quinta-feira, 18 de junho de 2020

Governo Caiado: Chefão da CODEGO Extorquiu Empresários


Ex-diretor da Codego pressiona empresário a doar cestas básicas, diz servidor da companhiaInformações de um servidor da Codego sugerem que a direção da companhia coagiu empresários a doar cestas básicas em troca de facilidades de pagamento na Codego. Informações também apontam para pedido de vantagens
Foto: Ascom/Codego
Ex-diretor da Codego pressiona empresário a doar cestas básicas, diz servidor da companhia
Sede da Codego em Goiânia

As confusões e ações suspeitas cometidas por dirigentes da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Goiás (Codego) parecem não ter fim.

Em abril, foi revelada uma negociação envolvendo a venda de um terreno no Daia, em Anápolis, por R$ 25 mil, quando o mesmo valia R$ 5 milhões, e que envolveu até mesmo supressão de documentos e uma série de irregularidades. O negócio foi cancelado e custou a queda do presidente Marcos Cabral e outros diretores da companhia.

Surge agora a informação de que a direção da Codego constrangeu e pressionou empresários que tem negócios com a Companhia, ou que dela dependem para aprovação de algum ato ou liberação de pagamentos, a doarem grandes quantidades de cestas básicas, alegando que tinham uma meta a bater na arrecadação de cestas para uma campanha organizada pela área social do Governo Estadual.

Um servidor da Codego, segundo ele próprio afirma: “espantado com tamanhos desmandos”, apresentou ao Gmais Brasil provas de denúncia feita por um empresário junto à Corregedoria da companhia, mas que não teria sido levada adiante, por ordem do então presidente Marcos Cabral, pois as evidências comprometeriam a ele e grande parte dos diretores.

Segundo o servidor, a denúncia foi protocolada de forma manual na auditoria da companhia. De forma manual, o protocolo pode ser suprimido e a investigação não prossegue, explica o servidor.

Na denúncia feita junto à Codego, o empresário juntou cópias impressas e um pen drive contendo cópias das conversas, por meio de um aplicativo de mensagens, com Marcos Cabral e outros diretores. Um grupo de funcionários conseguiu copiar parte do conteúdo da denúncia antes que fossem apagados. Este conteúdo foi, então, encaminhado ao Gmais Brasil pelo servidor.

Pressão e pedido de vantagens

Parte das conversas revelam a pressão feita pelos diretores Isismar Silva Gomes e Edumont Parreira Júnior, para que um empresário doasse 150 cestas básicas para uma campanha social que o Governo estava organizando, e foi estabelecia uma cota para a Codego arrecadar.

Numa das conversas, Isismar Gomes, então diretor técnico da companhia, fala com um empresário e solicita a doação de 150 cestas básicas. O empresário responde que só vai doar 10 cestas. O conteúdo da conversa sugere, não só a pressão para a colaboração do empresário, mas também que pagamentos por parte da Codego seriam liberados ou agilizados mediante a colaboração do empresário.

Na conversa, Isismar Gomes pede ainda que o empresário lhe dê algo que ele chama de “a minha parte”. Por sua vez, o empresário diz que pode “passar estes 10 mil, mais vai abater no total”.

Veja o diálogo.

Diretor Isismar: Boa noite meu caro, podemos contar com sua colaboração amanhã em cestas básicas?

Empresário: Boa noite, claro vou pedir para meu funcionário levar amanhã aí.

Diretor Isismar: Já organizamos uma compra cooperada com uma cesta de melhor qualidade e com valor mais acessível. Peço para pegarem com você a importância ou, se preferir, pode ir diretamente no mercado e passar o cartão?

Empresário: Blz, mas eu prefiro passar e comprar onde já compro para doar em outros locais.

Diretor Isismar: Eu consegui a R$ 49,50 no atacado.

Empresário: Ok, me passa o local certinho, vou pedir a minha esposa para passar o cartão lá. Irei ajudar com 10 cestas.

Diretor Isismar: Moço tira o escorpião do bolso...kkkkk. Sério, agora preciso de 150 cestas suas! Dividimos cotas para nossos parceiros. Tenho uma meta com o chefão.

Empresário: Impossível “fiote”, tô sem receber e isto ultrapassa tudo que já foi planejado.

Diretor Isismar: Mas sério mesmo, o chefão tá no meu pé. Preciso de no mínimo 100 cestas suas e daí você pode ficar tranquilo que vou cuidar pessoalmente para você receber amanhã!

