 30 Policiais Civis para intervenção no local e início imediato das diligências em conjunto com a Polícia Militar, Instituto de Criminalística e Instituto de Identificação, visando a elucidação do crime.