sábado, 31 de janeiro de 2026

EMPRESA COM CONTRATO COM A PREFEITURA SURGE EM PAGAMENTO DE CAMINHONETE DE PREFEITO

DINHEIRO DE EMPRESA LIGADA A CONTRATO DE R$ 1,9 MILHÃO COM A PREFEITURA APARECE EM PAGAMENTO DE CAMINHONETE DE PREFEITO EM SÃO MIGUEL DO ARAGUAIA


Cheque de R$ 200 mil, contrato público, sócia em comum e transação privada formam um encadeamento que exige explicação urgente

O que começou como um rumor político ganhou contornos documentais. E agora o caso deixa de ser bastidor e entra no campo da responsabilidade institucional.

Documentos, registros societários e dados de contrato público revelam uma sequência de fatos que, embora ainda sob apuração, colocam sob escrutínio uma transação privada envolvendo o prefeito de São Miguel do Araguaia, Jeronymo Siqueira.

E o ponto central não é a caminhonete.

É o fluxo do dinheiro.

O CHEQUE DE R$ 200 MIL

O Blog do Cleuber Carlos teve acesso à imagem de um cheque empresarial no valor de R$ 200.000,00, vinculado à empresa TDR Serviços e Locações Ltda.

Segundo as informações apuradas, esse cheque teria sido utilizado como parte do pagamento de uma caminhonete adquirida pelo prefeito.

O documento apresenta:

  • emissão empresarial
  • registro de devolução inicial
  • posterior compensação

Até aqui, trata-se de uma operação privada.

O problema surge quando se observa quem é a empresa emissora.

A EMPRESA DO CHEQUE

A TDR Serviços e Locações possui como sócia Paula Araújo Costa.

E aqui está o ponto que altera o cenário.

A mesma Paula Araújo Costa é sócia da Player Service Ltda

O CONTRATO PÚBLICO

A Player Service Ltda possui contrato com o Município de São Miguel do Araguaia para serviços de limpeza urbana contínua, no valor de:R$ 1.922.256,28

Ou seja:

A empresa cujo cheque aparece no pagamento de bem particular do prefeito está ligada, por sócia comum, à empresa que presta serviços à Prefeitura comandada pelo próprio beneficiário do bem.


Isso não é narrativa.

É encadeamento objetivo de fatos.

POR QUE ISSO É GRAVE DO PONTO DE VISTA INSTITUCIONAL (EM TESE)

Não se afirma aqui a prática de crime.

Mas a situação pode levantar questionamentos sobre:

  • conflito de interesses
  • relação imprópria entre contratado e gestor público
  • eventual vantagem indireta
  • dependência econômica entre fornecedor e autoridade
  • integridade das contratações públicas
  • transparência da evolução patrimonial

Quando dinheiro ligado a estrutura empresarial que mantém contrato público aparece em transação privada do chefe do Executivo, a explicação não é opcional — é obrigatória.


O QUE PRECISA SER EXPLICADO

A sociedade tem o direito de saber:


  • Qual a natureza do cheque de R$ 200 mil?
  • Foi empréstimo? Intermediação? Pagamento de terceiro?
  • Por que empresa ligada a contratada do município aparece na operação?
  • O contrato de limpeza urbana está vigente?
  • Essa operação consta na declaração patrimonial do prefeito?

O SILÊNCIO QUE AMPLIFICA O CASO

Até o momento, não houve esclarecimento oficial.

E quando as respostas não vêm, os fatos falam sozinhos.

O caso deixou de ser político.

Passou a ser institucional.

E quando recursos ligados a empresas que se relacionam com o poder público entram em operações privadas de autoridades, a questão é simples:

A população tem o direito de saber se há apenas coincidência — ou algo que precise ser investigado.


O Blog do Cleuber Carlos mantém o espaço aberto para manifestações do prefeito, das empresas citadas e de seus representantes.

Mas enquanto isso não ocorre, os documentos e os vínculos já colocam São Miguel do Araguaia diante de um episódio que não pode ser tratado como trivial.

Transparência não é ataque.

É dever republicano.


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