Empresário: Cara não posso e não vou doar mais que 10 cestas! Acho louvável a intenção, mas não tenho condições pra isto. Se servir, conte comigo

Empresário: Não mesmo. Se eu receber amanhã posso até te passar estes 10 mil, mais vai abater no total... Já tá insustentável tanto pedido, e minha parte na prática nunca é lembrada.

Diretor Isismar: Moço tranquiliza sua cabeça, amanhã cedo tá na sua conta. 

Diretor Isismar: Mas aí o meu você garante que me leva até na hora do almoço. Vamos funcionar só até o meio dia amanhã.

Empresário: Combinado 

Diretor Isismar: Vou te aguardar então, pois vou viajar e vou precisar.



Em outra conversa, dessa vez com o secretário executivo de gestão integrada e chefe do Departamento Jurídico da Codego, Edumont Parreira Júnior, o mesmo empresário questiona o pedido de doação das 150 cestas, feita por Isismar. Edumont diz ao empresário que o presidente da companhia “tem uma meta a bater que foi imposta pela primeira dama”. Edumont acrescenta dizendo: “E governo, você sabe como é, o que a primeira dama pede é lei”.

Na mesma conversa, o empresário diz a Edumont que só repassará o que foi pedido por Isismar se “for organizado o combinado inicial”, ao que Edumont responde: “Amanhã estará resolvido... Dá uma ajuda para ele, que você não irá perder com isto”

Veja a conversa:

Empresário: Doutor, boa noite! Desculpe pela hora. 

Edumont Parreira: Boa noite, imagina. Pois não! 

Empresário: Dr. Mazinho entrou em contato me pedindo a doação de 150 cestas. Mas não tenho condições de estar ajudando nesta quantia. Quando disse isto ele não gostou muito.

Edumont Parreira: Estou ciente. O nosso presidente tem uma meta a bater que foi imposta pela primeira dama E governo, você sabe como é, o que a primeira dama pede é lei 

Empresário: Concordo perfeitamente E acredito que seja um motivo extremamente nobre. Porém não posso neste momento.

Edumont Parreira: Se não pode, não pode. Temos que fazer o que damos conta

Empresário: Obrigado pela compreensão 

Empresário: Está ciente dos pedidos do Mazinho hoje? 

Edumont Parreira: Sim, os 10 pontos a serem alterados. Ele precisa urgente desta alteração 

Empresário: Consigo apenas se for organizado o combinado inicial meu. Ele disse que amanhã cedo resolve. Resolvendo eu faço sem problemas 

Edumont Parreira: Amanhã estará resolvido. E ele teve mesmo que repassar o dele. Dá uma ajuda para ele, que você não irá perder com isto.

Empresário: Ok, Dr. mas já estou no vermelho. E preciso que vocês vejam meu lado também. Só estou desembolsando e até agora nada.




As informações e documentos foram entregues ao Gmais Brasil por um funcionário da Codego que não quis se identificar e disse representar um grupo de empregados da companhia que se dizem estarrecidos com os desmandos e irregularidades que julgam estar acontecendo.

O OUTRO LADO

Gmais Brasil entrou em contato por telefone com a direção da Codego e foi orientada a encaminhar qualquer solicitação à Assessoria de Comunicação da companhia, através do email comunicacao@codego.com.br, o que foi feito no dia 17/06.

A Assessoria de Comunicação da Codego enviou mensagem à redação do Gmais Brasil informando que não se manifestaria.

Fonte: Gmais Brasil

quarta-feira, 17 de junho de 2020

JOICE HASSELMANN É DIAGNOSTICADA COM COVID: '1/4 DO PULMÃO COMPROMETIDO'


Joice Hasselmann Foto: Daniel Marenco



Joice Hasselmann postou há pouco no Twitter mensagem afirmando ter sido diagnosticada com Covid-19.

Segundo a deputada, ela está com uma pneumonia viral e tem um quarto de seu pulmão comprometido. Sua assessoria de imprensa informou que ela foi para casa, onde fará repouso.


Eis a mensagem:

"Amigos, comunico que fui diagnosticada com a COVID-19. Depois de crises de tosse, febre e falta de ar fui internada p/ exames que confirmaram a doença e uma pneumonia viral. 1/4 do pulmão está comprometido. Já estou medicada e tomando todos os cuidados. Não é só uma gripezinha".

Prefeitura de Hidrolândia irá inaugurar o Novo Hospital Municipal no próximo domingo

Uma das principais obras da gestão do prefeito Paulo Sérgio de Rezende (Paulinho), o novo Hospital Municipal será entregue à população dia 21 de junho, no próximo domingo. A nova estrutura, situada no Bairro Nazaré, contará com dois blocos e tamanho físico maior que a estrutura do atual hospital, onde há um gasto público de aproximadamente 50 mil reais mensais de aluguel.


