sábado, 21 de fevereiro de 2026

DANIEL VILELA ACUSA ANA PAULA DE QUERER USAR DINHEIRO PÚBLICO INDEVIDAMENTE NO MEMORIAL IRIS


Daniel Vilela lança suspeita grave contra Ana Paula e agora precisa provar — ou assumir o peso do que insinuo.

Quando o vice-governador Daniel Vilela decidiu insinuar que Ana Paula Rezende teria intenção de usar recursos públicos de forma indevida no Memorial Iris Rezende Machado, ele não fez uma crítica política. Ele fez algo muito mais sério.

Ele lançou uma suspeita de desvio.E quem sugere desvio de dinheiro público não está fazendo retórica eleitoral. Está levantando a sombra da corrupção.

Não existe suavização possível aqui. Dizer — ainda que de maneira indireta — que alguém pretendia usar recursos públicos de forma irregular é imputar intenção ilícita. É colocar na mesa a narrativa de improbidade. É insinuar má-fé administrativa.

Isso não é debate. É acusação.E acusação exige prova.

Se houve pedido formal, documento, ofício, articulação administrativa, tentativa concreta, que seja apresentado. Que seja protocolado. Que seja entregue ao Ministério Público. Porque, se há indício real de uso indevido de dinheiro público, a obrigação institucional não é discursar para plateia. É formalizar denúncia.

Ou será que a denúncia só surge quando a ex-aliada muda de partido?

Essa é a pergunta que Daniel Vilela precisa responder.

Se o suposto problema existia enquanto Ana Paula estava no MDB, por que não foi levado aos órgãos de controle naquele momento? Por que a indignação institucional só apareceu depois da ruptura política? O “timing” não é detalhe — é elemento central. Porque ele transforma a narrativa de zelo administrativo em possível estratégia de desgaste eleitoral.

E aqui entra outro ponto sensível: ao envolver o Memorial Iris Rezende Machado, o ataque não respinga apenas em Ana Paula. Respinga na memória de Iris Rezende Machado. Quando se associa o Memorial ao suposto uso indevido de recursos, o que se faz é sugerir que o espaço que homenageia um dos maiores nomes da política goiana estaria sendo instrumentalizado para irregularidades.

Isso é gravíssimo.

O debate político é legítimo. A divergência é saudável. A fiscalização é obrigação. Mas existe uma fronteira clara entre crítica e imputação de irregularidade. Quando essa fronteira é atravessada, a responsabilidade jurídica deixa de ser abstrata.

A Constituição garante liberdade de expressão. Não garante salvo-conduto para acusação sem base material.

Se Daniel Vilela tem provas, que as apresente

Se não tem, o que restará será a tentativa de manchar reputação no grito, no “disse-me-disse”, no ataque calculado.

Porque, no Estado de Direito, o ônus da prova não é de quem se defende.

É de quem acusa.

E quando a acusação envolve dinheiro público, não há espaço para insinuação. Ou se prova — ou se assume o peso do que foi dito.


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