Novos equipamentos já foram adquiridos pela Prefeitura de Hidrolândia e poucos detalhes estão faltando para a sua finalização.


Paulinho destaca que cirurgias de pequenas e médias complexidades como parto, laqueaduras, hérnia inguinal entre outras, já são feitas pelo hospital municipal e sua expansão de procedimentos irá aumentar com a abertura da nova estrutura do Hospital Municipal - a maior obra já realizada pelas gestões públicas de Hidrolândia.
O novo Hospital Municipal terá 966 metros quadrados no Bloco 1 e 833 metros quadrados no Bloco 2, sala de observação masculina, sala de observação feminina, sala de observação infantil, dois centros cirúrgicos, duas salas de parto humanizado e sete enfermarias com total de 40 leitos.


A solenidade de entrega será transmitida pelo Instagram, Facebook e YouTube, nas redes sociais da prefeitura de Hidrolândia e pelo Jornal Hidrolândia Hoje, a partir das 18:00hs do próximo domingo.

Ensaio da última quimera, por Demóstenes Torres

Demóstenes Torres

Brasil está como Portugal de 1755

Bolsonaro deve seguir exemplo certo

Estátua em homenagem ao Marquês de Pombal, em LisboaCreative Commons


17.jun.2020 (quarta-feira) 

Lisboa, Dia de Todos os Santos de 1755. São 9h30; as igrejas da capital portuguesa estão repletas de fiéis. Apesar do feriado religioso, as ruelas medievais da cidade acordaram barulhentas com o movimento de aldeões que transitavam em direção ao mercado.

Depois de assistir à missa solene, Dom José I, então soberano mais rico da Europa em decorrência das toneladas de ouro vindas da colônia brasileira, reuniu-se com a corte de bajuladores em celebração marcada por grande banquete. Do nada, a terra começou a tremer e logo deu início ao primeiro de uma série de abalos sísmicos que ficaram conhecidos como Grande Terremoto de 1755 e atingiram até 8,5 graus na Escala Richter.

A princípio, quem sobreviveu às ruínas das casas, palacetes e igrejas correu ao porto lisboeta em busca de refúgio. Foi uma péssima alternativa, pois logo as águas recuaram em grande velocidade e trouxeram enorme e devastador tsunami. O pior ainda estava por vir. Lisboa ardeu em chamas por 3 dias. Aproximadamente 60.000 pessoas morreram no acidente trágico e 3/4 da arquitetura milenar da cidade viraram monturos de calcinados escombros. Alguns viajantes relatam que, mais de 4 anos após a tragédia, ainda era possível sentir o cheiro apodrecido de carne humana.

Nem tudo estava perdido. Portugal contava com Marquês de Pombal, homem de formação iluminista, coisa rara para os lusos daquele tempo, de invejável capacidade de liderança e extraordinária noção de exercício do poder diante de um soberano medíocre, supersticioso e acima de tudo dominado pela tibieza. Imediatamente após o apagar das chamas, Pombal tratou de mandar as tropas às ruas para organizar a caótica situação e contratou os melhores arquitetos da Europa para reconstruir Lisboa com padrão de engenharia e urbanismo modernos.

Enquanto isso, mesmo com todo poder político à mão, Pombal contava com inimigo portentoso e de grande influência junto à Corte e aos pobres desabrigados. Tratava-se do padre Gabriel Malagrida. O jesuíta, em 1756, escreveu um opúsculo sob o título “Juízo da Verdadeira Causa do Terremoto”, no qual atribuía à tragédia um castigo divino motivado pelos costumes devassos e pecaminosos dos lisboetas.

Resumo da ópera: do embate com Pombal, o padre reformador acabou na fogueira da Inquisição, condenado por heresia, entre outras acusações; a Companhia de Jesus foi suprimida por Bula Papal tempos depois e o habilidoso Marquês legou obra de imensurável valor ao gerenciar uma das crises mais catastróficas da Europa. Hoje, Pombal observa, com soberania, a Lisboa moderna e antiga de um pedestal ricamente trabalhado de 40 metros de altura em cujo cimo está assentada sua estátua de bronze.

Brasília, 13 de junho de 2020. A noite do último sábado, após feriado prolongado de Corpus Christi, parecia transcorrer em relativa tranquilidade na capital federal, apesar das intermináveis más notícias sobre a propagação do coronavírus encherem as manchetes dos jornais, das TVs, das rádios e das mídias eletrônicas. Em atitude preparada, grupo de baderneiros profissionais decide exercitar o “livre arbítrio maloqueiro” e, em ato simbólico, atira fogos de artifício sobre o edifício sagrado do STF (Supremo Tribunal Federal), guardião da Constituição da República e do Estado democrático de Direito.

Definitivamente, não se trata de ação isolada e movida por interesses de tresloucados e analfabetos políticos. Ao contrário, o ato tem sustentação dentro do Palácio do Planalto, especialmente arquitetado pelo “Gabinete de Maldade” liderado pelo filho do presidente da República, Carlos Bolsonaro. Vale lembrar que o mencionado vereador instalado na Corte Bolsonariana, na condição de Marquês das Bananadas, há muito vem instigando o ódio contra as instituições do país por intermédio de especializada rede de produção de fake news, a alimentar regiamente as redes sociais.

Marquês das Bananadas, recentemente, em atitude ultrajante e de baixo calão, como é da sua espécie, atribuiu ao ministro do STF Gilmar Mendes a condição de “bandido ou débil mental”. Os impropérios do filho do presidente foram expelidos em resposta ao erudito membro da Corte, que havia se posicionado com correção ao classificar de “crime” instigação palaciana a militantes bolsonaristas de invadir hospitais para certificação de pacientes contaminados pelo coronavírus. Mais: Mendes, com a sabedoria e eloquência peculiares, asseverara que “é vergonhoso –para não dizer ridículo– que agentes públicos se prestem a alimentar teorias da conspiração, colocando em risco a saúde pública”.

Aqui vale pequeno interregno. Durante todo o período em que o presidente Jair Bolsonaro foi balançado no trono por ameaça do procedimento de impeachment, manifestei-me frontalmente contrário à iniciativa, por entender que não havia condição jurídica objetiva para tal remédio constitucional. No entanto, o presidente parece gostar da atividade de admiração do abismo. Mais que isso, tem se esforçado bastante para provocar uma ruptura institucional, para ensejar o próprio impedimento ou tentar golpe de Estado.

Ao ato carbonário dos bolsonaristas contra as instalações do STF se soma uma série de manifestações ditas populares preparadas para ofender as mais caras instituições da República, como o próprio Poder Judiciário e o Congresso Nacional. Tais gestos excedem o direito de expressão para agredir os poderes republicanos e incitar a quebra da democracia com intuito da instalação de Estado miliciano com finalidades criminosa e lucrativa.

No cerne das intenções antidemocráticas está a disseminação das fake news, instrumento abjeto que encontra na coragem do ministro do STF Alexandre de Moraes, um guardião do Estado de Direito. Ao liderar, com postura republicana, os Inquéritos de manifestações antidemocráticas e de fake news, o ministro tem se pautado por conduta enérgica, de exemplar legalidade e mesmo pedagógica, na medida em que mandou recolher aos costumes os milicianos baderneiros que aterrorizam o país.

Não haverá golpe enquanto existir a liderança, especialmente do presidente do Supremo, Dias Toffoli, bem como a atuação respeitável e balizadora do decano da instituição, ministro Celso de Melo. Bolsonaro, como se diz em Goiás, vai “pôr o pé na laçada” se insistir na procura de desvios constitucionais para governar. A nação não aceita, a comunidade internacional repudia e os poderes democráticos irão reagir com contundência.

Ao parodiar Jânio Quadros, o primeiro mandatário ensaia a derradeira e vexaminosa descida da Rampa do Planalto. Deveria se inspirar em Marquês de Pombal para administrar a pior crise do Brasil desde o Descobrimento. Se conhecesse Augusto dos Anjos, saberia que ninguém irá “comparecer ao formidável enterro da sua última quimera”.

terça-feira, 16 de junho de 2020

TSE ADIA O 1º TURNO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS PARA 15 DE NOVEMBRO

Não haverá prorrogação e mandato e o segundo turno deve acontecer em 29 de novembro

As eleições municipais de 2020 estão adiadas e não acontecerão mais no dia 04 de outubro. O deputado federal, João Campos (Republicanos) acaba de postar em sua redes sociais o resultado de uma reunião que acaba de acontecer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

Em reunião hoje, no Tribunal Superior Eleitoral, ficou decidido que as eleições municipais de 2020 serão prorrogadas. O Primeiro turno será realizado no dia 15/11. A data do segundo turno ainda não foi definida, mas há uma grande possibilidade de que aconteça em 29/11. Com a decisão não haverá prorrogação de mandato.